Uma carta em Forma de poema de Amizade

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As vivencias artísticas devem fazer parte da pedagogia integral e uma forma natural inclusiva ao conjunto infantil e subliminarmente das crianças que possuem a qualquer nível do transtorno do espectro autista, comumente diagnosticado como (TEA). A arte é uma linguagem universal fluídica em todas as culturas desde muito cedo, e principalmente as vivencias visuais e sonoras, são importantes ferramentas de expressão interna sem o compromisso da exposição particular da identidade e das possíveis dificuldades de expressividades perante um todo.

A boa arte deve ser sempre apolítica, satirizar, denunciar, gritar e criticar mas tudo de forma sutil e inteligente, nunca bater de frente contra nenhum regime e instituição. Na verdade é isto que difere e ressignifica os verdadeiros artistas universais de todos os tempos dos meros manipuladores de tintas, movimentos e idéias artísticas, oportunistas de ocasião.

Eu de forma nenhuma, asseguro que o individuo autista seja sempre superdotado, digo sim que mesmo sendo propriedades mentais distintas em certos casos podem conviver juntas ao mesmo tempo. Existe muitas diferenças entre o hiperfoco do autista com a super dotação do individuo com AH/SD. Os super dotados com AH Altas Habilidades ou SD Superdotação tendem ao ousar cada vez mais fundo em certas áreas do conhecimento que ele dominam com bastante fluidez, profundidade e conhecimentos. Mais do que QI alto, bem elevado, é uma neurodivergência com um funcionamento psíquico intenso, criatividade, alta sensibilidade que ao mesmo tempo as vezes, pela velocidade não administrada causa frustrações.

De certa forma, os anjinhos de Deus são autistas, vieram para esta vida com hiper foco de amor, luzes, caridade e bondade, muitas vezes incompreendidos pela maioria da sociedade, mas nunca os maculem com as coisas rasas e mundanas, como dinheiro, aparentes valores e vaidades de serem iguais. Cada qual veio a vida por uma missão personalíssima, sendo assim devemos aquietar nossas finitas compreensões e comparações e amar o que Deus pai, por sabedoria nos presenteou de diferente.

Não existe a possibilidade de reverter de forma rápida o isolamento social do ser com o TEA transtorno do espectro autista. Acredito, que a melhor forma, seja pedir sensivelmente autorização para entrar e passarmos a fazermos parte do isolamento particular, dentro dele. O primeiro passo deve ser sempre natural e igualitário a ele e ao mundo dele, para depois com alguma confiança, de forma leve estabelecermos suavemente uma nova conexão para a comunicação, de mais ouvir e respeitando a linguagem e o foco, dele.

Ter empatia e dar acolhimento da melhor forma por amor, a todos aqueles que sofrem por questões físicas, mentais, neuro divergências e espirituais, é exercer a plena liberdade de vida e sanidade, e com isto receber a personalíssima validade sem vaidade, de ida e vinda para qualquer lugar, no humanitário passaporte pessoal.

A única forma de exercer nossa soberania e a verdadeira liberdade em nossa nação continental, é pela exaltação constante de nossa verdadeira historia, pelo culto ao comportamento cívico e o personalíssimo proposito de fortalecer nossa própria identidade com nossas festas, crenças e costumes, diferenciando nos e blindando nos de todas as culturas de todos os lugares do planeta.

Enxergo de forma clara o preconceito social contra os neurodivergentes como uma barreira cultural nascida da rigidez lógica da sociedade neurotípica. Para mim, como autor e pesquisador sobre o tema, a discriminação e a exclusão (formas latentes de capacitismo) não surgem necessariamente de um ódio intencional, mas sim da incapacidade coletiva de decifrar, entender e acolher formas de pensar não lineares, que naturalmente afastam as pessoas que foram preparadas para a aceitação e o acolhimento do comum. Cabe a sociedade contemporânea expandir a compreensão de todos os tipos de linguagens faladas ou emudecidas, mas reveladas por distintos comportamentos.

Tudo que existe na vida e é adquirido de forma natural tem em si, um espirito. No entanto tudo que passa por um sistema de industrialização para melhor conservação, morre e a freqüência da espiritualidade desaparece. O naturismo é a resposta infinita para a vida e cabe a humanidade atentamente observar para aprender com a natureza entre sopros, sons, movimentos e vibrações.

"Quando me perguntam por que amo de forma tão profunda como se não houvesse amanhã, sempre respondo que será a reciprocidade de tudo que recebo, aprendi ao longo de meus anos de sobrevivência que o amor é algo prazeroso e continuo não devendo deixar morrer, porém o sobreviver também me ensinou que posso ir embora de qualquer ambiente sem olhar para trás, levando comigo lembranças boas e apagando as ruins se houver então sim eu sou intendo capaz de pular de um avião sem paraquedas para ser feliz e amado"

“Sob a ótica do Reiki, a evolução espiritual não acontece de forma repentina. Ela é construída gradualmente, por meio da prática diária dos Princípios do Reiki, da meditação, da auto-observação e do aprimoramento constante. Pequenas ações repetidas com sinceridade e dedicação podem transformar profundamente a vida, assim como os pingos de chuva que, pouco a pouco, escavam a rocha.”

“Como Reikianos, devemos cuidar da nossa saúde de forma preventiva e constante, cultivando hábitos saudáveis, uma alimentação equilibrada, atividade física, descanso adequado e equilíbrio emocional. O autocuidado deve fazer parte da nossa vida diária, sem depender apenas de medicamentos quando surgem os problemas.”

O amor é a mais doce forma de negligência, onde a lucidez se despede, as dúvidas se calam e a alma, cega e entregue, se lança no abismo acreditando no que se resume em incertezas. Amar é desconhecer o significado das dúvidas, é o sentimento mais transcendental que existe e só o compreende quem, um dia, amou verdadeiramente.

A Reverência à Majestade é a mais alta forma de libertação que o espírito pode alcançar, pois é no ato de prostrar-se diante da Fonte de toda a Glória que encontramos a Plenitude irrestrita. Que a nossa gratidão não seja apenas um murmúrio labial, mas o eco constante da afirmação: "Grandioso É O Senhor!", traduzido e visível em cada obra da nossa existência. É ao reconhecer essa magnitude que o propósito da vida se revela e o nosso ser encontra, Nele, o seu significado e a sua eterna morada.

A palavra amor é um acordo social, uma forma de nomear quando afeto e compromisso se encontram. Mas como cada pessoa sente o mundo de um jeito único, o amor que alguém diz sentir nunca é exatamente igual ao meu. Ele nasce das experiências, das perdas, do corpo e das expectativas de cada um. E aí surge o dilema: nunca conseguirei saber se o amor do outro é parecido com o meu. A angústia vem dessa dúvida. Posso ser amado pelo nome “amor” mas talvez nunca pelo que realmente sou por dentro, pelo meu jeito único de sentir. Ninguém consegue amar uma cópia perfeita do meu sentimento. Só eu sei como meu amor existe dentro de mim.

O nível de dependência que a letra revela não é uma fragilidade, mas a mais alta forma de inteligência espiritual, o reconhecimento de que a autossuficiência é um mito perigoso que nos condena à solidão, você estava triste e carente porque a sua alma, em sua sabedoria inata, rejeitava os substitutos baratos que o mundo oferecia para o vazio do coração, e o Amor que entrou não veio para te completar, mas para te mostrar que o teu ser já era inteiro, apenas precisava ser reajustado ao Eixo central que é a Fonte de toda a plenitude.

Há pais que passam a vida inteira chamando de amor aquilo que, na verdade, é a mais refinada forma de sabotagem. Blindam os filhos contra a dor, contra a disciplina, contra o “não”, contra as consequências… e depois se espantam ao descobrir que criaram adultos incapazes de enfrentar a própria existência. Quem elimina todos os obstáculos do caminho do filho não facilita a caminhada; elimina o caminhante. No lugar de consciência, instala dependência. No lugar de caráter, conveniência. No lugar de responsabilidade, vitimismo. E, quando os pais já não conseguem sustentar o peso que criaram, a vida apresenta uma conta que nem dinheiro, nem patrimônio, nem herança conseguem pagar. Porque a pior pobreza não é faltar recursos; é faltar estrutura para existir sem alguém que continue sustentando aquilo que a educação nunca construiu.

Eu sempre soube que nem todas as perguntas teriam respostas da mesma forma que sempre soube que nem todos encontrariam a felicidade nesta dimensão mas nem por isto poderiam ser incapacitados pela vida de gerar e semear felicidades por onde passassem. O milagre da paz permanente é ofertar ao outro em abundancia, cada vez mais com alegria o que sempre quis em migalhas e nunca ainda, recebeu.

Olhando para trás, percebo que o meu silêncio nunca foi falta de interesse, mas sim uma forma de me proteger. Eu tive medo. Medo de me entregar por inteiro e acabar sofrendo ainda mais. Às vezes, a gente se fecha não por falta de amor, mas pelo receio de se machucar novamente.Eu tentei seguir em frente. Tentei convencer a mim mesmo de que você era uma página virada, mas existem pessoas que nunca saem da nossa vida. Você virou uma lembrança constante nos pequenos detalhes do meu dia e aquela saudade que aperta o peito antes de eu dormir.Uma parte de mim ainda acredita que fomos a história certa no momento errado. Quem sabe no futuro, com as feridas curadas e o coração mais corajoso, a gente consiga cuidar daquilo que não soubemos proteger no passado.Por enquanto, fico com o que restou: o respeito por tudo o que vivemos e a coragem de finalmente dizer tudo isso a você.

Perder você me ensinou, da forma mais dolorosa, que o amor verdadeiro mora nos detalhes que a gente costuma ignorar na pressa dos dias. Hoje, o silêncio da casa ecoa a falta de tudo o que vivemos. Sinto saudade do som contagiante da sua risada iluminando a sala, mas, acima de tudo, sinto uma falta profunda até dos seus defeitos. Aquelas pequenas teimosias que antes me faziam respirar fundo, agora são as memórias mais sagradas que carrego, porque faziam parte da sua humanidade tão linda e única.Se eu pudesse deixar uma lição para o mundo, gritaria para que todos tivessem paciência. Nós vivemos correndo, irritados com bobagens, esquecendo que o tempo é um sopro impiedoso. Julgamos os erros de quem amamos sem perceber que a perfeição é uma ilusão fria. O que dá vida a uma relação são justamente as arestas, os tropeços superados e a capacidade de olhar para a imperfeição do outro e escolher acolher, em vez de afastar. A tolerância não é um sacrifício; é o maior ato de romance que existe.Compreendi tarde demais que amar é um exercício diário de desacelerar o próprio ego para dar espaço ao universo de outra pessoa. Cada detalhe seu, por mais caótico que parecesse, compunha a melodia mais bonita da minha existência. Espero que quem ainda tem a chance de abraçar seu par hoje, pare um instante, respire fundo e compreenda: o afeto real exige calma, pois a ausência é um vazio eterno que nenhuma justificativa consegue preencher.