Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lírica
Onírica, mágica e linda
Poética, mecânica, estética perfeita
Refeita a visão do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pânico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoísmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusão
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguíssemos
Buscar ter a mesma visão
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
Impossível fugir à dor
Pois, quando em criança, também doía
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples corações de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos próprios tombos
A vida não é só amor
Ou glória, vitória ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que é
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas são
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente olha pra vida
Com olhos de amor
Enxerga uma coisa lírica
Onírica, mágica e linda
Poética, mecânica, estética perfeita
Refeita a visão do eremita
Existe o tempo triste
Entra em pânico
Quando a beleza se dissipa
Perante o egoísmo do mundo.
E se a gente procura buscar
Só a ótica da esperança
Firmando aliança com a fé
Finca os pés num lugar melhor
E acredita em tudo e em todos
Vivendo a ilusão
Fadada ao engodo
Pois logo isso passa
Dissipa igualzinho à fumaça.
Se olha o mundo
Com ódio e desconfiança
Buscando alcançar somente
O que venha somar
Sempre um pouco mais
Fica doente por dentro
Sem paz,
Infeliz e incoerente
Sozinho ou talvez
Em companhia de outros
Que sejam iguais a gente.
E se todos conseguíssemos
Buscar ter a mesma visão
da criança que um dia fomos
E, quem sabe,sejamos ainda
Talvez enxerguemos
O Mundo e tudo mundo
Sob o prisma da realidade
Pois a vida jamais foi linda
Impossível fugir à dor
Pois, quando em criança, também doía
Mas a gente não perdia a esperança
No dia que raiava
Acreditava no amor
Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia
Prudentes como serpentes
Simples corações de pombos
Sempre se reerguendo
E rindo dos próprios tombos
A vida não é só amor
Ou glória, vitória ou cinismo
Olhemos pra ela do jeito que é
Tendo fé nos seus defeitos
E talvez a gente consiga
Fugir um pouco mais das brigas
Aceitar as coisas
Do jeito que elas são
Tristes, felizes e confusas
Perfeitas na imperfeição
Tudo depende somente
da lente que a gente usa.
Edson Ricardo Paiva.
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme o peito da gente
Num solo infértil
Igual a esse enorme deserto infecundo
Existente num local incerto
Que por não saber
Chamamos Mundo
Insistente qualidade obsoleta
Em querer a qualquer preço
dar à essa existência qualquer meta
E depois, mesmo assim
Vivê-la
Pelo mero fato de viver
Botando prazo de validade pra tudo
E estudando a melhor maneira
de piorá-la
A vida pode ser uma pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do mastro
Não permita que essa vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Edson Ricardo Paiva
Num momento qualquer
Dessa vida
Que a gente vive
Muitas vezes sem querer
Acontece de pensar na morte
Não na morte como um final
Porém como uma mudança
A Música acabou
Troca o passo da dança
E naquele pedaço
De tempo que passou
Numa tarde qualquer, a gente pensa
Nas muitas caras da morte
Pense em tudo que matou na sua vida
Antes que a vida acabasse
O que será que você faria
Se tivesse
Pelo menos mais um dia?
Edson Ricardo Paiva.
Sempre
Que alguma coisa começa
Raramente a gente percebe
Tratar-se de algum começo
É como se fosse ar
Que normalmente recebe
Pra depois expirar
Sem dispensar maior atenção
Um chão sem endereço
Onde se pisa
Na hora nem atenta
Pro fato
De que vai precisar de novo
Não raro começa
Sem apreço
Coisa sem valor
Mas quando chega o amor
Não existe preço
Só vontade
Ninguém jamais poderá dizer
Onde nasceu a qualidade
Da coisa à toa
Mas que a gente não esquece
Não quer esquecer
Jamais esqueceu
de tão boa que era
Frase em frase
Quase passou despercebida
Mas o coração a recebe
No silêncio do amor que nasce
do qual se precisa pra sempre
E se quer
Sem razão ... sem porquê
Nisso consiste o querer
Não existia
Mas agora existe
E ... se for embora
Chora de triste
Um dia acontece
Normalmente acontece do nada
Provavelmente existia
Muito antes daquele dia
Mas disso, nada sabia
Mas agora sabe
Não nos cabe saber a razão
Resta apenas
Fazer que exista e exista e exista
Mais nada.
Edson Ricardo Paiva
Quando a gente era criança
Pensava que os jovens
Eram bem mais espertos
E conheciam melhor que a gente
Os passos de cada dança
Mas passam-se alguns dias somente
E quando a gente vê
Já os alcançou também
Mas ninguém, absolutamente ninguém
Ninguém nos avisa
de que a gente não precisa
Conhecer os melhores passos
Pra poder saber viver
Pois o mais culto nem sempre dá certo
O tempo faz os melhores laços
E os lança sobre todo mundo
Pois a vida não é à toa
E a vida boa é ilusão que se vai
E quando eu era adulto que nem meu pai
Pensava que os velhos sabiam de tudo
E os mais velhos, a seu momento
Faziam cara de sérios
Levantando a aba do casaco
A esconder o rosto ao vento
E diziam que cada idade
Tem seu tempo e tudo mais
Mas a mais pura verdade
É que a gente jamais cresce
Porque não dá tempo pra isso
A vida corre depressa demais
E a gente, compromissado
Não vê que deixou de lado
A coisa mais importante da vida
Que era dançar sem saber o passo
E era prender para sempre
Pertinho de nós
A um único abraço
Aquele que a gente queria
O importante é saber
Que por mais tempo se viva
Não se sabe ou se vive o bastante, jamais
Pois o tempo, sim; joga seus laços
Mas cada um tem seu tempo
E todo nó se desfaz.
Edson Ricardo Paiva
Quando a gente se sente só
E solidão é só o que se sente
Percebe que a solidão
Nunca chega só
Pois sempre vem junto a ela
Um frio suor nas mãos
Arrepiando a barriga
Na visão da janela fechada
Um rio de tristeza
Inundando o coração
Vem a inseparável saudade
E não vem mais nada
Solidão, quando é da boa
Faz ouvir a uma voz que ecoa
E é sempre uma só, somente
Causando um cortante frio
Daquele que dói a alma
Num vazio de não sei o quê
Pois a solidão
Não é só estar só
É estar diante do mundo
E não ver o chão
É querer voar, sem ter ter asas
É buscar ao odor do alecrim
Num jardim de malmequeres
Sem haver no final do dia
Uma casa pra voltar
E, sem ter aonde ir
A solidão vem dizer
Que não há no mundo lugar melhor
Nem na vida coisa pior
Pois qualquer lugar é lugar.
Edson Ricardo Paiva
A Gente mente
Sente quanta diferença faz
Crer ou não
Mentira
É mentir pra só pra si
Somente o tempo sabe a resposta
Mas o coração
Definitivamente
Não tá mais disposto
Ele tenta
O relógio é mais forte
Falso dia, modorrento
Eu tento ouvir a voz de Deus
Descalço e louco
Ouço o vento
Coração batendo fraco
A cada dia mais lento
Eu vejo chover ao Sol
Mas não chove
Essa tempestade somente
Se move aqui dentro de mim
Um dia
A amizade com a alegria
Aquela de viver
Se rompe
O coração grita baixinho
Mas o som da chuva não deixa
Tudo se fecha
Não há vaga
Vagas lembranças de que um dia
A gente podia confiar
Mas o coração
Mentindo pra gente
Não quer crêr
Então ele inventa
Pra fugir do que quer
Tentando ser ouvido
E faz a força
De querer não crêr
Desista
Coração egoísta
Carente de paz
Nada mais é pra sempre
Pra sempre agora
O coração chora em silêncio
Quando percebe
Que pra sempre
Nunca mais.
Edson Ricardo Paiva.
Agora a gente pode
Pode rir e viver
Agora a gente pode ir
Agora você pode mostrar
Aquele sorriso pronto
Eu conto as horas, todo dia
Agora a gente pode contar pra todo mundo
Que não tem lugar nenhum onde ir
Agora a gente pode rir
Mas a vida fez tanta coisa da vida
Que embora podendo sorrir
A gente não ri, nem chora
Hoje, agora, chegou a hora
Finalmente, hoje é aquele grande dia
Que a gente tanto esperava
Num tempo em que podendo rir, não ria
Alegremos nós, aos nossos corações
Aquela linda oração foi ouvida
Hoje a gente sabe
O que a vida espera da gente
Justamente agora
Que não se espera mais nada da vida.
Edson Ricardo Paiva
A gente briga
Até mesmo com a barba que cresce
Olha a própria cara no espelho
Pára, fita ...se encara
Meu Deus
Acho que conheço esse cara!
Eu já vi esse rosto numa foto antiga
...esquece!
Diacho!
Não lembro com quem parece
Devagar, me afasto
Me bastam os apelos jamais atendidos
E tantos pedidos
Perdidos no silêncio
Me arrependo por ter esquecido
Foram só ruídos de passos
Que deixei pelo chão
Igual a mim
A cada qual
A solidão igual e contrária
Um baú lotado dela
Aquela
Que ninguém sabe por que merece
Sem mesmo caber merecê-la
Em cada noite sua escuridão
Em cada escuro uma estrela
Edson Ricardo Paiva
Tem dias em que a alma nos convida
Com gosto forte de domingo à noite
daqueles que a gente queria
Olhar pro espelho
E ver o rosto de um sábado distante
Quando ouvia uma canção desconhecida
E tinha a impressão de tê-la ouvido
Em um domingo qualquer de outra vida
Tem vidas pelas quais a gente passa
Com jeito morno de fumaça que dissipa
Imagem que nos foge ... escapa pela fresta
Que numa incauta afoiteza qualquer
Esquecemos de fechar
Pior é que por esse mesmo lugar
É que adentra essa triste sensação
Com gosto de domingo à noite
Que entorpece a alma
A alma distraída
Talvez esquecida
Nos convida
Olhar pro espelho
E ouvir uma canção
Que alguém tocava
Noutra vida.
Edson Ricardo Paiva.
Quanto mais a gente cresce
E conhece melhor as pessoas
Maior se torna a admiração
Pela mancha de bolor que se formou no teto
A vida segue adiante
E em nada adianta esperar o passado amanhã
O caminho é tortuoso
Mas a linha do tempo é reta
Desisti dos sonhos sem precisar nenhuma ajuda
E quanto mais a gente cresce
Mais aparece quem nos acuda nesse sentido
As ilusões prosseguem perdidas
Assim como ilusórias são as relações de afeto
Até que um dia a gente acorde e perceba
Quão ilusória poderá ter sido a própria vida inteira
Inteiramente perdida, mas sempre existe uma exceção
E nasce no coração uma única certeza
A mancha de bolor no teto é verdadeira.
Edson Ricardo Paiva.
Qual seria a graça dessa vida
Se fosse feita eternamente de certezas
E a gente tivesse a receita
E conhecesse o momento exato
da morte, do erro
e de encontrar o grande amor
Que um dia há de perder.
A mesa posta na hora certa
A resposta sempre positiva
Nenhum curativo ou corte do dedo
Aquela pessoa que deixou saudade
Ao morrer na infância da gente
Ainda está viva
O alívio imediato
Ausência do medo
Comida que a gente gosta
No prato de porcelana
O segredo da vida pintado
No óleo sobre tela
Pendurado na nossa parede
No gancho a rede
Lençóis de algodão egípcio
Seria muito bom no início
Mas que graça tem isso pra nós?
Se gente aprende muito mais
Devido ao amor fingido
A dúvida da falsa amizade
Na pergunta sem resposta
Presença muda
Olhar evasivo
A lágrima que ficou
A tristeza que invade
Chuva no final de tarde
Justamente
Quando era hora de voltar pra casa
Faz parar um pouco e lembrar
Que ninguém te espera
Me diz a graça que tem essa vida
A ser sempre um circo de feras
O pote de ouro
Dinheiro contado
Dois Sóis a brilhar de dia
A estrela
que havia na madrugada
Se apaga pra eternidade
A menor distância
Entre a dúvida
e a suposta verdade
O rosto escondido atrás das mãos
Toda a certeza que existiu na vida
A frágil alegria
Chega um dia em que nada é igual
Não passa de cristal que se quebrou
Qual seria a graça dessa espera
Se um dia
A gente não chegasse à conclusão
Que a própria vida em si
Não passou de mera ilusão?
Edson Ricardo Paiva
Boa é a sensação que vem
Quando a gente se sente só
E mesmo estando assim sozinho
Só faz assim porque sabe
Que em algum lugar deste mundo
Tem alguém que sente saudade
E se sente só também
Bom é quando a gente
Não se cabe de alegria
Quando começa ou termina o dia
Tendo em mente que está lá
E que aquele coração
é outro que se apressa
Pra depois arrefecer, sereno
Aguardando que um mais um
Sejam dois
E que dois seja um só
Bom saber que ela queria
Em grata, simplesmente se molhar
Na tempestade que aqui choveu
Olhar pro mesmo Sol que eu vejo
Saltaria aos olhos dela
Se me visse a rir à toa
Sentindo essa coisa boa
Só por saber que ela existe
Lá, sem saber onde esconde
A alegria que lhe vem ao rosto
Por saber que é querida
E só por ela eu penso assim
Em tê-la até o fim da vida
Aqui, muito perto de mim.
Edson Ricardo Paiva.
Quando Deus
põe a gente no mundo
Tem junto
Uma coisa latente
Semente de coisa boa, muito
Que Deus bota dentro da gente
Se ela seca...ou se brota
Num primeiro momento
Normalmente nem se nota
Mas ninguém nunca vai poder
Dizer que secou a toa
Quando o solo era de areia
Não foi nem pra bem, nem pra mal.
Com o alforge repleto de almas
E algibeira de sementes
Deus semeia uma tarde inteira
Mas, quando a alma endurece
Pelo solo empobrecido
Ainda é bom pra plantar a saudade
de coisa que veio na vida
e por não ser a hora
Passou depercebida
E agora te desconhece
Merecidamente
A vida passa
Depressa como a chuva
Não existe ação prolongada
A culpa nunca é de ninguém
Nem nada
Se foi no passo que veio
E no meio desse espaço
O tempo as germina
Lágrimas secas
Não molham sementes
Caem somente
Assim como secam as folhas
Todos colhem
Conforme as escolhas.
Edson Ricardo Paiva.
Mar
Nada mais
Que deserto
Apesar
de tudo que a gente pensa
A única diferença
Entre Mar e deserto
é a água e a sua ausência
Tudo mais
é Sol por cima
há vida por sob ambos
e dispersos caminhantes
Tudo mais
Assim como era antes
Compara-se a isso
A única diferença
É estarmos atentos
ou não
No momento certo
A própria vida
Ilusão concreta
Algo errado
Que deu certo
ou não
Tudo mais é atravessar
O Mar
Deserto
Solidão!
Edson Ricardo Paiva.
"A melhor maneira de evitar desentendimentos com gente que só nos aceita quando a gente concorda em tudo com elas é considerá-las mortas. Mas isso deve durar somente até o dia em que a gente morrer"
Edson Ricardo Paiva.
A água cristalina
O copo
A colina que se vê de longe
O topo
A alegria de existirem
A gente as vê
Mas o olhar atravessa
São respostas
Goste a gente ou não
São só palavras
A água, por cristalina que seja
Não lhe sabe a essência
Conhece-lhe o gosto quem prova
E surgem só novas perguntas
Não há cor
E seu rosto é inexistente
Abstrata como a dor
Quem a sabe presente
Não nos cabe vê-las
Nem se podem tocá-las
Quem as sente
É tocado por elas
A vista lá do alto da colina
Só conhece quem subiu
E não se pode estar
No topo de todas elas ao mesmo tempo
Mas o tempo é sempre eterno
Pra quem sempre espera
Mesmo que a dor as devore
E que a água se transforme em chuva
Brilhante como as estrelas
E que todas as estrelas chorem
Mesmo que todas as pessoas
Enxerguem a chuva
E não neguem que sejam boas
Apesar de tanta transparência
Ninguém sabe a essência
Do que não é dado saber
Apesar
Da eternidade da espera
Não se sabe nada sobre a eternidade.
Edson Ricardo Paiva.
Se a gente fosse olhar direito
O que podia ser tão simples
Complicado, carregado de defeitos
Pode ser que sem querer
a gente compre
O que há muito
Deus já tinha dado
Parece
Que olhando do Céu
Esse pedaço esquecido
O tempo do verbo
Ficou no passado
E por menos que se divida
No final da tarde
É madrugada
Nada mais
Além de espaço
O vácuo Indescritível
Um sinal de igualdade
Um papel amassado
À esquerda o passado
Do lado direito o moderno
Qual se fosse o resultado
de tudo que a vida trouxe
Mas por menos que a gente divida
O produto final é nada
Na mente da gente
Um inferno e um Céu
Um tempo presente
Eternamente passageiro
Transitório
Inclusive o mundo inteiro
Até mesmo o papel
e a conta que estava errada
Na regra de três
Muito simples
A linha torta
Três retas
O passado retratado
Era quadrado
Fica sempre mais difícil
Quando o simples, complicado
Colocando distante o bem perto
Escrevendo o errado
Por seus próprios méritos
O tempo presente
No momento seguinte
Pretérito.
Edson Ricardo Paiva.
- Relacionados
- Frases de Mario Quintana
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
