Use o Silencio quando Ouvir

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A venda começa quando você para de oferecer e começa a entender.

Quando o líder precisa estar presente para tudo funcionar, ele construiu dependência, não liderança.

Há alturas que só se alcançam quando a gente se abaixa. Descobri isso ajoelhado, diante do meu sobrinho — um pequeno mestre que ainda chama o tempo de milagre e o quintal de mundo.

Aprender a ser grande não tem nada a ver com subir, conquistar ou colecionar aplausos. Tem a ver com reaprender a ver do chão, de baixo, da inocência que a pressa desaprende. O olhar das crianças não mede, não julga, não calcula. Apenas acolhe. E quem acolhe, cresce.

Ajoelhar é um gesto sagrado: é dizer ao universo que não se esqueceu de onde veio. É lembrar que a sabedoria mora nas alturas baixas, nas perguntas simples, nas respostas que ainda não têm forma.

Ser grande, talvez, seja isso: caber inteiro num instante pequeno.
Porque quem se abaixa para amar, se eleva sem perceber.

— Douglas Duarte de Almeida

A dor tem ouvidos finos, escuta o som exato do teu medo. Ela percebe quando você hesita, quando sorri por educação, quando diz “tá tudo bem” só para não mostrar o caos por dentro, ainda que a verdade escape pelos dedos.

A dor tem instinto, não tem pena. Sabe onde você se esconde quando finge estar forte. Aparece de mansinho… num silêncio, num sonho, num arrepio que não se explica. E cresce ali, no intervalo entre o que você sente e o que ousa admitir. Você pode mudar de cidade, trocar de corpo, de cama, de assunto. Pode se embriagar de vozes novas e promessas antigas. A dor não se apressa, ela sabe esperar o momento em que o barulho cansa.

No fundo, ela só quer ser reconhecida. Quer um nome, um rosto, um espaço pra existir. E quando, enfim, você a encara, percebe: ela sempre foi tua. Uma mensageira indesejada, mas sábia, apontando o que ainda pulsa mal curado.

Fugir dela é correr de si — e quanto mais rápido vai, mais se encontra. Há uma beleza triste nisso: descobrir que até a dor te ama o bastante pra não desistir de te ensinar. Encare-a, ela só quer que você saiba quem tu és e te mostrar o que você insiste em evitar.

(Douglas Duarte de Almeida)

Não é uma despedida, é só uma hipótese — dessas que a gente pensa baixinho quando o peito lembra que é finito.

Se um dia eu fo, aliás, quando eu for, quero ir sem inventar desculpas. Já pedi perdão demais por ser intenso, por sentir demais, por não caber nos silêncios que esperavam de mim. Cansei de negociar minha essência pra parecer leve.

Não quero ser lembrado por “ter sido bom”, quero ser lembrado por ter sido real. Por ter misturado ternura com acidez, fé com ceticismo, coragem com medo, e mesmo assim, ter seguido. Quero que alguém, em algum momento, perceba que viveu com um pouco mais de coragem depois de cruzar comigo. Isso já me basta. Não deixo herança: deixo faísca. Se ela acender em alguém, sigo vivo.

E se perguntarem o que aprendi, direi: aprendi a me atravessar sem mapa. A perder com dignidade. A me refazer sem plateia. E a amar sem manual — porque o amor, no fim, é o último idioma antes do silêncio.

(Douglas Duarte de Almeida)

Deixe a criança que habita você correr solta de vez em quando — ela lê o mundo em cores que a razão ainda não aprendeu a nomear.

O raso tem essa crueldade: parece fácil, parece seguro, parece até bonito quando o sol acerta o ângulo. Mas não acolhe. Não sustenta mergulho. Quem vive de superfície se acostuma a respirar ofegante, como quem teme o próprio fôlego.

O tempo — esse animal indomável — merece ser gasto em abismos que valham o risco. Em encontros que te façam perder o chão, mas te devolvam o sentido. Em silêncios que não te afoguem, mas te ensinem a ouvir.

Não desperdice seus minutos em quem tem medo da correnteza.
Não negocie sua profundidade com quem só sabe molhar os pés.
Porque, no fim, a vida não é sobre colecionar respirações, é sobre o raro instante em que falta o ar e, ainda assim, você sente que valeu a pena.

Não confie no que vê quando está com medo. Coloque os óculos, ajuste o grau, depois olhe novamente para a mesma coisa. Não tenho dúvidas de que muitos de seus monstros só existem porque o medo embaça sua visão.

Mudar não nasce do desespero, nasce da lucidez. Quando percebemos que o conforto tornou-se anestesia.

Agimos como gostaríamos de ser porque, quando há tempo para pensar, escolhemos a versão de nós que queremos apresentar ao mundo. A ação comporta cálculo, linguagem, educação, desejo de reconhecimento.

Mas a reação acontece antes da diplomacia do pensamento. Ela atravessa nossas defesas e revela aquilo que ainda não conseguimos elaborar: nossas feridas, medos, ressentimentos, necessidades e modos aprendidos de nos proteger.

Por isso, não somos necessariamente aquilo que fazemos quando estamos no controle. Há algo de nós que aparece quando o controle falha.

É justamente aí que a frase se torna incômoda: nossas reações talvez não revelem quem somos por inteiro, mas revelam quem ainda somos quando não conseguimos escolher quem ser.

E talvez seja nesse intervalo, entre o impulso que nos atravessa e a resposta que aprendemos a construir, que começa o trabalho de transformar-nos.

Existe uma beleza que só acontece quando saímos do caminho habitual. O mundo continua sendo o mesmo, mas alguma coisa em nós ganha outra janela.

Nem toda mudança começa quando a vida muda. Às vezes, ela começa quando finalmente paramos de insistir em caber onde a nossa verdade já não respira.

Perdi o medo do depois,
quando aprendi,
que o depois,
pertence a DEUS!

“Uma ideia só é boa, quando é colocada em prática.”

A solidão começa muito antes de ficar só.
Começa quando você percebe que está acompanhada… mas caminhando sozinha!

Follow-up não é insistência quando existe propósito, inteligência e respeito.

Atendimento extraordinário começa quando o cliente deixa de ser um número e volta a ser uma pessoa.

Poema - Falsidade


É uma coisa na minha frente
E outra quando estou ausente
Maior inimigo da verdade
Se chama falsidade
Decepção não tem nome
Maldito o homem que confia no homem
Se decepção matasse
Talvez eu não estaria aqui mais
O que mais sai da boca
É que uma mão lava a outra
Escuto isso toda vez
Mas quando chega a minha vez
A água acabou, o que restou
Decepção de novo
Falou que era nós
Mas só ficou na voz
A palavra atitude
É um personagem ilustre
Muitos fingem ter
Procurei, mas cadê?
Muitos não têm
Poucos que têm
Não usa máscara
Mas tem duas caras
Do tipo assim
Fala mal dos outros pra mim
E de mim pros outros
No fim fala de todos.

Muitos se perguntam: Onde estava Deus quando eu mais precisei? Onde ele estava quando eu estava perdendo tudo? Porque isso acontece comigo? A resposta é um seguinte: Ele sempre esteve do nosso lado, mas como somos cegos, não enxergamos isso. Ele nos deu tudo, mas como somos orgulhoso, nós queremos mais e não ligamos pros tesouros do céu.

Amor de Infância
Quando tempo fique te esperando, eu dormia e acordava de beijando, sonhava com você todos os dias, você era a única pessoa que eu queria. O tempo passou e você foi embora levou com você a nossa história, e comigo ficou as lembranças das coisas que fazíamos na nossa infância.
Eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar simplesmente aconteceu você na minha vida, eu não sei se era o certo, eu não sei se era assim, mas o nosso amor de infância nunca terá, nunca terá um fim.
Deus nos abençoou, Deus nos protegeu, não sei porque somos assim mas temos o amor para nós unir, nada poderá nos separa, nada nunca irá nos fazer chorar, pois o nosso amor de infância para sempre vai durar.