Uniao e Respeito em um grupo Jovem
(...) um homem cuja única paisagem são as quatro paredes de uma cela, agoniado sob o peso do que fez em nome de princípios que outros conceberam e ele, obediente, ingênuo, adotou.
– Você é um cara legal, sempre foi, putaquepariu.
Gorka já estava saindo quando se lembrou do recado de Josune.
– Se você não tem nada para dizer a ela.
Nesse momento Joxe Mari já estava dando as primeiras pedaladas.
– Diz a ela pra seguir com a vida.
E os dois amigos foram embora, e Gorka, dezesseis anos na época, os viu avançar nas bicicletas em direção à estrada, Joxe Mari com o casaco de lã que lhe pedira emprestado, o outro com os seus sapatos. Gorka teve uma sensação repentina de mau agouro.
um relato de quem busca o sentido da vida
Eu me sinto perdido, confuso, angustiado. Eu não sei quem eu sou, o que eu quero, para onde eu vou. Eu tenho medo de mudar, de crescer, de me arriscar. Eu tenho medo de decepcionar os meus pais, os meus professores, os meus amigos. Eu tenho medo de me expor, de me expressar, de me mostrar. Eu tenho medo do que os outros pensam de mim, do que eles esperam de mim, do que eles cobram de mim.
Eu vivo no modo automático, fazendo o que me mandam, o que me ensinam, o que me impõem. Eu não tenho voz, nem vez, nem escolha. Eu não tenho sonhos, nem planos, nem metas. Eu não tenho vontade, nem motivação, nem alegria. Eu só tenho obrigações, responsabilidades, pressões.
Eu me sinto sozinho, isolado, incompreendido. Eu não tenho com quem conversar, com quem desabafar, com quem contar. Eu não tenho apoio, nem carinho, nem afeto. Eu não tenho amigos, nem namorada, nem diversão. Eu só tenho problemas, conflitos, frustrações.
Eu me sinto triste, deprimido, desesperado. Eu não vejo sentido, nem propósito, nem esperança. Eu não vejo saída, nem solução, nem alternativa. Eu não vejo luz, nem cor, nem beleza. Eu só vejo escuridão, cinza, feiura.
Eu preciso de ajuda, de orientação, de terapia. Eu preciso de alguém que me escute, que me entenda, que me acolha. Eu preciso de alguém que me ajude, que me guie, que me ensine. Eu preciso de alguém que me ame, que me valorize, que me incentive.
Eu quero mudar, crescer, evoluir. Eu quero descobrir quem eu sou, o que eu quero, para onde eu vou. Eu quero enfrentar os meus medos, os meus desafios, as minhas mudanças. Eu quero superar as minhas dificuldades, as minhas limitações, as minhas inseguranças.
Eu quero viver, não apenas sobreviver. Eu quero ser feliz, não apenas existir. Eu quero não apenas ter que cumprir ordens, eu quero realmente viver.
Escrever sobre si é fotografar a alma,
o momento,
os sentimentos
É capturar com precisão um tempo que nunca mais voltará
É transformar a dor em arte
É perceber a sua evolução e permitir a reflexão de anônimas pessoas,
que podem - ou não -
se reconhecer nesse imenso espelho
construído por palavras
Escrever é eternizar e,
ao mesmo tempo,
se fazer eterno.
Viver na zona de conforto
É viver em um mundo sem se preocupar com o hoje
Mas com o arrependimento no amanhã.
A mera tentativa para inclusão de um neuroatípico é, para mim, um dos atos mais nobres de um ser humano. Todo atípico é um universo diverso e complexo, portanto, qualquer pequeno ato de incluir-nos, mesmo que falho, é um sinal de que finalmente não somos mais invisíveis e pessoas têm nos considerado parte de sociedade.
“Os coelhos geram coelhinhos, da mesma natureza coelhinha de seus progenitores; um cavalo, um cavalinho, na mesma natureza cavalar. De onde os reencarnacionistas terão encontrado uma geração que não é na mesma natureza? Os pais não seriam pais de um homenzinho, seriam pais de um corpo e alma que viria do outro lado. Há de ser muito ignorante. Por isso que num Congresso Internacional de Parapsicologia se chegou à conclusão de que a reencarnação é a maior idiotice que a imbecilidade humana conseguiu imaginar. Não há nenhum parapsicólogo reencarnacionista.”
Você se esforça para dar um sentido, uma forma, uma ordem à sua vida, e no fim das contas a vida faz o que bem entende com você.
A Vida é um professor que escreve a matéria na lousa e não a explica. Cabe a nós encontrar os meios para entender a lição. Na verdade, acredito que não necessariamente a lição em si, mas descobrir como decifrá-la e trazê-la para nossa realidade, seja esse o grande aprendizado.
O PESO DOS SENTIMENTOS OCULTOS
Sorrir, um gesto simples, encantador,
Escondendo em sua graça, um mundo interior.
Pois explicar as sombras que o coração carrega,
É tarefa árdua, que a alma às vezes nega.
Nos olhos, a luz brilha, o riso se revela,
Mas por trás dessa fachada, a dor singela.
Os motivos que me afligem, eu calo no peito,
Pois na poesia encontro um alívio, um jeito.
Entre versos e rimas, meu refúgio se encontra,
Descrevo o indescritível, a angústia que me monta.
No poema, encontro a voz que me escapa,
E na beleza das palavras, a tristeza se apaga.
Assim, sorrir pode ser meu disfarce, meu véu,
Mas na poesia, revelo o que vai além do papel.
Aqui, encontro conforto, e a alma se aquieta,
Pois nas palavras escritas, a tristeza se completa.
Esconder sentimentos, um ato sutil,
Sob máscaras, sorrisos, tudo fica tranquilo.
No mundo exterior, ninguém percebe a dor,
Mas no interior, um turbilhão, um fervor.
Guardamos no peito, como segredo guardado,
As emoções que tememos, as lágrimas do passado.
Esconder é fácil, mas até quando assim farei?
Pois os sentimentos reprimidos, com o tempo, ferem mais.
No silêncio das palavras não ditas, ecoa a solidão,
E a máscara que usamos se torna uma prisão.
É preciso coragem, encontrar alguém a quem confiar,
Para que os sentimentos escondidos possamos revelar.
A verdadeira força está em ser vulnerável, meu amigo,
Pois é na aceitação dos sentimentos que encontramos abrigo.
Não esconda por muito tempo, deixe seu coração falar,
Pois é na expressão sincera que a cura começa a brotar.
...
A VIDA DE UM SKATISTA
Na vida de um skatista, a rua é meu palco,
Com o vento nos cabelos, eu sigo o meu traço.
Aos quinze anos, com sede de aventura,
Eu deslizo pelas ruas, com garra e bravura.
Meu skate é minha asa, meu escape, minha voz,
Nas pistas e calçadas, eu mostro quem sou nós.
Com manobras incríveis, eu desafio a gravidade,
E a cada queda, levanto com tenacidade.
As rampas são desafios, os corrimãos, amigos,
Nas praças e parques, eu deixo minha marca, meus abrigos.
Com calças largas e boné virado para o lado,
Eu expresso minha individualidade com um sorriso arrojado.
Nas ruas, eu encontro minha tribo, meu povo,
Compartilhando histórias e sonhos, lado a lado.
Na vida de um skatista aos quinze anos de idade,
A liberdade e a paixão são minha maior verdade.
Essencial
Mais um ano findando com a mesma rapidez de outrora, mas como conseguir viver, quando o tempo é o algoz?
Ontem era Janeiro, hoje Agosto e amanhã será Dezembro. O que fiz nesse espaço/tempo?
Vejo a vida passando como se estivesse sentada em um banco da estação, observando os trens chegando e partindo sem me preocupar com o destino. Acompanho calada e serena as chegadas e as partidas. Percebo nas faces um misto de preocupação e indiferença ao meu redor.
E eu? Permaneço ali inerte! Com um silêncio ensurdecedor e paralisante. Incapaz de um movimento, apenas os olhos se movem, esses também com pouca vivacidade dos rompantes da mocidade. Frágil e vulnerável ali aguardando conformada a hora derradeira dos meus dias.
Será esse o propósito?
E o que é essencial?
Ah!!! O essencial é intangível.
não foi um cruzeiro
meu nome e
minha língua
meus documentos e
minha direção
meu turbante e
minhas rezas
minha memória de
comidas e tambores
esqueci no navio
que me cruzou
o Atlântico.
condição: imigrante
1.
desde que cheguei
um cão me segue
&
mesmo que haja quilômetros
mesmo que haja obstáculos
entre nós
sinto seu hálito quente
no meu pescoço.
desde que cheguei
um cão me segue
&
não me deixa
frequentar os lugares badalados
não me deixa
usar um dialeto diferente do que há aqui
guardei minhas gírias no fundo da mala
ele rosna.
desde que cheguei
um cão me segue
&
esse cão, eu apelidei de
imigração.
2.
um país que te rosna
uma cidade que te rosna
ruas que te rosnam:
como um cão selvagem
esqueça aquela ideia
infantil aquela lembrança
infantil
de sua mão afagando um cão
de sua mão afagando
seu próprio cão
ficou em outro país
ironicamente, porque a raiva lá
não é controlada
aqui, tampouco:
um país que te rosna
uma cidade que te rosna
ruas que te rosnam:
como um cão
: selvagem.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Poemas de amizade verdadeira que falam dessa união de almas
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Perda de um Ente Querido
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
- 20 anos de casados: mensagens que celebram duas décadas de união
