Um Poema para as Maes Drummond
Só existe um modo de preservar-se para conseguir o aprimoramento moral: pensamento elevado e lugares abençoados. O ser humano é frágil e vulnerável e por isso precisa de muita cautela. Se duvidar dessa verdade pense na lógica da clausura de algumas freiras e freis e no isolamento de monjes e monjas. Alguns lugares, embora não se tenha a intenção, contaminam e alteram o pensamento levando a ações de desordem espiritual.
Algumas coisas na vida precisam ser sentidas. Somente um coração sensível pelo amor é capaz de transformar o modo como se vê
A vida é um vai e vem... mas aquilo que se joga para o universo volta e não vai. Não são as relações superficiais que trazem luz, mas aquelas que dentro do coração são verdadeiras. Observe os laços de algumas pessoas e perceba se realmente ela é amiga. Amigo é quem se aproxima de quem nada pode oferecer. Alguns dão sorrisos de amigo, mas no fundo são oportunistas. Que o universo devolva a estes, aquilo que o coração possui: interesse... miséria de espirito. Se olhar bem nos olhos, lá nos olhos é possível reconhecer a imensa solidão que sente.
Haverá um tempo de escuridão, pessoas chorarão pela vida. Apenas o aprimoramento moral poderá salvar. Buscai os elementos da alma sagrada e se afasta dos prazeres do mundo. Somente assim encontrará a paz necessária para permanecer.
Quando dizemos "eu te amo" afirmamos um compromisso para a vida. Não banalize um significado tão profundo.
Desenhar é construir paisagem. Quando desenho um currículo eu elaboro uma outra cena inacabada, constante e mutável.
A miséria não é um câncer provocado pela diferença social por sua natureza. A miséria é produto da imoralidade.
Amigo é uma palavra com profundidade. Não banalize o seu sentido atribuindo seu valor a qualquer um.
Walter Benjamin já havia sido eleito meu teórico de cabeceira. Um de seus livros ficava próximo ao meu travesseiro. Sobre o que ele escreveu, entre tantas frases de Benjamin, uma em especial me colocou a pensar nessa manhã: “o modo de sentir e perceber o mundo não depende apenas da natureza, mas também da história ”. Foi por conta dessa frase que me senti na obrigação de olhar no espelho e repensar o que de fato sinto sobre mim mesmo, como me sinto dentro de mim, e o que sinto que me tornei. Dado que nasci na década de 70, me tornei adolescente na década de 80, adulto da década de 90 e alguém em crise na segunda década do século XXI. Por tanto, é dessa forma que pretendo contar essa história, porque ela será uma história sobre os sentidos, não somente os meus sentidos, mas os sentidos que atuaram sobre mim e me fizeram assim. O que sou hoje.
Há um perigo no termo “aluno especial” porque embora sua empregabilidade pareça uma finesse do trato, sua origem está na catalogação do “espécime” diferente, cuja norma científica e acadêmica qualifica como deficiente.
Vela não altera a potência da oração ou reza. A vela é uma ambientalização, um meio, um canal para concentração da fé provocando um direcionamento daquilo que me é preciso, segundo o meu entendimento.
Viver é um caminho de "ida", aceita correções de rota à frente, mas não de retorno, é como um rio que não repassa a mesma água duas vezes!
Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.
Considerando o mundo em que vivemos, tenha sempre medo por seus filhos. Um medo braçal, atuante, sempre disposto a socorrer. Medo destemido! E se todos à volta, inclusive o cônjuge não vêem motivo para o seu medo, radicalize: Tenha medo redobrado e não se poupe sequer do medo da falta de medo que lhe cerca. Coragem! É esse medo que nos dá força para proteger os que amamos, proporcionando-lhes uma vida... Sem medo.
Declarando um grande amor: Ninguém te ama como eu! Jogando um favor na cara: Ninguém te ama, como eu!
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