Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco
Âncora e Verso
Foste âncora para no porto ancorar
Na hombridade que sinto
Vejo um alívio
Para me poder desamarrar
Da correria do tempo
Oiço o vento soprar
Escuto gestos humildes e simples
Num puro amor
Quase ninguém escuta a minha dor
Ou vê as minhas vertentes
A plainar num sonho de ser um senhor
Sonho acordado para saborear o viver
Quero ter, quero crer e quero ser
Mesmo sendo um orador
Um poeta e pintor
Pinto com a minha alma a cor
Do pensamento de um escritor
Passo e faço um pacto com Orfeu
Fazendo a emoção
Sair com grande tensão
Razão de me ver na caverna de Platão
Numa ilusão desmedida que me dá vida.
Nela me deito e semeio
Para transformar a minha força
Em fruto.
Lisboa, 23 de julho de 2026
Emanuel Andrade
Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: 1. O Tempo e o Movimento
O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
4. O Palco e o Reconhecimento
O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
5. A Metamorfose Final
O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
Síntese
Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.
Ela dança no caos
Sua existência é poesia sem métrica
Um verso próprio, que só ela sabe rimar
Sua dor é arte bruta
O mundo a toca, a molda, a desorienta, mas nunca a enfraquece
Ela se joga na tempestade, com calmaria
Ela se acolhe, se completa, se ama, sem precisar implorar, sem pedir permissão
Deixa as coisas serem como elas são, deixa ir embora sem pedir explicação, sem implorar por respostas
Porque algumas coisas simplesmente se vão
Há um brilho inexplicável em seus olhos, iluminando a certeza de que
Ela é seu próprio lar
Ela coloca o medo para dançar ao som da sua coragem
A nossa casa deveria ser limpa como um altar, pois o espaço onde habitamos reflete a dignidade da nossa alma. ✨🙌
Me poupe um pouco de amor, Fidelis—
O jeito que um mendigo poupa uma moeda
da mão de um santo,
ou a chuva poupa um telhado
enquanto afogava a vila.
Me dê o que ainda tem
Depois de alimentar os lobos,
depois que seu coração pagou seus impostos
para todo estranho
que chamava aquilo de lar.
Eu não peço a lua.
Isso já me decepcionou o suficiente—
sempre pendurado acima das ruínas
como uma testemunha bonita demais
para testemunhar.
Me dê um copo do seu silêncio.
Aprendi a beber de coisas vazias.
Beijei a beira da ausência
até meus lábios esquecerem
o que calor deveria significar.
Me poupe um pouco de amor, Fidelis—
Nem tudo.
Só o que resta
Quando a casa está silenciosa,
e a última porta se fecha.
A indignação costuma culpar candidatos e partidos, mas o problema é mais profundo: um sistema que permite e recompensa determinadas condutas acaba reproduzindo os mesmos vícios. Não basta trocar os jogadores quando as regras do jogo continuam as mesmas.
Se curtiu o conteúdo e quiser apoiar via Pix: julianorossi787@gmail.com
"Nunca se pergunte por que a verdade é só um ponto de vista.
Nunca se pergunte por que a vida tem mais descidas.
Nunca se pergunte por que o vento nunca está a seu favor.
Nunca se pergunte por que a sombra não acalenta o seu calor"
"Quando o silêncio incomoda teus ouvidos
Quando a sua prisão vira um paraíso
Quando a verdade não faz mais sentido
Quando o sol não mostra o seu brilho.
O que faremos e por quê?"
"Os nossos horizontes se encontraram nas infinitas possibilidade por um instante
Foi o que pensei quando ficamos felizes na maresia daquela noite apaixonante."
"No fim das contas, você é só mais um. Não é especial e muito menos imortal, então aproveite cada segundo porque ninguém não está nem aí para o que você faz, fala ou pensa..."
Um homem de mau-caráter pode ser perigoso. Mas um homem de bom caráter, quando precisa proteger quem ama, torna-se imparável.
Quando alguém se recusa
a mentirem um testemunho,
o aparato de opressão
do Estado de Exceçãoentra em ação
para construir uma culpa artificial,
validada pela força da caneta oficial.
– Mentor LCCampos11
A recusa
em prestar um depoimento mentiroso
aciona a máquina punitiva
do regime de exceção, que passa
a fabricar uma culpa arbitrária
por meio de decretos e
decisões judiciais.
– Mentor LCCampos11
O instituto
da colaboração premiadaem Brasília
deixou de ser um recurso legal
de investigação
para se transformar
em um mecanismo estatal
de extorsãoe pressão psicológica.
– Mentor LCCampos11
"A COISA MAIS DIFÍCIL E ENCONTRAR UM IDOSO SEM DOENÇA, SE ELA AINDA NAO CHEGOU PARA VOCÊ, SE PREPARE PORQUE ELA ESTÁ A CAMINHO. O PIOR É SE VOCÊ NÃO TIVER RECURSOS PARA ENFRENTA-LA". Ademar de Borba
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