Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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O homem é um ser político, e questionador por si só, não
podemos fechar os olhos para
política, e deixar-nos ser levados
como gado, que com os olhos
vendados é levado ao matadouro...

O amor não se implora a
ninguém, o amor é um sentimento lindo e expontâneo⁠, que só nasce no coração daqueles que amam.

Ser humilde o suficiente, é apenas um
gestosensato de quem reconhecendo que
errou pede perdão, de igual modo, é muito nobretambém, aquele que perdoa.⁠

Nas retas da facilidade qualquer um mantém o rumo; é nas curvas apertadas da vida que a gente descobre quem realmente sabe pilotar a própria história.

Se você pode se tornar um martelo, por qual motivo continua sendo um prego?⁠

E se o sonho fosse um tipo de portal? E tivéssemos a capacidade de escolher em qual momento da vida acordar. Qual dia você gostaria de voltar ou adiantar?

faça um mini texto de 190 palvras sobre harmonia na humandade

A vida e um filme de aventura em meio a um filme de terror e no final tudo vira comedia !

A dor de um amor perdido, reflete a genuína falta de potência. A gravidade dobra a força, a cabeça sintoniza um único canal que repete a mesma cena. E se eu fizesse diferente? E se? E se? E sesss... Aos poucos permito que a ignorância me liberte dessa dor sem cura. Faz anos, mas meu córtex ama me torturar ainda mais com fantasias de reconciliação. Nunca foi real, nunca foi pra acontecer, nunca foi minha. Oh Impotência dolorida sufocante de uma paixonite atemporal, liberte me desse arrependimento com suturas mais fortes que a anterior.

Quando estou dormindo cada respiração minha é um grande amor, pois sonhar com você é sempre um suspiro.

A hora voa. Voa como um pássaro livre buscando o amor. Um amor infinito, igual ao amor que sinto por você.

UM MOMENTO ESPECIAL

Pipoca, pipoquinha, pipocão.
Alimento divertido de montão.

E quando estoura não precisa de reboque.
Ahhh... É ploc, ploc, ploc.

Pipoca de microondas, pipoca de panela.
Acompanhada de refri ou leite com canela.

Pipoca pra namorada.
Pipoca salgada, pipoca caramelada.

Pipoca pro namorado.
Pipoca no cinema, em casa, pipoca pra todo lado.

*VOCÊ NÃO É A CASA*


Naquela noite o bar estava quase vazio. Duas mesas ocupadas, um sujeito dormindo sobre o próprio copo e eu, no balcão, fingindo que ainda havia alguma coisa para esperar. O dono tinha colocado uma moeda no jukebox e a música saía baixa, um pouco torta, como se até ela soubesse que não valia a pena se esforçar demais.


Eu estava olhando para a garrafa quando vi a fotografia.


Uma mulher de vestido branco, descalça, subindo uma escadaria destruída.


Fiquei algum tempo olhando aquilo.


Não sei por quê.


Talvez porque havia alguma coisa familiar naquela escada.


Os tijolos estavam expostos. O reboco tinha caído em pedaços. Havia entulho nos degraus. A casa parecia ter sido abandonada depois de uma briga longa demais. Daquelas em que ninguém lembra mais quem começou e todos saem perdendo.


Ela subia.


De costas.


Não dava para saber quem era. Nem precisava.


O que importava era que ainda estava subindo.


Pedi outra dose.


O homem do meu lado olhou para a fotografia e disse:


— Lugar perigoso.


Eu disse que sim.


Mas não era a escada que me preocupava.


Era reconhecer a casa.


A gente passa uma parte da vida construindo paredes. Trabalho. Família. Amigos. Algumas mulheres. Hábitos. Pequenas certezas. Vai colocando coisa dentro e chamando aquilo de vida.


Depois começam as rachaduras.


Primeiro ninguém percebe.


Uma porta que já não fecha direito. Um joelho que reclama. Um nome que você esquece. Uma pessoa que antes ligava e agora não liga mais. Um amigo que morreu e deixou uma cadeira vazia que ninguém tem coragem de ocupar.


Depois vem o resto.


A casa começa a perder pedaços.


Aos sessenta e poucos anos, eu já não tenho a mesma disposição para fingir que não vejo.


O corpo diminui um pouco.


A paciência também.


A gente começa a carregar menos coisas porque percebe que carregar tudo nunca foi sinal de força. Às vezes era só medo de deixar alguma coisa para trás.


Olhei novamente para a mulher.


O vestido branco destoava daquela destruição toda.


Aquilo me incomodou.


Talvez porque eu tivesse passado tempo demais acreditando que era preciso estar inteiro para continuar.


Não é.


Você pode estar cansado e continuar.


Pode ter perdido gente e continuar.


Pode olhar para trás e descobrir que boa parte daquilo que chamava de futuro já virou entulho.


E continuar.


A escada estava quebrada, mas ainda era uma escada.


Isso bastava.


A mulher levantava um pouco o vestido para não tropeçar. Não havia heroísmo naquilo. Nenhuma grande lição. Ela simplesmente precisava subir.


Foi quando entendi uma coisa que demorei décadas para entender.


Eu não sou a casa.


Passei muito tempo confundindo as duas coisas.


Achei que cada perda arrancava um pedaço de mim. Que cada fracasso derrubava uma parede. Que cada despedida me deixava mais perto do fim.


Talvez não.


Talvez algumas coisas apenas precisem cair.


Há construções que só continuam de pé porque ninguém teve coragem de abandoná-las.


A música terminou.


O dono do bar não colocou outra.


Ficamos alguns segundos ouvindo o silêncio das garrafas, dos copos, da rua quase vazia.


Paguei a conta e saí.


Na calçada, o ar estava frio.


Não me senti renovado. Não houve epifania. Minha vida continuava com os mesmos problemas e algumas contas novas.


Mas, naquela noite, eu tinha uma pequena diferença.


Eu sabia que a ruína não era necessariamente o fim.


Às vezes era só o lugar onde a gente finalmente percebe que não precisa morar para sempre.


E então sobe.


Mesmo descalço.


Mesmo tarde.


Mesmo sem saber exatamente o que existe no andar de cima.


Sobe porque ficar parado dentro dos próprios escombros também é uma escolha.


E eu já tinha passado tempo demais escolhendo errado.

Neurodivergência

O cérebro de um neurodivergente
Funciona de um modo diferente.
Ele processa informações, compreende
E se comunica de forma distinta da gente.

Esse conceito trata essas diferenças
Como variações normais da mente,
Não considerando como doenças,
Mas uma forma real e inteligente.

A neurodiversidade é uma diversidade
De todos os cérebros existentes;
A neurodivergência descreve o indivíduo Que foge do padrão social vigente.

Os exemplos que entram na lista:
Transtorno do Espectro Autista,
E o TDAH, Déficit de Atenção,
Que movem a mente do artista.

Para o acolhimento desses espectros
É necessário adaptar todo ambiente.
O ideal não é mudar esses aspectos
Mas ajustar a rotina e acolher essa gente.

É muito importante respeitar
Pessoas de espectros neurodivergentes,
Reconhecer e acolher as formas diferentes
Como o cérebro humano funciona,
Entender também que a diversidade
Neurológica enriquece toda sociedade.

Por que o respeito importa?
Ela reduz o preconceito em meio à dor,
Evita a solidão que muito sufoca
E transforma o ambiente em amor.

Por fim, não julgar comportamentos diferentes.
É preciso compreender seus obstáculos,
Estar atento à acessibilidade sensorial:
Luzes fortes ou barulhos altos de veículos
Trazem desconforto ao público neurodivergente.

Raimundo Nonato Ferreira
Agosto/2026

E se a vida for um jackpot?

E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?

Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.

A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.

Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.

Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.

Armadilha


Um choro silencioso na cozinha
Você a dois passos de mim
Mas a distância emocional que nos separa é tal qual o espaço entre os dois trópicos da Terra.
Você, trópico de Câncer, clima seco, terra firme, grandes desertos. Olhar de quem sabe que domina sem precisar se esforçar muito pra isso.
Eu, Capricórnio, chuvas, sol e calor, florestas e savanas. Entrega de alguém que não tem luz própria. Fotossíntese sempre foi o meu forte. Você é meu sol, estrela inconstante, distração brilhante que me faz voltar pra casa.
Eu voltei, mas era uma armadilha.
Nessa casa, nessa cozinha
Estou com você e estou sozinha
Te vejo apagar o cigarro, pressionando-o contra o cinzeiro. O mesmo fez comigo. Só restam as cinzas.
O pior é que sempre conheci suas artimanhas. Sabia que era um golpe e me permiti cair. E mais ainda: não me arrependo, porque parece que me vale o sofrimento quando te ouço mentir que me ama.
Você continua me olhando em silêncio, gelando-me a face com os olhos, enquanto eu, covarde, prefiro não encontrar os teus. Medo doentio que me impede de reagir a você.
Seus lábios, como que lendo meus pensamentos e ainda soltando a fumaça do cigarro que acabara de morrer, balbuciam que seu amor é verdadeiro como quem diz o preço de um produto do supermercado. Mentira. Você mente, eu acredito.
Então, diminuindo a distância entre os trópicos, eu cruzo a linha do Equador e te abraço, envolvendo meus braços quentes em seus ombros congelantes. Eclipse total. Você me escurece, mesmo assim, eu permaneço. E ainda não terminei de cair em sua armadilha.

Exercício para ganhar tempo


Eu queria nesta tarde chuvosa

nem de alegria ou lamento

um pouco de urbanidade do tempo



e neste dia vinte e seis

outubro quase fim que é

deste ano que apressou o pé



um pouco mais de consideração



Do senhor de todas as horas

Peço todas as demoras

Não tenho pressa não

A historia de um homem começa e vale quando ele nasce e não através e dependendo do brilho ou opacidade de seus antepassados.

Aquele gosto de ‘quase’ entalado, que dói até mais que um ‘não’ de verdade, porque o ‘quase’ fica ali, mofando, esperando uma próxima brecha de fraqueza.

Apaguei letra por letra. Devagar, quase com respeito, tipo quem desliga um som que já não devia ter ligado.