Use o Silencio quando Ouvir
Minha prática como cientista é ateia. Isso quer dizer, quando realizo um experimento eu assumo que nenhum deus, anjo ou demônio irá interferir em seu curso... Eu seria intelectualmente desonesto se eu não fosse ateísta com os assuntos do mundo.
Quando os humanos inventaram a desigualdade e o status socioeconômico, eles criaram uma hierarquia de dominância que subordina como nada que o mundo dos primatas já viu antes.
A vida é um fato incompreendido pois passamos tanto tempo tentado compreender que quando compreendemos não sabermos o porque de viver.
Quando a razão e a emoção começam a entrar em conflito, é sinal de que existem mais sentimentos do que você imagina.
Quando minha pequena nicoly acaricia meu rosto dizendo meu vô é lindo, mente inconsciente, no afã de externar o sentimento de amor verdadeiro. Peculiar, apenas do sentimento infantil.
HIPOCRISIA:
Pensar que somos sãos
Sobre a insanidade alheia
Pensar que amamos
Quando apenas dizemos, te amo
Pensar que somos felizes
Quando nunca, nunca perdoamos
Pensar numa humanidade afável
Quando a guerra faz pela paz do homem
Pesar que somos humanos
Sempre que aos insanos ignoramos
Pensar que somos coerentes
Quando só em si a verdade existe
Pensar que tudo isso existe
Apenas, porque vivemos
Esse plano inconsequente.
É saber que pensando assim
Tudo é utópico nesse mundo vil...
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
“Enquanto os LOBOS Bufam de raiva pela exclusão da alcateia, os GATOS Resbunam quando lhe tomam a "sardinha", e os ABUTRES Grasnam com sede de carniças.
É certo que os cães acuados: Ladrão por medo, nunca por valentia".
MEU ALENTO:
Quando eu morrer,
Não me facultem alarde ou risos!
Não me chorem amargos sisos!
Eu não chorei nem sorri.
Quando eu morrer,
Se assim, o for meu querer,
Os ouvidos, guardai em potes de vidro
Pra que não possa te ouvir.
Sobre os meus olhos,
Plantai no mais alto dos outeiros
De frente pro mundo inteiro
Para eu ver, quem chora ou sorrir.
Quando eu morrer,
Só a língua deixai ao relento
Pra não calar o que sinto
E reportar o porvir.
E só quando eu morrer,
Separem do corpo o nariz
Esse aos eflúvios condiz
Guardem-no, nos florais,aos jardins.
QUANDO O DESEJO PELO PODER VIRA OBSESSÃO, O POLÍTICO PERDE A RAZÃO E DEIXA O POVO EM PATAMAR DE SUBMISSÃO
PAIXÔES:
Quando dizemos que amamos o outro.
Identificamo-nos a “afetos corretos”.
Quando dizemos que o odiamos.
Opomos-nos aos seus “invalores convencionais”.
Essencialmente, não se ama ou odeia-se!
Apenas reivindicamos o cerne da alegria.
QUANDO O SISTEMA JUDICIÁRIO FACULTA AOS POLÍTICOS O LUGAR DE INSIGNE.COLOCA-SE EM LUGAR DE INSIGNIFICÂNCIA!
PELADAS DE RUA:
Quando menino a bola era meu fraco:
Bastava saber que no campo do barreiro de ZÉ JOAQUIM havia uma. Que ali estava eu, moleque franzino de cabelos claros cortados em franja, motivo pelo qual a molecada me chamava de “Zico”, apenas pela aparência física, pois mesmo tendo certa intimidade com a “Gorduchinha” nem de longe lembrava o Galinho.
Porém, me recordo com muita nostalgia do primeiro time formadinho com uniforme e tudo. Mas, claro, não tinha nada a ver com a realidade tupiniquim.
O padrão era do Internacional, clube lá do sul.
Ora! Ninguém queria saber se era do Sul, Norte ou outra região. O que bastava era estar uniformizado e se exibir no campo defronte ao estádio JOSÉ RAMALHO DA COSTA, pointer dos times de peladas de rua à época. Por quê? “Por que ali era onde os jogadores profissionais e técnicos do América Futebol Clube passavam para os treinos e todos os moleques alimentavam a esperança de um dia jogar no América. Carinhosamente chamado de” MEQUUINHA”.
Como em todo grupo existem as figuras pitorescas aquele não podia ser exceção. Logo aparece o “Beque Central” do time, apelidado de “BUBAÇO”. Era uma figura esguia, meio corcunda e olhos quase que saltando de órbita.
Buba como carinhosamente o chamávamos, sujeito não muito adepto da higiene, tinha o mal habito de conservar as unhas dos pés sem apara-las.
Também lembro com muita nitidez que todos jogavam descalços porque a grande maioria dos meninos eram filhos de pais pobres e não podiam comprar o Kichute. Pois era privilegio dos mais abastados filhinhos d papai.
Nunca me saiu da lembrança, um fato no mínimo hilário, que até hoje quando lembro me passa um VT daquela cena inusitada: Era a final de um torneio, e nós decidíamos com o Botafogo de Ciço de Miguel Eustáquio. Que por sinal era o melhor entre os demais times.
A partida estava com o placar em 0 X 0 e já no finalzinho do jogo quando Bubáço (jogador), recebe uma bola cruzada sobre o zagueiro adversário, dribla-o” Quipa” e chuta com bastante força a bola que era de plástico, a saudosa Canarinho, o xodó da gurizada nos anos de 1970. Parece mentira, as unhas salientes do atleta corta a pelota e o gol é abortado.
Desolado e visivelmente indignado. Entra em cena JUVENAL, dono da bola e do fracassado time. Percorre todo o campo como se numa volta olímpica com um único intuito, agredir o pobre Buba que além de cortar sua bola, frustrou o resultado daquela partida.
O cartola ao alcançar seu jogador, impiedosamente o agride físico e verbalmente. Além de suspendê-lo da equipe até que compre uma nova bola e apare suas malfeitoras unhas.
Ainda meio assustado estava ali estático.
Eu, e os demais colegas do clube. Sem esboçar nenhuma reação em defesa do principal personagem daquele espetáculo que hoje juntamente com seu “algoz” encontra-se em outra dimensão.
Tudo isso para fazer jus ao que digo ao encetar o texto:
(A bola era definitivamente o meu fraco). Diferentemente do que representava meu ídolo Arthur Antunes Coimbra (Zico).
Nicola Vital
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