Um Poema para as Maes Drummond
Será por um tempo
Não muito tempo.
Uma simples ausência
Nem tanto assim.
São fugas, batalhas
Esperanças e esquecimentos.
Assim se mantém os pensamentos.
Nem tudo são flores,
Nem tudo é de ouro.
Vasos se quebram
Muitos viram pó
O orgulho ferido
Não é motivo de dó
É erguer a cabeça e continuar
A vida é muito bonita
Para deixar virar pó.
Vou e volto. Sem demoras
Eu retorno.
Mais um ano se vai
Outro se inicia
Deixamos as tristezas pra trás
E a esperança é que nos guia.
Na vida enfrentamos muitas batalhas
Um leão a cada dia
Mas são nas pequenas vitorias
Que conquistamos sabedoria
Esse é o momento
Uma via, novas expectativas
365 dias, com muita paz, saúde
e alegrias
A paciência nem sempre impera
Mas aos poucos buscamos por ela
Que seja uma das metas
Para o próximo ano que nos espera.
Eu sou uma mistura
Que ninguém nunca
Irá entender.
Sou um texto não lido
Pois muitas páginas
Pos a perder.
Sou um reflexo
Um mundo invertido
Dentro do espelho
Um caminho
A quê eu fui escolher.
Minha devoção a este amor
vai além de qualquer expectativa.
Pois quando um amor é verdadeiro
ele jamais morre...
Às vezes penso neste amor como algo
que não se pode explicar.
Platônico! Seria o mais provável,
amar sem nunca tocar.
É, me vejo neste patamar.
Não importa, acredito neste sentimento.
Sei que de algum modo ele faz sentido
Em minha mente por exemplo. Fictício,
Uma fonte de inspiração, sei loucura de um coração.
O mais importante, sei o que é o amor.
Eu fico perdida
entre o ontem, o agora e o depois
Conto as horas para receber um oi
quem sabe um boa tarde
hoje ou amanhã
Não sei o que fazer
deixo minhas tarefas pela metade
nem sequer um chocolate
consigo fazer.
Nas horas mais tranquilas
é com você que desejo estar
deitar em seu peito, sentir teu cheiro
Dormir abraçadinho a Você.
Estou a um passo
De me deixar levar
Pelas loucuras
Que os livros me trás.
Toda pessoa normal
Em sã consciência
Acaba por se perder
Dentro de um livro
Crio asas
Vôo por todo o céu.
Sou pirata
Enfrento as ondas
Debaixo de um belo chapéu
Viajo o mundo
Conheço pessoas
Me apaixono.
Esqueço
Que a realidade me define.
Sou o vento
Sou o tempo
O esquecimento
A virtude
Quem me conhece
Me ama pelo o que sou
E me quer sempre perto
Quem não me ama
Não me conhece
Nunca tentou realmente
Me ver como sou
Sou apenas um detalhe
Mas um detalhe
Que se mostra com Intenso
Brilho... 🌠
Haverá sempre um apelo
Para que se compreenda
Os motivos ao qual a vida
Nos leva a vivenciar.
Pessoas se fazem de santas
Bondade onde não existe.
Ouvem atrás das portas
E sorriem com a desgraça alheia.
O mundo sobrecarrega
As costas com o tempo, pesa
E a vida que poderia ser fácil
Se desespera.
Encontros são desfeitos
O rumo traçado toma uma via
De tropeços.
E o que era saudável
Adoece, por falta de consenso.
Um dia te falei
Aonde me encontrar
Indiquei o caminho
E todas as jogadas
As páginas de um livro
O filme que me tocava
Mas foi a música que disse
Tudo ... mas você não ouviu nada.
Um dia você vai dizer que me ama
Mas quando este dia chegar
Eu vou estar dizendo adeus a este mundo.
Será meu último adeus
Minha última alegria
Minha despedida
O quarto em desordem.
Na curva perigosa dos cinquenta
derrapei neste amor. Que dor! que pétala
sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor
que não se sabe como é feita: amor,
na quinta-essência da palavra, e mudo
de natural silêncio já não cabe
em tanto gesto de colher e amar
a nuvem que de ambígua se dilui
nesse objeto mais vago do que nuvem
e mais defeso, corpo! corpo, corpo,
verdade tão final, sede tão vária,
e esse cavalo solto pela cama,
a passear o peito de quem ama.
Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nula.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
Tudo que se perde
mesmo sem ter ganho.
Como a vida é senha
de outra vida nova
que envelhece antes
de romper o novo.
Como a vida é outra
sempre outra, outra
não a que é vivida.
Como a vida é vida
ainda quando morte
esculpida em vida.
Como a vida é forte
em suas algemas.
Como dói a vida
quando tira a veste
de prata celeste.
Como a vida é isto
misturado àquilo.
Como a vida é bela
sendo uma pantera
de garra quebrada.
Como a vida é louca
estúpida, mouca
e no entanto chama
a torrar-se em chama.
Como a vida chora
de saber que é vida
e nunca nunca nunca
leva a sério o homem,
esse lobisomem.
Como a vida ri
a cada manhã
de seu próprio absurdo
e a cada momento
dá de novo a todos
uma prenda estranha.
Como a vida joga
de paz e de guerra
povoando a terra
de leis e fantasmas.
Como a vida toca
seu gasto realejo
fazendo da valsa
um puro Vivaldi.
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida
em flor e formiga
em seixo rolado
peito desolado
coração amante.
E como se salva
a uma só palavra
escrita no sangue
desde o nascimento:
amor, vidamor!
SUSSURRO
Se não erro
ao decifrar a voz dos vegetais,
eis que suspira a muda de pau-ferro
no silêncio do ser:
- Eu sei que fui plantada
com música, discurso e tudo mais,
para alguém no futuro, oferecer
sem discurso e sem música o prazer
da derrubada.
ENTRE O SER E AS COISAS
Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.
Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago brando
o que é de natureza corrosiva.
Nágua e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados
sabem do amor que punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.
"Eu me comprometo a ajudá-lo a amar a vida, a sempre abraçá-lo com ternura, e ter a paciência que o amor exige. Para falar quando palavras forem necessárias, e compartilhar o silêncio quando não forem. E viver no calor do seu coração, e sempre chamar de lar."
Quando você compreende o sentido da renúncia, aprende a amar. É nesse momento que a felicidade genuinamente se apodera do seu coração.
Eu faço o meu possível,
Na medida certa, as vezes incorreta
Tentando driblar o destino
Mas no decorrer do caminho
Aparecem os desafios
Passado e presente de cruzam
E o futuro fica sombrio
Em uma sacada da sorte
Em meio ao desatino
Escuto, engulo as palavras
Enfrento meu maior desafio
Enterro o passado num vaso florido
E vivo o presente sem pensar no amanhã
Pois na vida cada dia se escreve
No momento vivido.
Ahhh!!! E eu ainda sou
Apaixonada por você
Não me importo com a aparência
Se tem sangue de anjo ou de demônio.
É a visão perfeita, o homem que ronda
Meus sonhos.
Onde a paz se esconde
Tem medo de aparecer
Dar as caras e enfrentar
Esta onda fervorosa
De destruição que o
Mundo sofre ...
Onde está a paz
Que muitos procuram
E não encontram.
Está em nosso coração,
Dentro de nós
Nem todos querem a paz
E quem a encontra
Guarda pra si
Mas o mundo precisa
Que todos a encontrem.
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