Use o Silencio quando Ouvir

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Tem batalhas que vencemos,
quando perdemos o interesse de luta-las.

Quando você não se escolher,
E priorizar quem te mantinha por opção,e mesmo assim sobreviver o dano.
Ninguém mais te doma.

Quando percebemos que a solidão vale mais que certas companhias,
Não é qualquer um que se acomoda em nossa sala de estar.

As pessoas erram quando falam que minha inquietude,
meu barulho assusta.
O perigo mora no meu silêncio.

Me afastei por vergonha,
Quando percebi que não estava trajado a caráter,
Participei de alguns bailes de máscaras de cara limpa.

O desgaste tem sido menos,
Quando comecei a segurar a porta,
E não as pessoas que querem ir.

O mesmo prego alvo de marteladas,
É o mesmo quando amadeira vira.

Caí no seu esquecimento,
Que ótimo.
Doeu menos que quando estava sendo lembrado.

Não faça do meu coração de pipa, brincando ele, mas quando ver o risco de perder corre atrás.

Quando a palavra cai no chão,
não são apenas as palavras que despencam.

Eu e meus botões


Quando você quiser encontrar colo, não procure em molas sofisticadas de alguém que não lhe oferece conforto.
Existem colos no olhar, no carinho, no dizer: “Oi, querida, eu te amo”; no aperto de um abraço sincero, na carta escrita, no beijo demorado.


E, por fim, no abraço de inverno...
Ouvindo a mais pura música do luar de Janeiro.

Lembrar de alguém somente quando precisa é uma atitude parasitária, onde o indivíduo(a) necessita sugar algo para suprir sua necessidade momentânea, seja financeira ou emotiva.

A amizade não morre de uma hora para outra; ela apaga aos poucos quando um lado cansa de insistir em ser visto.

A amizade é semelhante a uma via de mão dupla, onde o fluxo vai e vem, quando essa dinâmica deixa de existir, a via perde o sentido e é desfeita para novas construções.

É muito fácil apontar o dedo para o fim de uma amizade quando você escolhe ignorar os passos que deu para chegar até lá. Algumas pessoas preferem perder um amigo incrível a ter que encarar o espelho e admitir que também erraram.


Diante desse cenário, o pior cego é aquele que chora pelo fim da amizade, mas se recusa a enxergar as próprias omissões que a sufocaram. Se você acha que não deveria perder um alguém pelo valor que ele tem, pela fraternidade que ele oferece e pela presença que te traz conforto, deveria pensar duas vezes e deixar a soberba de lado; enfrentar o próprio ego e ser o dono da sua consciência.


Afinal, uma amizade não desmorona sozinha; ela cede sob o peso dos erros que um lado cometeu e que o orgulho insistiu em não ver.

Agradeça quando sentires ANGÚSTIA diante de uma decisão, é sinal de que és livre e o tempo é finito, logo, suas escolham carregam um peso a serem diluídas.

Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.


É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".


Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.

Descanse no SENHOR e aguarde por ele com paciência; não se aborreça quando outros obtêm sucesso em seus caminhos, quando eles maquinam o mal.
Salmo 37:7

"Quando você se torna o seu próprio refúgio, a partida dos outros deixa de ser um abismo e passa a ser apenas uma constatação. Se faço falta para alguém, a vida responde no tempo dela. Mas enquanto esse tempo não chega, minha missão é garantir que eu nunca mais faça falta para mim mesmo."
— Ginho Peralta

Braza de natureza, quando ela encosta ferve ;
hoje é um dia normal porque sou mais frio quando quero. 🧬