Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto
Correndo em labirintos, solitária, lutando sozinha. As vezes, eu só queria uma mão pra segurar a minha. Enfrentando todos os meus monstros, sei que essa batalha é só minha, mas não sabe o quanto queria você pra me ajudar a suportar o peso, a dor... Tudo o que me faz querer parar. Feridas, a dor... Tudo o que me faz querer me abandonar.
Entrelaça a tua mão na minha
Mais uma vez
Se ao meu lado
Tu se sente tão segura e bem
Repousa em mim
Vive em mim
Passa outra noite aqui
Aqueça esse peito
Que só bate assim por ti...
A mídia, ao colocar os holofotes sobre a política, funciona como a mão visível de uma distração cuidadosamente orquestrada. Enquanto isso, a outra mão, invisível aos olhos da maioria, pertence aos verdadeiros dominantes: banqueiros, filantropos, mega-empresários, grandes investidores e financiadores. São eles que movem as peças nos bastidores, longe das câmeras e do debate público, moldando decisões que lentamente esvaziam nossos direitos e conquistas.
Esse jogo é como um truque de mágica: somos levados a focar na mão que está à vista — debates políticos, brigas partidárias, escândalos e promessas — enquanto a verdadeira ação acontece fora do nosso campo de visão. É nesse movimento escondido, silencioso e estratégico, que os direitos desaparecem, que as leis mudam, que as condições se tornam cada vez mais desfavoráveis ao povo.
Quando finalmente percebemos o que foi feito, o truque já está completo, e os danos já foram causados. Mas poucos se perguntam como aconteceu. Por que não notamos? Porque estávamos distraídos, mirando a mão que gesticulava para chamar nossa atenção, enquanto ignorávamos a mão que realmente conduzia o espetáculo.
A questão é: quando vamos parar de nos deixar distrair por esses movimentos óbvios e começar a observar o que realmente importa — os bastidores, as conexões, os interesses maiores? Afinal, a mágica só funciona enquanto acreditarmos no que nos é mostrado e não olharmos além do que nos é permitido ver.
Decepção
É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.
Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.
Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.
Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.
Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.
Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.
Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi
Mão pra cima!
Solta o corpo!
É agora!
Quando o som começa, eu deixo fluir
O medo cai, eu volto a sorrir
O corpo entende antes da razão
É a pista guiando o coração
– musica Alma voa do dj gato amarelo
Com a mão direita, eu peço a paz.
Queria ter o poder de gerar calmaria em um mundo caótico. Penso no renascer. Sim, às vezes o ato de renascer vem e me assusta, porque sinto que é como olhar para trás e dar adeus a algo que, em algum momento, foi bom, foi conforto, foi amor.
Às vezes tenho a sensação de estar em dívida com o mundo, mas, ao mesmo tempo, sinto raiva do destino. Afinal, ele dá rasteiras na vida, e a queda dói, maltrata, podendo até matar. E não há o que fazer, pois são coisas do bad boy chamado destino.
Medo da profecia!
Fico pensando como seria o remake da vida, se isso fosse possível.
Seria opcional?
Seria racional?
Há dias em que acordo vestida de cinza, com a garganta presa. Nesses dias, não quero comparecer a lugar nenhum, não quero ver olhos nem bocas. Quero apenas brincar de escrever, onde sou sorriso e felicidade.
Não quero apenas segurar tua mão...Quero muito mais!!
Quero te tocar e ser tocada por ti...
Quero te abraçar e sentir-me abraçada...
Quero beijar-te e sentir o sabor do teu beijo...
Quero mais... Quero estar ao teu lado e sentir teu calor, matar meu desejo e morrer de amor.
11/12/2015
"Aos olhos de Deus, somos feitos de barro. A mão do Altíssimo nos molda como vasos, segundo a Sua vontade; mas isso também depende das escolhas e do estilo de vida que decidimos levar com Cristo Jesus. Enquanto semeamos nossas ações como agricultores, Deus age como o oleiro que nos molda através da fé. Aquele que crê sem ver alcançará a graça divina, lembrando sempre que é o amor ao próximo que nos sustenta."
Que toda energia boa que existe se alinhe ao seu favor,
que cada passo seja firme, guiado pela mão de Deus,
que o medo se transforme em coragem,
e que a sua fé seja maior que qualquer incerteza.
Que o universo abra portas,
que a bênção venha inteira,
e que tudo o que você deseja com amor e verdade
se realize no tempo perfeito — e dure.
Está abençoado, de coração. 💛
Vai dar certo, e quando der, você vai sentir que já estava escrito.
Maktub
Cantinho do Vale🍷
Brinde na mão,
barato que aquece, destrói o coração.
Na hora é festa, risada, união,
no dia seguinte… A ressaca é do cão!
Boca seca, cabeça em turbilhão,
corpo pede água, alma pede perdão.
Mas rimos alto, ninguém perde a paixão,
porque no Cantinho, vale cada canção.
Talvez quem precise de tempo agora seja eu.
Mesmo sabendo que ele é traiçoeiro,
aceito sua mão,
pois o que ele pode me dar agora
foi o que ninguém conseguiu me oferecer em nove meses ,.. silêncio que cura,
distância que clareia,
a paciência de reconstruir sem pressa.
Toque de Abrigo
Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.
Há erros que não se apagam
e vidas que valem primeiro.
Salvar não é absolver,
estender a mão não é negar.
É só decidir, por um instante,
não deixar alguém morrer no lugar.
O caráter se mede aí:
quando o impulso vence o rancor,
quando a ética fala mais alto
que a justiça feita de dor.
Nem todos merecem ajuda,
isso é fácil concluir.
Difícil é escolher humanidade
quando seria simples destruir.
E quem ajuda, mesmo assim,
não sai menor da história.
Sai maior que o próprio ego
e em paz com a própria memória.
Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.
