Uma grande Amizade Nao tem Dinheiro que Pague

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Ela gosta de ser como é, sempre se impõe ao que não acha correto, fala sua opinião e não fecha os olhos quando seu nome está em algum mal entendido, sabe assumir um erro e faz questão de consertá-lo. Alguns se assustam com suas atitudes verdadeiras e suas palavras pouco medidas. Então se considera autêntica. Às vezes é taxada de cabeça dura e inflexível. Mas ela não é isso, apenas tem uma personalidade forte, muito forte.

E porque minha alma é tão ilimitada que já não é eu, e porque ela está tão além de mim – é que sempre sou remota a mim mesma, sou-me inalcançável como me é inalcançável um astro.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Espero que não sejamos um sonho que Deus sonha, ou nosso futuro será muito relativo.

Nada nessa vida acontece sem um motivo, se for pra ser, será. Só o que não dá para acontecer é esquecer de viver enquanto as coisas não acontecem do jeito que você espera.

Eu tentei não me apaixonar, não me importar, não pensar e não chorar. Mas foi mais forte que eu.

A virtude não consiste em nos abstermos de maus hábitos, mas de não os desejarmos.

Um homem que não pode ficar um pouco não deve nem se aproximar.

Entenda, não é porque não gosto de você, que te considero inimiga. Mesmo porque até pra ser minha inimiga, tem que ter capacidade !

A fortuna, por si só, não constrói a felicidade, mas estabelece suas bases.

Às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero.

Está faltando o sonho no que eu escrevo. Como viver é secreto! Meu segredo é a vida. Eu não conto a ninguém que estou viva.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Não pode pensar quem está em êxtase, como não pode nadar quem está numa torrente.

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.

Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:

Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

Não adianta, eu já nasci assim. Sou retardada por natureza.

Ainda não fui a todo o lado, mas está na minha lista.

Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes? Morrer... dormir... mais nada... Imaginar que um sono põe remate aos sofrimentos do coração e aos golpes infinitos que constituem a natural herança da carne, é solução para almejar-se. Morrer..., dormir... dormir... Talvez sonhar... É aí que bate o ponto. O não sabermos que sonhos poderá trazer o sono da morte, quando ao fim desenrolarmos toda a meada mortal, nos põe suspensos. É essa idéia que torna verdadeira calamidade a vida assim tão longa! Pois quem suportaria o escárnio e os golpes do mundo, as injustiças dos mais fortes, os maus-tratos dos tolos, a agonia do amor não retribuído, as leis morosas, a implicância dos chefes e o desprezo da inépcia contra o mérito paciente, se estivesse em suas mãos obter sossego com um punhal? Que fardos levaria nesta vida cansada, a suar, gemendo, se não por temer algo após a morte - terra desconhecida de cujo âmbito jamais ninguém voltou - que nos inibe a vontade, fazendo que aceitemos os males conhecidos, sem buscarmos refúgio noutros males ignorados? De todos faz covardes a consciência. Desta arte o natural frescor de nossa resolução definha sob a máscara do pensamento, e empresas momentosas se desviam da meta diante dessas reflexões, e até o nome de ação perdem.

Nada muda no mundo quando você não caminha ao meu lado, as pessoas quase não percebem que falta metade do meu corpo.

[...] Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-o vivendo com maturidade. [...] Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes
MORAES, V. de. Antologia Poética. Rio de Janeiro.1960

Nota: Trecho de "Soneto de Fidelidade"

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Enquanto algumas pessoas se calam, outras falam demais e falam até o que não sabem.