Use o Silencio quando Ouvir

Cerca de 198585 frases e pensamentos: Use o Silencio quando Ouvir

Quando penso em parar, Deus me move.

Quando tudo se afasta, o encontro entre você e Deus revela que o essencial nunca esteve em falta.

A solidão não é vazio quando o absoluto permanece. É ali, entre você e Deus, que a ideia de insuficiência deixa de existir.

⁠Quando a saúde falha e a fragilidade se revela, toda disputa perde o sentido. A única urgência legítima é cuidar, sem holofotes, sem vaidade, sem proveito.

⁠A força só se torna virtude quando é testada pela própria ruína. Enquanto a adversidade pertence ao outro, resistir é apenas um papel social. Quando ela nos escolhe, somos obrigados a encarar nossos limites, e é nesse confronto que entendemos que reconhecer a própria fragilidade é o primeiro ato de verdadeira coragem.

A dor nunca é universal, ela é sempre íntima.
Quando não habita em nós, torna-se invisível, e o invisível costuma ser julgado com leveza.
Por isso o ser humano erra quando mede a dor do outro com a própria régua: cada alma carrega um peso que só ela conhece.

A filosofia nos lembra que o outro não é extensão de mim, mas um mistério.
A psicanálise revela que muitas violências nascem da incapacidade de reconhecer a dor alheia — projetamos, negamos, minimizamos aquilo que não suportamos sentir em nós.
E a Bíblia nos adverte, com simplicidade e profundidade, que amar o próximo como a si mesmo não é sentimento, é responsabilidade.

Ferir o outro é, muitas vezes, ignorar que ele também sangra por dentro.
Quem carrega a dor sabe o seu tamanho; quem observa de fora só vê o silêncio.
Por isso, antes de agir, é preciso lembrar: o que faço ao outro pode se tornar a cruz que ele terá de carregar sozinho.

⁠“A libertação começa no campo da decisão. A virada de chave acontece quando se deixa de buscar no outro aquilo que só pode ser encontrado em si mesmo. A partir daí, o vínculo deixa de ser dependência e passa a ser escolha.”

**Quando o fardo pesa para o pastor**


Há momentos em que o pastor sobe ao púlpito com a Bíblia nas mãos, mas com o coração cansado. Ele olha para o rebanho que ama e, em vez de enxergar crescimento, vê feridas que não cicatrizam, conflitos que se repetem e ovelhas que insistem em caminhar para longe do aprisco. Nesses dias, o peso da responsabilidade parece maior que as próprias forças.


O pastor é chamado para cuidar, orientar e proteger, mas também é humano. Há noites em que suas orações são acompanhadas por lágrimas silenciosas. Ele se pergunta se suas palavras ainda alcançam os corações, se seus esforços estão produzindo frutos ou se está falhando na missão que Deus lhe confiou.


Contudo, é justamente nesses momentos que ele precisa lembrar de uma verdade fundamental: as ovelhas pertencem ao Senhor. O pastor cuida, mas quem transforma é Deus. O pastor semeia, mas quem dá o crescimento é o Espírito Santo. Quando os olhos enxergam apenas limitações, a fé precisa enxergar a mão de Deus trabalhando onde ainda não é possível ver resultados.


Moisés se cansou, Elias desanimou, Jeremias chorou e até os apóstolos enfrentaram momentos de profunda aflição. Nenhum deles sustentou a obra pela própria força. Todos aprenderam que a suficiência vem de Deus.


Se hoje o fardo está pesado e as saídas parecem escondidas, talvez o Senhor esteja convidando o pastor a descansar mais na graça do que nos resultados. Nem toda semente brota no dia em que é plantada. Nem toda oração é respondida no tempo que desejamos. Mas Deus continua cuidando do Seu povo e sustentando aqueles que foram chamados para servi-Lo.


Quando o pastor não vê saída ao olhar para as ovelhas, deve erguer os olhos para o Supremo Pastor. É dEle que vem a direção, o consolo e a força para continuar. O mesmo Deus que chamou é o Deus que sustenta. E aquele que começou a boa obra jamais abandonará aquilo que está em Suas mãos.


**"O peso do ministério nunca foi colocado sobre os ombros do pastor para que ele o carregasse sozinho, mas para que aprendesse diariamente a colocá-lo aos pés de Cristo."**
Bispo Ederson Dantas

"Quem só adora quando recebe ainda não aprendeu quem Deus é."

"Você sente paz quando ora ou sente medo?"

Lembre-se de uma coisa: uma relação saudável não acontece quando uma pessoa salva a outra. Ela acontece quando duas pessoas, cada uma carregando a própria história, escolhem caminhar juntas. Você merece ser escolhida pelo que você é, e não pelo quanto consegue suportar ou resolver a vida de alguém.

TEMPESTADE

A tempestade chega quando vejo,
A cor de teus olhos castanhos,¹
E no verde de teu vestido um desejo,
Um sonho distante e do mundo tamanho.

Não passo de um estranho,
Em busca de um pouco de atenção,
Já cantaram teus olhos castanhos,
Mas a quem você dará teu coração?

Entre prosas e versos,
Poemas e poesias,
No fim do dia fico reverso,
E nos sonhos e fantasias,

Tento ser espirituoso
Mas veja só a ironia...
Fico a cantarolar Carinhoso
Que descreve bem minha sintonia:

"Meu coração não sei por que
Bate feliz Quando te vê...
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo...
Mas mesmo assim, foges de mim...

Ah se tu soubesses como eu sou
Tão carinhoso e muito, muito
Que te quero... E como é sincero
Meu amor... Eu sei que tu não
Fugirias... Mais de mim...

Vem... Vem... Vem... Veeeem...
Vem sentir o calor dos lábios
Meus a procura dos teus...
Vem matar essa paixão...
Que me devora o coração...
Só assim então serei feliz
Bem...Feliz..."²

Autor: Agnaldo Borges
14/11/2017 - 17:18
¹Referência à música Tempo perdido - Legião Urbana
²Música: Carinhoso
Autor: Pixinguinha

Quando o novato aponta uma nova solução, o veterano teimoso só olha para os anos de costume.

A filosofia busca, e a poesia vem até você. A poesia deixa de ser poesia quando se apropria de imagens aleatórias, meramente armazenadas em sua memória, e as insere em seus versos; nesse caso, ela já comprometeu sua essência poética.

Quando o fósforo é riscado, acende muitos pavios sem se preocupar com ⁠a chama; o isqueiro não, costuma regular sua chama e não acende qualquer pavio

SOB JURAMENTOS E DESERTOS.

Escritor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.

Quando por dentro se sente o vazio,da espada de Dâmocles se lambe o fio;resta à pena da alma,pelos adeuses de um trauma,as labaredas de um amor frio.

E quando a noite se debruça inteirasobre o silêncio de uma alma cansada,cada lembrança se torna fogueira,cada esperança, uma porta fechada.

Juramentos repousam sobre a areia,como ruínas de antigos altares;e o coração, que outrora fora aldeia,hoje contempla somente os desertos.

Não há mais vinho nas taças da espera,nem primavera nos jardins da memória;somente a sombra de uma quimerapercorrendo os corredores da história.

Assim se aprende, entre a dor e o abandono,que certos amores não morrem de repente;perdem o nome, o rosto e até o dono,mas continuam queimando silenciosamente.

E a pena escreve, sobre a noite fria,aquilo que a boca jamais confessaria:que alguns adeuses não terminam o amor;apenas lhe mudam para sempre a morada.

Quando a Necessidade Encontra a Coragem
Eram seis horas da manhã quando o aplicativo chamou o motorista para buscar um passageiro em um bairro simples da cidade. Ao chegar, um rapaz perguntou: “O senhor pode levar quatro pessoas?” O motorista fez um sinal positivo com a cabeça. Entraram no carro um homem, uma mulher e dois rapazes. O senhor sentou-se ao lado do motorista; a mulher e os dois jovens acomodaram-se no banco traseiro. “Bom dia a todos!”, disse o motorista. “Bom dia!”, responderam.
Durante a viagem, o motorista perguntou se trabalhavam juntos. “Somos eletricistas”, respondeu o homem. Foi então que o rapaz mais velho interrompeu: “Na verdade, só eu sou eletricista. Eles trabalham comigo e estão aprendendo.” Aquilo despertou a curiosidade do motorista. “Como começou essa história?”, indagou. O rapaz respirou fundo e começou a contar.
Três anos antes, cursava Engenharia Elétrica na Universidade Federal de São Carlos. Seu pai era azulejista, ganhava pouco e sustentava a família; a mãe cuidava da casa e o irmão ainda estudava. O dinheiro era curto e, dentro de casa, as preocupações eram muitas. O pai reclamava frequentemente que seu trabalho atrasava porque faltavam eletricistas na obra. Foi então que o filho teve uma ideia que mudaria a vida daquela família. Em vez de apenas reclamar da dificuldade, ele decidiu procurar uma solução. Trancou a faculdade, matriculou-se em um curso técnico de eletricista e, graças aos conhecimentos que já possuía, concluiu o curso em apenas seis meses.
Mas ele não parou ali. Antes mesmo de terminar o curso, abriu uma pequena empresa. Foi até a construtora onde o pai trabalhava e perguntou se precisavam de eletricistas. “Sim, estamos precisando”, respondeu o funcionário, que começou a preparar os documentos para contratá-lo. Então veio a surpresa: “Não quero ser empregado. Quero prestar serviços para vocês.” O funcionário ficou surpreso. Afinal, quase todos que chegavam ali procuravam emprego. Mas aquele jovem procurava outra coisa: **uma oportunidade para construir o próprio caminho.**
Foi encaminhado para uma obra que estava atrasada justamente pela falta de eletricistas. Começou ali. O trabalho começou a crescer. Dez meses depois, já tinha contratos suficientes para chamar o próprio pai. “Pai, peça demissão. Eu vou lhe pagar o dobro do que o senhor ganha, e o senhor vem trabalhar comigo.” Depois, chamou o irmão. E quando a mãe, brincando, perguntou: “E eu? Ninguém vai me oferecer trabalho?”, o filho respondeu: “A senhora pode deixar o serviço de casa e vir trabalhar conosco. Estou precisando da senhora.” Aquela família, que antes dependia de um único salário, passou a trabalhar junta.
Quatro anos depois, o rapaz já tinha uma empresa estruturada, um galpão e equipamentos modernos. O motorista, impressionado, perguntou: “Mas como você conseguiu chegar até aqui?” O rapaz respondeu: “Eu simplesmente procurei resolver um problema que já existia.” Naquele momento, o motorista percebeu que estava diante de algo maior do que uma simples história de empreendedorismo. Aquele rapaz não tinha começado com dinheiro. Começou com **conhecimento, coragem e disposição para enxergar uma oportunidade onde outros enxergavam apenas um problema.**
E, quando a corrida estava terminando, veio mais uma surpresa: “Agora vou terminar Engenharia Elétrica. Quero deixar de pagar engenheiros para assinarem os projetos da minha empresa.” O motorista ficou em silêncio. A corrida havia terminado, mas aquela história continuaria viajando com ele. Porque existem corridas que nos levam apenas de um endereço a outro. E existem corridas que nos levam para dentro de nós mesmos.
Naquela manhã, o motorista aprendeu que **a vida não entrega as mesmas oportunidades para todos. Mas, muitas vezes, ela coloca diante de nós problemas que podem se transformar em oportunidades — se tivermos coragem de enxergá-los de outra maneira.** Aquele rapaz poderia ter continuado reclamando da falta de dinheiro. Poderia ter culpado as dificuldades. Poderia simplesmente ter procurado um emprego. Mas escolheu outro caminho. **Ele não esperou a oportunidade aparecer. Ele criou uma oportunidade a partir da necessidade.**
E talvez essa seja uma das maiores lições que a vida ensina: quem apenas procura emprego pergunta: “Onde existe uma vaga?”; quem pensa como empreendedor pergunta: “Qual problema precisa ser resolvido?” Na caminhada da vida, muitas vezes o caminho mais difícil é justamente aquele que nos leva mais longe.
Peregrino Nino Carneiro

Quando eu esqueço de me escolher


Hoje, a melancolia chegou sem pedir licença.


Talvez porque, mais uma vez, eu tenha percebido o quanto consigo dar importância a pessoas que, tantas vezes, só me procuram quando precisam de um lugar para despejar os próprios vazios. E o que mais dói não é não saber. É saber de tudo e, ainda assim, abrir a porta.


Se fosse qualquer outra pessoa, eu já teria ido embora há muito tempo. Eu sei partir. Sei fechar ciclos. Sei me proteger.


Mas com ela, alguma coisa em mim desaprende.


Não sei explicar o que existe entre nós. Só sei que, quando ela se aproxima, minhas defesas silenciam. Eu fico vulnerável, esqueço das cicatrizes e me entrego como quem ainda acredita que, desta vez, talvez seja diferente.


E então tudo se repete.


Eu perdoo o que me feriu, abraço o que me faltou, aceito migalhas como se fossem banquetes e chamo de esperança aquilo que tantas vezes já me provou ser ausência.


Talvez minha maior frustração nem seja o que ela faz comigo.


Talvez seja perceber o quanto eu me abandono quando se trata dela.


Porque eu sei que mereço mais. Sei que deveria escolher a mim mesma. Sei exatamente onde esse caminho termina.


Ainda assim, existe uma parte de mim que continua voltando.


Como quem conhece o abismo pelo nome, sabe a profundidade da queda, lembra de todas as vezes em que se machucou...


e, mesmo assim, caminha até a beira outra vez.


Talvez o amor mais difícil de aprender seja aquele que começa quando finalmente decidimos não nos perder de nós mesmos para permanecer na vida de alguém.

Eu Apenas Sou


Sou disponível,
e estarei sempre presente —
mesmo quando você não me quiser por perto.


Sou quem vai enxugar suas lágrimas,
mesmo quando nem você souber
o porquê de elas caírem.


Sou o seu maior espectador,
quem sempre esteve lá para registrar
e te lembrar de cada conquista, mesmo
quando você pensava que não era capaz.


Sou alguém que sempre deixou claro o que queria,
mesmo sem receber nada em troca.
Alguém que, apaixonado, foi ignorado
todas as vezes em que disse que estaria lá.


Sou o seu grande amante,
o seu confidente
e, às vezes, a sua maior dor.


Hoje, eu apenas sou.
Sou aquela memória ruim,
o passado difícil que se conta aos outros.


Agora, eu apenas sou...
alguém sentado em um sofá
que antes cabia dois.

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.