Use o Silencio quando Ouvir

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Quando estou
dentro de ti:
não sou apenas corpo,
sou alma que encontrou o infinito.

Quando as
epidermes falam
o mesmo idioma:
outubro ferve verão.

Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.


E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.


Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.


Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.


Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.


Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.

Ser-se ponte é suportar
o peso sem exigir
permanência, é travessia
quando caímos por dentro.

A sabedoria está em não controlar a energia, mas em a escutar. Reconhecer quando a mesma pede expansão, quando exige recolhimento, e perceber que pensamentos e desejos não são coisas, mas sim fluxos.

A bondade é ficar
quando tudo em nós
quer partir.

A solidariedade é uma força silenciosa, mas profundamente transformadora. Ela nasce quando escolhemos olhar além de nós mesmos e reconhecer o outro como parte do mesmo caminho.

Adoro quando tu tiras-me
as palavras da boca com a tua boca
e as colocas a derreter na tua pele.

Há abraços que não
se desfazem,
mesmo quando
os braços se soltam.

O invisível que carrego dentro de mim ocupa o espaço onde eu deveria estar, e observa-me quando tu estás perto de mim, e ainda assim não posso tocá-lo.

Poesia é quando
o corpo expressa
o que a pele ainda
não teve coragem.

A Casa que Fazes em Mim


Quando visitas o meu pensamento,
as horas derretem-se
como se o tempo tivesse aprendido
a respirar ao ritmo do teu nome.


O amor torna-se simples,
quase uma luz que se acende sozinha no silêncio onde cabemos os dois.


E há em ti qualquer coisa de infinito,
um gesto que me chama,
um abraço onde o coração
encontra casa.


Se amar é perder-me,
que seja sempre assim:
perdido em ti, e finalmente inteiro.

Estar embrenhado na natureza não é refúgio: é origem. O refúgio somos nós, quando regressamos a ela.

Quando duas almas se cruzam é sempre um instante absoluto, rápido demais para o tempo, fundo demais para o esquecimento.

Há encontros que só acontecem
quando nos deixamos afundar,
como raízes que se procuram no subsolo até se reconhecerem,
e só então perceberem que
sempre foram a mesma árvore.

Quando a seleção entra em campo: é o momento em que o país inteiro torna-se numa única pulsação
e lembra-se que ainda sabe sonhar.

O Estado Poesia




Os nossos corpos, em estado sólido,
começam a derreter quando as epidermes se tocam.
Passamos a líquido,
escorrendo um para o outro,
misturando temperaturas,
onde o toque é luz,
o calor é linguagem,
e o que somos se escreve no ar
como se a pele tivesse aprendido a respirar dentro da pele.


E quando evaporamos,
quando a anatomia
se desfaz em vibração
e ficamos só alma com alma,
passamos para o estado mais raro:
o estado poesia.


Onde já não somos corpo,
nem gesto,
nem pele — somos aquilo que o mundo lê
quando o silêncio grita.

Quando o amor fala com o coração..
Ele aprende a amar e perdoar.
Rita Simões

O meu aniversário é dia 1/9/2018.
Quando eu tenho 5 anos e começo
a ir pra escola, em 2023: "Escola Oásis".
2024: "Escola CEI"
2025 e 2026: "Escola Sandoval"

"Às vezes quando não respondo é porque fiquei admirando sua mensagem".