Um Sentimento Nobre
Crônicas de um Cadáver
A Indevitável!
A morte é a única que nunca chega atrasada para o jantar. Já chorei por alguns que se foram, é verdade, mas convenhamos: a saudade é um imposto que a gente paga por ter conhecido gente boa demais. O problema é quando o "falecido" ainda respira.
O Coveiro de Vivos!
Sepultar alguém que ainda está respirando exige técnica. Não vai pá, nem caixão de luxo, apenas um "bloquear" bem dado e um silêncio profundo. É uma decisão difícil, mas necessária: tem gente que a gente não enterra por maldade, mas por puro instinto de sobrevivência.
Meu Cemitério Particular!
Se eu olhar para trás, meu jardim de memórias está mais para um cemitério lotado. Na verdade, já sepultei muito mais gente viva do que morta. É um condomínio silencioso de ex-amigos e ex-amores que decidiram que a minha paz era um item opcional. Eles estão lá, bem guardados, mas sem direito a visita.
O Especialista em Falecer!
Eu mesmo já morri tantas vezes que já poderia pedir música no Fantástico. Morri de vergonha, morri de cansaço e, principalmente, morri para certas opiniões. A vantagem de ser um cadáver experiente é que, depois da décima "morte", a gente aprende a ressuscitar apenas para o que realmente vale a pena.
O Epitáfio do Dia!
A vida é esse ciclo engraçado: a gente morre um pouco aqui para não ter que enterrar a nossa saúde mental ali. Sigo sendo um cadáver muito bem humorado, obrigado. Afinal, para quem já morreu tantas vezes, qualquer solzinho de fim de tarde já é uma ressurreição de luxo.
Franco Kotryk
Os casais que têm o suficiente para serem felizes, mas não são.
Têm casa, um carro simples, trabalho, filhos e uma vida construída.
Ainda assim, permitem que coisas pequenas os decapitem:
o orgulho que não cede,
a vaidade que fere,
a ambição que afasta,
as aparências que mentem.
Esses males corroem silenciosamente o amor,
cegam os olhos, endurecem o coração
e fazem pessoas viverem perdidas,
resmungando dentro do próprio casamento.
A vida oferece caminhos verdadeiros
a quem realmente deseja viver a felicidade.
Ela se revela no agora, no simples, no essencial.
Aproveite o momento.
Valorize o que é real.
Você é importante para Deus.
Ao invés de apontar os dedos, se cada um os entrelaçar com o seu próximo, concerteza o mundo irá mudar; ah, irá sim!
"Deus disse haja luz e houve, meus amados irmãos, servimos a um Deus que está acima de tudo e tem tudo sob controle em suas mãos."
Não existe uma igreja forte, sem um lar forte.
Cada Cristão precisa arrumar a sua casa. Todos temos este compromisso.
A igreja Evangélica é fraca em muitos aspectos, mas vejo um povo sem intimidade com Deus em sua casa.
O Culto começa na sua casa.
A mensagem pregada deve ser pregada para sua família primeiro.
Deus antes da fundação do mundo, em meio a milhões de pessoas, escolhe um povo para ser seu.
Trecho do Livro: Linhagem Espiritual
Predestinação
*O Cristianismo é um caminho sem volta, você não escolhe entrar nele, e muito menos, sair dele."
Citações do livro
Linhagem Espiritual
Em bela tarde, um olhar sutil, olhar indecifrável.
Olhar de quem viu mundos, olhar que sentiu tremores.
Olhar que transcende o tempo para ver o real sentido da vida:
Conhecer as obras da natureza e conviver com elas.
Esse olhar vem de um indivíduo que, por um breve momento, recusou sair da realidade projetada
para sentir o olhar de um mundo fechado em um outro ser.
Olhares cansados, olhares alegres, olhares profundos, olhares transparentes,
olhares sutis que levam ao indecifrável.
Do indecifrável aos tremores da vida terrena,
entre a sensível camada de alegria e tristeza,
através dos olhos que não apenas veem, mas sentem,
atravessam e se perdem nas entrelinhas do existir.
Olhos que revelam o que as palavras não alcançam.
E, por um instante, tudo silencia e só o olhar fala.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”
No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.
Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
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