Uma Cidade Chamada Felicidade

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O crepúsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
está de estrelas
iluminando o Rio.

Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixão que não
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.

O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lábios
a sede de me amar.

No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.

Há tantos lugares que nessa cidade que me lembram você. Alguns me trazem boas memórias do tempo que passamos juntos. Outros, infelizmente, fazem com que seja a sua partida seja ainda mais dolorosa. O tempo que passamos juntos nesse plano foi curto, mas o suficiente para eu continuar pensando em você depois de todos esses anos. Eu sei que se você estivesse aqui, gostaria que eu seguisse em frente. É que alguns dias ainda são muito difíceis. A saudade fala mais alto e eu não consigo explicar o que sinto. Esteja em paz, meu bem. Venha me visitar novamente em um sonho, por favor.

Quantas memórias...
essa cidade faz parte da minha história!
Eu deixei esse lugar quando eu era ainda muito jovem e demorei muito para voltar. Não porque eu não queria, mas porque a minha cidade natal, na qual passei minha infância e juventude, me traz muitas lembranças de pessoas que já se foram. Então, retornar significa encara todas essas emoções e sentimentos não resolvidos.
Mas, finalmente, estou aprendendo a lidar com isso. Voltar não me traz muita dor, pelo contrário, me traz um certo alívio e conforto. Agora, ao passar por essas ruas, consigo me lembrar com menos aflição de pessoas e momentos que fizeram parte da minha história.
Em breve vou embora novamente, porém, valorizando minhas raízes. Jamais vou esquecer de onde eu vim.

A cidade segue funcionando, as pessoas riem nos lugares errados, o tempo insiste em andar para frente.
Eu não acompanho.
Eu administro a falta. Em silêncio. Em turnos.
Não chamo de saudade porque saudade é doméstica demais para o que ficou.
Isso aqui é permanência forçada.
É carregar alguém mesmo quando a outra pessoa largou o peso.

Muitas luzes da cidade somadas durante à noite ainda não são suficientes para brilharem mais do que a lua, considerando que mesmo com o seu luar menos luminoso, o brilho dela permanece imponente, caloroso como um olhar atencioso olhando com gentileza para a gente.

A cidade não é neutra: ela legisla silenciosamente sobre quem merece abrigo e quem deve sobreviver à margem.

“A cidade não é neutra, ela escolhe quem pode descansar e quem deve sobreviver.”

Noite fria, chuva martelando o telhado, vento que uiva nas copas. As ruas estão vazias, a cidade ilumina apenas o que é frio, que não tem vida, não vejo ninguém, como se a cidade tivesse recuado para dentro de si. Caminhar nessa chuva é rasgar-se por dentro, poucos têm estômago para esse abandono.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.

A cidade tem lembranças afiadas como cacos de vidro. Passo descalço por algumas ruas e sinto as marcas. Cada cicatriz urbana me conta quem já soube amar. Há um consolo no reconhecimento das próprias falhas. E, por isso, volto ao lugar que me fez aprender.

Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.

Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.

Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.

Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.

Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.

Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.

Praça dos Expedicionários


Entardecer de Outono
poético com o céu limpo,
na bela cidade de Rodeio,
o tempo sereno e ameno,
e o desejo de dar um passeio
na Praça dos Expedicionários.


Relembrar as histórias
dos nossos heróis e dos outros
heróis do Médio Vale do Itajaí
inteiro que juntos cruzaram
o Oceano Atlântico para lutar
contra o Nazismo, e o derrotaram:
nunca será demais relembrar.


Os nossos Expedicionários
deixaram o seu heroísmo
como o maior legado para honrar,
E a maior forma de honrar
é com gratidão com os nossos
exemplos de vida neles se inspirar.

A cidade oferece ruas;
nós oferecemos passos
e desse pacto nasce
o poema que o
chão murmura.

"Enquanto o mundo luta por trilhões de dólares, a Cidade Santa usa o nosso maior tesouro como pavimento: lá, o ouro é apenas o asfalto que conduz ao Rei."

"A riqueza da Terra é medida pelo que se acumula; a riqueza de Deus na Cidade Santa é medida pelo que se compartilha na eternidade."

"Na economia divina, o ouro é tão puro que se torna transparente; na Cidade Santa, a posse dá lugar à contemplação."

"Esqueça os trilhões e os ativos financeiros; a verdadeira liquidez da Cidade Santa é o Rio da Água da Vida, que flui gratuitamente para todos."

"A riqueza da Cidade Santa é governada por um Rei que não usa cetro de ferro, mas o cajado do Pastor e a mansidão do Cordeiro."

⁠Rodeio Erguida

A semana em Rodeio
madruga chuvosa
nesta cidade amorosa,
doce e acolhedora.

Rodeio erguida não
teme o mau tempo,
ela é encantamento
e cidade recanto.

A semana em Rodeio
seguindo adiante,
do Médio Vale do Itajaí
é valoroso brilhante.

Rodeio verdejante
as tuas montanhas
sempre hei de louvar,
foram elas que fizeram
escolher aqui para morar.