Use o Silencio quando Ouvir
**"Entre o Silêncio e a Decisão"**
**(Verso 1)**
Aquela noite começou com um olhar,
Uma palavra errada foi o que bastou pra machucar.
O tom subiu, ninguém quis recuar,
E agora o silêncio é tudo o que sobrou pra eu escutar.
**(Verso 2)**
Eu sei que errei, talvez você também,
Mas esse orgulho só aumenta o que nos faz refém.
Tento ligar, tento pedir perdão,
Mas você não responde, e me deixa na escuridão.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Verso 3)**
Repasso as cenas, cada frase sem pensar,
Tantos planos jogados ao vento no calor de um brigar.
Eu só queria um sinal, só um porquê,
Pra saber se ainda existe chance de eu e você.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Final)**
Eu só quero saber se ainda há esperança,
Ou se é hora de deixar morrer essa lembrança.
Seja sim ou não, só não me deixe assim,
Pois o que mais dói não é o fim, mas o meio sem fim.
Sob o véu da noite acesa,
com estrelas por testemunha,
um homem repousa a alma tensa
no silêncio que o mundo arruma.
Foi de sol a sol sua lida,
com calos, suor e esperança,
construiu com força a própria vida
mas deixou de lado a dança.
Agora, ele sonha sereno,
com um canto à beira do nada,
onde o tempo caminha pequeno
e o peito respira a madrugada.
Quer uma barraca acesa,
um céu vestido de luar,
e ao lado, com leveza,
alguém que só saiba amar.
Uma mulher de fala doce,
de mãos que sabem cuidar,
que o olhe como se fosse
poesia ao caminhar.
Não busca luxo, nem fama,
só um abraço demorado,
um chá quente que o chama,
um coração encantado.
Nesse campo onde o fogo dança,
e a água cai como canção,
ele enfim planta esperança
no jardim da solidão.
Porque o mundo pode ser duro,
mas o amor é sempre abrigo
e hoje o homem do futuro
só quer paz… e alguém consigo.
Falei mil vezes, num tom sereno,
pedi silêncio onde havia grito,
mas ecoou o velho veneno
e a paz virou precipício.
Engoli farpas, disfarcei dor,
apaguei brasa antes do incêndio,
me vesti de calma, domador,
mas o caos fez do amor, remendo.
Agora basta, já não insisto,
meu silêncio virou limite,
quem só fere, perde o visto
de morar no peito triste.
Titulo:Cadê Você
O seu silêncio vai dia a dia corroendo e me transformando.
Pensando em você, eu me perco em mil filosofias e calo minha voz.A saudade que me deste é como a estrela brilhando
durante o dia eu a escondo e no anoitecer,brilha á sós
Foram muitos os sonhos pra você,juro que não os construí sobre areia,agora eu os vejo sendo levado pelas ondas .
pois pra mim o mundo emudeceu,e uma lança atingiu minha alma.
Hoje eu sou apenas uma sombra do que passou,arrancas-te de mim as ilusões quase nada existe, porque persisto nesse amor.Em nossa casa,sua lembrança só decepções.O mar já não me aspira emoções.Se olho para o céu,a chuva cai sobre meu rosto,Se para o horizonte, penso ser o caminho de suas razões.Nos volumosos remansos eu tento retratar-te,como tolo.Nas paisagens verdes nos arvoredos eu quisera estar contigo,pensei....Oh!Cadê você,porque me faz sofrer a ausência tua.Nunca foste amada por nenhum outro mais do que eu a amei.
Permita-me 1 minuto apenas para encontrar contigo e revelar-te o que ainda não revelei.Oh!criatura que me deixou chorando,enquanto partia.Cruel destino que fez meus dias e me descontrolei,dando-me somente a chance de apagar um semblante que sorria.Choro em pensamento e em noite adentro sempre pensando,porque?Nos mares, horizontes, na lua ou no infinito,tu ouvirás meu grito,enquanto nos bares da cidade afogo minha dorJá não estou mais suportando o silêncio,
quisera falar contigo,ouvir e sentir por um momento abraçar,pegar tuas mãos,beijar teus pés.ficaram as marcas do amor no lençol,
sinto teu perfume no travesseiro,estou só.Por que não me respondes?Já é madrugada,cinco e meia da manha,
e a cachaça minha companheira,Venha me visitar.Por favor, não se esqueça de mim,desliga tudo que esta tocando,não aguento mais ouvir nossa canção,me tire dessa angústia dolorosa,dessa bebida amargosa.No meu silêncio vem me envolver e encher o vazio que ficou no coração.
E, no momento da despedida,
a emoção tomou
contada razão...
o silêncio pairou no ar...
os olhos marejaram...
só saiu,
bem baixinho,
a frase:
"ESTOU COM SAUDADE!
No silêncio dos séculos, onde o tempo se tece em fios dourados de memória, ecoam os suspiros dos antigos, sussurros que dançam entre as estrelas, entrelaçando-se com o brilho dos amores nunca esquecidos. É nesse etéreo palco que se desenrola a sinfonia dos sentimentos, uma melodia eterna que se espraia pelos horizontes da alma inquieta, ansiosa por paixões clandestinas que hão de surgir.
Caminhando sobre cacos pontiagudos da existência, os passos reverberam como poesia, uma dança efêmera entre a luz e a sombra, entre o suspiro da brisa e o rugido do mar. Cada momento é uma tela em branco, esperando ser colorida pelo artista que persevera, com os tons da paixão e os matizes da esperança.
No coração da natureza, onde as árvores sussurram segredos ancestrais e os riachos murmuram melodias antigas, encontro a essência da vida. É como se as nuas folhas que dançam ao vento, em cada gota de chuva que beija a terra, carregam consigo os sonhos de todas os povos, os desejos mais profundos das almas desafortunadas.
E nas asas do tempo, voamos além das fronteiras da realidade, rumo ao reino da imaginação. Lá, os pássaros tecem ninhos de sonhos entre as nuvens, as flores desabrocham em cores inéditas aos deuses, e os rios fluem com as histórias dos tempos imemoriais.
É nesse mundo estranho, onde a luz e a sombra se afincam em prazer eterno, que encontro a justa poesia. Cada palavra é uma estrela cadente, caindo do céu noturno para iluminar os corações perdidos na escuridão. Cada verso é um sopro de vida, um eco da eternidade, uma canção que ressoa através dos séculos, uma segunda chance aos amores que se vão.
Assim, entre as linhas do destino e os versos do infinito, desdobro-me em poesia, uma alma viajante em busca da beleza que habita em cada cantinho deste vasto universo. E quando finalmente me perder nas brumas do tempo, que minhas palavras permaneçam como faróis de luz, guiando os navegantes perdidos de volta ao porto seguro da prosa.
Versos tecidos no silêncio
Quantas horas leva alguém para se tornar expert em um assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje, é a língua na qual possuo maior fluência.
Aprendi a escutar o tempo,
a respirar o compasso de cada segundo.
Ao respeitar sua dança, percebi:
o silêncio não é ausência,
mas uma fonte infinita de compreensão.
No silêncio, as palavras ganham novos contornos,
como se cada sílaba fosse esculpida pela quietude.
A ausência de som cria melodias invisíveis,
e os sentimentos nascem, livres,
sem a limitação da fala.
Uma sinfonia espacial.
Descobri que, quando a boca cala,
outros sentidos florescem.
Os olhos traduzem o que os lábios calam,
o olfato beija o tato,
e os ouvidos, ah, eles leem o murmúrio do mundo.
Na quietude, encontrei a língua do sentir.
Foi assim que fiz poesias com meus sentidos.
Dois de novembro
No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.
Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.
Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.
O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.
No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.
O Silêncio dos Vagalumes
Foram-se os vagalumes,
não por medo da noite,
mas porque sua luz já não cabia
em mãos que desaprenderam o assombro.
Foram-se como preces mudas,
sem rastro, sem vestígio,
levando consigo a infância dos olhos
e a última centelha do espanto.
A cidade caminha sobre sombras,
e os passos ressoam na ausência do que era vivo.
Onde antes um lampejo fugaz
rasgava a pele do escuro,
agora há um breu domesticado,
submisso ao clarão sem alma
das lâmpadas que nunca dormem.
Mas quem sabe, em outra noite,
quando os homens cessarem o peso
sobre as coisas miúdas,
eles voltem.
E, sobre as ruas, redesenhem em claridade
o que o silêncio agora esconde:
o simples milagre
de brilhar sem porquê.
Mãe é verbo
Mãe é verbo.
Na língua da eternidade,
o feminino de Deus é silêncio grávido,
é oração de nove luas,
é evangelho que se derrama em leite.
E o Verbo se fez carne.
Não apenas carne —
mas ventre,
e, na tessitura de sangue e espera,
aprendeu a amar antes de saber o nome do amor.
A Mãe —
quarta pessoa da Trindade,
ausente nos púlpitos,
presente em todos os partos.
É ela quem cria o Deus que vai chorar no mundo.
A teologia não sabe,
mas o coração conhece:
Deus ensaiou o milagre da vida
no corpo que aceitou perder-se
para que outro existisse.
Todos são filhos.
E, por isso, antes da cruz,
houve um útero.
Antes do sacrifício,
houve uma mulher dizendo “sim”
com o ventre e com a alma.
Segurando o Silêncio
Senti o atraso em cada momento,
Confusão no ar, um turbilhão por dentro.
O coração, doído, em silêncio grita,
Segurando lágrimas, a dor se evita.
Tantas dúvidas a me rodear,
Incomodos que não sei calar.
Perguntei ao amor, buscando clareza,
Chamou-me "mulher farda" por minha franqueza.
Quis consertar, mas deixei passar,
As palavras presas, sem lugar.
A quem amo, quis dar alegria,
Mas escondi brigas e agonia.
Para aliviar, fiz-me mudo,
Carreguei o peso de um silêncio bruto.
E, no fundo, só queria paz,
Para eles, um alívio que não me satisfaz.
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