Use o Silencio quando Ouvir
o dado.
Dizem que existem decisões que não parecem decisões quando chegam. Parecem portas. Você olha para elas e sabe que, depois de atravessar, alguma coisa vai ficar para trás.
Naquela noite, ele colocou um dado sobre a mesa.
Era pequeno. Branco. Com os números pretos perfeitamente desenhados nas faces. Uma coisa ridiculamente simples para carregar o peso de uma vida inteira.
Você sabe como funciona - disse o homem sentado do outro lado da mesa.
Ele sabia.
Um dado justo tinha seis faces. Seis possibilidades. Cada uma com exatamente 16,67% de chance de aparecer.
Mas aquele não era um dado comum.
Cada número representava uma vida.
E para jogar, ele teria que entregar a que já tinha.
Não existia voltar depois.
O número 1 era a vida medíocre.
Não era uma vida ruim. Talvez esse fosse justamente o problema.
Ele teria trabalho, teria dinheiro suficiente para pagar as contas, algumas pessoas ao redor, alguns domingos felizes, algumas sextas-feiras vazias. Amaria alguém, talvez. Teria uma casa, um carro, fotografias de momentos que um dia pareceriam importantes. Nada seria grande o bastante para destruí-lo, mas nada seria grande o bastante para fazê-lo sentir que realmente venceu.
Uma vida inteira sem tragédia.
E sem milagre.
16,67%.
O número 2 era pior.
Uma vida onde tudo funcionava, menos aquilo que importava.
Ele teria estabilidade, mas acordaria cansado. Teria amigos, mas se sentiria sozinho no meio deles. Teria dinheiro suficiente para comprar coisas e pouco tempo para aproveitá-las. Amaria, mas sempre existiria alguma coisa faltando. Um tipo de vida que não machuca de uma vez apenas desgasta.
Aquela era a vida de quem envelhece perguntando onde foi parar o tempo.
16,67%.
O 3 era diferente.
Ali existia uma espécie de felicidade calma.
Não haveria fortuna, nem histórias dignas de filme. Mas haveria paz.
Uma pessoa esperando por ele em casa.
Um cachorro correndo pela sala.
Café feito de manhã.
Uma mesa cheia em alguns domingos.
Uma vida pequena, mas inteira.
Ele poderia olhar pela janela aos cinquenta anos e pensar:
Eu não tive tudo.
E, pela primeira vez, aquilo não seria uma reclamação.
Seria suficiente.
16,67%.
Então havia o 4.
O homem sorriu quando falou dele.
- Essa é a vida que todo mundo acha que quer.
Dinheiro.
Muito dinheiro.
Sucesso.
Viagens.
Casas enormes.
Carros.
O tipo de vida em que ninguém pergunta quanto custa.
O tipo de vida em que os problemas passam a ter números.
Mas havia uma condição.
O 4 não prometia amor.
Poderia existir.
Poderia não existir.
Ele poderia passar a vida inteira comprando coisas que não sabia com quem dividir.
16,67%.
O 5 era o mais perigoso.
Porque não prometia dinheiro.
Não prometia fama.
Prometia algo muito pior de desejar:
a possibilidade de encontrar o amor da vida.
Aquela pessoa.
Não uma pessoa boa.
Não alguém compatível.
Não alguém que simplesmente ficasse.
Aquela pessoa que faria o mundo parecer ter sido construído para que os dois se encontrassem.
O problema era que ninguém sabia quanto tempo duraria.
Talvez fosse para sempre.
Talvez fossem dez anos.
Talvez três meses.
Talvez ele tivesse a sorte de encontrá-la aos vinte e cinco e o azar de perdê-la aos trinta.
Mas a chance estava ali.
16,67%.
E então existia o 6.
O homem ficou em silêncio antes de falar.
- O seis é a morte.
Ele olhou para o dado.
Não havia metáfora.
Não havia segunda chance.
Se caísse seis, terminava.
Não existiria dinheiro.
Não existiria amor.
Não existiria arrependimento.
Não existiria amanhã.
16,67%.
Ele encarou o objeto por alguns segundos.
- Então são cinco vidas e uma morte?
- Não.
- Não?
- São seis vidas. Uma delas só termina mais cedo.
Aquilo o incomodou.
Porque era verdade.
A morte não era uma possibilidade fora do jogo.
Ela estava em uma das faces.
Como estava escondida em todas as vidas que ele poderia viver.
Ele pegou o dado.
E naquele instante percebeu a verdadeira crueldade da proposta.
Não estava jogando para ganhar.
Estava jogando para trocar.
Se escolhesse não jogar, continuaria vivendo a vida que tinha.
Com os erros que já conhecia.
Com as pessoas que já conhecia.
Com os amores que deram certo e os que deram errado.
Com o dinheiro que tinha ou não tinha.
Com os sonhos ainda distantes.
Com aquela versão de si mesmo que, apesar de tudo, continuava respirando.
Se jogasse, poderia ganhar tudo.
Poderia perder tudo.
Poderia encontrar o amor que sempre imaginou.
Poderia acordar rico.
Poderia viver uma vida tranquila.
Poderia passar décadas sentindo que escolheu a existência errada.
Ou poderia simplesmente morrer.
E talvez fosse isso que ninguém entendia sobre sorte.
A gente fala em ganhar quando aposta alguma coisa.
Mas toda aposta começa com uma perda.
Ele fechou o dado na mão.
Pensou nas manhãs que ainda não tinham acontecido.
Pensou em alguém que ainda não conhecia.
Pensou nas versões de si mesmo que nunca existiriam se ele permanecesse exatamente onde estava.
Pensou em todas as vezes em que desejou uma vida diferente sem perceber que uma vida diferente também significava perder aquela que possuía.
Então levantou a mão.
Por um segundo, o mundo inteiro coube dentro daquele pequeno objeto.
Seis faces.
Cinco futuros.
Uma morte.
E uma única certeza:
a vida que ele tinha estava sendo trocada pela possibilidade de uma vida que ele sequer conhecia.
Ele lançou o dado.
O som dele batendo na madeira pareceu alto demais.
Uma volta.
Duas.
Três.
Quatro.
O dado começou a perder força.
E, enquanto girava, ele percebeu a coisa mais assustadora de todas:
pela primeira vez na vida, ele não estava com medo do resultado.
Estava com medo de descobrir que a vida que desejava nunca foi a que estava do outro lado do dado.
Talvez fosse aquela.
A que ele estava prestes a perder.
O dado parou.
Ele não olhou imediatamente.
Ficou alguns segundos encarando aquela pequena coisa imóvel sobre a mesa.
Porque enquanto o número estivesse virado para baixo, todas as vidas ainda existiam.
O amor ainda era possível.
O dinheiro ainda era possível.
A felicidade ainda era possível.
A morte ainda não tinha acontecido.
E a vida que ele tinha...
ainda era dele.
Então ele entendeu.
Talvez o maior golpe da sorte não seja aquilo que ela pode te dar.
É fazer você perceber o valor daquilo que estava disposto a abandonar para tentar conseguir outra coisa.
Ele virou o dado.
E foi aí que a história realmente começou.
Quando o burro dá as ordens e o trabalhador puxa o arado, tudo está errado! Vote no Lula e rejeite a mula!
A roda rodou novamente, e eu me tornei absolutamente feliz. Mas a felicidade não dura quando não temos conscientes da infelicidade. Por isso eu coloquei uma pista no continuum espaço/tempo para me despertar: tudo está vivo!
Gestos humanos
Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que derreteu o que era sólido: a visão de um fluxo eterno no qual nada estava fixado. A percepção do movimento da minha mente agora, em que não há repetições. Tudo era novo, era o olhar de um recém-nascido.
Eu comecei a caminhar pela calçada e vi que todos os meus gestos, a forma de caminhar, as expressões do meu rosto, eram apenas um teatro inconsciente. As minhas ideias, a minha forma de enxergar e de ouvir, a minha noção do tempo, eram apenas um formato, um figurino. Tudo para me manter dentro de um padrão reconhecível, assim os outros saberiam o que esperar de mim. Conseguia, então, suprir duas carências: confirmar os costumes e ter uma ilusão da minha identidade. Assim, os outros dizem quem eu sou. Isso é o máximo que temos para responder à pergunta. Claro que o que pensam sou eu que penso, portanto, eu sou os outros. Isso me deixou em dúvida, pois as pessoas fazem parte do fluxo interminável dos movimentos e como eu poderia saber o que pensam, se duvido da percepção? O tempo é a consciência desses movimentos e da sua constante dialética. O que é horizontal vira vertical e vice-versa. Na verdade, não existe uma mente. O que há é um pensamento que engloba este momento, a realidade.
LER É PODER!
Quando o livro é a arma, da arma me livro! Quem faz arminha, não faz amor, só causa dor e espalha rancor!
Quando o fogo congelar, a água pegar fogo e a Terra for plana, os bolsonaristas se tornarão racionais!
Vai demorar...
A seita bolsonarista iniciou quando o traidor da pátria, Temer, articulou a queda de Dilma! Naquele dia, o gado começou a mugir!
Ser mãe de UTI é não segurar seu filho nos braços quando ele nasce... É olhar pela incubadora
É sentir seu bebê pelas pontas dos dedos esterilizados em álcool .
Ser mãe de UTI é ser viciada no monitor... É ver seu filho respirando por aparelhos com sensores medindo o que há de vida na sua criança... São os benditos 88% de saturação...
É tirar o leite manualmente... É ver o leite entrando pela sonda e torcer pra a quantidade aumentar todo dia... É ter paranoia com o processo ganha/perde de peso diário... Num dia ganha 10 gramas e no seguinte perde 15... Isso é um desespero... É se incomodar com as aspirações e procedimentos feitos a todo instante, mas saber que é um mal necessário é ver picadas e mais picadas para exames e não respirar enquanto o resultado não aparece... É chegar no hospital com o estômago dando cambalhotas... Com medo do que vai ouvir da pediatra... Para ser mãe de UTI, tem que virar pedinte e mendigar todo dia uma boa notícia, mesmo que seja a bendita palavrinha "estável" - que significa que não melhorou, mas também não piorou... E não se esquecer de agradecer o cocô e o xixi de cada dia... Sinal de que não tem infecção... Mãe de UTI também tem rotina: UTI-casa-UTI de segunda a segunda... Sem descanso... E como é possível descansar??? Para ser mãe de UTI é preciso muita Fé 🙏 porque na hora do desespero é você e Deus... É joelho no chão do banheiro da UTI para pedir milagre ou pedir que acabe o sofrimento... Haja Fé! E só com Fé... É ser rainha da impotência, por ver o sofrimento e a dor do seu bebê e simplesmente não poder fazer nada... Só confiar... É conversar com seu filho através da encubadora e ter lágrimas escorrendo pelo rosto todo dia por não poder sentir seu cheirinho e beijar seus cabelos... Mas ser mãe de UTI é superação, é ter história para contar.
É entender sobre um monte de doenças que ninguém imagina que existe... É sair da UTI com festa e deixar por lá amigos eternos e preciosos... Ser mãe de UTI é ter medo do vento... Da bronquiolite... Do inverno e do hospital... Toda mãe é um ser guerreiro por natureza, mas a mãe de UTI precisa ser guerreira em dobro, e isso nos difere e, ao mesmo tempo, nos iguala... Lutadoras, perseverantes, resilientes, frágeis a ponto de desabar a qualquer momento, mas com uma força absurda... Uma força que talvez venha de um útero vazio...
Assim são as mães de UTI.
Ps_hoje 9 anos depois ver o resultado das minhas orações cheio de saúde me da uma alegria imensa e voltar para oa mesma maternidade para ter meu segundo filho com a confiança de que serei bem atendida e meu bebê bem cuidado.
Agradecimentos a Deus em primeiro lugar, minha família, a recepção do hospital pela educação e o cuidado com que nos recebe na entrada a segurança os maqueiros a equipe que fez meu parto foi maravilhosa, gratidão e continuem sendo esses profissionais do bem que fazem a grande diferença para um bom plantão.
Deus abençoe a todos 🙏💙🩵@Jessica mãe do Luan e do Allan 🥰
O jeito é curtir nossas escolhas e abandoná-las quando for preciso, mexer e remexer na nossa trajetória, alegrar-se e sofrer, acreditar e descrer, que lá adiante tudo se justificará, tudo dará certo, tudo descomplica e vamos que vamos ✋😃com Força, Foco e Fé se renovando, se reerguendo e principalmente agradecendo 💓
🌺
A vida é feita de momentos e, quando você passa pela prova, você valoriza muito mais as pessoas que realmente importam na sua vida, sem arrependimento nenhum do que se foi e agradecendo o que permanece.
Essa é uma reflexão muito bonita e verdadeira. A superação de desafios frequentemente nos proporciona uma clareza renovada sobre o que e quem realmente tem valor em nossas vidas.
Agradecer pelo que permanece e pelas pessoas que nos apoiam nos momentos difíceis é uma forma poderosa de encontrar força e gratidão. Isso nos ajuda a focar no presente e a construir relacionamentos mais profundos e significativos, sem o peso de arrependimentos passados.
É um lembrete valioso para apreciarmos os laços que resistem ao tempo e às dificuldades .
Que a semana comece recheada de coisinhas boas e principalmente gratidão.
Coragem e fé sempre!
"A organização é o espelho da mente. Quando a mente está organizada, a vida se torna mais leve e produtiva."
Bom dia 🌼
😊💕 Vibe!
Quando você amanhecer desmotivada e triste,
Lembre-se da sua força. Você já superou coisas difíceis antes,
e vai superar isso também.
Não deixe que ninguém te defina; acredite na sua essência e levante essa cabeça para apreciar as belezas da vida.
Apoie seus sonhos: não tenha vergonha de ser você e de suas imperfeições. Você é a única autora da sua história.
Promova a gentileza consigo mesma e permita-se errar,
Você não precisa ser 100% perfeita.
Sua luz continua a iluminar o caminho por onde andas.
Você é inspiração em forma de gente.
Lembre-se da sua força. Você já superou coisas difíceis antes,
e vai superar muitas outras.
Não deixe que ninguém defina seu caráter.
Acredite na sua voz, arrisque um novo canto.
Apoie seus sonhos: não tenha vergonha dos seus erros.
Seja a autora da sua história e inove sempre o roteiro.
Promova a gentileza consigo mesma, permita-se errar e, acima de tudo, aprenda com os próprios erros.
😉 Isso é viver...
A vida te apresenta as pessoas e elas não são plantas, cada um segue seu caminho. O bom é quando você conhece pessoas de verdade, porque a maioria é pura mentira!
"A pessoa, quando tem inveja de você, pode ter o melhor cargo, até ser seu chefe, mas vai continuar tendo inveja de você. Pode até estar num carro conversível e você andando a pé, caçando simples borboletas, e a pessoa vai continuar com a mesma inveja, porque não é sobre o que você tem e sim sobre quem você é 🫵"
Intuição: Muitas vezes sentimos quando uma energia não é boa. Não ignore esse sentimento.
Segue a tua 👈😘
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Quando alguém quer realmente te ajudar, ele jamais irá expor a sua bagunça e sim te ajudar a arrumar...👈
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A verdadeira intenção de ajuda é silenciosa, construtiva e respeitosa. Ajudar a "arrumar a bagunça" sem julgar é um dos maiores sinais de amor e amizade.
Tem gente que se aproxima só para te expor e espalhar ainda mais a (bagunça) 𖣘
Só para se sentir superior a você. ツ
Ter opinião é ter também a opção de se calar quando você não tem argumentos suficientes diante da situação.
O silêncio não é ausência de voz, mas sim um espaço de discernimento e respeito à verdade.☜ ♡ ☞
♫ ♪ ˙❤‿❤˙ ♫ ♪
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