Um Poema para as Maes Drummond

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⁠DE UM ABRAÇO NO VAZIO

À medida que os anos vão passando
as nossas ambições materiais
vão cedendo lugar às ambições
de natureza emotiva.

No campo da emoção
é sempre ou quase sempre assim:
mais avançamos na idade,
mais crescem, mais se acentuam
dentro de nós as carências.

A propósito,
um dia desses eu me perdi
na ansiedade da espera
por um abraço presencial
de alguém por quem tenho
um amor sem limite,
e que, depois de bom tempo de ausência,
esteve bem perto de mim,
mas não se dispôs a se aproximar
um pouco mais,
a fim de que meus braços abertos
não se fechassem no vazio,
sem que se completasse o gesto
do abraço esperado...

Saí de cena, sem lamento, sem choro,
sem condenação e sem buscar justificativas,
porque o tempo me ensinou,
além de muitas outras coisas,
a bloquear os prováveis efeitos
dos sentimentos menores,
tipo tristeza e mágoa.

Se algo me incomodou,
foi simplesmente a consciência
de não ter aprendido a lidar,
diante de uma grande expectativa,
com essas sensações
de frustração.

Inserida por memoriadekleberlago

⁠Dizem que tudo na vida passa,
Não acredito que passe
Mas existe um grande impasse
E o que eu sinto por você não passa.

Tenho dado gole aos santos
Tenho virado as garrafas,
Tenho matado os copos nas mesas dos bares,
Sem conseguir esquecer o que a gente passou...

Inserida por Lefralpgeminiano1

⁠Eu devia saber que não fomos feitos um para o outro
Rosas vermelhas eram as minhas favoritas.
Suas rosas escolherão amarelo.
Ele vai adorar os lírios que crescem nos campos.
Admire o girassol antes da noite
Dobra perante a tua beleza.
Eu deveria saber que não éramos feitos um para o outro."

Inserida por Lefralpgeminiano1

⁠Jogaram um pedaço de papel
Na dança das águas desse mar
A folha sobreviveu
Apenas pra contar
Que as letras escritas dissolveu
Pedaços, sumiram junto ao mar
A imagem sobreviveu
Apenas pra eu cantar
Aquela canção que estava lá.

Inserida por AlanRodrigo2

⁠Ir até a Ilha do Francês
navegar ao redor e ali parar,
na Ilha que um veterano
estrangeiro resolveu se abrigar.

Parar, respirar e apreciar
os peixes coloridos a nadar despreocupados pelo mar,
e imaginar o nosso flutuar.

Como quem desenha mapas
de navegação ando escrevendo
as rotas íntimas em silêncio.

E tenho certeza que tens feito
o mesmo com fina devoção,
sem dar voltas é meu o seu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Passear de mãos dadas
na Ilha das Conchas,
Um beijo discreto debaixo
de uma sombra de uma árvore.

A cena está finamente
feita na imaginação,
Ando sorrindo e cantando
ainda sem aparente razão.

A intuição tem escrito
poemas de amor para mim,
é alguém vindo no destino.

Sem receio de ser chamada
de ultrapassada ainda persisto
em ser quem sonha acordada.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ali um dia serviu para defender,
prender e também para curar,
é a Ilha de Anhatomirim que
tem muita história para contar.

Estou indo navegar para escapar
do veneno espargido de quem
não se contenta com o da própria
língua e expõe a todos a perigo.

Não preciso fazer nada porque
a existência de gente assim
para si próprios é inabalável castigo.

Tenho mais o quê fazer do que dar
holofote à quem não quer aprender
e só se gloria no mal para aparecer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sempre que as camélias
florescem em Rodeio,
Nos meus olhos
fazem um jardim,
Quero ser para os teus
olhos como elas
para trazer-te para mim,
cobrir-te de mimos,
e dizer sem dizer nada enfim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Alma maruja traz um pouco
de tudo aquilo que precisa
ser refeito na Baía da Babitonga
que eu já perdi a minha conta.

Embora não tenha perdido
a esperança de Ilha Alvarenga
por ser poesia, poema e poeta
com apego ao mar e esta terra.

Desistir não é e nem nunca
será a opção porque viver
é o quê move pleno o coração.

Não perder jamais as correntes
e deixar que pousem solenes
na existência feita para a navegação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Bailam as correntes do Atlântico,
sobrevive um refúgio romântico
e o indômito em mim como tal
qual os lobos-marinhos que cruzam.

No farol da Ilha dos Lobos tenho
o meu ponto de orientação
nesta noite no meio da escuridão
e a convicção para onde ir.

Tudo me leva aos teus olhos
e a ciência dos meus sonhos
que alguns chamam de utópicos.

Realmente não me importo
nem se vou de fato alcançar,
só sei que me importo em não parar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Uma visão que do coração
toma conta na Baía do Babitonga,
divina Ilha do Pernambuco,
por um instante fugi do mundo.

Furo que o mar faz na memória
no idioma do povo que a História
pertence permanecendo indelével
e mais vivo do que nunca mente.

Sei muito bem qual a rota eleger
aconteça o quê acontecer
e navegar: levo a filiação do mar.

A dança do tempo sempre mostra
sob o Sol ou tempestade,
e premia quem espera de verdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No silêncio noturno
ilhéu da Ilha do Quiriri
Um olhar profundo
como um banho de estelar

Dos pés a cabeça
a amorosa emergência
A fortuna poética
que não dá para disfarçar

Navegando neste estuário
tenho consagrado
a rota do atemporal rimário

Daquilo que ninguém conta
sobre a Baía do Babitonga
reafirmo o pacto com o tempo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No Extremo Sul
de Santa Catarina,
um rio que muda de cor
é digno de poesia.

Ora verde ou azul,
sua resiliência extremada
ainda no Rio Araranguá
se pesca com tarrafa.

O rio é como a gente
que precisa de tudo um pouco,
sem ele ficaremos no sufoco.

Nas cores dele deixo
o meu coração e o carinho
em nome de um melhor destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Até o curso de um rio
fora de um momento
não se desafia em nome
do seu próprio tempo.

O Rio da Madre ensina
até quando se lida
com gente é preciso
sempre aguardar na vida.

Desafiar não é a opção
em nome do imprevisível
que podermos contar.

Amar e o tempo respeitar
seja para ir de barco, canoa
ou até mesmo para nadar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um dia já foi pouso
tropeiro o Rio Negro
do meu Sul Brasileiro
nascido na Serra do Mar.

Filho deste Hemisfério
Sul qua se divide entre
duas terras desta Pátria
e que une a existência.

Tudo ainda é muito pouco
perto do que o Rio dá
sem pedir nada em troca.

Neste Rio Negro também
está escrito a nossa história,
e cabe a nós gratidão e a glória.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Agradecer ao Bom Deus
por ter um rio de mel,
Que faz da nossa terra
um pedaço do céu.

Abraçar o belo Rio Irani
como ele urge e merece,
Cuidar dele e de qualquer
rio também é prece.

Amorosas águas que têm
dias de abelhas furiosas,
e a gente sempre agradece.

Com o coração considero
e exalto o abençoado Irani
que dá muito mais do que mereci.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De tudo existe
um pouco por
todo o lugar,
Gente que semeia
tempestade,
E depois finge recolher,
Por achar que ninguém
é capaz de perceber
que se esconder
atrás de uma nuvem
para tentar convencer.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Te mimar com algo
feito com carinho
e Castanha-do-Brasil
de um jeito que
você jamais sentiu,
e ninguém nunca viu.

(Não será preciso
nem mesmo
de amor falar contigo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠De qualquer ângulo
como quem vê um
filme em dia de estreia,
Olhar nos seus olhos
como quem aprecia
um pé de Bacuri carregado,
Com o coração gamado
e beijos apaixonados
por todos os nossos lados.

(É sobre erotismo aberto
sem dizer uma só palavra)

Inserida por anna_flavia_schmitt

Na beira de um
povoado ribeirinho,
És Uxi carregado
de frutos e carinho.⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt