Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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A lei é como uma cerca - quando é forte a gente passa por baixo; quando é fraca a gente passa por cima.

O inferno é uma cidade muito parecida com Londres / Uma cidade com muita gente e muito fumo.

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

Uma obra de arte é um canto da criação visto através de um temperamento.

Caso se queira conhecer uma pessoa, deve-se apenas observar como ela se comporta ao receber ou dar presentes.

Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.

Quando a chuva para,
por uma fresta nas nuvens
surge a lua cheia.

Há uma medida nas coisas; existem enfim limites precisos, / além dos quais e antes dos quais o bem não pode subsistir.

Quando o doutor escreve a receita, olha-nos uma última vez para ver se põe um remédio dos caros ou dos baratos.

Ninguém trabalha melhor do que quando faz uma coisa apenas.

Não sei se sou autoritário. Durante as filmagens, sou decerto uma pessoa diferente, sem tempo para delicadezas. Mas será que, numa operação, o cirurgião diz: poderia me passar o bisturi, por favor? Muito obrigado. Claro que não. Ele só diz: bisturi!

A verdadeira arte não é só a expressão de um sentimento, mas também o resultado de uma inteligência viva.

A inteligência! É uma questão de química orgânica, nada mais. Não somos mais responsáveis por sermos inteligentes do que por sermos estúpidos.

entre velhas páginas
uma folha ainda verde
da casa antiga

A poesia é uma doença cerebral.

Uma circunstância imaginária que nós gostamos de acrescentar às nossas aflições é acreditar que seremos inconsoláveis.

A experiência é como uma mulher a quem todos rendem homenagem sem tratar de averiguar se o seu passado é irrepreensível.

O Cão Sem Plumas

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.

O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.

Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.

Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.

Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.

Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.

A morte é uma vitória, e quando se viveu bem o caixão é um arco de triunfo.

A razão de ser de qualquer fé é trazer-nos uma certeza.