Uma Cidade Chamada Felicidade
Outro homem, uma sombra no passado, Em seus olhos, histórias a serem contadas. Desejo por mais tempo, uma busca a se prolongar, Na coreografia da vida, novos passos a dançar.
Ainda estou me encontrando, tentando não me precipitar. A última coisa que quero é seguir uma carreira de que me arrependa daqui a dez anos, e me sentir pressionada a continuar porque vou estar velha pra recomeçar.
"[...] Eu era um elo perdido até ser encontrado na fenda de uma
irredutível rocha no fundo do oceano [...]."
"[...] Não posso negar o fato que já fui uma incógnita iludida em um
universo banal, refugiando-se sempre no seu mundo complexo [...]."
Na profundidade de cada momento, se existe uma saudade, saudade essa que jamais será matada, saudade que será tão profunda quanto a profundidade de cada momento.
Coração dividido, uma rara lança. Esposo, pilar sólido de sua história, Amante, sombra secreta de sua memória.
A salvação não é algo distante, é uma coisa presente, uma bênção da qual, pela livre misericórdia de Deus, você agora possui.
O poder de uma conexão assertiva!
Grandes mentes e grandes ideias, quando pautadas por um ideal capaz de mudar realidades, tem o poder de gerar grandes resultados e cumprir grandes propósitos.
O termo Psicologia Positiva não deixa de ser uma crítica à antiga abordagem na psicologia, considerada, então, de Psicologia Negativa.
Quando se pensa educar, utilizando de uma práxis voltada para a obtenção de resultados, cujo o foco não é o aluno, isso não pode ser chamado de educação, mas de adestramento, o qual não forma, deforma por meio de uma ideologia que constroi alienados em prol da manutenção de uma classe dominante.
A vida e o tempo sim, são como caixas de surpresas, mostram o improvável, como exemplo, uma amizade de 350 dias ser verdadeira e uma de 35 anos não valer uma moeda;
Reflexões de uma Vida Vazia: A Lição da Luta
Ao contemplar os dias que se desenrolaram como capítulos de um livro, percebo que a narrativa da minha vida muitas vezes se assemelhou a páginas em branco, esperando por histórias que nunca foram escritas. Em meio a momentos que passaram como sombras fugazes, surge a inquietante pergunta: o que fiz de significativo?
As luzes que deveriam iluminar minha trajetória parecem ter permanecido apagadas por tempo demais, enquanto eu vagava por caminhos sem propósito aparente. A ausência de realizações palpáveis deixou-me com um gosto amargo de arrependimento, como se o relógio tivesse avançado implacavelmente, deixando-me para trás, preso em um redemoinho de inércia.
Contudo, em meio à melancolia que essa reflexão provoca, emerge a lição preciosa da luta. A vida pode ter sido marcada por vazios, mas é na busca por preenchê-los que reside a verdadeira batalha. Cada dia que permaneceu vazio é uma oportunidade perdida, mas também é um convite para a resiliência, a determinação e a mudança.
A luta não é apenas contra as circunstâncias adversas, mas também contra a apatia que se instala silenciosamente. É uma guerra contra a complacência que nos faz aceitar uma vida sem desafios, sem sonhos, e, por fim, sem sentido. Descobri que, muitas vezes, a maior batalha é aquela travada contra nós mesmos, contra nossas próprias limitações autoimpostas.
Cada fracasso, por mais amargo que seja, torna-se um degrau na escada da aprendizagem. Cada desafio superado é uma vitória conquistada contra a monotonia e a estagnação. A vida, como uma obra-prima em construção, exige a participação ativa do artista, e a luta é o pincel que dá forma aos traços do destino.
Entendi que uma vida significativa não é medida apenas por realizações monumentais, mas pelos esforços persistentes em direção a uma existência autêntica. Cada pequeno passo, por menor que seja, conta na jornada para preencher os vazios que um dia pareciam insuperáveis.
Portanto, diante das páginas em branco que ainda estão por vir, escolho encarar a vida com coragem, transformando o vazio em uma tela em branco a ser preenchida com as cores da experiência, da superação e da realização. Que cada luta seja uma tela em que eu possa pintar minha jornada, tornando-a uma obra-prima única e repleta de significado.
Autoestrada
Uma grande autoestrada possui muitos afluentes,
É como a cabeleira de um grande rio, cheio de fio... e cada um diferente,
Existe o fio que vem da roça, vem de longe, estrada grossa,
Pra passar só com um trator, um trator que as planta roça...
Já tem um fio que é da cidade,
Moço jovem, pouca idade...
Aprendeu a ganhar dinheiro, na mais tenra mocidade...
Hoje vem de Ferrari,
Cavalo a mil!
Chegou na autoestrada e ó: você nem viu!
Outro fio mora bem perto,
Bem na beira da autoestrada,
Nem precisa sair cedo,
Uma preguiça retada! Mas foi!
Pegou a bike, deu uma olhada,
Encheu o pneu...
E partiu! Partiu pra autoestrada!
A autoestrada não tem fim, só que ninguém sabia...
Cada um fez o que pode e assim a vida seguia...
O fio da roça lá chegou, na autoestrada seu trator,
Ia bem devagarinho, nem ele mesmo se apressou...
O da Ferrari tava longe, longe até demais,
Pena que não viu o buraco, Ferrari nunca mais...
O da bike, tudo certo, continuou a pedalar,
As vezes até parava pra uma soneca tirar...
O tempo foi passando e autoestrada não acabou,
O da roça perdeu o diesel, então logo se apressou...
Mas só por um momento, pra deixar o seu trator, agora ia a pé... Quem da roça já cansou?
O da Ferrari tava parado, os 4 pneu furado,
Sentado com a porta aberta, parecia desconsolado...
O da bike acordou, hora de pedalar,
Mas agora ele já notou, os pneus tão a muchar...
O da roça chegou em prosa, bem pertinho da Ferrari... Olhou, pensou... E então fez um milagre!
"Bora moço jovem! Olha só como é que eu tou! Esse é o único caminho, o destino já chegou! Não se prenda a esse carro, o meu lá atrás ficou. Olha o tanto que andei e veja só o meu vigor! Eu sei que é difícil, para isso me esforcei. Mas segura aqui no meu braço, vamos juntos ver o Rei!"
O da Ferrari nem acreditava,
Nunca tinha visto alguém com tanta alegria brava!
Por um momento ele quase desiste,
Já não estava mais triste, andar não é tão ruim, se alguém que ama insiste.
O da bike tinha voltado, era mais rápido ir em casa, afinal não tinha ido longe, enchia o pneu e então voltava...
Voltando pra casa, esqueceu até aonde estava, a bomba, o pneu e até a própria casa...
Perdido... Agora que percebeu,
Isso já tinha acontecido antes,
É o vício do já morreu!
Mas então ele se lembrou,
Virou e encontrou,
A casa tava do lado,
Foi o pescoço que não virou.
Mais a frente... A autoestrada tava difícil,
Mas o da roça ajudava o jovem,
E o jovem ensinava o difícil...
Os dois aprendiam muito, seguindo na autoestrada,
Cada vez que um ia cair, logo via a mão esticada,
O jovem tinha tatuagem, piercing e calça rasgada,
O da roça um cigarro de palha, pouca roupa e mais nada...
O da bike conseguiu! De volta a autoestrada,
Mas bateu uma preguiça, outra soneca na beirada...
Enquanto ele tava dormindo, dois ratinhos o observava...
Assim que o sono pesava, um assobio se escutava...
O da bike então acordou,
É hora da pedalada!
Pena que o pneu murchou,
E os ratinhos, escondidos,
Caíram na risada...
A autoestrada ainda está lá,
Não se sabe até quando,
Enquanto o da roça e o jovem andam,
O da bike vive sonhando...
Engraçado é dizer, que ele mora mais perto,
Mas a distância que ele foi, dos outros dois nem chega perto.
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