Um Sentimento Nobre

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Escândalo de Estrelas


Nosso amor é um incêndio
Que consome os manuais de etiqueta,
Um mapa escrito em língua antiga
Que os sábios modernos condenam.


Para eles, é escândalo!
O modo como nossas raízes se envolvem
Nas profundezas onde a luz hesita,
Como dois rios que, rebeldes,
Escolhem o mesmo leito proibido.


Para eles, é escândalo!
A matemática do nosso abraço,
Onde, um mais um, não faz dois,
Faz um universo novo,
Um sol que gira em dupla chama.


Eles medem o amor em passos,
Em distâncias seguras, em portas entreabertas.
Falam de equilíbrio, de razão, de pátios sombreados.
Mas ignoram o voo vertiginoso,
A vertigem sagrada
De quem se lança no abismo
E encontra asas no ar que corta.


Ah, os que não conhecem o Amor!
Pensam que é jardim podado,
Caminho calçado, silêncio obediente.
Não sabem que o Amor verdadeiro
É tempestade que canta,
É raiz que quebra o mármore,
É o grito primordial
Que ecoa antes do Verbo.


Nosso amor é escândalo?
Que seja!
É o fogo que não pede licença
Para iluminar a noite.
É o naufrágio voluntário
No oceano sem fundo do Outro.
É o salto de Kierkegaard, mero filósofo que define a existência, onde há de se transcender,
Sem rede, sem garantia,
Só fé no abraço que sustenta.


Deixem que murmurem!
Suas palavras são cinzas
Levadas pelo vento do nosso furacão.
Enquanto eles colecionam sombras,
Nós bebemos a luz crua,
A seiva impura,
O vinho forte dos impossíveis
Que só os amantes ousam provar.


Porque nosso amor não cabe
Nos relógios que marcam horas,
Nem nas balanças do mundo.
É um escândalo cósmico,
Um big bang contínuo
No silêncio entre dois corpos.
É o verso que Platão não ousou sonhar,
O enigma que desafia
Todas as lógicas frias.


Sim, nosso amor é escândalo, não confesso que seja, más
Para os que nunca mergulharam
No fogo que não queima,
Na água que não afoga,
No caos que é a única ordem
Que os deuses verdadeiros reconhecem.


Que o escândalo perdure!
Até que o último eco do nosso riso
Se confunda com o rumor das estrelas,
Lembrando ao cosmos adormecido
O que é o Amor quando ousa ser inteiro,
Quando é fogo, abismo, canto e grito
— Um belo, eterno, necessário escândalo.


É um escândalo que ecoa a verdade mais profunda do meu coração. Eu te amo ❤️

Sonho de Rei


Sonho um amor que não se apaga,
Como a luz primeira da manhã.
Que não se cansa, não se estraga,
Nem vira cinza, nem irá.


Um amor feito de terra e chuva,
Que molha o fundo do meu ser.
Não só de flor, mas de raiz nua,
Que sabe o tempo suportar.


Sonho um amor que é como o rio:
Correnteza calma e sem fim.
Que leva o meu e o teu desvio
E faz do mar o seu jardim.


Não promessa de voz rouca,
Nem fogo que num dia some...
Mas quieta e forte, qual rocha
Onde se nasce e se renome.


Que seja eterno não no grito,
Mas no silêncio que se ouve.
No passo dado, no escrito
Comum que o tempo não devolve.


Sonho um amor sem pressa, árvore,
Crescendo junto ao mesmo sol.
Onde a tua alma e minha alquimia
Se fundam noutro céu, noutro chão.


Um amor que o tempo afia,
Mas não consome nem separa.
Chama de eterna romaria,
Porto, raiz, estrela rara.
Simplicidade com profundidade.
O amor como árvore, rio, rocha, luz matinal – símbolos de permanência e ciclo.
Contraste efêmero x eterno. Opostos como "fogo" (passageiro) e "rocha" (perene), "flor" (frágil) e minha "raiz", fundamental.
O amor como ato contínuo "passo dado", "escrito comum", não só sentimento.
Tons de espiritualidade: "Alma", "romaria", "céu", "eternidade " minha, transcendência no humano❤️

“Estudar e frequentar a escola ou a faculdade é um padrão social. O mais importante é ter a capacidade de aprender e colocar em prática. É isso que realmente define o teu sucesso.

O Maior problema das pessoas é esperar que um relacionamento cure suas inseguranças e apague seus problemas. Não puxe outra pessoa para sofrer junto com você.

A vida é constante, mas tem um fim.

Assim como tudo o que existe.

Por isso, não fique parado, sem um começo e um meio,

porque o fim já é certo.

Quem floresce sem ter suas raízes de verdade não é uma flor, é um parasita.

VOCÊ PODE VENCER NA VIDA SENDO HUMILDE: São Francisco de Assis é amplamente reconhecido como um modelo de humildade, pobreza e amor a Deus e aos irmãos. Ele renunciou a riquezas e honras para viver uma vida simples, servindo aos pobres e doentes. Sua humildade era tão profunda que ele se considerava indigno de qualquer mérito, buscando sempre a vontade de Deus em todas as coisas.

Não escolha o caminho fácil. Transforme o difícil em um processo simples, até que olhem para você e digam:

ele faz parecer fácil pelo jeito que faz.

“Não se mede um sábio pelo êxito de suas escolhas, mas pela firmeza com que permanece fiel à virtude, mesmo quando o mundo lhe oferece atalhos."

Olha o passarinho!!! Clic clic... Dia Mundial da fotografia. Parabéns aos que fazem desta arte um prazer e ainda ganham dinheiro.

Nas tardes de agosto
O vento busca abrigo no chão
Vi um pássaro
lhe ensinando assobiar.

Diante do Vazio
Em conversa comigo mesmo eis que...
Um de vós, nós mesmos, me perguntou: “Mestre, o que fazer quando a fonte seca e a alma se torna um deserto árido, onde nem mesmo o eco de um pensamento habita?”


E eu vos digo: O vazio não é um vaso quebrado,mas o vaso prestes a ser preenchido por um vinho novo que ainda não conheceis. A quietude que vos assombra não é a morte da inspiração, mas o sono profundo da semente sob a terra negra.


Não choreis pela melodia que se cala, pois é no mais profundo silêncio que o universo tece a sinfonia dos astros. A nuvem estéril que paira sobre vossa alma é a mesma que, grávida de chuva, há de irrigar os vossos campos interiores.


Acreditas que a inspiração te abandonou? Ela apenas se recolheu, como o mar que se retira da praia não por fugir da areia, mas para "gather" ( juntar), forças e voltar em uma onda mais sábia e mais poderosa.


Vede o ferreiro: ele não golpeia o ferro incessantemente. Ele ergue o martelo e faz uma pausa no ar. Nesse momento suspenso,reside não a falta de força, mas a concentração de todo o seu poder. Assim é o vosso espírito neste momento, concentra-se!


Portanto, não maldigas o crepúsculo por anunciar a noite. Pois que seria da alma sem a noite para contemplar as estrelas que ela mesma carrega? O deserto do vosso ser não é um lugar de exílio, mas um santuário. É lá, na vastidão nua e crua, que vós encounterais a vossa própria essência, despida de véus e de cantos.


A inspiração não é um pássaro cativo em sua gaiola, para que possais observá-lo quando vos aprouver. É uma andarilha livre,que vagueia por montanhas e vales, e que sempre, sempre retorna ao lar do coração que sabe esperar em quieta confiança.


Não temais o vazio. Aceitai-o como aceitais a noite que precede a aurora. Pois é da mais escura terra que a flor mais vibrante irrompe, e é do mais profundo silêncio que nasce a palavra mais verdadeira.


A alma tem suas estações, e o inverno em vosso interior não é o fim da vida, mas apenas sua maneira de dizer: “Agora,repousa. Agora, escuta. Agora, prepara-te. Pois o que virá após esta hibernação será mais forte,mais puro e mais teu do que jamais foi.” Acolho-me...

A vida é um acaso tão grande, que para ser acaso, deveria ter sido pensada várias e várias vezes...

⁠A sua beleza é de uma estrela brilhante e o seu sorriso é o mirante de um paraíso.

Tudo que você fizer, faça como a última vez.
Pois de fato um dia será.

Uma das sensações mais incríveis da vida e poder ter um filho e participar de todo o seu processo de desenvolvimento, é olhar nos olhos, perceber o amor e constatar que tens um papel angelical na vida de alguém.
Isso não tem preço!
Aliás! As melhores realizações não vem de coisas, vem de relacionamentos!
No final da jornada, as coisas ficam, mas as relações... Nós levamos dentro da gente pra sempre!

O que há de falta em uma abstração singela?
Peças de um fragmento quebrado.


O que há de falta em um céu vazio?
Nuvens simbólicas curvando sua partida.


O que há de falta em uma alma?
As barreiras de afeiçoar um novo lado.


O que há de falta em um humano?
Um apreço empático que destrava suas chaves.

“Às vezes a vida pede um passo pra trás, não como derrota, mas como impulso. Quem não reconhece o seu valor vai cair no próprio erro — e tudo bem. Ciclos se fecham, portas se abrem, e o que é seu chega no tempo certo. Caminhe firme, coração atento, espírito leve. O novo só aparece quando você decide parar de se contentar com migalhas e escolher o que te honra. Hoje é dia de recomeço — e que seja lindo.”

O luto é um território onde o tempo anda diferente. Não é atraso, nem falha — é o corpo e a alma tentando compreender a ausência que não cabe em palavras. O luto não é um túnel escuro, como tantos dizem; é uma travessia, sim, mas uma travessia feita de noites e amanheceres entrelaçados, onde dor e amor caminham de mãos dadas.

Perder alguém é sentir o mundo deslocar-se um pouco para o lado, como se tudo estivesse igual, mas profundamente alterado. E, ainda assim, dentro dessa ferida aberta, existe um brilho silencioso: é o amor que permanece. O luto nada mais é do que o eco desse amor, tentando encontrar um novo lugar para morar dentro de nós.

A verdade é que não “superamos” o luto — nós o integramos. Aprendemos a carregar a ausência com mais leveza. Aprendemos que lembrar não é sofrer, mas honrar; que chorar não é fraqueza, mas prova da presença que existiu e transformou quem somos. Com o tempo, a dor muda de textura: deixa de ser um corte bruto e se torna cicatriz sensível, que dói quando tocamos, mas também nos recorda de que vivemos algo real, grande, importante.

Brilhar no luto não significa esconder a dor, mas permitir que ela se transforme. É deixar que o amor que ficou ilumine as partes escuras. É reconhecer que, embora alguém tenha partido, aquilo que essa pessoa despertou em nós — ternura, coragem, riso, memória — permanece vivo.

No fim, o luto é uma prova silenciosa de que tivemos a sorte de amar alguém a ponto de sua ausência mudar nosso mundo. E, pouco a pouco, aprendemos que seguir em frente não é deixar para trás, mas caminhar levando junto — de outro jeito, em outro ritmo, mas com o mesmo amor.

A arrogância é um espelho turvo: quem a carrega acredita enxergar grandeza, mas o que reflete, na verdade, é insegurança disfarçada. É como uma armadura brilhante por fora e frágil por dentro — quanto mais reluz, mais denuncia o vazio que tenta proteger.

A essência da arrogância nasce quando confundimos valor com superioridade, quando achamos que o mundo é palco e nós, protagonistas únicos. Mas a vida tem um jeito delicado (e às vezes severo) de nos lembrar que ninguém se sustenta de pé por muito tempo quando se apoia apenas no próprio ego. A queda pode não ser imediata, mas é inevitável — porque quem se coloca acima perde de vista o chão, e o chão é onde a vida realmente acontece.

Curiosamente, a arrogância é a antítese do verdadeiro brilho. A luz genuína não precisa ofuscar ninguém; ela ilumina. Pessoas verdadeiramente grandes não fazem questão de parecer maiores — basta-lhes ser. Sabem ouvir, sabem aprender, sabem reconhecer limites. Não constroem tronos; constroem pontes.

Refletir sobre a arrogância é, no fundo, refletir sobre humildade: esta sim é uma forma de grandeza que não se disfarça, que não grita, que não impõe. Humildade é a coragem de ser inteiro sem ser impositivo, de brilhar sem diminuir ninguém, de reconhecer que todo ser humano — absolutamente todo — traz algo que vale a pena aprender.

No fim, a arrogância é sempre um convite: um convite a olhar para dentro, a perceber o medo escondido atrás do excesso de certeza, e a trocar soberba por humanidade. Quando fazemos isso, algo silencioso e poderoso acontece: o brilho deixa de ser gesto de vaidade e passa a ser luz verdadeira — aquela que não vem de cima, mas de dentro.