Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Sócrates ensinou que reconhecer a própria ignorância pode ser mais sábio do que possuir uma certeza emprestada.

Perguntar “por quê?” diante de uma norma é o primeiro passo para descobrir que toda regra possui uma história.

Uma lei injusta pode ser válida formalmente e, ainda assim, permanecer moralmente inquietante.

Toda sociedade possui uma “caverna”: são as aparências que seus membros confundem com realidade.

O processo judicial pode ser uma saída da caverna quando substitui impressões por provas.

Uma instituição pode parecer racional e ainda assim esconder relações irracionais de poder.

Como seres humanos imperfeitos podem construir uma ordem minimamente justa para viver juntos em uma sociedade tecnologicamente acelerada?

O Direito é também uma disputa pela linguagem: quem define o significado das palavras influencia o destino das pessoas.

Uma sociedade que controla conceitos controla possibilidades.

O caráter de uma instituição aparece quando cumprir a regra deixa de ser vantajoso.

Uma sociedade justa não elimina conflitos; oferece maneiras menos destrutivas de resolvê-los.

O autocontrole é uma espécie de jurisdição interior.

Quanto mais necessidades artificiais uma sociedade produz, mais conflitos ela terá de administrar.

A felicidade jurídica talvez seja viver em uma sociedade na qual ninguém precise lutar diariamente pelo reconhecimento de sua dignidade.

Uma sociedade obcecada por acumular pode esquecer que algumas coisas existem precisamente para não serem vendidas.

Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.

A eficiência é uma virtude administrativa até o momento em que começa a exigir sacrifícios incompatíveis com a dignidade humana.

Uma decisão pode ser legalmente conveniente e moralmente indefensável.

O Direito não vive fora da história; ele é uma das formas pelas quais uma sociedade interpreta sua própria história.

O progresso jurídico frequentemente começa como uma ideia considerada inconveniente.