Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

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"Nem todo dia cinza é triste, nem sempre a alegria brilha ao Sol. A Felicidade é como a inteligência: Sua origem é de dentro pra fora. Não procure nas nuvens o que está sob seus pés"

Inserida por edsonricardopaiva

Bom dia, Bento
Eu hoje orei por ti
Senti tua benção
Que veio junto ao vento
Tua Luz luziu
junto ao meu leito
Janelas fechadas, ainda
Pensei então
em teus preceitos
Naquele perfeito
Momento de Paz
Agradeci a Deus
a tua ordem
Neste primeiro
Momento do dia
Antes que os pássaros
acordem
Antes que o malho
do martelo
Coloque mais calos
nas mãos
deste teu
singelo operário
Antes que os trens
iniciem a jornada
pelos trilhos
Em
Mais um dia de trabalho
Neste momento
Tão
Lento e sonolento
te peço
São Bento
Abençoa
Teus filhos.

Inserida por edsonricardopaiva

Amanhã
Quando for de manhã
Sorria e receba esse dia
Qual fosse a primeira manhã
Amanhã
Quando vir esta poesia
Seremos nós desejando bom dia
E depois
Após a manhã desse dia
Deseje uma boa tarde a alguém
Relembre que será também
A primeira tarde
Dessa sua nova vida
Mas enquanto ainda for de manhã
Não aguarde pela tarde
Como se fosse uma tarde qualquer
Pois quando chegar a noite
Não será apenas o final de mais
um ou outro dia
Será o final do primeiro dia
Em que finalmente
A alegria infinda, desejada e bem vinda
Terá chegado pra ficar
Em todas as nossas vidas

Inserida por edsonricardopaiva

"Eu me decepciono com as pessoas todo dia.
Eu perco a minha fé em Deus todo dia.
E toda noite, antes de me deitar, eu desisto da vida.
Mas o dia nasce e eu percebo que a vida não desistiu de mim.
As mesmas pessoas que me decepcionam, continuam contando comigo, pois tem certeza que eu estarei guardado na geladeira onde me colocaram, pra quando precisarem.
Isso me traz a certeza que Deus não perdeu a fé em mim, ainda. Então eu me levanto e vivo."

Inserida por edsonricardopaiva

Se fosse só viver o dia-a-dia
Sobrevindo essa tristeza
Mas a vida sempre leva uma alegria
E o tempo faz outras coisas
Junto às coisas que o tempo traz
E o tempo trouxe a compreensão
Que eu tanto queria
Sem saber que quando chega
Carrega a inocência
Que um dia fez crer que magia existe
E essa vida sem magia é muito triste
Se fosse só viver o dia-a-dia
E essa acalentada compreensão
Descortinasse o véu do tempo
Lá na ponta da luz do Sol
Pois a tudo se limita
E os dias passam de três em três
Pois isso também permite
Deixar de viver
Um dia de cada vez
Sem a dúvida
Tudo que sobra
É a total ausência de valores
No preço que nos cobra a vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Depois que tudo se vai
A noite continua sendo escura
O dia claro
A rua também continua
Sendo recoberta pela pedra fria
Parece até que nada muda
E de vez em quando a chuva cai
Mas se a gente olha direito
Percebe
Que não chove mais do mesmo jeito
E mesmo as estrelas
Parecem não mais brilhar
Com a mesma intensidade
Pois
Pra falar a verdade
Depois
Um mais um
Não se pode dizer que são dois
Não mais agora
Depois que tudo se foi.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

As cores que vemos
Nós as vemos assim
Devido aos fenômenos da refração
No fim do dia
As roupas no varal desbotam
Não existem argumentos
Que demovam pedras
Nem palavra a resumir o tempo
Morreu sem germinar
Caiu na areia
O momento passou
E o seguinte também
Atrás do ouvido bem ouvinte
Nunca existiu ninguém
Existe a vida
Que um dia vem buscar a vida
A saber se alguém pensou
Em lançar luz diferente
Sobre a cor que vimos
O limo sobre a rocha
Resistente à luz do Sol
Prospera quando permitimos
E aquela voz suplicante
Amiúda
Um diamante raro
Perece perdido eternamente
Acontece assim na vida
Acontece assim com a gente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pode acontecer
de o tempo do dia-a-dia
Trazer-te a esperada alegria
Aquela que vem do nada
Como quem confere nuvens
No Céu da madrugada
Espere, mas não a acelere
Cada risada tem seu tempo certo
Assim, como nem toda nuvem chove
Não é tudo que o tempo apruma
Tem dias que o silêncio das folhas
Fere mais intensamente
Que todos os vendavais passados
A quietude é uma alma viva
Mas o vento sopra
e não existe alternativa de direção
No teu pensamento
Alguma opção de escolha
Não se desespere
A quilha do destino
Fatalmente faz mudanças
Mantenha manso o coração
Atrás das nuvens da madrugada
Te alcança os olhares de Deus
Um redemoinho, a dança
No nada, atente pro orvalho que brilha
do horizonte o recado do novo dia
Enquanto sentir-se perdido
Procure prestar atenção
À grandeza das coisas pequenas
Que sempre estiveram aí
E apenas você que não viu
ou mentiu pra si mesmo
ao fingir que não via.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Hoje
Pra mim
Assim como ontem
Não é dia nenhum
Assim como eu
Pra você
Não sou ninguém
Sendo apenas mais um
Posso ser
Um poeta idiota
Um palhaço
Um cara legal e desconhecido
Um amigo, um bandido ou um bebum
É provável que não seja nenhum deles
Assim como esse dia
Também tem tudo pra acabar
Sendo apenas uma marca vermelha
Num calendário que foi parar no cesto
Na primeira terça-feira do ano seguinte
Pode ser que aconteça
No instante em que você passar
Pela moldura da porta
Que estiver mais perto
de repente
Chover no deserto
Num dia qualquer
Nesta vida, onde nada está escrito ainda
O errado pode ser
Que esteja certo
Mas a visão advinda
Lá de um lugar que não se sabe aonde
Venha abrir teus olhos
Pra tudo aquilo
Que você escondia
de você
Pode ser que hoje seja
o grande dia
Tudo depende
Se você
Aprende ou não
Abrir os olhos de ver
As coisas que você procura
debaixo da moldura
das portas que essa vida dura
Permitia a você enxergar
e ao mesmo tempo
te impedia de ver.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu quero a chuva
Num dia de Sol
No mesmo Sol
De uma manhã de inverno
Eu quero a sorte
de noite estrelada
Que seja hoje
e de novo amanhã
Calor de Sol
Numa blusa de lã
Espero
A curva lá da ventania
Eu quero vida na vida
E se eu pudesse querer
Outra coisa qualquer
Desejaria que ela fosse
Linda
Linda como a chuva
Num dia de Sol.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu hoje abri a janela
Vi que o Sol brilhava lá no Céu
Ainda outro dia
Eu estava num lugar distante
Ainda outro dia
Eu era outra pessoa
Ainda outro dia
O Mundo era um lugar muito bom
E a vida era boa também
Agora
O Sol ainda brilha lá fora
As outras estrelas
Se apagaram quase todas
Os ventos que sopravam
As folhas que caiam
A água me parece
Ter-se evaporado
Hoje o novo dia
Me trouxe a vida nova
Mas hoje eu vejo
O quanto envelheci também
Talvez eu tenha me esquecido
A outra vida e o outro eu
Num canto qualquer do passado
Hoje, além de mim
Ninguém percebeu
Que o Sol ainda brilha lá fora
Com a mesma linda intensidade
dos dias de outrora
E os dias tem sido assim
Parece que agora ficamos
Eu e o Sol
E talvez por algum tempo
O Sol ainda brilhe lá fora.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não gosto nem de lembrar
do dia que conheci a vida
Eu fiquei assim, meio na dúvida
Se vida era um lugar
uma pessoa
ou um pensamento pensado à toa
enquanto na sala de espera
Não sei nem se bem vida ela era
Me lembro que ouvia falar
Que era linda
Mas isso dependia
de que forma a gente a olhasse
Acho que foi por isso
Que no dia em que a olhei
Face a face
Percebi que nela havia
uma certa graça
Mas nada que não se desfaça
Com o correr dos dias
Enquanto ela se revela
Hoje eu penso que ela podia
Ser tão bonita
Mas eu sinto que ela se irrita
Quando ouve alguém dizer
Que a vida é bela
Essa vida irritada, agora
Me faz olhar pra ela e sentir
Vontade de dizer
Que por ela não sinto nada
Talvez, quem sabe
Uma ponta de saudade
do tempo que ouvia falar
Mas não a conhecia de verdade
É por isso que agora
Nada me dói saber
Que por mais ameaças
de ir embora, ela faça
A maior parte de mim
Já passou pela porta
E a parte que ficou
A bem da verdade
Nem se importa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando vir que o dia começa
Não se apresse em declarar-se grato
Pelo simples fato de viver ainda
Os pássaros e as flores demonstram gratidão
Sendo parte integrante da natureza
E o fazem com simplicidade
Sem mostrar ou demonstrar
Nem pressa e nem gritaria
Observe o silêncio do vagalume
Na nuvem de tempestade
Que se agiganta e encobre a montanha
A outra montanha, de altura tamanha
Cujo viço leva o cume a sobrepor-se à chuva
O som das águas na voz do rio que canta
A sombra sob a árvore
Onde a abelha faz colmeia
E a aranha monta e desmonta
Sua linda e complicada teia
Atravessando a sua breve vida
Em divina serenidade
Permeando a nossa, enquanto isso
Compromissada em viver
Sem compromisso e nem nada
A verdade perene
Eternamente equilibrada
Pois as grandes obras
Mesmo despercebidas
Estarão sempre lá
Pra quem ainda quiser aprender
Que reconhecer a tudo isso é, sim
Agradecer a Deus
Guardando em paz o coração
Enxergar a palavra
No silêncio das coisas que Ele faz
Exortar gratidão
Buscar a ciência e a justiça
Ler nas entrelinhas
Das coisas que estão invisíveis
Apesar de simples e cristalinas
Deus trabalha humildemente
No pulsar da maior estrela
e na forma da formiga
Que recolhe a folha morta
Por isso, se o dia amanhecer
Agradeça a vida em atos
Veja que a resposta estava junta
Muito antes do advento das palavras
Pensamentos ou perguntas
Onde o vento somente as multiplica
E assim como o dia começa
Enfim, toda vida termina
Culminando quase sempre
Em súplica que descreve
E apesar de tudo isso
Aquilo que não se via
Sempre esteve
E estava lá todo dia.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O grilo
Cantava pra Lua de noite
E fugia do pássaro
Quando o dia amanhecia
Tem coisas que não se alcança
Por mais suaves
Sejam as palmas das mãos
Elas passam despercebidas
Há lugares pra se olhar de longe
E outros que se sabe
Mas nem ao longe se vê
Só não há como prender o tempo
Nem quando a gente o quiser
Nem mesmo sem o querer
O toque das mãos
Um dia deixa de ser tão suave
O canto do grilo
A Lua não alcança
O tempo troca a noite pelo dia
Correndo suavemente
Qual toque das mãos
Um dia deixam de ser tão leves
Porém são tão breves
Quanto a queda num precipício
A vida, tão linda que era
Até mesmo um encontro ela tinha
E passava toda a si mesma
A cuidar da sua própria beleza
Pois a beleza da vida
Quando a vida era bela
Jamais envelhecia
E passava sem pressa
Na certeza dessa espera.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu peço ao dia de hoje
Que ele esteja vivo
E seja livre como o pássaro
Que fugiu quando eu abri a porta
E que se a vida pudesse
Ser ao menos boa
e deliberadamente linda
Qual canto do grilo
Cantando pra Lua
Antes que finde a madrugada
E que a Lua empalideça
Grilada dos pés à cabeça
Carente daquela beleza
Que mata a gente de saudade
Mas que à luz da verdade
O morrer por saudade
Nâo seja morte que vem à toa
E quando a chuva cair
Ela jamais impeça
Que a gente peça ao dia
A presença
do pássaro que voa
Nem das flores
Que a chuva planta
Na beira das estradas
Que se percorre
durante o correr da vida
E se a vida puder ser assim
Não peço ao dia mais nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

É tarde de mês de novembro
É tarde de ventania
É dia de chuva
A chuva é de vento
Não existe Mar à vista
Nenhum continente pra conquistar
Não há Mar pra eu andar sobre as águas
Não é tarde de conquista
Ela é só mais uma tarde de novembro
Eu nem me lembro quantas vezes vivi
Ou quantos meses eu vi este ano
Nesta tarde planejo
Molhar-me na chuva
Troveja
E eu vejo pela janela
O vento carregando aquela nuvem
Pra distante
E antes que chova
Novamente o Sol arde no Céu
Como há muito esse Céu não ardia
Malogrando meus planos
Num dia de tarde de mês de novembro
Era chuva de vento
E lentamente o meu banho de chuva
Outra vez se distancia
Numa tarde de Sol
de outro mês de novembro.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Ontem eu era alguém
Que não sabia quem era
À espera do dia de hoje
Onde, longe de ser quem era
Eu digo que tanto faz
Pois de tanto ter sido quem era
Agora eu não sei quem sou
Mas quem eu era já não sou mais"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pensamento do dia:

Se a sua estrela não brilha, vai se fudê pra lá e não enche o meu saco.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Era oito e quarenta e oito
Clareou meio afoito
Aquele dia
Era mais uma chance
Outra tentativa
Daquela, que sempre se esquiva
E de novo se tenta entender a vida
O vizinho estava vivo ainda
E martelava
Quase oito e cinquenta e quatro
e, naquela fase
O teatro da vida abria as cortinas
Martelava
Hoje, essa era a hora do inicio
Pois sempre tem hora pra iniciar
e recomeçar
Mas ninguém
Nunca sabe quando termina
Mas tem horas que a gente percebe
O indício de ser
um pouco daquilo
Que sempre termina
Pra depois germinar de novo
Na loucura de falar com luz
E de ouvir a voz do silêncio
Hoje ela quis me falar
De alegria e de tristeza
de terra e de água, de areia e de magma
E essa voz me falava
e martelava
e fazia perguntas
e respostas juntas me dava
Me dizia daquilo que nos define
Pois a lágrima mais triste
Ela é seca, desbotada
E ninguém nunca viu
Porque desistiu
de ser chorada...e não caiu
E também que a melhor risada
Aquela que todos querem
Também não foi dada
Ela vem, quando não se quer nada
Mas que a gente a insiste em querer
e martelava
da mesma maneira que um dia
desistiu de querer chorar
E passou a querer
Entender a vida
A empatia
Num gesto de gentileza
A verdade, o egoísmo
a mentira, o cinismo, a efemeridade
e martelava e martelava
Sobre uma suposta felicidade
Escondida lá nas estrelas
e falava de flores
e cores e asas de borboletas
e morte e de norte e de oeste
e pinturas rupestres
e de cores escuras
e de águas puras
e cores primárias
e capítulos
e espadas e plexos e marteladas
e complexos e escápulas
estátuas, sobre os peixes que nadam
e de novo a felicidade
Que não pode ser explicada
Talvez ela seja um elo
Com o Deus que a tudo criou
e que sempre o recria de novo
e outro e outro dia
Pode ser que seja aquele
e seja belo
Veja o vizinho lá fora
Que nesta mesma hora
Desatento e alheio ao agora
Faz bem mais que meia hora
Que ele empunha o martelo
...e martelava!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Difícil!
E tem sido a cada dia
Mais difícil vislumbrar
Vida inteligente nesta vida
Salvo parcos resquícios
De quem queira ver
E quando olhar no espelho
Iníquo
Ver-se
Tendo em vista
Ser todo sentido da vida
Avesso a qualquer conquista
Pois a lista de batalhas a vencer-se
Resume-se a si mesmo
Porque é este o motivo de estar aqui
E vivo
Porquanto é o mais duro oponente
O próprio orgulho
Que uma vez vencido
Por si mesmo
O ego
Fatalmente haverá perdido
Anular-se
Sem jamais aniquilar-se por completo
Vida, batalha perdida
Uma vez que se perdeu
Vencida
Porém
Conforme o poema discorria
Por um momento observou-se
Inócuo
A quantidade de pronomes oblíquos
Em detrimento aos do caso reto
Nem mesmo o poema
Tampouco o poeta
O dito pelo não dito
Movimento inerte
Inertes qual suas conquistas
Contemplando seus espelhos
Sem jamais serem vistos.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva