Use o Silencio quando Ouvir

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Quando você se transforma, tudo ganha outra cor,
A tristeza vai embora, chega um novo amor.
Cada passo revela um novo amanhecer,
Porque mudar é também renascer.
Helaine machado

A paz não nasce quando o mundo se acalma; nasce quando o coração deixa de guerrear contra o inevitável.

⁠Entre os escombros, você




Eu te conheci quando já não restava ninguém.


Ou, pelo menos,
era assim que o meu coração enxergava o mundo.


É claro que eu tinha amigos.
Tinha minha família.
Tinha pessoas que diziam estar por perto.


Mas nenhuma delas entendia
o tamanho do vazio que alguém havia deixado.


Porque perder uma rotina
também é perder um pedaço de si.


É sentir falta das ligações de todos os dias,
das conversas sem hora para acabar,
das discussões bobas,
dos filmes assistidos juntos,
da certeza de que, do outro lado da tela,
sempre haveria alguém.


E, quando tudo isso acabou,
eu fiquei.


Fiquei tentando convencer a mim mesma
de que ainda era suficiente.


Foi então que, em um belo dia,
você apareceu.


Talvez você nunca saiba,
mas chegou exatamente quando eu mais precisava.


Não para ocupar o lugar de ninguém.
Ninguém ocupa.


Mas para me lembrar
que o universo ainda conspirava encontros,
enquanto eu acreditava
que só me restavam despedidas.


A gente começou a conversar.


Vieram as calls de quase todos os dias,
as conversas longas,
as vezes em que você me contrariava
e, por incrível que pareça,
isso fazia bem.


Porque eu precisava de alguém
que não tivesse medo de me mostrar
que a vida continua.


Sem perceber,
você foi se tornando presença.


E presença cura
mais do que qualquer discurso bonito.


Hoje você conhece partes minhas
que muita gente nunca conheceu.


Sabe como eu penso,
como eu sinto,
como eu me escondo
quando finjo estar bem.


E, talvez por isso,
eu ainda tenha medo.


Não de você.


Mas da despedida.


Depois que alguém vai embora,
a gente aprende a colocar prazo
até nas pessoas que ainda estão ficando.


Então eu tento não me apegar.


Tento.


Mas existe algo em mim
que insiste em acreditar
que algumas pessoas chegam
não para substituir quem partiu,
mas para reconstruir
aquilo que a dor destruiu.


Se um dia você ler isso,
quero que saiba:


obrigada.


Obrigada por ter aparecido
quando eu já não sabia caminhar sozinha.


Obrigada por cada conversa,
por cada call,
por cada momento em que você esteve presente
sem sequer imaginar
o quanto isso significava.


Talvez você nunca entenda
o tamanho da diferença que fez.


Mas eu sei.


Porque, sem você,
talvez eu ainda estivesse
tentando juntar os cacos
de uma versão minha
que acreditava
que sempre seria deixada para trás.


E hoje...


Ainda tenho medo.


Ainda carrego cicatrizes.


Mas já não caminho completamente sozinha.

Parei de me preocupar com aqueles que eu queria tão bem, pois os mesmos só me procuram quando querem algo ou estão em apuros...


Pronto, falei.

O fim não vem quando alguém vai embora. Vem quando você percebe que foi abandonado emocionalmente tantas vezes que amar virou dor.

Não me traiu com alguém. Me traiu escolhendo outra vida quando eu escolhi você.

Traição não começa no toque, começa quando o conforto, a validação e a fuga vêm de fora, e não de quem te ama.

Eu larguei tudo o que podia nos destruir. Você ainda corre pra isso quando dói. E isso diz mais do que qualquer “eu te amo”.

Não sei exatamente quando tudo terminou. Talvez as coisas importantes nunca terminem de uma vez. Apenas vão deixando de poder existir. Durante muito tempo pensei que amar fosse permanecer. Hoje suspeito que, em certos casos, permanecer é apenas outra maneira de consentir com a própria destruição.


Eu não queria partir. Se ainda houvesse alguma forma honesta de continuar ao seu lado, eu teria aceitado qualquer sofrimento. O que não pude aceitar foi outra coisa. Fui embora porque permanecer significaria obrigar o meu amor a conviver com a própria humilhação.


Ela levou quase tudo, e era inevitável que levasse. Quem ama não entrega apenas o que possui. Entrega também aquilo que imaginava ser.


Ainda assim, uma coisa permaneceu comigo.


O amor.


Não o amor que tinha por ela. Esse continuou pertencendo-lhe por muito tempo. Talvez pertença ainda. Refiro-me a outra coisa. O que preservei foi algo mais difícil de perder e mais difícil ainda de salvar. A capacidade de amar sem renunciar à minha dignidade. Porque o desrespeito raramente mata o amor. Antes, tenta convencê-lo de que a humilhação é o preço da permanência.


Recusei esse preço.


Desde então, penso que algumas perdas não nos empobrecem. Apenas nos impedem de nos tornarmos estranhos àquilo que existe de mais verdadeiro em nós. Perder quem se ama dilacera o coração. Perder a si mesmo para conservá-la corrói a consciência. E desta última ferida, quando não se morre, quase nunca se volta sendo o mesmo.

Quando me perco, eu me encontro em teu olhar.

O verdadeiro sinal de maturidade é quando alguém te machucar, e você tentar entender a sua situação em vez de tentar prejudicá-lo de volta

Indisponível para o que é essencial
Para me acolher quando fica difícil
Sem julgar
Indisponível para o mais essencial ainda
Proteger
Cuidar
Outra parte enorme minha acaba de sair
Sem fazer barulho
Ainda questionando
Como?

"A esperança renasce quando descobrimos que Deus nunca parou de escrever a nossa história. Apenas ainda não havíamos chegado ao capítulo seguinte."
— Fabinho Martins

Quando a dor chegar, não a negue. Acredite nela. Mas não deixe que ela decida sozinha. Antes de agir, entenda o que ela está tentando dizer.

A busca pelo pensamento profundo começa quando o pensamento volta-se sobre si mesmo. É da metacognição que germina a sabedoria, pois somente quem examina a própria consciência prepara o terreno onde a verdade pode florescer.

"A dor não precisa ser a última palavra da nossa história. Quando a entregamos a Deus, ela pode se transformar em um caminho de compaixão, esperança e amor ao próximo."

"Quando aprendemos a enxergar com o coração, descobrimos que toda pessoa merece ser vista antes de ser julgada."
— Fabinho Martins

"Quando as respostas terminam, o amor continua. E, muitas vezes, é nele que Deus revela a Sua presença."

"O sofrimento pode endurecer um coração ou despertar uma missão. Quando escolhemos enxergar a dor do outro com compaixão, descobrimos um propósito maior para a nossa própria vida."

"Quando você aprende a ter compaixão, sua maneira de pensar muda. Mas, quando coloca a compaixão em prática, sua vida muda."