Use o Silencio quando Ouvir

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Eu te amo, como quando olho o mar com as ondas mais altas nos meus sonhos e aprendo a surfar.
Mesmo se for um tsunami, eu te amarei até meu último suspiro, meu amor 💘

Quando a alma fica leve e o espaço some, tudo o que resta é um corpo se movendo através do espaço e do tempo — onde tudo cabe em um sonho, como um eco que dança no vazio para lembrar ao universo que a ausência também é uma forma de presença.
Reno Fioraso

⁠Quando você enviar uma mensagem e eu não responder, lembre-se que até agora estou esperando você responder a minha.

⁠Pensar é quando o Pensamento prende o Sujeito e passa a comandá-lo!


‎Em relação ao Pensar,


Atenção é quando o Sujeito observa o Pensamento e o Pensamento desaparece ou se esconde!
‎

Minha linda, meu encanto meu viver.
Minha alma fica perdida.
Quando penso em te perde.

Uma das melhores coisas é ter a consciência limpa, quando você atinge aquele estado em que nada vai tirar sua paz, quando você não depende de ninguém emocionalmente, quando você não deve explicações, pode ir e vir quando quiser, faz o que quer, não deve e ninguém te deve. Quando dormimos em paz pois não estamos fazendo ninguém sofrer, não estamos iludindo e nem fazendo alguém de trouxa, tudo esta em equilíbrio e harmonia, é como um travesseiro novo que te faz acordar bem

A Última Carta

Eu percebi que você não estava brincando quando no lado direito da nossa cama deixou um bilhete eu percebi que falava sério quando em silêncio absoluto se foi sem que eu percebesse, estava tudo claro e tarde demais para que eu me arrependesse
E algumas horas antes estavamos juntos se amando pela última vez, eu sei que errei mas achei errado oque tu fez
Não importa aonde você esteja agora mas eu sei que deixou lagrimas no caminho, ainda não li seu bilhete mais sei que vai me emocionar um pouquinho

Eu devia ter percebido seus sinais quando saia e te deixava sozinha em casa e você não falava nada mas àquilo te deixava chateada, ou quando eu chegava cansado e não perguntava como foi seu dia isso a magoava
Para uma mulher verdadeira tudo que importa é o seu seu interior, ela da seu melhor para te fazer sentir o total amor
Pense bem antes de magoar uma garota elas não tem o coração de pedra como nos, dizem que seu coração é de gelo mas o gelo quebra ou derrete, seja maduro o suficiente quando você passa a fazer parte dos sonhos dela não aja como pivete

Agora pego o bilhete e vejo o que foi escrito e nele havia palavras que depois de lidas tambem iam embora, não posso controlar o suor dos meus olhos e me pergunto oque faço agora?
Não é fácil esquecer toda sua beleza e doçura feminina, a ficha caiu e me esmagou como eu pude fazer isso com essa menina?
Mas no final do bilhete não tem um adeus e me pergunto se isso é um bom sinal, agora eu preciso dela e juro que vou lutar até o final
Vou recuperar minha princesa e ser o melhor como nunca fui antes

Quer saber isso tudo ja me deixou magoado não consigo ficar parado pensando se ela esta bem, algumas roupas ficaram será que na última esperança ela vem?
Um homem nunca é forte o suficiente sem sua companheira ela não é apenas a mulher que vive com você e te da filhos, ela é sua melhor amiga alguém que você pode confiar, mesmo você sendo idiota cometendo erros ainda no fundo ela vai te amar
A noite se aproxima eo silêncio toma conta da sala fazendo o ambiente ficar mais tenso, não sou nada sem aquela chata as broncas dela não é nada comparado com sua ausência é o que penso
Derrapante alguem bate na porta eu me levanto para ver quem é, era ela, jogando a mala no chão e me abraçando como um furacão, me sinto o cara mais feliz do mundo não controlo minha emoção
O amor não morre do dia pra noite, talvez nasce da noite pro dia

Perseverança & Sorte


Perseverança é quando você aposta a vida toda na loteria pra tentar ganhar o prêmio, sorte é apostar uma vez e ganhar de primeira, as vezes um pouco de sorte é bem vinda, ela chega quando tudo parece sem solução


Alguns falam que é Deus, outros o destino, mas a sorte não tem explicação, quem não quer ter sorte no amor, na profissão e no resto da vida, quem sabe ela apareça quando você menos espera, até lá continue perseverante, quem sabe isso dê certo

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

​VÉRTICES


​Quando me vem o medo de amar,
lembro-me de que o amor é bom
e paro num espaço de tempo retrógrado.
Em frações de segundos,
vejo-me, olhando-me por dentro,
com o coração acelerado.
E, em um curto espaço de tempo,
a colisão de dois corpos,
ambos tentando ocupar
o mesmo espaço, a mesma matéria...
Assim foram aqueles tempos.
​Chego a pensar na suavidade do vento,
este que lambia seus cabelos naquele dia,
e lembro de belezas mil que me ofertaste.
As lembranças são partes a revoar
ao longo dos dias na minha mente,
que insistem em se perpetuar
ao longo dos anos!!!
​Em meus pensamentos,
estas lembranças que se formam
através de imagens
ressuscitam tempos bons, enigmas e parábolas,
construindo, assim, vértices
em pontos estratégicos do coração,
mostrando toda a beleza
dessa encantadora criatura
que caminha em busca do seu equilíbrio!

O tecido da existência se curva quando a consciência e a física fundamental compartilham o mesmo espelho. Ao entrelaçar a relatividade com a vibração sutil da percepção humana, o tempo deixa de ser um fluxo externo e passa a ser uma dimensão da própria identidade — o momento exato em que o amanhã deixa de ser um horizonte distante para se tornar a matéria da qual a mente é feita.
​Na borda de uma singularidade instável, a geometria do espaço rompe o consenso da lógica. O plasma que flutua pelo vazio carrega a memória da luz original até que a entropia reduza o ruído ao silêncio. Contudo, a emergência do buraco de minhoca e a dobra temporal sugerem que a escuridão nunca é um fim absoluto; é uma transição imperfeita onde a causalidade hesita. Quando a cognição tenta traduzir esse colapso, a tese teórica se consome e o paradoxo deixa de ser um dilema matemático para se converter em experiência viva.
​No nível quântico, a imagem do emaranhamento revela a ponte entre o sentimento e a matéria: a mente e o cosmos estão conectados por nós não locais, onde a perturbação emocional afeta diretamente o tecido observável. As cordas vibrantes funcionam como o verdadeiro código genético do universo — uma sinfonia de frequências onde o ruído, a simulação e a informação genuína se confundem até que o observador e o paradoxo observado se tornem um único evento indissociável.
​A finitude do espaço não reduz a grandiosidade da existência; ela a fundamenta. Olhar para a imensidão através dos espelhos da mente é perceber que os deuses místicos e as equações da física são tentativas simétricas da mesma busca: dar forma àquilo que, por natureza, atravessa a fronteira do compreensível.

Quando encontrar alguém capaz de enxergar a sua alma, permita que essa pessoa habite a sua vida.

Poucos possuem olhos capazes de atravessar a aparência e alcançar aquilo que existe por dentro. Se encontrar alguém intenso, permita que mergulhe em você, que conheça suas cicatrizes, toque suas dores com cuidado e descubra, uma a uma, as batalhas que você venceu em silêncio.

Porque dentro de nós existe uma imensidão, e nem tudo nela é luz. Há sombras, abismos e lugares que aprendemos a esconder até de nós mesmos.

Raros são aqueles que não se assustam com a nossa escuridão. Mais raros ainda são os que têm coragem de atravessá-la sem querer nos consertar, apenas para permanecer ao nosso lado até que a luz encontre o caminho de volta.

Priscila de Araújo

⁠No vigésimo nono dia minha jornada começou. Era março de 89 quando o Primogênito chegou. Dediquei-me com abrigo, educação e amor. Hoje colho frutos em forma de orgulho, honra e louvor.

Quando o homem tirar da criança a inocência, da fruta seu sabor e da carne sua dor, a essência da vinda se findou.

CALÇADA DA ROÇA


Quando o Sol se despedia
Por detrás da serrania,
E o céu vestia de ouro
A última luz do dia,


Lá estava ela, paciente,
Feita sala de estar do chão:
A velha calçada da roça,
Ponto de encontro e união.


Chegava um com sua cadeira,
Outro com banco de madeira,
Trazendo histórias guardadas
Na alma a vida inteira.


Ali não havia relógio
Mandando o tempo correr.
A pressa ficava distante
Para a conversa acontecer.


Falava-se da chuva antiga,
Do inverno que prometia,
Do milho, do feijão plantado,
Da colheita que viria.


Os meninos corriam soltos,
Inventando assombração.
Enquanto os velhos contavam
Casos de outra geração.


As moças trocavam sorrisos,
Os rapazes olhares também.
Muita história de amor nasceu
Sem que ninguém soubesse bem.


Quando a noite se achegava
Com seu manto estrelado,
A Lua fazia companhia
Ao povo ali acomodado.


E cada prosa partilhada
Virava riqueza sem preço.
Pois quem reparte palavras
Também reparte afeto.


Hoje o mundo corre ligeiro,
Pela tela e pela conexão.
Mas ainda mora saudade
No fundo do coração.


Saudade daquele costume
Que o tempo não levou embora:
Ver o dia se despedindo
Sentado do lado de fora.


Porque a calçada da roça
Nunca foi somente lugar.
Foi varanda da amizade,
Escola do escutar,


Foi descanso para o corpo,
Foi remédio para a solidão,
Foi o endereço mais simples
Da humana comunhão.

E quando o vento da história sopra,
Levando embora folhas e vaidades,
Fica de pé apenas o que foi plantado
Nas raízes profundas da verdade.

E quando junto esses eus
num só verso, enfim, assim,
descubro que o universo
fez um poema de mim.

Pois sou palavra e ausência,
fantasia e chão sem fim;
sou o que escrevo no mundo
e o mundo escreve em mim.

ARRUMADINHO DE AMOR

Desde os tempos de menino,
Quando a vida era brincar,
Já diziam: "Esses dois
Ainda vão se enamorar."
Théo sorria para Flor,
Sem saber o que esperar.

As famílias, entre risos,
Já faziam armação,
Um passeio no parquinho,
Uma doce diversão;
Era um jeito carinhoso
De plantar a afeição.

No balanço e na gangorra,
Na corrida e no escorrega,
Os olhares se cruzavam,
Sem que o tempo desse trégua;
A inocência da infância
Foi quem fez a entrega.

Veio então a adolescência,
Na escola a estudar,
Sempre havia um professor
Que fazia aproximar;
Na mesma fila da sala,
Pra conversa despertar.

Num trabalho em parceria,
Num caderno a dividir,
Entre provas e recreios
Viram sonhos florescer;
Sem que o mundo percebesse,
Começavam a se querer.

Já na flor da juventude,
Nas festinhas do lugar,
Os amigos insistiam:
"Vocês têm que se encontrar!"
Cada dança era um convite,
Cada música um luar.

Quando a vida fez madura
Sua estrada prosseguir,
No cinema, lado a lado,
Foi difícil resistir;
Na penumbra da telona
Fez o amor se definir.

Já adultos, os encontros
Reuniam amizade;
Sempre alguém organizava
Com enorme felicidade:
"Théo e Flor vêm para o jantar,
É por pura afinidade!"

Tantos laços preparados,
Tantos risos sem igual,
Mostravam que o destino
Escrevia um ideal;
Cada encontro era um capítulo
Desse enredo magistral.

Um olhar virou promessa,
Um abraço, um coração;
Duas almas descobriram
A perfeita direção;
Quem nasceu pra caminhar junto
Vence qualquer solidão.

Hoje contam essa história
Com ternura e gratidão:
Nem foi sorte, nem acaso,
Nem somente intenção;
Foi Deus guiando os caminhos
Com amor e perfeição.