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Um Poema para as Maes Drummond

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"Houve um tempo em que os jovens ouviam ótimas músicas, havia bons programas na televisão, filmes agradáveis no cinema, amigos leais, diversão sadia nas discotecas ou nos bailinhos!... O que foi que aconteceu?!"

"Existe sempre um lugar para se encontrar... um lugar para se amar!..."




Otávio Abadio Bernardes




Itumbiara, 11 de novembro de 2025.

Hoje eu entendo muitas coisas que antes eu me recusava a enxergar. Eu te amei de verdade, com um coração limpo e uma sinceridade que não se encontra em qualquer esquina. Para mim, o que vivemos nunca foi algo passageiro, nunca foi uma brincadeira ou um passatempo.
Enquanto eu depositava sentimento, cuidado e verdade em cada detalhe, você parecia estar apenas deixando o tempo passar. Fui íntegro em cada palavra, em cada atitude e em cada momento que escolhi permanecer ao seu lado. Nunca escondi o que sentia, nem hesitei em mergulhar no que acreditava que tínhamos. Eu confiava nas nossas conversas e em tudo o que, para mim, exalava realidade.
Mas o tempo é mestre em tirar as vendas dos nossos olhos. Comecei a perceber o que o meu coração, antes ocupado demais amando, não me deixava ver. Dói encarar o fato de que, enquanto eu me entregava por inteiro, talvez eu fosse apenas um intervalo na sua vida — alguém para ocupar um espaço vazio por um tempo determinado.
O que mais machuca não é a distância física ou o fim do ciclo em si. O que realmente fere a alma é perceber que eu vivi uma verdade sozinho. É notar que o brilho que eu via nos nossos olhos era apenas o reflexo da minha própria dedicação, enquanto você mantinha os pés no raso, pronta para partir a qualquer momento.

Bom dia, eu digo
Você responde
Bom dia.
Um novo dia nasceu
Mas tudo parece o mesmo
Mesmos problemas
Mesmas reclamações
Mesmos passos...
Só mudou a maneira de ser problema
Mas é o mesmo.
Será que um dia vamos resolver?
Será que um dia vamos fazer valer?
Será que um dia vamos fazer valer toda nossa cruz?
Não sei, sempre incerto...
Te vejo num véu escuro, uma cortina de fumaça...
Precisa fazer tudo isso?
Até quando vai deixar tudo pra debaixo do tapete?
Até quando vai ser assim?
Até quando...

A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio


O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.

As Extremidades de um Ócio Inabitável


O Ócio, prometido como santuário,
revela-se um deserto sem ecos.
Não é descanso, mas uma suspensão ácida,
onde o tempo não cura, apenas se estende.
Um ócio inabitável não possui janelas.
É o silêncio sem paz, a quietude sem centro.
É o lugar onde a alma, despojada de tarefa,
começa a roer os próprios limites.
Chegamos às suas extremidades,
onde a ausência de propósito se torna tão aguda
que se transforma em algo novo e terrível.
A Primeira Extremidade: A Vertigem da Consciência
De um lado, a fronteira se dissolve na Vertigem.
O excesso de tempo livre, desprovido de âncora,
lança o olhar para dentro, sem distração.
É ali, nessa margem, que a mente se confronta
com o volume inteiro de seus não-ditos e não-feitos.
O ócio cessa de ser vazio e se torna um espelho cego,
refletindo a forma pura da ansiedade.
O descanso vira vigília; a calma, tormento.
O ser não trabalha, mas sua consciência freme.
A Segunda Extremidade: A Apatia Gelada
Na extremidade oposta, a fronteira é de gelo: a Apatia.
O ócio se aprofunda tanto em si mesmo
que a vontade de ser, de agir ou de sentir, atrofia.
É a saturação da inatividade,
o ponto onde a ausência de estímulo
transforma a liberdade em paralisia.
O ócio, de promessa, vira destino.
Não há dor, mas tampouco há vida.
A existência se torna fina, transparente,
esperando apenas que o tempo, sem pressa, a esqueça.
O Ócio Inabitável é, portanto, a prova:
O Paraíso só é sustentável quando há um pequeno projeto.
A verdadeira quietude não reside na ausência de movimento,
mas na tensão vital entre o descanso e a criação.
E quem reside nessas extremidades,
sabe que o pior trabalho não é o esforço físico,
mas o esforço mental de dar sentido
a um tempo que se recusa a ter forma.

O Tesouro da Essência

Exemplar irrefutável da grande sapiência divina, prova exímia de um talento inigualável; classificações perfeitas que podem ser atribuídas à tua criação, que relaciona físico e essência numa relação de amor, paixão e integridade, doçura e veemência.

Arte que naturalmente conquista uma admiração especial que não se limita à exposição de beleza diante dos olhares, pois, como dizia sabiamente naquela história “o essencial é invisível aos olhos”. O belo que se revela de dentro para fora, um inestimável tesouro.

Embora isso seja um fato, o brilho do teu olhar já é suficiente para mostrar que o supérfluo não tem espaço na tua vida. A superficialidade recorrente chega a ser uma afronta; as tuas vivências precisam de profundidade, por saberes que o tempo não volta.

A morte do fim.


Criamos e idealizamos um divino que possa aliviar o nosso sofrimento de existir sem respostas e sem sentido. A falta de respostas da vida e do que vem depois da morte inquieta a nossa mente, fazendo com que esperemos que a nossa existência se encha de alguma esperança.


Ao mesmo tempo, também queremos nos sentir seres especiais, carregados de significado aqui e além daqui. A vida parece injusta quando pensamos que a morte pode ser apenas o fim, mesmo que o fim seja, de fato, a própria morte.

"Ser macho é um pedaço; ser homem,
é um "talo" inteiro...
(Victor Antunes)

⁠O Nada e o Tudo
No princípio, antes do verbo, o vazio,
Um espaço sem cor, sem forma, sem fio.
No nada, o silêncio é um grito mudo,
E o tempo, ausente, não é nem um segundo.
No nada, a mente flutua, perdida,
Angústia e paz, em dança indefinida.
É negro, é branco, é o oposto do ser,
Um espelho que reflete o não-acontecer.
Deus, talvez, sentiu o mesmo vazio,
Um universo sem alma, sem rio.
E no nada, em sua solidão infinita,
Criou o amor, a conexão bendita.
Somos reflexo de Sua criação,
Mas também criadores, em nossa condição.
No nada, buscamos sentido e essência,
E o tudo emerge da nossa presença.
O nada é pausa, mas não permanência,
Um sopro que dá vida à consciência.
Do vazio, surgimos, e a ele voltamos,
Mas no intervalo, amamos, criamos.
Então, se no nada Deus nos encontrou,
Foi porque no vazio o amor brotou.
E no eterno mistério de tudo e nada,
Está a verdade jamais revelada.

⁠Boa noite
Um boa noite com sabor de chocolate
Um boa noite com cheiro de flores
Um boa noite de bom trate
Um boa noite cheio de amores
Um boa noite com tranquilidade
Um boa noite sem dor
Um boa noite abastada de felicidade
Um boa noite abençoada pelo Senhor!

O amor é um sentimento que dura e cura


Da sentido ao tempo.


Espanta a mentira de se esconder em uma fantasia.


Nos torna belos como o sol que, de dia e de noite, inspira.


Que triste a vida de quem no vazio espia. Há aqueles que perseguem o amor sem nunca conseguir sentir nenhum sinal de vida original. Fique alerta, se previna.


O peso da espada favorece o justo.
Fazer o certo é a nascente do amor que cura, a garantia de surfar no pulso da vida.


Não te desalinha. Não te aprontes para ser aprovado, se vista para apreciar a vista.

Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...⁠

⁠Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....

⁠Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou


Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu


Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...


Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...

O CARTÃO POSTAL




Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.


Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...


Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...

MULHERES E MATEMÁTICA
A matemática, muitas vezes, parece um lugar cheio de regras, números e contas difíceis. Mas quando olhamos com mais calma, percebemos que ela também tem muito de sensibilidade, de curiosidade e de persistência — coisas que muitas mulheres carregam naturalmente no seu jeito de aprender e de ver o mundo.


A matemática também tem criatividade. Às vezes, resolver uma questão é quase como montar um quebra-cabeça, encontrar um caminho que antes ninguém tinha percebido. E quando alguém finalmente entende um cálculo complicado, surge aquela pequena alegria silenciosa de pensar: “Agora eu consegui”.


As mulheres na matemática mostram justamente isso: que pensar, raciocinar e descobrir não dependem de gênero. Dependem de curiosidade, esforço e oportunidade.


No fundo, a matemática não é só sobre números. É sobre aprender a pensar, a questionar e a procurar soluções. E quando mais mulheres ocupam esse espaço, a matemática fica mais rica, mais diversa e mais humana.

Pensamentos do Barão


Os EUA, como podemos ver na guerra que provocou contra o Irã, é um pitbull criado por vó. Muito mimado.

A silhueta da Garça preta
Ela bailar no ar
Seu canto é um murmúrio
Um encanto que a natureza soube criar.

O que florece
De flor em flores,
Sob o sol de um janeiro ardente
Rega,
Florescem,
Silêncio
Ecoa todos os sonhos.