Uniao e Respeito em um grupo Jovem

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Cada um mede os seus atos da maneira que achar mais conveniente.

⁠Contemplação

Não é só pele.
Não é só toque.
Não é só desejo.

É um lugar onde duas almas se permitem habitar o mesmo templo.
E o corpo… é apenas a porta.

Quando eu me entrego, não ofereço só curvas e suspiros.
Ofereço um mundo inteiro por trás dos olhos fechados.
Aceito que você me invada — não como quem invade, mas como quem é convidado a entrar.

Permitir que alguém me toque…
É como entregar uma chave e confiar que, do outro lado, não haja pressa.
Só presença.

Porque pra mim, fazer amor —
é como saborear a sobremesa favorita com os olhos fechados.
Com calma. Com vontade. Com gratidão.
Sentir o gosto até o fim, e mesmo assim desejar mais.

É contemplar cada segundo,
cada estremecer da pele,
cada silêncio entre os beijos,
cada arrepio que começa antes do toque.

É pertencer.
É permitir ser morada, enquanto também se habita.

É uma dança onde ninguém lidera,
mas ambos conduzem — com os olhos, com os gestos, com os instintos.

Eu não me entrego por carência.
Me entrego por transbordo.
Porque quero que você sinta o quanto posso ser casa,
mesmo enquanto sou puro incêndio.

Estranho não é se afastar de quem você gosta.
Estranho é quem um dia te disse: “Somos apenas amigos”, sentir falta das conversas e achar estranho você a(o) chamar de “amiga(o)”.
Pra mim, isso é sentimento não assumido ou não percebido.

Amizade é um amor que simplesmente não tem fim e nem limites, por uma amiga podemos ir até o fim do mundo.

A principal mensagem de Natal é a de um Deus Humano que passou por aqui e nos ensinou com os seus exemplos de vida o significado das palavras perdão, justiça, amizade, renovação, força, coragem, partilha, consciência, entre outras que deveriam compor o significado da palavra humanidade. É um legado que renova os nossos corações todos os anos nesta data especial.
Que neste Natal, os nossos corações se renovem no amor de Deus, que tenhamos novas chances de viver de forma intensa o amor em todas as suas manifestações.
Que Deus nos presenteie com o discernimento pra que possamos deixar na história deste ano que passou o que deve ficar, e levar pra o próximo ano que deve continuar a escrever as nossas linhas.
"Que DEUS, o intenso verbo SER, seja conjugado em cada respiração, em cada pensamento, em cada ato, em cada palavra de cada UM de nós, agora, no próximo ano, e para todo o sempre!"

Para hoje... simplesmente um dia lindo de paz... cheio de alegrias e realizações... iluminado de esperança e com muita gratidão a Deus em nossos corações!

Na infância, nosso futuro é um sonho.
Na juventude, nosso futuro não tem futuro.
Quando adulto, nosso futuro é a realidade.
Na velhice, nosso futuro é uma tragédia.

A sensatez de poucas leis e decretos

Penso que um excesso de decretos e de interditos prejudica a autoridade da lei. Podemos observá-lo: onde existem poucas proibições, estas são obedecidas; onde a cada passo se tropeça em coisas proibidas, sente-se rapidamente a tentação de infringi-las. Além disso, não é preciso ser-se anarquista para se ver que as leis e os decretos, do ponto de vista da sua origem, não gozam de qualquer caráter sagrado ou invulnerável. Por vezes são pobres de conteúdo, insuficientes, ofensivas do nosso sentido de justiça, ou nisso se tornam com o tempo, e então, dada a inércia geral dos dirigentes, não resta outro meio de corrigir essas leis caducas senão infringi-las de boa vontade! Para mais, é prudente, quando se pretende manter o respeito por leis e decretos, não promulgar senão aqueles cuja observação ou infração possam ser facilmente controladas.

Pense no que você faz. Um pedido de desculpa não deixa para trás uma grande mágoa.

Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.

Um homem acredita mais facilmente no que gostaria que fosse verdade. Assim, ele rejeita coisas difíceis pela impaciência de pesquisar; coisas sensatas, porque diminuem a esperança; as coisas mais profundas da natureza, por superstição; a luz da experiência, por arrogância e orgulho; coisas que não são comumente aceitas, por deferência à opinião do vulgo. Em suma, inúmeras são as maneiras, e às vezes imperceptíveis, pelas quais os afetos colorem e contaminam o entendimento.

Francis Bacon
BACON, F., Novo Órgão ou elementos de interpretação da natureza, 1620

"O ADEUS"

Me aproximo
Te abraço
Busco um carinho
Um afago, um olhar apaixonado...

Você,
Tão distante, tão frio, tão calado
Eu só queria,
Sentir teus braços
Presos em meus abraços
O teu cheiro, perfumando meu espaço...

E você
Frio, retraído, impenetrável
Não quer, meus carinhos, meus beijos
Nem mesmo meu afago...

Então busco,
Tuas mãos em minhas mãos

E voce
Discretamente foge do meu contato
Eu doída, cansada,infeliz e arrasada,

Vejo-te...
Saindo devagarinho
Fugindo do meu contato
Para os braços de outra amada.

A base de um bom relacionamento baseia-se em quanto menos um perguntar;menos o outro terá que mentir...

Cada um fará sua própria história e esperará que esta seja capaz de trazer a verdade à luz.

Pensamento positivo é o início para realização de um sonho! Seja positivo...

Preferiria antes ser um sátiro do que um santo.

Sobre os velhos amigos

Muito mais que qualquer nostalgia barata de um reencontro despretensioso ou a simpatia de uma rápida conversa diplomática, são as lembranças que tenho a respeito de quem passou por minha vida: os velhos amigos. Eles são cicatrizes benignas feitas por pessoas que, usufruindo de toda a liberdade que têm, deixaram com que a intersecção de nossas histórias existisse.
E eu quero lhe chamar a atenção aqui porque, quando digo história, estou falando do acumulado de experiências, acúmulo de encontros e desencontros da vida colecionados em um indivíduo, de forma que seu caráter, personalidade, espiritualidade e ideologia se fazem frutos desta dita história.
As sobreposições que sofri pelos meus velhos amigos me permite ver, talvez só aqui na frente olhando para as fotos, que a vida foi boa de ser vivida com eles; me permite ver que, como diria Spinoza, o encontro fraterno de nossas almas gerou ganho potência, o que ele mesmo traduz como felicidade.
Aos meus antigos amigos dos enes lugares pelos quais passei, a cada um deles, eu sinto a falta de vocês. Obrigado por permitirem o nosso encontro. Com vocês eu ganhei potência, eu palpei a felicidade. Com vocês vivi momentos dos quais não queria que acabassem e compartilhei lugares dos quais não queria sair.

Esta é a ilusão central da vida: que aleatoriedade é um risco, que é uma coisa ruim.

A palavra é um adubo mágico.
Faz crescer sentimentos nobres assim como os mais sombrios.

Charles Chaplin disse em um de seus poemas , que a vida é uma peça de teatro na qual não se permite ensaios ,poderia tambem se basear em um circo , pois o que existe dentro de todos é a alegria de viver e um simples aplauso que faz a vida crescer .