Use o Silencio quando Ouvir
A felicidade
ela tem olhos negros
como a noite e seu silêncio,
o céu aberto; estrelas a admirar
tipo um teto com memórias escritas
reflexos do passado vivido por ti,
a lua representa você em seu dia
banhada pela luz do sol
a mesma que te aqueceu
presenciou e proporcionou teu bem estar
te acolheu sem te julgar
apenas foi e fez...
a cada raio de luz ao te tocar,
lá esta ela, a lua, e você a admirar
pois foi-se a tua vez
mas sabe que tem de retornar
como tudo nessa vida
tudo que nos pertence,
da mesma forma que o dia vai
da mesma forma que a noite vem
tudo a seu tempo,
e enquanto isso só nos resta admirar
esses acontecimentos presentes a nós!
Condenação
O meu silêncio grita,
minha tristeza sorri,
minha alegria sofre,
minha presença não está aqui...
meu desânimo é puro ânimo,
o vigor é ausente
mas presente na ausência,
e o amor? É minha sentença!
Perguntam o que penso,
ébrio, o meu silêncio é sincero.
Peço a saideira, ensaio a saída, outra rodada...
Perguntam quem sou.
Penso e não mais estou.
Mãos à obra,
pé na estrada,
o resto é prosa fiada!
O silêncio dos meus passos me guiam na direção dos meus sonhos; Sem chamar atenção me retiro de cena e deixo a platéia à imaginar, a falar, a murmurar, só nao deixo saber mais do que merecem ou do que precisam. Sou dono das minhas vontades e elas interessam somente a mim.
No silêncio da madrugada
Em que se ouvem grandes barulhos
Das atitudes de nosso subconsciente
Coisas que aconteceram acontecem, vividas.
Presas ao passado na gaveta da mente esquecidas
Consciência ausente do mundo
No reflexo desses acontecimentos
Tal como a luz de um flash em fração de segundo
Corpo em repouso de um sono profundo.
Vem e volta torna-se vida
De algum lugar, do real distante.
Relativo ao consciente
Do passado ao presente até o submerso do futuro
Saltando a janela da mente
Faz-nos viver em um mundo paralelo a realidade
Dormindo ou acordado é a mesma verdade.
Querido Abba, os dias não tem sido fáceis. Eu quero apenas deitar no teu colo, e no silêncio poder ouvir pelo menos uma canção de ninar. COmo eu me sinto bem, apenas de saber que você estar tão pertho de mim, logo largo o desespero dos dias sombrios, e me agarro ao teu amor, não é qualquer amor, é o amor do meu Abba. E novamente me vem aquela paz fresquinha, tão nova quanto as tuas promessas.
Ausência
O Ar será o silêncio
Das faltas
Só terá nostalgia
Desse viver acelerado
Haverá lamentos,
Haverá angústias,
Mas o ser aprende
Que faltas são inevitáveis.
As vezes o silêncio é muito mais significativo do que, o que o som pode nos proporcionar em muitos momentos, onde a ignorância seria mais apreciada.
Preciso ir embora
O silêncio nunca feriu tanto a alma, tornando-se uma verdadeira diabete, a cada dia aumentado a ferida provocada pela ausência. Se um dia isso vai passar? Não sei. O que tenho certeza é que nunca mais a vida será a mesma, pois as rotas dos ventos mudaram de forma definitiva.
É no meu silêncio que encontro o meu barulho.
É no meu calar que escuto as respostas.
E no parar que vejo o quanto já caminhei e que ainda posso caminhar
Falo muito, mas calo ainda mais.
Calo meus barulhos com os meus silêncios
Kehlsteinhaus
À vastidão das vozes que ecoam descompromissadas, me volto a preferir o silêncio do refúgio encontrado em mim mesmo.
À BEIRA DO CAIS
De João Batista do Lago
O velhinho sentado à beira do cais
é silêncio puro
num final de tarde febril
no ocaso de um dia de abril
onde o sol não sorriu para os cabelos brancos
feito asas de gaivotas soltos na imobilidade do vento
Sento-me ao seu lado
vazio...
e calado...
e mudo na prenhez do tempo e do espaço…
Os meus cabelos ainda estão viçosos
alinhados e sem quaisquer querelas com o vento
estão nervosos
e bem mais sofridos que aqueles cabelos brancos sustentados de experiências
capazes de tudo falarem sem uma palavra sussurrar
E eu tão jovem querendo auscultar
o lamento que somente as ondas do mar ouvem
caladas e correm como loucas para...
para guardar na profundidade do seu mar profundo e eterno
as minhas queixas...
as minhas querelas...
e todas as minhas
mágoas guardadas na plenitude daqueles cabelos brancos feito asas de gaivotas famintas do peixe
De repente
o velhinho sentado à beira do cais
levanta-se
e sem me dizer uma palavra
sem um adeus
sumiu na plenitude do tempo e do espaço
Fiquei só sentado à beira do cais...
Enquanto a garganta de um reativo berra a sua ignorância, a do sábio clama pelo silêncio da sua soberana inteligência.
Apenas sonhando
Às vezes, só o silêncio me basta.
E foi lá, em meio ao verde das montanhas,
Numa longa e silenciosa caminhada,
Ouvindo o canto dos pássaros,
Onde mergulhei e meditei...
Por fim, reencontrei meu eu interior.
Vagava meio trôpego,
Perdido em constantes devaneios.
Nem ébrio nem sóbrio...
-apenas sonhando-
SILÊNCIO NA MADRUGADA
(01.09.2018)
Curiosamente me desperto na madrugada com a mente buscando as palavras concretas para dá vida e sentido a tudo. E encontro no silêncio a melhor forma de deixar a alma se manifestar.
Correr atrás?
Pode sim...
Uma, duas, até três,
no depois o silêncio encarrega em mostrar o outro lado.
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