Um dia Percebemos

Cerca de 1619 frases e pensamentos: Um dia Percebemos

Tem pessoas que a vida afasta por um tempo…
mas quando reencontramos, percebemos que o carinho nunca saiu do lugar. ✨

Passamos a existência pedindo mudanças,
como quem conversa com o invisível,
e nem percebemos que elas já acontecem no ritmo próprio do universo,
discretas, quase imperceptíveis.


Quando o que desejamos finalmente se aproxima,
o mundo nos devolve a pergunta essencial:
estamos preparados para aquilo que dizíamos querer?
Pois o sonho, quando não encontra espaço em nós,
passa como uma brisa que não sabemos segurar.


Assim, aprendemos que preparar-se é tão vital quanto desejar.
O que chega até nós só se torna nosso
quando encontramos um lugar interno para acolhê-lo.


A mudança não é um evento distante —
é um processo contínuo, já em curso,
uma corrente da qual fazemos parte.
Somos fragmentos do mesmo princípio criador,
onde o pensamento se torna semente
e o desejo, possibilidade.

Quando compreendemos que somos parte do grande movimento do universo, percebemos que as mudanças não são mais lentas. Elas passam a acontecer com mais rapidez, porque começamos a valorizar cada momento e cada acontecimento em nossas vidas.

O Peso das Escolhas


Em algum momento da vida percebemos que não somos definidos apenas pelos acontecimentos que vivemos, mas pelas escolhas que fazemos diante deles.


Durante muito tempo acreditamos que os grandes momentos mudam o rumo da nossa história. Uma oportunidade inesperada, uma conquista importante, uma perda ou um encontro marcante. No entanto, olhando para trás, percebo que os caminhos da vida foram desenhados muito antes desses acontecimentos.


Foram as pequenas escolhas que abriram espaço para os grandes momentos.


A escolha de continuar quando seria mais fácil desistir.


A escolha de acreditar quando as circunstâncias pareciam desfavoráveis.


A escolha de permanecer, partir ou recomeçar.


Nem sempre percebemos o peso de uma decisão enquanto a tomamos. Muitas vezes ela parece simples. Uma conversa iniciada, uma oportunidade aceita, um caminho escolhido entre tantos outros.


Mas o tempo revela aquilo que os olhos não conseguem enxergar no presente.


Com os anos, alguns momentos se tornam decisivos. Não porque pareciam extraordinários quando aconteceram, mas porque deram origem a tudo o que veio depois.


Escolher exige coragem.


Toda escolha carrega uma renúncia. Quando seguimos por um caminho, deixamos outros para trás. Quando permanecemos, abrimos mão da partida. Quando partimos, abrimos mão da permanência.


Talvez por isso tantas pessoas permaneçam presas à indecisão. Não por falta de capacidade, mas pelo receio de errar.


Com o tempo aprendi que nem sempre são os erros que mais nos transformam. Muitas vezes são as escolhas que deixamos de fazer, os sonhos que não perseguimos e as oportunidades que abandonamos por medo.


A vida não exige perfeição.


Mas exige participação.


Ela continua seguindo seu curso enquanto decidimos quem queremos ser e o que desejamos construir.


Hoje compreendo que não existe uma vida construída apenas por acertos.


Existe uma vida construída por escolhas.


Algumas nos levam exatamente para onde imaginávamos chegar. Outras nos conduzem a lugares inesperados. Mas todas contribuem para a pessoa que estamos nos tornando.


E assim seguimos escrevendo nossa história.


Uma escolha de cada vez.

Há um hiato entre o que acontece e o que percebemos, por isso, para nós, o presente é sempre passado.

Quando somos felizes um dia e não percebemos, queremos que tudo volte novamente, e essa vontade de voltar nos cega o bastante para não vermos o quanto somos felizes.

As vezes quando paramos de regar certas flores, percebemos que na verdade elas já estavam mortas... Dilema das pessoas.

O despertar não acontece quando alcançamos o último degrau da consciência, mas quando percebemos que a escada sempre esteve dentro de nós.

Quando observamos a carta de Paulo aos Coríntios, percebemos que aquele homem havia compreendido que o amor é, de fato, a essência da vida, e que, sem ele, tudo se torna vão. Sua história nos mostra que aquele que antes era um grande religioso, mas sem amor, agora se torna um convertido, porque, ao dominar a desintegração interior, pode reencontrar-se com a sua essência divina.
Muitos de nós teremos dificuldades em saber, de fato, o que é o amor, porque não o recebemos ao chegar a esta existência, razão pela qual carregamos uma noção equivocada dele ao longo da vida. Mas o amor é algo que nasce a partir de um estado integrado da alma. Nesse sentido, isso nos permite conhecer verdadeiramente as profundezas da espiritualidade e atingir um grau de consciência que nos conduz a um estado em que nos tornamos cada vez mais humildes, misericordiosos e perdoadores. Uma elevação da espiritualidade verdadeira não nos leva a um patamar de “saber o que o outro não sabe”, mas de ser aquilo que de fato somos, reconhecendo que não sabemos tudo, porque somos limitados. Nesse sentido, passamos a ter a capacidade de servir e de descer, porque estamos conectados conosco e com o divino.
Quantas vezes, pela falta de amor, nos tornamos implacáveis e sem misericórdia. No entanto, o amor nos conduz ao equilíbrio entre justiça e misericórdia. Enquanto resistimos a adentrar na dimensão do amor, somos levados pela vida a uma escola que nos trará fatos e situações desconfortáveis para que possamos perceber o que realmente importa e, com isso, desenvolver a capacidade de discernir entre o essencial e o superficial. Esse processo é como um refinamento, em que o fogo que queima retira as impurezas para que a alma brilhe.
Ao nos reencontrarmos com o Criador, podemos reconhecer que somos uma unidade e que o outro também faz parte da nossa família. Assim, somos chamados à responsabilidade pela construção da nossa história e de uma nova relação com Deus, conosco e com o próximo. Ao nos permitirmos viver o amor humano, podemos nos reencontrar e reconstruir uma nova história fundamentada no amor divino.

AQUILO QUE NOS HUMANIZA!
Quando olhamos para a história humana, percebemos que a falta de compreensão sobre a necessidade de dominar o mal a partir de um olhar interior profundo da alma acabou custando um preço alto para a humanidade. Ao se esconderem atrás de religiões, homens perpetraram terríveis assassinatos, como o genocídio de mais de 7 milhões de judeus em campos de concentração, assim como o próprio assassinato de Jesus Cristo.
Independentemente da religião que seguimos, devemos ter em mente que existe uma orientação do Criador para que possamos compreender e orientar o mal a partir de um olhar profundo para nossas almas. Toda a mensagem de Jesus dialoga com a mesma orientação dada desde o início do mundo: a necessidade de dominar o mal interior.
Se desejamos construir uma nação mais justa, com menos violência, precisamos nos unir para que, ao dominarmos o mal — ou a desintegração interior — possamos desenvolver uma relação melhor com o nosso próximo.
Toda a nossa vida é permeada pela relação com o outro. Nesse sentido, tudo o que fazemos em sociedade — no trabalho, na família e em nossos vínculos cotidianos — passa pela forma como nos relacionamos. Somente conseguimos manter uma boa relação com o outro quando temos uma boa relação conosco mesmos e com tudo aquilo que habita dentro de nós.
Mais do que questões financeiras e materiais, a verdadeira prosperidade passa pela relação com o outro, quando contribuímos efetivamente para a construção de uma sociedade melhor e nos comprometemos a fazer deste lugar aquilo para o qual ele de fato foi criado: um espaço de paz e de compartilhamento da luz do Criador.
Nesse sentido, quando nos dedicamos a dar o nosso melhor em nosso trabalho, a tratar bem nossa família e nossos filhos, podemos, de fato, espelhar a divindade que habita em cada um de nós.

Quando observamos a história do Cristianismo, percebemos que, alguns anos após a vinda de Jesus Cristo à Terra, sua mensagem começou a ser mal compreendida pelos próprios seguidores. A instituição religiosa que se dizia seguidora de seus ensinamentos acabou se desviando e passou a comercializar a própria fé por meio da venda de indulgências e de outras práticas desumanas. Nesse período, muitos sacerdotes cristãos, já praticantes da meditação e moradores de mosteiros, começaram a perceber as incongruências existentes na fé cristã. Foi então que um deles, chamado Martinho Lutero, o reformador, levantou-se com uma mensagem de reforma, tendo como um de seus principais pontos de defesa a chamada salvação pela graça mediante a fé em Deus.
Tal situação trouxe uma nova reflexão para dentro do Cristianismo. No entanto, com o passar do tempo, tornou-se notável que, mesmo entre os seguidores da Reforma, ainda permaneciam aspectos não compreendidos. Assim, práticas horrendas voltaram a ser cometidas, inclusive o assassinato daqueles que eram chamados de hereges. Nesse ponto da história, surge novamente a necessidade de uma nova reforma, capaz de explicar aos cristãos o que, de fato, significa a salvação pela graça mediante a fé. Digo tudo isso apesar de não ser um cristão católico nem evangélico, mas sim um cristão cabalista.
Uma nova reforma significa explicar às pessoas que a fé nasce no solo do amor, e que este se constitui como um estado integrado da alma, no qual o indivíduo domina o mal a partir de um profundo olhar interior. Se antigamente as pessoas acreditavam que a salvação seria alcançada por meio de práticas externas, hoje muitos acreditam que não precisam realizar nenhuma transformação interior para serem salvos. Ambas as visões estão equivocadas, haja vista que a salvação pela graça nos ensina que somos salvos sem precisarmos realizar obras externas, mas também nos mostra que, sem dominar o mal interiormente, será impossível alcançar a salvação.
A graça se revela a todo momento na história humana. Caim, por exemplo, foi advertido três vezes sobre a necessidade de dominar o mal, o que evidencia que a graça esteve manifestada o tempo inteiro, ainda que ele não tenha sido salvo. Mesmo quando comete um homicídio, a graça se revela no fato de Deus não destruí-lo; contudo, isso não significa que a salvação estivesse nele. A graça continuará se revelando por meio da vinda de Jesus, advertindo outros semelhantes a Caim de que é necessário dominar o mal interiormente. Ainda assim, muitos não compreendem essa mensagem e acabam por matá-lo.
Existe algo que pode ser chamado de graça transformadora, mas ela só pode existir a partir do momento em que o ser humano domina o mal interiormente. Dessa forma, Deus pode guiar esse indivíduo para que ele seja conduzido a uma contínua transformação interior. Precisamos estar atentos, porque somente somos transformados por essa graça quando nos abrimos para dominar o mal interiormente, por meio de um profundo olhar da alma sobre si mesma.

Entre o Marasmo e o Abismo
O instante em que percebemos que a vida vai além do piloto automático nos causa um estalo, um quase colapso. Ficamos divididos entre o marasmo da zona de conforto e o abismo do novo. Mudar assusta; a incerteza gera insegurança. Mas existir na nossa mais pura autenticidade exige o salto. E se o salto causar instabilidade? O remédio é tentar, falhar, aprender e evoluir. Esse é o propósito.
​Se para morrer basta estar vivo, para viver é preciso coragem para acreditar em si mesmo. O amor traz o risco do sofrimento, e amar exige a força de saber que ele permanece, mesmo nos dias mais cinzentos. Às vezes, porém, amar significa desapegar. Deixar ir para um lugar distante, um recomeço silencioso.
​A grande virada de chave é a autossuficiência. O amor-próprio não nos fecha para o mundo, mas nos acolhe. Ele nos lembra que somos dignos do afeto alheio, mas, acima de tudo, que fomos feitos para ser o grande amor da nossa própria vida.

A vida é apenas um sopro. Quando percebemos, já foi. É como um estalar de dedos, um piscar de olhos, uma leve brisa passageira. Olhemos com mais atenção e perceberemos que cada momento tem um significado importante, uma inesperada e bela surpresa. Os acontecimentos da vida são breves, significativos e com uma pitada de mistério. Sejamos bons observadores e seremos agraciados com o que ela tem de mais belo.

Com o tempo, percebemos que muitas coisas ficaram para trás. O que antes parecia importante hoje se torna insignificante, enquanto as pequenas coisas passam a ser essenciais.

As vezes aquilo que procuramos, é o que ja temos, mas nao percebemos, ou damos valor.

A história acontece aos poucos, lentamente. Ao percebemos as transformações que aconteceram no mundo, ficamos abismados com tantas mudanças que não tínhamos notado, apenas nos acostumamos a elas.

Quando percebemos que a solidão vale mais que certas companhias,
Não é qualquer um que se acomoda em nossa sala de estar.

Compramos ilusões embaladas em sacolas, e só percebemos o peso quando a fatura chega.

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.

A maturidade chega quando percebemos que nem toda ausência faz barulho, algumas apenas retiram lentamente a luz das coisas.