Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
Me recuso a ser definida por um mero vislumbre de quem passa correndo e se esbarra comigo. Me recuso a ser definida por olhos que projetam seus desejos nos meus. Sou tantas. Sou múltipla. Carrego tanta vida. Tanta morte. Carrego tanta história tatuada na pele suada e que divide cicatrizes e algumas inflamações abertas. Carrego tanto amor, mas também tanto ódio. Não me canso de dizer que sou. Que sou muitas. Tão doce como mel. Tão azeda como biribiri chupado com sal. Sou santa e profana. Sou mansidão em mar em um dia perfeito de sol. Sou água raivosa em seu pico alto em tempestade. Eu sou tantas. A menina, a mulher. A princesa e a bruxa. A bruxa. Eu sou tantas. A real, a mágica. A esperança, a trágica. Que não quero ser definida apenas por um mero vislumbre de quem passa correndo e se esbarra comigo.
Poema Inacabado
Sou feito de silêncios que gritam
no espaço entre um olhar e o abismo.
Trago nos olhos o cansaço de quem já viu demais,
e nos lábios o orgulho de quem não disse tudo.
Minha pele carrega mapas não desenhados,
minhas cicatrizes são estradas sem fim.
Meu rosto é um livro sem ponto final,
onde cada traço é verso que nunca se fecha.
Há fogo no meu cabelo,
mas ele queima devagar,
como quem prefere incendiar o mundo
em segredo.
Minha barba rala,
meu sorriso ausente,
são palavras que preferi calar
para que o eco fosse mais profundo
do que o som.
Sou o inacabado,
o imperfeito,
o em construção
e talvez seja nesse caos de ser
que eu encontre a beleza
que o mundo tanto tenta apagar.
Um estudante universitário sem espírito revolucionário é inútil na sociedade de onde vem e na comunidade onde está inserido.
Nos teus olhos, vejo o sol nascer,
Um brilho que me faz viver e sonhar.
Teu sorriso é a luz que ilumina meu ser,
Com você, meu amor, tudo pode brilhar.
Teu jeito sapeca, cheio de encanto,
Cada momento ao teu lado é pura alegria.
Nosso amor é como um doce canto,
Uma melodia que embala o dia.
Quando estou contigo, o tempo voa,
Cada risada é um tesouro guardado.
Teus abraços são a melhor boa-nova,
Um lar onde encontro meu coração amado.
Prometo te amar em cada amanhecer,
Ser teu apoio em cada jornada.
Com você, minha vida é um lindo viver,
Uma história de amor que nunca será apagada.
Então venha comigo, vamos juntos dançar,
Na dança da vida, entre risos e sonhos.
Sapekinha querida, você é meu lar,
Meu amor por você é infinito e risonho.
"Recuar nem sempre é um sinal de fraqueza, muitas vezes é a sabedoria de quem reconhece a necessidade de crescer, para então voltar mais forte."
No chão da desventura, caiu sem querer,
Herança de um rei, mas sem trono a deter.
Ferido na carne, porém forte em espírito,
Resiliente na dor, um exemplo infinito.
Na humildade achou sua grandeza,
Na fraqueza, Deus mostrou destreza.
Não era o poder que fazia seu ser,
Mas sim a nobreza em seu proceder.
O favor o alcançou sem esperar,
Graça imerecida o fez levantar.
À mesa do rei, um lugar garantido,
Pois até o pequeno é reconhecido.
E assim se prova, sem hesitar:
Até o menor tem seu lugar.
Física Pós-Moderna
A Teoria da Realidade: Essa teoria usa da Empatiologia com um Onibservador que possui Visão Ultra-Evoluta em um Plano de Realidade Polidimencional e sob um tempo de ação inserido em Tempo Evoluto...
Física Pós-Moderna, a Realidade que considera o conjunto, o Tempo de Evolução Absoluto.
Se a vida me desse mil oportunidades de escolher você, eu escolheria mil vezes, porque nascemos um para o outro, e em todas as vidas te amei, te amo e te amarei! ❤️
"Refúgio na Eternidade"
Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras?
Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa.
E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus.
Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente.
O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder.
Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.
"Esse planeta ainda será um lugar muito bom para viver.
A tecnologia será o filtro.
Ela vai separar quem acompanha a evolução de quem ainda está preso ao passado.
Não será mais possível esconder a ignorância atrás de aparência ou status.
A consciência será o novo poder."
É Só um Café
É só um café…
Mas é nesse “só” que mora o rito:
o calor que espanta o sono,
o amargo que desperta o espírito,
o silêncio entre um gole e outro
onde cabe o mundo inteiro.
É só um café,
um motivo pra pensar,
uma pausa que não pausa,
mas ensina a respirar.
É só mais um café.
Bordando pensamentos,
acumulando memórias —
cheiro, aroma,
ou só mais uma desculpa pra tomar um café?
Ou seria o café quem nos toma?
Nos pega pela mão,
assopra devagar as feridas da pressa
Senta. Escuta. Espera.
É só um café.
Jonatas Evangelista
Ecos do Nada
Prometeram sentido — tarde demais.
O altar já estava em ruínas,
e a fé, como um fantasma que jaz,
sorria com suas mentiras finas.
Ergui minha alma como quem cospe sangue
em direção ao céu rachado.
Mas só ouvi o eco que nunca responde
e o silêncio, de novo, ensurdecido e alado.
A moral — um teatro de bonecos partidos,
pendurados em cordas de culpa e dor.
Choram por virtudes que nunca existiram,
rezam por um bem que fede a horror.
O tempo é uma piada repetida
contada por cadáveres em festa.
E a verdade? Uma prostituta envelhecida,
sábia demais para ainda ser honesta.
Nada é profundo. Tudo é abismo raso.
E quem ousa olhar… afunda.
Pois pensar é morder o próprio atraso,
e viver, uma doença sem cura, vagabunda.
Quimera da saudade.
Tempos idos que não voltam
Um sentimento que invade.
Desejos que me faltam
Me lembram a doce saudade.
Sob o devaneio tento olhar
Encaro o ser com peculiaridade.
Vejo a maldita quimera sangrar
Clamando por piedade.
As passadas coisas que inexistam
Eram as propagadoras da serenidade.
E por mais que não sintam,
Ainda percebe-se uma vivacidade.
Afinal são elas que orbitam
À doce saudade.
Quando você pergunta para um nordestino de onde ele é, a primeira coisa que ele te diz, orgulhosamente, é: 'Eu sou Nordestino’. Depois ele pode te dizer que é da Bahia, de Pernambuco e tal, mas, ele abraça a proposta do nordestino. Nós nunca abraçamos a proposta da Amazônia, nós nunca somos amazônicos, somos paraenses, acreanos, amapaenses...
Reino de Espelhos
Como pode um rei
abandonar seu reino?
Como Deus criou
seu próprio espelho?
Quanto mais eu vejo os livros,
mais eu acredito nisso:
nossos inimigos
são tais e vícios.
Veja o olhar escuro —
eu não falo, eu escuto.
Botem a escuta em meu corpo.
Te ajudo, saliento, enquanto morro.
Como crescer
mediante a um abandono?
Não mude
o forte encanto.
Olhe para mim que eu adoro
Veja o sorrir de outro
Veja o dormir do outro
Mude as propostas, invente suas respostas
Altere o sentido, mude o convívio
E altere o mundo, não se torne imune
Seja imutável, como a mente, um carro
Compre mais caro, seja capital
Invista no vácuo, colecione rancores
Vista-se de ouro, esconda seus temores
Venda promessas, compre valores
Ignore as dores, multiplique os horrores
Mas quando o espelho quebrar,
e sobrar só reflexo no chão,
lembre que o reino, vazio,
é também seu coração.
Muitas vezes por trás de um"tá tudo bem"tem um coração partido,um aperto no peito e lágrimas que já se esgotaram de cair.
O pior tipo de tristeza é aquela que não dá pra explicar,por isso às vezes é melhor ficar calado do quer abrir o coração e piorar tudo.
Ninguém vai poder te mostrar o caminho,ande por onde viser sentido.
Sei que ainda se sente sozinho.
Mas no final é tipo espelho você por você mesmo.
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