Um dia a Gente Aprende Mario Quintana

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⁠Colheu um ramo de cerejeira,
Organizou a estante, os bibelôs
E as porcelanas na penteadeira;
Encostou as tramelas dos vitrôs.

Inserida por michelfm

⁠Num abismo ruiu o humanismo,
Perpetuou-se o sacrilégio,
Entre o maligno e a bondade,
Um eterno conflito cego.

Inserida por michelfm

⁠Produção barata,
Intérpretes de terceira,
Tapumes pré-moldados,
Um script de asneiras,

Inserida por michelfm

⁠Degustando a programação,
Cuspida de seu televisor,
Vomitando a superstição,
Que veio impor um estupor.

Inserida por michelfm

⁠Longa Róliudiâno

Produção barata,
Intérpretes de terceira,
Tapumes pré-moldados,
Um script de asneiras,

O possante, os malvados,
Pancadaria e bebedeira,
Rachas, berros, tiroteio,
A cachoeira, a ribanceira,

Jaquetas pretas, o rodeio,
Marshmelows e a lareira.

Trampando em lanchonete,
Tramando contra o tédio,
Trafegando na internet,
Traficando seu assédio.

Nível tático e diabólico,
Arremessando o currículo,
Adversários do bucólico,
Avaliados num cubículo.

Degustando a programação,
Cuspida de seu televisor,
Vomitando a superstição,
Que veio impor um estupor.

Taquei noutro canal, cansei daquela vista,
Tive a impressão de que me vi Protagonista.

John, Jane and Joanne,
Loucamente alucinados,
Trucidando o quotidiano,
Exaltados, desvairados,
Num Longa Róliudiâno.

Inserida por michelfm

⁠Tatuagens tribais
Ou um tribal tatuado.
Unicamente tribos,
Disputando com enfeites.

Inserida por michelfm

Crônicas de um Espelho Meu

Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Com a delicadeza de princesas frágeis,
O atributo mor foi o olhar carente,
Mas pro viés dos bárbaros e obscenos,
A feiticeira má, sempre será, mais atraente.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma piada trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma anedota mágica.

Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.

Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.

Inserida por michelfm

Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.

Inserida por michelfm

⁠Dobrou a esquina decidido
A percorrer um trajeto inabitual,
Descendo a rua irregular
Notou pedestres e a muvuca central.

Inserida por michelfm

⁠Gradeados, o asfalto, telhados,
Uma mureta com degrau,
Lojas, butiques, bazares,
Um açougue liquidando bacalhau.

Inserida por michelfm

⁠Automóveis, lixeiras, lixo no chão
E alguma forma vegetal,
Flores num canteiro, um bueiro,
Caixotes, tubulações em geral.

Inserida por michelfm

⁠No estacionamento vazio
Se encontrava escondido um casal.
Paralelo ao centro financeiro,
Muitas cifras, cortesia impessoal,

Inserida por michelfm

⁠Ternos de luxo, limusines, distinção,
Suavidade fria e cordial,
Um ligeira coxo que revirava
Uma tralha imunda próximo ao local.

Inserida por michelfm

⁠Passava um cliente importante
Pelo detector de metais digital.

Inserida por michelfm

⁠Trinta e dois minutos atrás,
Uma madame foi assaltada; um marginal,
Foi demitido de um emprego normal,
Por não ter concluído 2° grau.

Inserida por michelfm

⁠Parou numa barraca do calçadão,
Encostou no balcão e pediu um curau,
Limpou-se com guardanapo de papel reciclável,
Recordou a vida rural.

Inserida por michelfm

⁠Que remeteu à puberdade,
Tingida de idealismos e anseio liberal.
Ouviu o sino e depois um hino
Vindo da igreja onde ensaiava o coral.

Inserida por michelfm

⁠Freqüentador assíduo,
Adentrou no boteco,
Pediu um téco na medida total,

Uma pinga com cinzano
Que desceu raspano
Que nem água com sal.

Inserida por michelfm

Um único gesto pode significar
E destruir tudo que já passou
Espere sempre um pouco de tudo
Pois nunca terá tudo.
Ande como se fosse tropeçar,o medo ira te guiar até a confiança,a estrada é tortuosa e cheia de inimigos,alguns abraços e sorrisos,mas terá que esperar pelo beijo prometido.
Em algum momento irá acabar,nada tende a durar,siga como se fosse acordar.

Inserida por Ancelmobento

Não sei como tudo começou
Mas sei como terminou
Tudo era um começo
Tudo era um fim
Quando as palavras perderam a força
Entrou em cena o amor
Quando tudo desabou
A vida cobrou
Quando todos se foram
Restou a dor.

Inserida por Ancelmobento