Um Poema para as Maes Drummond
Uma eterna criança
Quando era criança, agia como uma
brincava achando que era tudo tão simples
o mundo era tudo ao meu redor, tudo era tão bonito
Mas ai eu cresci, não agia como criança
descobri que o mundo não era tão pequeno
que nem tudo era bonito,
que o feio muitas vezes tinha beleza
Ainda tinha minha inocência de um adolescente
ainda brincava e me divertia
para mim tudo ainda era uma alegria
descobri o amor, amei a bela, amei o feio
Mas também a adolescência foi chegando ao fim
agora nem tudo era feliz
não agia mais como uma criança,
agia como adulto,
me vestia como adulto,
me comportava como um
Só que descobri que ainda tinha espirito de criança
mas nem por isso poderia comportar como uma
mas poderia ser uma...
...
...
Uma eterna criança
UM SONETO
Canta na alvorada o sabiá canta
Um cantar suave e tão contente
Que nostalgia o encanto da gente
Saudosamente, e os males espanta
E na tal quimera sonora, consente
Que nesta manhã de beleza tanta
A alma transude numa magia santa
Exibindo a alegria que a vida sente
Assim, em uma fortuna reluzente
O canto nos põe frente a frente
Com a felicidade e com a emoção
Então, neste encontro presente
Desta ventura, aí, tão somente
A boa sorte, regi toda a canção
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
Sou escritor da liberdade, das rimas sem maldade, sou coração que pulsa e que bate, em forma de sabao e arte.
Sou fazedor do quebra cabeça de seis cores, menino da rua de mil dores, amigo do poeta incompreendido, que tem a sede e a fome do mendigo, não da água ou do pão, mas daquele gesto amigo , que procura em um choro ou um riso , um motivo, que me faça sentir mais vivo.
Sou a espera na Janela, a levar ao cativo lá na cela, a voz do Cristo que salva e que liberta, trazendo a esperança do que já fora e era.
Até aqui eu vivi, chorei, ri e senti, o que a vida mais tem de belo e amargo para mim.
Vinte e dois Janeiros, sem saber se virá o terceiro , com fé e anseio por aquele que é , que era e que há de vir, renovado pela marca da promessa que está sobre mim.
Um certo verme
Há um certo verme impregnando-me a mente,
Com devaneios e sonhos embebidos em veneno,
Tornando-me impuro com muito que condeno.
Há um certo verme com beleza reluzente.
Há um certo verme escarrando-me esta dor.
Vomitando versos de longuíssimo sermão.
Andando num caminho e sonhando a contra-mão,
Na loucura controversa de quem vive o amor.
Há um certo verme que me faz desvairar,
Que mesmo não querendo vem me visitar,
Como anjo iluminado pra causar-me espanto.
Há um certo verme que me faz enlouquecer.
Querer não querendo e querendo sem querer.
Há um certo verme numa casca de encanto.
Ó meu sol
Eu te amo tanto
Não preciso das outras estrelas
Pois vc ja me ilumina por inteira
Os seus cabelos são como fios de ouro
Você não enxerga a grande beleza que tem
Seu rosto como de uma pintura
Não quero dizer adeus
E sim um até breve
Obrigada por tanto
Ser Poeta.
Não escolhi ser poeta!
Nunca foi uma opção.
Mais fácil escrever o que me mata.
Do que me matar em meio tanta solidão!
Nunca foi uma simples canção.
Você que não ouviu com atenção!
Meus pedidos de ajuda, implorando perdão.
Eu não sei amar, ou, o que é o amor!
Porquê tudo que eu amo ou tento amar sempre me traz dor.
E eu ainda não encontrei razão para viver! porém é mais fácil escrever do que fazer alguém sofrer.
Dias que eu ando sem saber aonde vou chegar.
Me encontrei na poesia e na arte do saber cantar.
(Avers)ar-me
As vezes sozinha,eu penso e repenso
QUEM SOU EU ?
Eu sei do meu nome e do número do meu telefone
Mas, não sei quem sou.
Vivo em mim, e ainda assim, me desconheço.
As vezes eu só queria me virar do avesso
Só pra ver se eu conheço tudo o que habita em mim.
Do avesso deve ser o meu lado certo,
já que este, não me faz sentir que é o correto.
O que preciso é Aversar-me, e do avesso serei eu.
Dualidade
Queria o poeta ser um só,
mas não podendo ser um só, é dois.
Queria o poeta clamar e pedir como um só, mas dois, é o fardo que o poeta leva.
Queria o poeta agir uma só vez no impulso,
queria o poeta pensar duas vezes antes de executar.
Queria o poeta ter um coração.
Queria o poeta ter uma mente.
Mas os dois, é oque o poeta carrega por ter aprendido a amar.
UM RATO
Atropelaram um rato.
Mas ninguém deu importância.
Era só um rato.
Criatura menor,
Somente presa;
Que vive nos lugares esquecíveis,
Espalhando asco e doenças,
Sem qualquer intenção.
Poderia ser eu e você,
Embora nós tenhamos consciência
Das doenças e do asco que causamos,
Às vezes intencionalmente.
Mas não damos importância...
(Guilherme Mossini Mendel)
" UM CANTO "
Talvez exista um canto onde a saudade
se esconda, vez ou outra, pra descanso!
Algum regato doce, leve, manso
que a abrigue da saudade que lhe invade!
Também, bem pode ser (não afianço)
que nem saudade tenha de verdade
e apenas finja ter, na falsidade,
pra assim conter, das críticas, o avanço.
Pois, quem é ela pra trazer consigo
histórias de outros, sempre em tenro abrigo,
pra atazanar a gente deste jeito?...
Tomara que ela sofra igual tormento
e tenha, de saudade, ao pensamento
o amor batendo forte junto ao peito!
será que você gostaria do mal?
será que o mal gostaria de você?
provavelmente não!
e o bem seria bom?
seria ruim?
claramente sim!
então faça o bem
para receber também!
UM MINUTO
Dai- me apenas mais um minuto
Para ver se eu escuto
O que o outro já dizia,
Estamos aqui só de passagem
Não preocupe com imagem
Pois nem tudo é magia.
Viva os dias por inteiro
E vide
Como é boa a vida.
220823
O Drama é a chave para a fama, e a fama é a chave para ter mulher na cama, e ser galinha é a chave para você ser conhecido e essa é a chave para você comer a mina que você não tinha comido.
O mundo ta se acabando
E eu acabei me acabando
Junto de nada
Sem nada
Jogada, drogada
E entrege a ninguém
Ferida, mordida, finjida
Que ainda sorri
E pensa na encrenca
Em que se meteu
Que quase morreu
Depois de perdeu
E ninguém vai ser teu
E nada foi teu
Mas quero que penses
Que tu te preenches
De ti e mais nada
Pois sabes de tudo que há
Que podes amar
E sentir o amor
Como uma brasa
Estou queimando e sangrando
Pois meu medo é de meu proprio destino
Que sempre menino
Criança ranzinza
Destino de cinzas
E a cada cigarro
Mais um pigarro
E um adeus a mim mesmo....
E por falar em amor e em Drummond, lembrei-me daquele outro poema que diz: "Quero que todos os dias do ano/todos os dias da vida/de meia em meia hora/de 5 em 5 minutos/me digas: Eu te amo".
Tão eu! Eterna carente, segundo minha filha adolescente... Cobro amor de Deus e do mundo! Deus eu tenho certeza que me ama demais, temos uma relação de amizade muito próxima. Falo com Ele a toda hora e sinto que me ouve... Meus outros amores, procuro dizer que amo com palavras, com atitudes, com o olhar... às vezes até com uma repreensão, quando acho que estão errados. Não sei até que ponto me compreendem, acreditam, duvidam... A grande questão é que, eu, bichinho carente que sou, (in)conscientemente fico esperando que todo mundo seja igualzinho a mim!
"Não posso remediar erros, se é que foram erros, cometidos por homens mortos antes que eu nascesse. Já tenho muito o que fazer para reparar os meus próprios erros, e não viverei o suficiente para vê-los todos reparados. Mas farei o que estiver ao meu alcance, enquanto eu viver."
O que acontece é que, quando estou com você, eu me perdoo por todas as lutas que a vida venceu por pontos, e me esqueço completamente que gente como eu, no fim, acaba saindo mais cedo de bares, de brigas e de amores para não pagar a conta.
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