Use o Silencio quando Ouvir
Quando o futebol brasileiro passou a se encher de técnicos e jogadores estrangeiros medíocres, o nível caiu assustadoramente. Não se trata de xenofobia, mas de uma constatação.
Benê Morais
Quando o nosso futebol passou a atrair técnicos e jogadores estrangeiros de nível medíocre, o desempenho caiu de forma assustadora. Não se trata de xenofobia, mas de uma constatação.
Frase de Benê Morais
Quando o Supremo deixa de ser tribunal e passa agir como partido político, a imparcialidade da Justiça se perde no palanque.
Benê Morais
Você jamais encontrará sua felicidade no outro: ela é sua, nasce em você e cresce quando você escolhe se amar.
Benê Morais
Quando a política se alimenta do ódio, o que ela devolve à sociedade é ainda mais ódio.
Benê Morais
Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.
Benê Morais
Quando o ódio e o fanatismo contaminam políticos, militantes e eleitores, a democracia sangra em silêncio.
Benê Morais
Quando um membro do PCC ou do CV te tira o direito à moradia, de frequentar o teu culto, te impede de votar no candidato da tua escolha, te cobra pelo gás e pela luz, violenta tua família, domina o teu bairro, isso é terror ou terrorismo?
Benê Morais
A vida fica muito mais bonita quando compartilhamos o caminho com quem nos faz bem.
— Anjinha Sensual
#AnjinhaSensual #Amizade #Reflexao #Aconchego
OCASO - HINO À ÚLTIMA LUZ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando o ocaso incendeia a imensa esfera,
Vestindo o céu de púrpura e rubim,
Parece que o Infinito, enfim, impera
Cantando a glória do que não tem fim.
A luz, em combustão silenciosa e bela,
Transfigura o horizonte em ouro vivo;
Cada clarão é uma celeste estrela
Descendo ao mundo em êxtase expansivo.
As nuvens, catedrais do firmamento,
Recebem a unção do Sol tardio;
E o vento, embriagado de encantamento,
Conduz perfumes pelo vale e o rio.
Nenhuma dor domina essa passagem,
Porque declinar não é desaparecer;
O ocaso é a mais sublime aprendizagem
De quem transforma o fim em renascer.
A montanha, em dourada arquitetura,
Reveste-se de régia majestade;
Até o silêncio adquire formosura
Na solene amplidão da eternidade.
Os bosques curvam suas verdes frontes,
Não por tristeza, mas veneração;
E os rios, espelhando os horizontes,
Levam a luz pulsando ao coração.
Ó Sol! Titã de ígnea inteligência,
Que faz do céu um místico altar!
Teu adeus é suprema eloquência,
Pois sabe engrandecer sem se apagar.
No teu poente a natureza inteira
Celebra a harmonia do universo;
Cada crepúsculo inaugura uma bandeira
Que o vento desfralda em cântico diverso.
Assim compreendo, em muda exaltação,
Que toda beleza cresce ao declinar;
Pois há vitórias que, na dispersão,
Encontram outro modo de brilhar.
E quando a noite enfim cobre a amplidão,
Não vence a luz, apenas a recolhe;
Porque o ocaso, em sua transmutação,
É Deus pintando o céu com o seu próprio clarão.
PRIMAVERA DA ALMA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a aurora borda a frágil ramaria,
Desperta o vale em cândida harmonia.
Cada flor, qual prece à luz do Criador,
Abre o cálice banhado de esplendor.
Vai cantando o regato entre os vergéis,
Como um coro de celestes menestréis.
E o perfume, em delicada mansidão,
Vai semeando esperança em cada chão.
Manso vento de boníssima feição,
Leva aromas em feliz peregrinação.
Beija o lírio, a roseira e o jasmineiro,
Como um pai afaga o filho por inteiro.
Toda ave faz do bosque um santuário,
Transformando cada ramo em relicário.
Seu gorjeio, doce hino matinal,
Ergue ao Céu um jubiloso madrigal.
Veste o campo sua túnica viçosa,
Toda folha se faz página formosa.
Cada broto rompe o barro em quieta luz,
Como a fé quando o sofrimento seduz.
Se o inverno conservava o coração,
Sob a cinza da calada solidão,
Vem alegria com sua bênção redentora,
Restituindo a esperança que aflora.
Toda lágrima que a noite fez rolar,
Vira orvalho para a flor desabrochar.
Toda dor que o peito um dia conheceu,
Faz-se estrela sob o amparo lá do Céu.
Primavera não é só estação amena,
É a virtude que floresce calma e plena.
É o jardim que Deus cultiva interior,
Com as sementes eterníssimas do amor.
Quem contempla essa divina renovação,
Já não teme a passagem da estação.
Pois descobre, entre perfumes e clarões,
Que as mais belas primaveras são os corações.
"Muitos somente reconhecem a grandeza da mesa onde sempre estiveram quando a fome moral lhes obriga a disputar migalhas nos desertos da própria consciência."
O ESPÍRITO DIANTE DO PRÓPRIO SEPULTAMENTO.
Marcelo Caetano Monteiro.
Quando o corpo desce ao silêncio do túmulo, a consciência não mergulha no nada. A morte não extingue o Espírito. Apenas rompe os vínculos materiais que o prendiam provisoriamente à veste carnal. O homem continua vivendo além da sepultura, levando consigo a memória, os afetos, as virtudes e as imperfeições que cultivou na Terra.
Em “O Livro dos Espíritos”, capítulo VII, questão 327, a Doutrina Espírita ergue um dos mais profundos esclarecimentos acerca da sobrevivência da alma. Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores se o Espírito assiste ao próprio enterro. A resposta possui extraordinária gravidade filosófica.
“Frequentemente assiste, mas, algumas vezes, se ainda está perturbado, não percebe o que se passa.”
A revelação dissolve séculos de materialismo e superstição. O Espírito não perde instantaneamente a consciência ao desprender-se do corpo. Muitos acompanham o velório, observam os familiares, percebem as homenagens, as lágrimas e até mesmo os pensamentos daqueles que se aproximam de seus despojos mortais. Outros, entretanto, permanecem em estado de perturbação espiritual transitória, semelhante ao despertar confuso de alguém arrancado abruptamente de profundo sono.
A perturbação após a morte constitui fenômeno natural do desligamento perispiritual. Em “O Livro dos Espíritos”, itens 164 e 165, os Benfeitores ensinam que a alma experimenta inicialmente um estado de torpor. As ideias tornam-se nebulosas. A memória parece vacilar. A consciência necessita readaptar-se à nova esfera de existência.
Essa perturbação varia conforme o adiantamento moral do Espírito. Para alguns, dura breves horas. Para outros, meses ou anos. Não existem duas desencarnações rigorosamente idênticas, porque cada criatura parte segundo o peso de sua própria consciência.
O homem virtuoso, que cultivou o bem, a oração, a caridade e a reflexão espiritual durante a existência terrena, desprende-se com maior serenidade. Já o Espírito excessivamente apegado à matéria, dominado pelo orgulho, pela revolta ou pelas ilusões materialistas, experimenta sombras íntimas mais profundas.
Muitos, acreditando na destruição absoluta da vida, despertam em estado doloroso ao perceberem que continuam vivos além da sepultura. Outros acompanham, estarrecidos, a decomposição do próprio corpo, tentando inutilmente reanimá-lo, presos mentalmente à matéria que já não lhes pertence.
Também os adeptos das religiões superficiais, que prometem o Céu sem renovação moral, surpreendem-se diante da realidade espiritual. A lei divina não consagra privilégios. O destino da alma não se decide por fórmulas exteriores, mas pela transformação íntima, pelas obras e pela elevação do sentimento.
Na questão subsequente, Kardec indaga aos Espíritos.
“A concorrência de muitas pessoas ao enterramento o lisonjeia?”
A resposta possui sublime profundidade moral.
“Mais ou menos, conforme o sentimento que as anima.”
Não é a multidão que consola o desencarnado. É o amor verdadeiro. Uma prece sincera possui maior luminosidade espiritual que homenagens vazias. O Espírito percebe os sentimentos ocultos sob as aparências humanas. Reconhece a autenticidade da dor, da gratidão e da fraternidade.
Sob a ótica espírita, o funeral não representa um fim definitivo. É apenas uma passagem entre dois estados da vida. A alma permanece consciente e sensível às vibrações que a cercam. Por isso, o desespero excessivo, a revolta e o apego desesperador podem dificultar-lhe o refazimento. A oração serena, ao contrário, converte-se em bálsamo invisível para aquele que retorna à pátria espiritual.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo X, item 18, encontra-se a exortação consoladora.
“Espiritismo. Doutrina consoladora e bendita. Felizes os que te conhecem e tiram proveito dos salutares ensinamentos dos Espíritos do Senhor.”
O Espiritismo não glorifica os túmulos. Não cultua a morte. Ilumina a continuidade da vida. Revela que a consciência sobrevive à destruição do corpo e prossegue submetida às soberanas leis de Deus, da justiça e da caridade ensinada por Jesus Cristo.
A sepultura encerra apenas a matéria fatigada. O Espírito prossegue sua jornada eterna, recolhendo, além do túmulo, a luz ou a sombra que edificou dentro de si mesmo.
Fontes.
“O Livro dos Espíritos”. Allan Kardec. Capítulo VII. Questão 327. Itens 164 e 165.
“O Céu e o Inferno”. Allan Kardec. Parte I. Itens 6, 7, 12 e 13.
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Allan Kardec. Capítulo X. Item 18.
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" A dor possui uma linguagem própria. Quando recusada, torna-se tormento. Quando compreendida, converte-se em mestra. Entre as sombras que atravessamos e a luz que buscamos, ela permanece como uma enigmática intérprete da condição humana, revelando que as cicatrizes não são apenas marcas do que nos feriu, mas também sinais do que fomos capazes de suportar. "
POEMA QUASE INFINITO.
OS JARDINS INFINITOS DO CRIADOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a noite derrama seus mantos sobre a amplidão celeste, E a estrela mais distante parece um diamante agreste, A alma ergue os olhos em silenciosa contemplação, E percebe quão pequena é sua pretensão.
Pensava o homem ser senhor do próprio destino, Erguendo palácios de orgulho sobre terreno peregrino, Mas diante dos oceanos do espaço sideral, Toda vaidade revela-se efêmera e trivial.
Não existem duas folhas iguais sob o vento errante, Nem dois rios que repitam seu percurso incessante, Por que seriam idênticos os mundos sem fim, Que florescem no infinito como jardins de querubim?
Cada esfera suspensa no veludo da amplidão, Guarda segredos velados à terrestre percepção, Cada sol acende auroras em regiões desconhecidas, Onde outras almas escrevem suas jornadas vividas.
Talvez existam céus de matizes jamais sonhados, Campos de luz por nossos olhos nunca contemplados, E criaturas cuja forma escapa à imaginação, Habitando horizontes além da humana concepção.
Enquanto o homem mede a vida pelos sentidos, Muitos mistérios permanecem adormecidos, Pois aquilo que a vista limitada não alcança, É percebido pela eternidade da esperança.
Cada mundo é uma escola em sublime construção, Onde o espírito aprimora mente e coração, Aprendendo entre lágrimas, conquistas e dever, As lições necessárias para verdadeiramente crescer.
Uns conhecem a alegria dos jardins luminosos, Outros atravessam caminhos ásperos e pedregosos, Mas todos seguem unidos na mesma ascensão, Sob a perfeita justiça da Divina Criação.
Bilhões de estrelas navegam pelo firmamento profundo, Como lanternas eternas iluminando mundo após mundo, E cada centelha acesa na vastidão sem igual, Proclama a grandeza de um Amor universal.
Então a alma compreende, com reverência e calma, Que o Universo não foi criado apenas para uma alma, Mas para incontáveis viajores da imensidão, Marchando pelos séculos em direção à perfeição.
O orgulho curva-se diante da verdade revelada, Como folha que retorna ao chão após a alvorada, E nasce a humildade, serena e fecunda, Ao contemplar a majestade dos espaços sem segunda.
Cada estrela talvez seja um lar resplandecente, Onde pulsa a mesma busca que habita nossa mente, E cada luz distante que cintila sobre o véu noturno, É um convite ao progresso em movimento diuturno.
Assim seguimos todos pela estrada incomensurável, Entre mundos e eras de valor inestimável, Aprendendo que a grandeza não está em dominar, Mas em reconhecer a sabedoria de amar.
E quando a consciência tocar os confins da amplidão, Verá que o Universo inteiro é uma única canção, Cantada pelas galáxias, pelos sóis e pelo infinito, Em louvor ao Criador, eternamente bendito.
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"Foi quando tive medo de escolher um caminho que descobri que as estrelas não iluminam a estrada; elas apenas nos lembram de seguir."
" Quando uma pessoa escolhe oferecer uma palavra de encorajamento, um gesto de respeito ou uma demonstração sincera de afeto, ela está aplicando um conhecimento adquirido pela própria travessia da existência. Quem já sofreu compreende o valor do consolo. Quem já enfrentou a solidão conhece a importância da companhia. Quem já experimentou o abandono reconhece a força transformadora da presença. "
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