Uma Cidade Chamada Felicidade
Depois de todos esses anos, decidi, finalmente, retornar à minha cidade natal e fazer uma visita. Eu era muito jovem quando decidi ir embora e explorar novos caminhos. Não me arrependo jamais dessa decisão. Só que naquela época, jamais poderia imaginar o quão desafiador seria estar aqui novamente.
A sua partida doeu por muito tempo, e esta cidade é repleta de lembranças suas — lembranças lindas, mas dolorosas para alguém que sente tanto a sua falta. Ainda assim, eu sabia que estava na hora de voltar.
Após duas noites seguidas sonhando com você, senti como se fosse um sinal para voltar e revisitar esse lugar que marcou tão profundamente minha infância e juventude. Então, deixei a tristeza de lado e fui. Eu sei que você entenderia as razões pelas quais eu demorei tanto para voltar para cá.
É doloroso lidar com histórias do passado que nunca foram resolvidas, e a sua partida foi uma delas. Eu sabia que, em algum momento, precisaria confrontar todas essas emoções. Definitivamente, não foi fácil. Porém, quando cheguei aqui, senti uma paz imensa. Senti a sua presença — era como se você estivesse orgulhosa por eu estar aqui.
Visitei novamente vários lugares que marcaram minha vida. Essas ruas, parques e casas nos trouxeram tantos momentos bons, não é mesmo? Enquanto eu viver, vou lembrar de você. E eu juro que, desta vez, não vou demorar tanto para voltar.
Lá fora está um dia frio e nublado, enquanto dentro de mim, permanece um sol forte, daqueles que ilumina a alma.
Não posso dizer que fiz as pazes com o passado, mas, de certa forma, estou lidando melhor com essas emoções. Você era força, resiliência e otimismo. Guardo cada memória no meu coração. Saudade é para sempre.
O silêncio é uma cidade onde aprendo a falar devagar. Lá as frases caminham com sapatos macios. Não há pressa de entender, só desejo de existir. E nesse lugar, até o pensamento encontra abrigo. Volto diferente de cada visita.
O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como os ferrolhos de um palácio.
O Dono da Estufa
Na cidade de vidro havia uma estufa
onde cresciam homens em fileiras retas —
raízes presas a crachás,
folhas presas ao relógio.
O jardineiro vestia linho claro
e falava sobre produtividade
como quem fala do clima:
sem jamais olhar o céu.
Regava apenas a própria varanda.
Nos corredores, o ar era contado
em parcelas invisíveis —
cada respiração descontada do salário.
As plantas amarelavam
não por falta de água,
mas pelo excesso de sede alheia.
Ele bebia a empresa em taças largas,
degustando relatórios como vinhos raros,
e confundia lucro com eternidade.
Um dia mandou vir um sino —
um leiloeiro de voz firme,
treinado para anunciar destinos
e dar preço ao silêncio das coisas.
O homem do martelo
aprendeu o eco das paredes,
mediu o peso do tempo,
deu valor até ao pó suspenso.
Mas o jardineiro, entediado,
trocou o sino por outro qualquer,
não por falha,
não por custo,
não por razão —
apenas pelo prazer
de provar que até a palavra
lhe pertencia.
E assim ficou a estufa:
homens podados antes de florescer,
cadeiras polidas como lápides,
e um dono sentado ao sol artificial
num trono feito de folhas arrancadas.
No livro-caixa
não constava o vento.
No balanço
não cabia o cansaço.
Mas à noite,
quando as lâmpadas cessavam de mentir,
as raízes conversavam sob o chão
e sabiam —
nenhuma planta sobrevive
ao jardineiro
que se alimenta do jardim.
Uma coisa que na minha cidade,ainda fazemos de graça:enchemos o pneu a bicicleta no posto de gasolina,mas próximo a nossa casa!
Quando o poder executivo e legislativo, direto ou indiretamente, faz mal a uma cidade, involuntariamente, estão fazendo o mesmo mal a si próprio. Agindo assim, trazem o caos político e social para a cidade que os viu crescerem; deixam marcas que, talvez, em cinqüenta anos não serão esquecidas. O povo não é mais o mesmo do século vinte. Evoluíram. Lembrem-se sempre, as promessas são como tapas, quem bate esquece, quem apanha, jamais.
Carapicuíba
Eu sei onde esta cidade esta localizada
Mas não vou dizer
Darei uma dica
Esta situada a margem de um grande rio de águas
escuras e fedidas
Um esgoto a céu aberto
Uma melancólica e desgraçada cidade
Com suas ruas barulhentas e sujas
que por 12 meses parece dormir o sono da morte
É uma cidade que até poderia começar com era uma vez
mas não se pode terminar com:
"E viveram felizes para sempre"
Os oportunistas aparecem assim do nada
Do nada?
Não!
Antes era assim
Hoje, estão bem assessorados
passam anos dentro do seu hospedeiro
São conhecidos no meio cientifico como dípteros
esse nome se deve ao fato de seus ovos serem
conhecidos pelo termo "vareja"
Quem costuma fazer compras na 25 de março sabe o
que eu quero dizer
Varejo = grande quantidade
São conhecidos devido ao tamanho e a constância de
estarem sempre a toa o ano todo
circulando pelo calçadão
Suborno, peita, corrupção
é a linguagem comum
Bicheira é o nome cientifico
Causam grande perda econômica para a população
exceto para eles que se tornam grandes empresários
ou milionários no decorrer dos seus mandatos
Muitos chegam até o patamar
de ganharem dos hereges
o título: "deus"
São também um problema para a saúde pública
porque parasitam seus eleitores
massacrando seu corpo
depositando seus ovos diretamente
sobre a ferida da vitima
Não pense duas vezes antes de
eliminar este tipo de mosca varejeira
e sentir aquele delicioso barulhinho de "plack"
Faze do teu amor uma cidade onde possas morar, mesmo que o mundo não te seja casa, mas um chão onde possas pisar com firmeza e fincar a bandeira do sonho e da esperança!
Cinderela suburbana
''Era uma vez em um lugar muito distante( do centro da cidade).
Uma moça também muito distante, tinha sonhos mais distantes ainda ( da sua realidade).
Como a prima original,
tabalhava (pra caramba),
mas ao contrario da outra tinha sim,
uma familia(nao que as irmãs deixassem de ser megeras).
Não era prisioneira ( a não ser da sociedade),
Não era tão pobre ao ponto de não possuir uma coroa( no R$ 1,99 tem vários modelos).
O seu problema era o espelho(aquele maldito era seu desalento),
Aprendera a ser princesa européia ( mas sua genética era de outra etnia).
À sua volta o mundo ansiava pela sua decisão de aceitar o pretendente( nada principesco),
que a vida pudesse lhe oferecer.
E ela sempre a esperar '' O encantado''( pode ser aquele mesmo do filme sherek).
E nem sequer qualquer um se aproximava dela.
Na busca pelo principe criou uma lista de exigências impossivel de cumprir.
Mas nem foi preciso noite de festa e sapatinhos de cristal.
Um dia destes tropeçou no que não sabia que existia ( e não era primcipe, não era nada, nem era lindo aff).
Como nos desejos infantis coraçõezinhos flutuaram de sua cabeça (oca).
Pena que o tal ''Semi- encantado'',
fosse distraido e também já tivesse desenvolvido suas proprias exigências(ele nem notou sua existencia).
A nossa ''Cindy'' da multidão tentou de tudo(provavelmete se tivesse um sapatinho de cristal atiraria na cabeça do ''meio principe).
O fim historia está no espelho ( onde ela enxerga o ''porque'' do desinteresse do ''nada encantado'').
Quem disse no entanto que ela desiste (só pode ser brasileira mesmo),
qualquer distração do en-can-ta-do
e ela leva seu coração, o corpo e todo o resto ( e só vai devolver depois do ''felizes para sempre'').''
“Quando uma cidade, uma casa não são construídas de uma maneira bela, o país pára em seu desenvolvimento.”
Nosso grande chocalho é mais uma das obras pela cidade. Mais uma delas que desviam milhões. Mais uns milhões que vão para os ternos, junto com os milhões das Unidades de Pronto Atendimento, e que de pronto atendimento não tem nada, e com as Unidades de Polícia Pacificadora. Se não houvesse reforma, daria, talvez, para a construção de dois estádios. Se não fossem aluguéis de conteiners, daria, talvez, para a construção de hospitais, descentes, públicos. E se não fosse a mentira da pacificação, as fronteiras estariam todas reforçadas. Mas parece que as máscaras não vão sair daqui. Estão nas favelas, nas obras... Estão em todo o governo!
Bolacha Colorida
Um dia uma menina doce surge na cidade e em minha doceria entrou perguntando o que era bater bolacha. Eu queria responder mais aqueles lábios de mel açucarando sua inocência de menina me deixou um pouco sem jeito, você sabe como que é, não é?
- Mas bater bolacha, o que é mulher, pode me dizer?
- Não sei direito não, como ainda não sei o seu nome te chamarei de Doce Maria Bolacha e te digo mais, já ouvi tantas coisas nessa praça de cidade de interior, que nem uma vida toda daria tempo de lhe contar, mas desconfio que isso é coisa só de mulher.
- Oh dona Ana Maria, venha cá minha doceira mais querida e vizinha entendida, é tão entendida que entende de bolacha, também de gente e rocambole de chocolate ou de creme.
- Escute ela minha doce menina Maria Bolacha, pois o que ela diz é verdade e sempre me conta que as vezes mistura as receitas caseiras e fica aquele barulho danado no quarto com os bate bate dos pratos, parece fanfarra desafinada tocando lá no andar de cima da casa.
- Vou lhe contar um segredo menina, confie na tia Ana Maria, e espero que num queira pensar em bater a sua bolacha ainda de água e sal na minha traquina formosa recheada que eu fico vermelha e arretada.
- Minha doce menina, você pode ser uma bolacha colorida, mas não seja frágil e pense direito, pois se quiser hospedar-se aqui, logo lhe dou um conselho. És uma jovem linda de doze ou treze anos, é o que seu rosto aparenta, cuide de sua beleza, pois se abrir sua bolacha irá esfarelar e não poderá mais consertar e se espalhar e seu recheio no meu lençol dourado que comprei vendendo doces e panos de prato, debulharei em prantos em meu quarto.
Sentado, olhando á noite olhando a vista da cidade.
Abraçado com você, cada segundo parece uma eternidade.
É tão bom estar com você que me sinto na invisibilidade.
Sem ninguem nos vendo.
Com essa linda sensação que venho tendo.
Até parece que estou voando pelo tempo evidente.
Não quero que a noite passe.
E sim que ela permaneça eternamente.
O CINEMA DA CIDADE
Bastava dá uma olhada
No outono a derrubar,
Uma flor pequenininha
Era o motivo do choro.
Que eu já não a amava mais
Que não falava de flor
Que reprimia os poemas
E deixava o sol se pôr.
Que a chuva me derretia
Que a noite me acovardava
Que tanto lhe prometia
E na hora lhe falhava.
Mas chamei a bela
Pra saí um dia
Tanta energia, esta demonstrou
Na hora marcada
No velho cinema que
A cidade aos trapos
Viva preservou
No lugar mais lindo
Foi romance findo
Ela terminou.
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