Uma Verdade Inconveniente
Meu Doce DeLeite
Uma doce surpresa você...
Com uma calda deliciosa de humor
Uma pitada de sorriso nos lábios saborosos
Que deixa com água na boca os meus
Despertando o meu apetite...
Em minha boca restou
Teu gosto singular
Que tão pouco pude provar...
Vem saciar a minha fome de você
Minha sede de te amar...
Deixando-me Ir
Estou me deixando aos poucos,
como quem deixa rastros no caminho,
sinais de uma despedida silenciosa,
sem palavras,
mas com a marca de cada passo dado.
Estou me permitindo, lentamente,
mergulhar no vazio e no silêncio,
como quem vai,
se entregando ao fluxo da vida,
sem resistência,
apenas deixando o que vem me conduzir.
Ser de esquerda é, como ser de direita, uma infinidade de maneiras que o homem pode escolher de ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas de paralisia moral.
A Fotografia em Plenitude
Cada fotografia carrega dentro de si uma narrativa única. A espontaneidade revela a verdade do instante, a luz natural dá forma e atmosfera, e a composição guia o olhar sem perder a liberdade do momento.
O retrato traduz o que os olhos guardam, enquanto a memória capturada em cada clique mantém vivo o tempo que passou. Perspectiva, cores e sentimentos se entrelaçam, conectando o fotógrafo ao assunto e ao espectador, criando um diálogo silencioso.
A narrativa visual transforma cada cena em história, texturas e atmosfera permitem sentir a imagem, e o movimento imprime emoção. Detalhes pequenos contam histórias inteiras, reflexos e simetria expandem o olhar além do óbvio, e o drama entre luzes e sombras dá profundidade e contraste à experiência visual.
O momento decisivo é o instante que não volta, e cada retrato fala com a alma do assunto, seja ele humano, objeto ou cena. Congelar ou fluir, capturar o contraste e a emoção, tudo se torna uma dança coordenada entre técnica e sensibilidade.
A direção sutil do fotógrafo une todos esses elementos, conduzindo a cena sem perder a autenticidade, transformando cada imagem em registro vivo e inesquecível.
É assim que a fotografia se completa: espontânea, técnica, sensível e consciente, uma arte que toca e permanece.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
A ESTRELA AZUL
Era uma vez uma estrelinha muito prosa,
toda orgulhosa,
no céu instalada;
até que um dia,
talvez por castigo,
um astro,
fingindo-se amigo,
roubou-lhe uma ponta dourada.
Cheia de revolta,
batendo as mãozinhas,
‘’pelo desaforo! (dizia a chorar)
uma estrela que perde uma ponta
não é mais estrela,
não vou mais brilhar.’’
E a pobre estrelinha,
assim mutilada,
tornou-se problema na constelação;
antipática,
só pensando em si,
como se o mundo
desabasse ali
ao peso de sua humilhação.
‘’Ninguém gosta de mim (gemia a pobre),
só porque perdi minha ponta dourada.’’
E, enxugando uma lágrima comprida,
a estrelinha,
infeliz da vida,
tornou-se resmungona e mal-educada.
Oh! Era uma catástrofe no universo,
uma tristeza na constelação!
Tudo foi tentado,
nenhum resultado,
até chegar a estrela da Conformação.
Esta velha estrela
era mui sensata
e à estrelinha
ela aconselhou:
– Ainda és estrela,
pois tens quatro pontas,
torna bem brilhantes
as que Deus te deixou.
E a estrelinha
pôs-se a trabalhar
ingentemente,
em busca de luz;
só pensando
em ser útil e bela
(que este é o destino de uma estrela).
Ela esqueceu a sua própria cruz.
E nem notou
que sua cor mudara
para um azul brilhante e sem igual:
uma cor linda,
cheia de esperança,
alegre como um riso de criança,
bela como uma estrela de Natal.
E a estrelinha que fora problema,
drama,
tragédia na constelação,
passou a ser motivo
de alegria,
uma bênção de Deus
em cada coração.
Hoje aprendi que à manifestação de carinho mais sincera é o de uma criança com Autismo! Estes anjos, tem a felicidade de ser veraz, não afetando-se com o meio.
Às vezes a vida joga uma mudança no nosso caminho só para nos deixar mais fortes, para provar que nem sempre sabemos o que é melhor pra nós.
Existem momentos cruciais em nossas vidas onde deve ser tomada uma decisão, difícil mesmo é quando queremos escolher as duas. São dois extremos tão “apetitosos” aos olhos, porém distintos e impossíveis de serem escolhidos os dois. Pensamos, pensamos e não chegamos a tão desejada escolha, pensamos nas consequências futuras que cada escolha nos proporcionará, aparece o medo, a ansiedade de fazer a escolha errada; perdemos o sono, nos pegamos constantemente buscando um meio de tomar a decisão. Sempre tem uma que nós desejamos mais, mas essa nos parece perigosa, já parou pra pensar que sempre a que queremos mais nos parece a mais insensata? Todos passamos por isso em aspectos e situações variadas. Então pensei bastante e cheguei a “minha” conclusão: “Melhor ser um velho arrependido pelo que fez do que um velho frustrado pelo que não fez.” Quando vivemos uma experiência, seja ela boa ou ruim, sempre dá para ser tirada alguma lição dela, vendo por esse lado, podemos chegar a esse pensamento: Devemos viver, viver é sentir, é ouvir, é saborear, é ver! Se não fizermos essas coisas não estamos vivendo, então por que deixar de fazer algo que desejamos por medo do futuro? Se mesmo errando aprenderemos algo? Já no caso de não escolhermos a que mais nos atrai, ficamos no momento com a sensação de alívio, de que fizemos a escolha certa, que agora estamos com a “consciência” tranquila. Em curto prazo ficamos felizes, porém, depois de algum tempo, nos pegamos com o pensamento: Será que se eu tivesse escolhido a outra opção não teria dado certo? E hoje eu estaria bem melhor? Ó, duvida amarga essa, conheço pessoas amargas de espírito por terem feito a outra escolha e não deixarem o coração falar, por agirem “racionalmente”. Mas desde quando agir sem racionalidade é seguir o intuito do coração? Frustração! Essa é a palavra que maltrata e corrói pessoas tão belas interiormente, mas que em algum momento da vida agiram “racionalmente” A dor da dúvida é pior que a dor do arrependimento. Por isso, “melhor ser um velho arrependido pelo que fez do que um velho frustrado pelo que não fez.”
Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços".
- Criar laços?
Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
“O contemplar solitário é uma viagem que exige coragem para ver o abismo e, mesmo assim, reconhecer o reflexo de si próprio.”
Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela. Você nunca será minha e por isso terei você para sempre.
No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.
Carrego em Mim a Minha Gente
Quem disse que eu ando só?
Sou uma, mas trago em mim muitas. Carrego vozes que vieram antes de mim, risos que ecoam pelas ruas, olhares que enxergam além do que se vê. Minha caminhada não é solitária — ela é feita de memórias, de histórias contadas à beira do Rio Real, de passos que seguem o ritmo das tradições.
Minha arte não é apenas minha. Ela é reflexo do meu povo, das mãos que moldam, dos sabores que alimentam, dos gestos que traduzem um pertencimento. Em cada clique, há um pedaço da nossa identidade. Em cada imagem, um registro da essência que nos torna únicos.
Indiaroba não é só um lugar, é um sentimento. Está no cheiro da comida caseira, no colorido das feiras, na fé que nos une, no talento que se manifesta em cada detalhe. Sou feita dessas raízes e, através do meu olhar, levo comigo tudo o que somos.
Eu represento.
A arte, a cultura, a força do meu povo.
Cansada de tudo!
A dor e o sofrimento se confundem com poesia.
Mas há uma insistência em dizer: você está tão linda!
E se, pelo avesso, eu estivesse agora?
Quanto de beleza ainda sobraria em mim?
Quem consegue enxergar bondade em mim?
E se arrancassem meu coração do peito?
Certamente, a dor seria interrompida... mas, junto com ela, as coisas boas também deixariam de existir.
Será que, ao menos, eu seria lembrada com carinho?
Dizem que enxergamos o mundo como somos por dentro, que nosso olhar reflete nossa luz.
Já olhou através do meu olhar?
Quanto de beleza e bondade eu transmito no meu silêncio?
Ou preferem me ver com os olhos deles?
Mundo insano...
Deixamos as pessoas partirem para, só então, enxergá-las e desvendar suas almas.
Não existe nada melhor do um dia após o outro! Sentiremos uma dor aqui, outra ali, mas vamos que vamos! A vida não pára! Estamos nesta grande corrente para ganhar ou perder. Tropeçamos em alguns pontos do trajeto, mas limpamos os nossos joelhos e seguimos em frente, não deixando que as lágrimas nos impeça de enxergar tantas oportunidades ainda teremos pela frente!
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