Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa

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MÁFIA
Tome um refrigerante
antes de má notícia
A milícia anda constante,
propondo seguro funeral,
uma porcentagem salarial
semanalmente ou quinzenal,
Tome cuidado,
não fale,
não cale,
não sorria,
não olhe,
não veja,
não respire
não viva...
Tome uma coca,
tome um cocktail molotov,
tome ácido
Tome uma granada,
uma farda,
uma baioneta, um FAL
Estratégias de guerrilhas,
somos ilhas
na mão do poder dessa máfia
que mata e aniquila
protegidos pela liberdade
que a democracia lhe d

OUTONOS


Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor

Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia

Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia


Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia

As flores murcham entre espinhos

Nos outonos das nossas utopias

Quando uma MÃE perde um filho.


"Quando uma mãe perde um filho, o tempo continua passando… mas o coração dela fica para sempre no dia em que o abraçou pela última vez."


"A dor de uma mãe que perde um filho não cabe em palavras; é um silêncio eterno que só o amor consegue explicar."


"Dizem que o tempo cura tudo, mas para uma mãe que perde um filho, o tempo apenas aprende a caminhar ao lado da saudade."


"Uma mãe que perde um filho não perde apenas alguém que ama, perde também um pedaço do próprio coração."


"O mundo continua girando, mas para uma mãe que perdeu um filho, uma parte do universo para para sempre."

Metaforicamente falando, o ser humano é um equilíbrio constante entre o bem e o mal...
Ele constrói, destrói;


Ama, odeia;
Diz a verdade, diz a mentira;
Ajuda, age com indiferença;
Cria espaço, cria barreira;
Vive de coração, atua apenas pela razão;
Busca a paz, deseja guerra;
Oferece, rouba;
Elogia, xinga;
É alegre, é triste;
É saudável, é doente;
Nasce e morre.

Às vezes eu queria partir para outra galáxia…
um lugar silencioso do universo onde a alma pudesse evoluir em paz.
Longe daqueles que escolheram a destruição em vez da construção,
a guerra em vez do diálogo,
a morte em vez da vida.
Existem pessoas que não apenas quebram coisas…
elas quebram sonhos.
Roubam caminhos,
aprisionam o direito de ir e vir,
e ainda se proclamam donos do mundo.
Mas ninguém é dono do universo.
Nem da liberdade que nasce dentro de cada consciência.
Os verdadeiros opressores sempre temeram a mesma coisa:
mentes livres.
Talvez eu não precise ir para outra galáxia.
Talvez a verdadeira viagem seja continuar evoluindo,
mesmo quando o mundo insiste em nos prender.
Porque a liberdade começa onde o medo deles termina.

SALVEM MARIA


A valsa ao som do piano perdeu a cor.
Um gemido ecoa na sala,
Pede socorro e grita uma dor.
Dor, tal qual um retrato violado,
De ver que se inocenta um monstro, um desalmado,
Dor de viver a sombra, de morrer num estalo.
A vida que foi trocada pelo medo, pela insegurança.
Trocaram a divina pela matança.
E numa arte, numa poesia,
Se faz necessário um grito de agonia.


Salvem Maria!
A morte a acompanha,
Um choro de dor, um hematoma no braço,
Uma marca de ajuda, um pedido de socorro que é ignorado.
Será que aos sons do inferno, se ouve a súplica de uma mulher?
Salvem Maria dos perigos dos homens de fé!
A cada nascimento feminino,
Há uma dádiva em canção.
Mas quando uma raiz podre encontra impulso, a melodia termina num caixão.
Pobre coração, há perigo no amor!
Nessa civilização, onde se grita pecados, se encobre sua dor.


Batam o martelo, batam preces no tambor!
Salvem Maria e acusem os culpados;
Há sangue na rua, mas há uma faísca que irá incendiar,
Não faremos silêncio enquanto Maria não for ouvida sem precisar gritar.

Faça amizade com pessoas que quebrariam o teto por você. Procure amigos com um propósito eterno e que te aproximem de Cristo todos os dias. Marcos 2:1-12

As pessoas com quem você se cerca podem influenciar profundamente o seu comportamento, hábitos, mentalidade e o curso da sua vida, tanto para o bem quanto para o mal, e podem levar você à vitória ou à derrota. Lembre-se, você decide com quem anda.

Sinfonia Inversa

Feche a porta invisível,
abra a janela já aberta.

Cavalgue um unicórnio lobuno,
voe numa libélula dourada.

Desça a serra de vidro,
suba num trampolim estático.

Nade no rio de lágrimas,
corra pela rua de cera.

Grite em barítono agudo,
cale-se em alto volume.

Leia o pergaminho ágrafo,
escreva com a pena de Roc.

Coma a fruta-bolacha,
beba o drink que evapora.

Durma com o sol na moringa,
acorde com os pés nas nuvens.

Mime um gato alado,
dome uma fera urbana.

Reze com evangelho apócrifo,
peque com um terço ao peito.

Conte uma estória verídica,
narre um crime perfeito.

Dance o tango inglês,
cante a ópera baiana.

Vamos nos perder no tempo?

Amanhecer o dia com a alegria de uma criança recebendo um brinquedo.

Acordar de súbito, sabendo que o sonho não passou de um pesadelo.

Levantar-se e ver a vida com a sutileza do voo de uma libélula em plena primavera.

Cair da cama e sair correndo para não deixar as coisas boas do mundo acontecerem sem a sua participação.

Sair de casa com a esperança de dias melhores, mesmo com o futuro recente incerto.

Apreciar, da janela, a firmeza e a dedicação de pessoas desconhecidas, porém essenciais no dia a dia.

Vestir-se de amor em todos os momentos e enfrentar, com cautela, tudo e todos.

Ir ao trabalho todos os dias, sem calendário, como se fosse uma eterna sexta-feira.

Ver o mundo, ver a vida, ver as coisas partindo do pressuposto da conformidade entre o que somos, o que temos e o espírito permanente de justiça.

Contemplar entardeceres, viver menos na compulsoriedade e aproveitar o hedonismo.

Rir, cantar e assobiar aquela musiquinha chata que não sai da cabeça.

Perder-se no tempo e voltar ao itinerário sem usar nenhum atalho.

Vamos nos perder no tempo!

"Equação sem solução"


Amor é experimento que insiste
em fugir da lógica,
um átomo errante que não para
no seu lugar certo.


Tentei medir, pesei reações,
calculei forças e distâncias —
mas é como tentar capturar
a luz que escapa pelo dedos.


É fórmula incompleta,
com variáveis que dançam
num choque quântico de vontades,
onde o certo e o errado são só hipóteses.


No microscópio da razão,
o coração explode em partículas,
mas nenhuma equação explica
a gravidade de um olhar perdido.


É um vírus gentil que infecta
sem anticorpos,
sorriso que desafia a física,
um elétron louco no corpo da alma.


E às vezes, no caos dos sentimentos,
me pego rindo, aceitando:
não há ciência capaz de aprisionar
esse mistério que pulsa, leve e insolúvel.


Porque amar é brincar com o infinito,
é navegar num oceano sem mapa,
é ser tanto enigma quanto descoberta,
é o mais belo experimento
onde o resultado é só sentir.

Poemas


Saí num dia qualquer.
Luzes acesas, risos no ar,
todo mundo parecia ter
um motivo para celebrar.


Andei entre vozes e abraços,
mas ninguém percebeu meu olhar.


Era como se, em meio à multidão,
eu tivesse deixado de existir ali.


A solidão segurou minha mão
quando vi que não tinha com quem ficar —
sem amigos, sem convite,
só o desejo de voltar.


E voltei…
Não porque a noite acabou,
mas porque às vezes dói demais
assistir o mundo girar
quando a gente sente
que não tem onde se encaixar.

Título: Um Sábado Diferente
Acordei cedo, como em qualquer dia,
O despertador, a pressa, a mesma correria.
Peguei o ônibus, rotina normal,
Pensando na vida, querendo algo especial.
No trabalho, a mente longe a vagar,
Sonhando com outro lugar para recomeçar.
“Talvez mudar de cidade, tentar algo novo”,
Mas as contas diziam: “Ainda não é o momento”.
Voltei para casa, andando devagar,
Cansado do dia, sem muito esperar.
Então o celular vibrou na minha mão,
Uma mensagem mudando aquela situação.
Duas pessoas maravilhosas a me chamar,
“Vamos para a praça, venha conversar”.
Fui sem pensar, apenas sentir,
E ali algo simples começou a surgir.
Conheci risadas, histórias e mais um rapaz,
Momentos simples que trouxeram paz.
E naquele sábado que parecia igual,
Virou um sábado especial.
Voltei para casa com algo diferente,
Uma alegria calma dentro da mente.
Porque antes era um sábado sem ninguém,
Mas naquele dia… encontrei alguém.

Luto Vivo

Lutar contra um luto vivo
não é tão simples assim.

São dores profundas
que atracam a capacidade de viver,
como âncoras pesadas
presas no fundo da alma.

Você se sente viva…
mas ao mesmo tempo
sente a própria pele
consumindo os ossos.

Porque a carne que ainda respira
vai se desfazendo lentamente
na angústia
e numa solidão devastadora.

E quando alguém aparece
com amor nas mãos
tentando te alcançar…

você o puxa também
para esse buraco escuro,
avassalador,
sem fundo.

Como se o vazio
engolisse tudo
que ousa se aproximar.

E assim, sem querer,
talvez você elimine
uma das poucas chances
de voltar
a ser feliz.

Há algo terrível dentro de um relacionamento quando ele se torna comum...


Quando um relacionamento se torna comum, os defeitos são visto com mais facilidade


Quando um relacionamento se torna comum, os objetivos exigem um esforço maior do que se pensava


Quando um relacionamento se torna comum, o silêncio se faz presente e muitas vezes pode ser ensurdecedor


Quando um relacionamento se torna comum, você precisa encarar os teus próprios defeitos


Quando um relacionamento se torna comum, o passado é revisitado várias vezes


Quando um relacionamento se torna comum, o relógio tem um ritmo normal novamente


Quando um relacionamento se torna comum, o simples aparece


Simples, e o simples nem sempre é belo, mas é sempre instigante mesmo quando entediante, revigorante mesmo quando confrontador


E nada menos paradoxal do isso


~ Josefa Manuel

Autossabotagem

Existe um tipo de queda que não acontece de repente.
Ela começa dentro da própria mente.

A pessoa duvida de si, cria fantasmas, alimenta inseguranças
e, pouco a pouco, começa a destruir aquilo que poderia ser bom.

Mas a autossabotagem mais triste não é cair sozinho.
É quando alguém, perdido dentro das próprias sombras,
tenta puxar outros para o mesmo abismo.

Nem todo conflito nasce da maldade.
Às vezes nasce do medo, do ciúme ou da incapacidade de lidar com o que sente.

Por isso, aprendi algo simples:
quando alguém escolhe se perder,
não posso permitir que leve minha paz junto.

— Sariel Oliveira

Por um Segundo, Tive-te Eternamente

O tempo muda, o tempo todo.
Em um piscar de olhos, tudo se desfaz e se refaz.
A brisa leve desliza sobre o meu rosto,
como se carregasse vestígios teus.
No suspirar do vento, eu te sinto.
Em pensamento,
navego pelo contorno do teu corpo,
como quem atravessa um sonho
que não deseja terminar.
E, naquele instante silencioso,
o eterno se curvou ao agora.
Por um segundo…
você foi meu,
inteiramente meu.
Meu maior sonho,
lindo —
vivendo onde o tempo não alcança.

Entre Vinho e Mar

Começou com um encontro,
um jantar de olhares demorados
e taças de vinho
que refletiam o brilho da expectativa.


A música nos chamou.
No tango,
nossos corpos aprenderam
a linguagem do silêncio:
peito contra peito,
respiração misturada,
passos que se reconheciam
como se já se soubessem de cor.


A noite nos levou até o mar.
Tirei meus saltos,
e a areia fria recebeu nossos pés descalços.
Caminhamos devagar,
de mãos dadas,
rindo como dois cúmplices
que descobriram um segredo.


O vento brincava com meus cabelos,
e eu sentia seu olhar
percorrendo cada gesto meu
com uma ternura inquieta.


Voltamos para o hotel
com o sal do mar ainda na pele
e um desejo tranquilo
crescendo entre nós.


No seu quarto,
a madrugada se abriu
em abraços demorados
e promessas murmuradas entre beijos.


Amamos a noite inteira —
como se o tempo tivesse parado
só para ouvir
nossos corpos conversando.


Depois, no silêncio suave da madrugada,
eu te observei.
O teu sorriso…
aquele sorriso de quem ama
e encontra paz
só por me ter ao lado.


O teu cheiro ainda me envolve,
quente, familiar.


E aquela camisa azul-bebê
sobre a tua pele
parecia feita de céu,
iluminando você
como se a noite inteira
tivesse sido desenhada
apenas para nos encontrar.

⁠O sapato amarelo

Eu planejei comprar um sapato amarelo amanhã,
mas hoje ganhei um vermelho.

Recebo o carinho de quem me deu o vermelho,
e não comprarei mais o amarelo,
pois agora já tenho um sapato novo.

Pra quê ter tantos pares se só tenho dois pés?

Meu boné me deixa bonito e combinaria muito com o sapato amarelo,
mas não com o vermelho.

Boné e sapato vermelho, nada a ver.

Visto o vermelho e mostro que respeito o carinho de quem me presenteou.
Mostro, mostro e me mostro.
Ponho na gaveta o boné,
abandono o sonho do sapato amarelo,
e assim deixo de lado o desejo de construir a mim mesmo.

Cetemque é palavra de vocabulário degradativo.


Meio que um pronome-verbo-impositivo.


Quando usado, só tem a 1ª pessoa:
eu, eu, eu.


Mas é um EU diferente.
Um tipo de acusativo mal conjugado.


Eu cetemqueio não existe.
Nós cetemqueamos é um coach triste
Seu cetemqueado, dá até pra xingar.


O infinitivo, sem sentido, seria cetemquear...
mas não há.


Em 2ª pessoa fica redundante.
É obvio que o cetemque é só pra tu.
É obvio que o cetemque é só pra você!



E em 3ª pessoa? Ele, ela...?
Ah, nesse caso a mudança seria toda radical:


Eletemque toma forma fofocal


e hiperboliza o lexical.

Em todos os casamentos que fui,
vejo um fantasiado levantar os braços
e bobeirar que sabe o mundo.


De jeito nenhum,


nunca me caberia casar assim,
com um tolo me culpando pelos próprios fracassos.


Nem por decreto,


nem a pau me calaria diante de um mascarado imundo
falando que minha mulher é inferior a mim.