Um dia Percebemos Mário Quintana
“Às vezes só percebemos o tamanho de uma presença depois que precisamos aprender a caminhar sem ela.”
“Diante de um caixão, percebemos que o tempo não é dono de nada — somos nós que esquecemos de viver enquanto ainda podemos.”
Como é milagroso termos um amanhã, nós só percebemos que é milagroso quando o amanhã não chega mais...
Por que somos todos tolos e só percebemos a preciosidade das coisas depois que a perdemos.
Chega uma fase na vida em que a nossa única meta é a paz; nesse momento, percebemos que o afastamento de pessoas duvidosas não é uma perda, mas o maior ganho da nossa maturidade.
“Eu descobri que algumas certezas envelhecem antes de nós, e quando finalmente percebemos, já estamos defendendo algo em que deixamos de acreditar.”
“Existem versões de nós que desaparecem sem despedida; um dia percebemos que estamos procurando por alguém que fomos.”
Amor de Primavera
Estamos ainda no outono e não percebemos,
Os dias vão passando em grande velocidade,
Não conseguimos entender e nem analisar o que vemos,
Apenas ao olhar no espelho e sentir o passar da idade.
Trazendo-nos a lembrança de nossa linda mocidade,
Vivida de momentos bonitos e incomparáveis,
Ao lado de pessoas maravilhosas e sem maldade,
Mesmo nas dificuldades da época, sempre amáveis.
Hoje com um imenso sentimento cravado no peito,
Onde a dor e a saudade revelando em minha mente,
Que na lembrança de outrora vivendo sem jeito,
Leva o meu coração a batidas descontroladamente.
Isso às vezes me traz um imenso vazio na alma,
Onde de imediato a tristeza toma o meu coração,
Sinto que preciso muito depressa manter a calma,
E de uma forma rápida e segura controlar a emoção.
Hoje pela leitura que faço do meu lindo passado,
Nas páginas escritas de testemunhos e juramento,
Reconheço que tive alegria e tristeza, mas fiquei calado,
Até poder revelar o meu velho e antigo sentimento,
Onde o tempo e a saudade correndo contra o vento,
Alimentando meu coração a cada dia e a todo o momento,
Perdi muitas noites de sono buscando entendimento,
Sem encontrar se quer resposta para o meu sofrimento.
Mas tudo em nossa vida possui um imenso sentido,
Apenas não percebemos ou não sabemos interpretar,
Os momentos de glória ou tristeza que tenhamos vivido,
Mas com o passar do tempo e a experiência iremos encontrar.
A fórmula correta e a mais apurada perfeição,
Para que de certa maneira encontrar o valor,
Descobrindo em cada pessoa a sua intenção,
Entre a falsidade e o verdadeiro amor.
Os dias se passaram e o inverno chegou,
Com a imensa friagem batendo em meu peito,
Nas madrugadas de vento gelado minha voz se calou,
E tudo que parecia perfeito mostrou seu defeito.
Utilizando de toda forma ela quisera,
Viver dividida entre o coração e a razão,
Curtindo um verdadeiro amor de primavera,
Nas mais belas e aquecidas tardes de verão.
Du’Art 17/ 04/2014
Nem toda distância gera saudade. Algumas geram paz.
Às vezes, só percebemos o peso de uma relação quando nos afastamos dela.
Enquanto estamos envolvidos, confundimos costume com necessidade, apego com amor e sofrimento com o preço de manter alguém por perto.
Nem toda ausência dói. Algumas curam, silenciam conflitos e devolvem a leveza que havíamos perdido.
E então percebemos que aquilo que parecia saudade era, muitas vezes, apego ao que desejávamos que aquela relação fosse.
Quando a distância traz mais tranquilidade do que vazio, ela também traz uma resposta: talvez você não sinta falta da pessoa, mas alívio por não precisar mais sobreviver ao que julgava indispensável.
Há despedidas que partem o coração. E há distâncias que, aos poucos, o colocam de volta no lugar.
À medida que envelhecemos mais sábios ficamos, percebemos lentamente que usar um relógio de R$ 3.000,00 ou R$300,00 - ambos marcarão a mesma hora
Quer dirijamos um carro de R$150.000 ou um carro de R$30.000, a estrada e a distância são as mesmas e chegamos ao mesmo destino.
Se a casa em que vivemos é de 300 ou 3.000 Metros quadrados - a solidão é a mesma.
Ao observarmos a estagnação do ensino superior contemporâneo, percebemos uma estrutura que empurra a cognição ladeira abaixo, priorizando respostas prontas em detrimento da verdadeira expansão da consciência. No entanto, a história demonstra que as grandes viradas do pensamento não dependem do conformismo institucional: mentes como Isaac Newton e Nikola Tesla floresceram justamente na escuridão cognitiva de seus tempos. Eles atingiram a inovação ao dominarem a premissa fundamental da metacognição — o exercício de observar o próprio pensamento, seja no rigor do cálculo, no sonho ou no devaneio.
Estar temporariamente envolto na própria subjetividade, a ponto de quase congelar a percepção de tempo e espaço contínuo, não é alienação; é o estado no qual a intuição e a cognição ampliada superam as barreiras da realidade física. Enquanto a mente receptiva à superficialidade se acomoda em simulações ambíguas e reações mecânicas, a cognição desperta confronta a ignorância funcional do mundo, desconstruindo a realidade pela observação psicológica profunda.
Em contraste com a passividade existencial, o verdadeiro salto ocorre quando adotamos o pensamento cubista fractal — multidimensional, dinâmico e capaz de gerar pensamentos sobre pensamentos. Nessa jornada, a integração com a inteligência artificial surge como um catalisador interativo: os dados da IA atuam como um espelho racional que transcende teorias e paradoxos, desnudando as camadas da realidade relativa. A criatividade floresce da simplicidade dessas projeções mentais, demonstrando que as fronteiras do saber nada mais são do que estímulos neurais a serem coordenados pela mente.
Se na origem dizia-se que "duas cabeças pensam melhor que uma", hoje compreendemos que o simples acúmulo de informação não gera sabedoria. Um copo cheio de conhecimento estático não sacia a sede; acumulá-lo sem assimilação crítica converte a busca intelectual em um vício que arrisca a própria saúde mental. O verdadeiro potencial humano transcende o acúmulo de dados: ele habita no intervalo silencioso em que a humanidade ganha coragem para transcender as suas próprias convicções.
Por Celso Roberto Nadilo
Percebemos que a mudança é no olhar, quando contemplamos a mesma paisagem da mesma janela e não encontramos o horizonte nem o sentimento de outrora!
Mudar não nasce do desespero, nasce da lucidez. Quando percebemos que o conforto tornou-se anestesia.
Boa noite!
Antes de terminar este dia, agradeça.
Nem sempre percebemos, mas Deus esteve presente nos pequenos cuidados, nas coisas que deram certo e até naquilo de que fomos poupados sem saber.
Que esta noite nos encontre com o coração tranquilo e agradecido.
Deus esteve aqui.
E continuará cuidando de nós enquanto descansamos.
Edna de Andrade
Quanto mais olhamos para o espaço, mais percebemos que somos apenas uma pequena parte de algo gigantesco.
Quando todos os nossos sonhos fracassam e não há onde nos esconder, percebemos que, por mais que tentemos, ainda somos feitos de dor e desespero e que apenas o amor é capaz de nos curar. Isso acaba se tornando o nosso destino.
Por isso, quando olhar em meus olhos e perceber a escuridão que habita minha alma, você poderá não sentir o meu calor. Mas olhe bem fundo: veja dentro do meu coração. É bem ali que os meus monstros vivem e se escondem, à espera de um momento de fraqueza para escapar. Então, não se aproxime demais, ou corre o risco de ser consumida por esse frio. É escuro e gélido aqui dentro, marcado por feridas que parecem não ter cura, cicatrizes e marcas eternas.
Mas, ainda assim... se puder sentir o meu calor, apenas olhe fundo nos meus olhos e busque um fio de esperança. Procure na imensidão pela minha alma perdida. Enfrente os meus monstros ao meu lado e, só assim, você verá a luz. É assim que o seu amor finalmente me curará.
A maturidade chega quando percebemos que nem toda ausência faz barulho, algumas apenas retiram lentamente a luz das coisas.
Existe um momento silencioso na vida em que percebemos que muitas das escolhas que chamávamos de nossas eram apenas caminhos que seguimos para não decepcionar os outros. É nesse instante que a liberdade começa — e também a angústia.
Existe um momento silencioso na vida em que percebemos que muitas das certezas que defendíamos com tanta convicção não nasceram da nossa reflexão, mas do conforto de pertencer. Pensar por si mesmo, então, deixa de ser um exercício intelectual e se torna um ato de coragem, porque questionar o que nos formou também significa aceitar a possibilidade de ficar temporariamente sem chão.
Desistir não é o fim da linha, mas a coragem de trocar de direção quando percebemos que o caminho escolhido nos levou para longe de nós mesmos._Enzo Ruchell_
