Um Sentimento Nobre

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Nesta questão vulgar de esquerda e direita, não se trata de um novo iluminismo, o que venho propor. Afinal Rousseau é insuperável, o homem nasce bom e sem ideologia política ou religiosa, todavia eu quero despertar nas almas dos homens outro sentimento, para agregar todas as formas de luta no campo ideológico: O humanismo, que supera toda a vaidade egocêntrica de se ter razão.

"O que torna um homem bem-sucedido na vida é a dignidade de viver do seu trabalho, fazendo o que gosta." Eu faço livro e realizo sonhos."

INVOLUÇÃO HUMANA

Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.

no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.

regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...

Eu tenho um sonho: o de que por meio da leitura, todo homem indouto alcance certa medida de bom senso e de humanidade...

"Senhores, não façam da sua vida privada uma um espetáculo público... As redes sociais não são redes de esgoto."

"A política é um jogo de gato e rato, mas que não varia; o povo nunca será gato."

As relações abalam-se quando há invasão de privacidade... a discrição é um dom da inteligência.

"Existe uma praga destruindo o Brasil, mais nociva do que um milhão de Coronavírus mutantes. Chama-se: A Estupidez Polarizada."

UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ

⁠Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...

⁠Se os homens gastassem seu tempo e energia para cuidar dos vulneráveis, teríamos um mundo justo, se não ocorre é porque homens ricos, pobres, simples e poderosos só olham para seu próprio umbigo...Seres humanos, são os animais mais perversos do mundo animal.

Giovanna & Benício

Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.

⁠Todo escritor que leva a sério seu ofício mais que sagrado, deve se comportar no mundo como um grão de areia. Não deve esperar que pessoas comuns reconheçam seu gênio criativo. Outra coisa é saber que sua obra sempre ficará inacabada, nunca seremos completos ou ficaremos satisfeitos com o que já produzimos.

⁠⁠É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.

Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.

Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.

Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.

Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.

Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

⁠Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.


A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.


Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.

O Conhecimento e o Risco de Partilhar

Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.

O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.

O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.

A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.

A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.

Clair de Lune
(Paul Verlaine)

Tua alma é um jardim escolhido
onde andam mascarados e bergamascos
tocando alaúdes e dançando,
meio tristes sob seus disfarces.

Cantando ao tom menor do amor vitorioso
e da vida em tom maior,
eles não parecem crer em sua própria felicidade,
e suas canções se misturam com o luar,

com o tranquilo luar triste e belo,
que faz sonhar os pássaros nas árvores
e chorar de êxtase os jatos d’água,
os grandes jatos d’água esguios entre as mármores.

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.
Ser um homem comum,
que não raro se passa por outro
neste teatro do absurdo,
como personagem de um drama fictício.


Às vezes é bom calar a voz,
segurar a pressa, suspender o vício.
Ficar sozinho, sem ser solitário,
num pacto mudo como um sacrifício.


Às vezes é bom cancelar algum compromisso,
relaxar a gravata, dar folga ao ofício.


Andar nas nuvens, dançar na chuva
e aprender o caminho do vento.
Saber que tudo passa
e que a vida cobra o tempo esquecido
no porão da memória.

CLARIDADE DO INDIZÍVEL




Tua alma é um pátio antigo onde o silêncio respira,
e por onde passam figuras que não sabemos nomear,
ecos de vidas que ficaram presas na memória,
sussurros que dançam entre luz e penumbra.


Ali, o homem que és se desfaz do mundo,
larga o peso, a pressa, o roteiro imposto,
e caminha como quem toca na própria sombra
com a delicadeza de quem sabe que tudo pode ruir.


O vento te ensina gestos que esqueceste,
a chuva te devolve a inocência da água,
e a noite te veste com a claridade que não fere,
essa luz que não ilumina, mas revela.


E no fundo desse jardim escondido,
onde nenhum ruído do mundo te alcança,
há uma fonte que insiste em murmurar verdades —
verdades que não se dizem,
mas que o teu silêncio entende.


É ali que te reencontras:
entre o eco do que foste
e o lampejo do que ainda virá,
sob o luar que não consola,
mas que te devolve a ti mesmo.