Use o Silencio quando Ouvir
"Gosto de você…
Gosto de como a sua alma encontra a minha dando lugar ao silêncio.
Gosto de como suas mãos se perdem em mim, fazendo o coração romper o silêncio de nossas almas.
Gosto de como seus olhos encontram os meus e, neles, eu me perco — não por descuido,
mas por querer ficar.
Gosto de como me embriago no seu cheiro, misturado ao ar que eu respiro.
Gosto de como sua presença ocupa espaçoe transforma tudo em morada.
Gosto de como, aos poucos, nos entregamos sob a luz do luar, em que as palavras dão lugar ao amor que sinto
toda vez que te sinto.
Gosto de você".
Te amo duas vezes...
Eu sempre amei você,
desde o início,
desde o silêncio,
desde sempre...
desde o nada que já era tudo.
Antes de saber quem você era,
antes de entender o que seria
na minha vida.
Não sei se foi o poder da chama gêmea —
da junção divina —
mas te amei bem antes...
Talvez seja a força das almas,
o laço antigo,
a chama gêmea —
essa união que não se explica,
mas que se sente...
com a pele,
com o coração.
Não sei se fui eu quem amou primeiro,
ou se apenas reconheci
um amor que já me habitava.
Quando soube de tudo,
não houve espanto,
nem dúvida.
Só permaneci —
amando.
Como se já soubesse.
Meu corpo já ansiava o seu,
meus pensamentos já te buscavam,
meu coração…
já era teu.
Já amava com toda a intensidade,
já sentia saudade.
E eu, sem perceber,
já tinha desistido de tudo
por você.
Não sei onde termina o amor
e onde começa a conexão de almas.
Talvez nem exista fronteira.
Porque, se for assim,
em total lucidez,
declaro —
nesta vida corpórea
e na outra espiritual —
eu te amo duas vezes.
O silêncio da minha alma
Fui me apagando aos poucos...
E eu nem percebi.
Lutava sem saber,
Implorava sem querer...
Demorou,
Mas entendi.
Tentei,
Briguei,
Estava numa guerra.
Eu queria de volta a minha personalidade,
A guerreira
Que vencia tudo
E todos.
Onde me perdi?
Onde deixei de existir?
Mas isso não era certo,
E eu não desistiria.
Na luta por me encontrar,
Já não sabia
Se me achava...
Ou mais me perdia.)
“Anjos não travam batalhas visíveis; lutam no silêncio do espiritual, protegendo a alma enquanto o mundo testa a fé.”
“O coração apaixonado se cansa, mas vive; o desocupado descansa, mas sente o silêncio bater mais forte”
"A Lua carrega a clara claridade do silêncio, enquanto o Sol veste o mundo com a cor quente da vida; juntos, ensinam que luz também é equilíbrio.”
**O Momento que Não Foi**
Guardei em silêncio
um instante que ainda não existia,
mas já tinha forma dentro de mim.
Não era pressa,
nem era urgência —
era cuidado com o sentir.
Eu sabia exatamente
como seria o primeiro toque,
o primeiro olhar,
o primeiro respirar daquele espaço.
Mas o tempo…
ah, o tempo não pediu licença.
Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali,
já tinha sido vivido,
já não era mais começo.
E o mais estranho é que, por fora,
nada faltava.
Mas por dentro,
ficou um vazio manso,
daqueles que não gritam,
só permanecem.
Não é sobre quem esteve,
nunca foi.
É sobre o significado
que morava ali antes de tudo.
Sobre o que eu esperei sentir
e não coube mais naquele instante.
Ainda assim, eu sigo.
Com o que restou,
com o que é,
com o que ficou em mim.
Porque nem todo começo
a gente consegue viver…
mas todo sentimento verdadeiro
a gente aprende a carregar.
Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.
Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.
A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.
E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.
Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
A dor é ferida, mas também é portal. É silêncio, mas também é grito. É sombra, mas pode ser aurora. E talvez seja justamente por isso que ela nos humaniza: porque nos lembra que viver é atravessar, e que cada cicatriz é também uma inscrição de resistência, uma marca de que seguimos, apesar de tudo.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O tempo é sábio, e ensina que crescer não é somar anos, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que fere, a aceitar que o sol nasce para todos.
Há tempos que não podem ser apressados, porque carregam em si uma delicadeza própria. O silêncio, o intervalo e a espera são partes essenciais do viver. Quando atravessamos etapas sem respeitar o ritmo, não apenas desorganizamos o caminho, mas também roubamos do outro o direito de sentir plenamente cada instante. O cuidado, nesse sentido, não é apenas presença ou palavra: é também saber se retirar, dar espaço, permitir que o tempo cumpra sua função. Respeitar o tempo do outro é reconhecer sua humanidade, é oferecer um gesto de amor que não se impõe, mas que acolhe.
O Silêncio da Vida Autêntica
Viver é, antes de tudo, um ato íntimo. Cada instante, cada viagem, cada encontro com o mundo carrega em si uma plenitude que não necessita de testemunhas. A vida não é espetáculo, não é vitrine, não é palco. É presença.
Escolher não se expor é escolher a liberdade. É recusar o olhar que julga, o aplauso que condiciona, a aprovação que aprisiona. É compreender que a experiência só se torna verdadeira quando não é fragmentada em imagens, nem transformada em mercadoria de consumo social.
Há quem precise da plateia para sentir-se vivo. Mas essa dependência revela uma carência: a busca incessante por confirmação externa, como se o valor da existência estivesse fora de si. Quem vive para ser visto, vive para os outros. Quem vive para si, encontra no silêncio a sua fortaleza.
Não se trata de inspirar, convencer ou ensinar. Isso também seria uma forma de exposição. Trata-se apenas de existir — intensamente, discretamente, plenamente. A vida que não se publica é a vida que se guarda, e justamente por isso, é a vida que se preserva.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Entre o Espetáculo e o Silêncio
Há existências que se erguem sobre o palco. São vidas que se alimentam da visibilidade, que transformam cada gesto em performance e cada instante em proclamação. Cercadas de amigos, festas e aplausos, parecem plenas de movimento e alegria. Mas por trás da música alta e das luzes cintilantes, há um vazio que não se confessa: a solidão.
Nessa vida, as necessidades pessoais tornam-se supremas, superiores a qualquer vínculo — filhos, pais, companheiros. O mundo gira em torno do desejo de ser visto, desejado, celebrado. A festa é refúgio, mas também prisão: companhia efêmera, vínculos superficiais, afeto substituído por euforia. No fim da noite, quando o silêncio retorna, resta apenas a ausência. A afirmação de que se está só “por opção” é narrativa defensiva, sustentada por padrões inalcançáveis de um parceiro ideal. O brilho fora compensa o vazio dentro, e a superioridade proclamada é apenas máscara para a fragilidade interna.
Mas há também outra forma de existir: aquela que se retira do palco e encontra força no silêncio. Essa vida não precisa de plateia, não depende de aplausos, não busca confirmação externa. Cada instante é vivido em sua plenitude, não como espetáculo, mas como presença. A viagem não é conteúdo, é vivência. O encontro não é performance, é intimidade. O cotidiano não é vitrine, é verdade.
Na sociedade da visibilidade, escolher a invisibilidade é um ato de resistência. É afirmar que nem tudo precisa ser mostrado, que há dimensões da vida que só fazem sentido no silêncio. Quem não precisa ser visto é livre: livre das expectativas, dos julgamentos, das comparações. Livre para errar sem plateia, para acertar sem aplausos, para existir sem máscaras.
Assim, temos dois modos de ser:
O da festa interminável, que parece abundância, mas termina em solidão.
O do silêncio autêntico, que parece ausência, mas revela plenitude.
Entre o espetáculo e o silêncio, cada um escolhe o modo como deseja existir. Mas é no silêncio, e não na festa, que a vida encontra sua densidade mais profunda. Pois o verdadeiro sentido não está em ser visto, mas em ser.
Tatianne Ernesto S. Passaes
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