Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
a manhã já se foi
é como se fosse ontem
anteontem
um passado distante
quem viveu conta uma história
quem não, contará outra hora...
vivemos sempre no fim
se não for da semana
será do dia
das contas
do mundo
da picada
dos tempos
do filme
da frase
da história
da rua
do poder
da infância
do Brasil
da era
do amor
da música
da vida
do poema
the end!!!
sempre haverá um remédio
para a dor do crescimento
vai desde o nascimento
estendendo até a infância
ou a qualquer momento
em determinada instância
dói os ossos
dói o corpo
dói a alma
uma dor bem doída
bem de perto sentida
totalmente sofrida
mas nada comparada
à dor do amor
que porventura
poderia ser bem pior!!!
nunca é tarde demais
pra buscar um sonho
querer ser borboleta
transformar-se
no céu uma luz violeta
prenúncio da magia
que é viver
o dia-a-dia
como se fosse o último
a morrer!!!
Este ano não começou muito feliz. Alguns contratempos me tiraram do eixo, colocando um peso nos meus ombros.
Demorei para relaxar, para entender, para aceitar que muito só depende de mim, mas tem uma outra grande parcela que depende do outro, depende da situação e depende da vida.
Eu, que não acredito em acaso, xinguei o destino. E resolvi me recolher, pensar, tentar procurar o meu erro, desviar das pedras, vislumbrar uma luz no meio do caos.
Nem sempre é bom olhar pra dentro, já que o processo da auto-aceitação é dolorido e um pouco perigoso. Mas resolvi me aceitar, resolvi parar de mentir para minha consciência, parar de fingir que nada estava havendo.
Muita coisa aconteceu. Morri e ressuscitei. Entendi que não preciso controlar tudo, nem querer tudo do meu jeito. Eu, tão acelerada e louca, resolvi relaxar. Não foi, nem é, fácil. Uma pessoa como eu, acelerada e louca, tem a sensação constante que os ponteiros do relógio correm a maratona de São Silvestre, que nunca vai dar tempo, que é preciso correr, que o sinal vai estar fechado, que nada vai dar certo. Só que eu cansei de ser acelerada e louca. Quero ser calma e menos louca, já que a loucura mesmo não tem cura. Quero conseguir não me sentir culpada por dizer eu-não-dou-conta. Quero não ter vergonha de pedir ajuda. Quero não ficar com peso na consciência por dormir uma hora a mais, por esquecer de tomar suco verde, por matar o pilates, por atrasar um trabalho, por dormir sem passar a vitamina C no rosto, por ter esquecido de ligar pra uma pessoa querida, por pelo menos uma vez quebrar todas as regras, por dizer aquilo que está engasgado sem pensar se magoei, por falar mal da vizinha, por passar o dia de pernas para o ar, por gastar uma nota numa bolsa, por ler revista de fofoca, por esquecer do tempo.
Este ano está terminando feliz. Finalmente perdi alguns medos, conheci lugares meus que estavam trancados no escuro, libertei algumas crenças, abri a janela para alguns traumas voarem. Já estava mais do que na hora deles partirem. Já estava mais do que na hora de eu encontrar o meu lado mulher. Este ano está terminando feliz: foi o ano que eu mais cresci como ser humano. Obrigada, 2014. Nunca vou te esquecer.
“Um ano que começou com tantos empecilhos e obstáculos, se tornou o melhor que eu já vivi. Depois de tantas dificuldades e de parecer que nada daria certo, o universo conspirou para que eu estivesse errada. E que bom que ele fez! Não existem palavras suficientes para expressar o sentimento que nasce ao realizar sonhos. E eu, eu que sempre fui tão sonhadora consegui realizar alguns deles. Não me arrependo de não ter ido pra PUC quando passei ano passado, se não fosse isso, não teria conhecido pessoas incríveis e me aproximado de outras que antes não estavam tão presentes na minha vida. Sim, o ano teve seus defeitos, estudei como nunca, a ansiedade foi minha companheira inseparável, e os choros estiveram presentes com alguma frequência. Mas se isso tudo não tivesse ocorrido, não teria ganhado palavras tão carinhosas, abraços tão sinceros e pessoas tão encantadoras.
Realizei o maior sonho de todos, publiquei meu primeiro livro, e nossa, é como se fosse um filho, porque a gente que escreve, se dedica tanto e tem tanto carinho com as palavras e detalhes que sentimos que aquelas folhas de papel nasceram aqui de dentro, e elas realmente nasceram. Junto ao livro, tive parcerias incomparáveis, seja o Aguinaldo com a contra-capa, a Patrícia com a orelha ou o Couto com o prefácio. Além, claro, da editora e do meu anjinho Nélio. Mas a pessoa que mais me apoiou a vida inteira e principalmente esse ano, muitas vezes deixando de lado suas prioridades para colocar as minhas, foi a minha mãe. Eu te amo, mãe!
E agora, final do ano, ter conseguido o quarto lugar na ESPM e passar pra PUC na primeira chamada foram presentes tão grandes que meu peito enche e os olhos produzem lágrimas quando vejo que consegui. E agradecer a todos que tiveram ao meu lado nessa caminhada é quase impossível, nunca vai ser suficiente.
Apesar de tudo isso, encontro um porém que me assusta: a trilha que cada um de nós que compartilhamos momentos especiais,não só esse ano mas durante todo o colégio, vamos trilhar. Alguns eu sei que ficarão pra sempre, outros podem se afastar e tem até aqueles que podem se aproximar, mas os laços e amizades que construímos juntos nunca serão esquecidos e irão ficar na memória de cada um pela eternidade. Seja para contar aos filhos e netos o que vivemos, ou simplesmente para guardar conosco os tempos em que nossa maior preocupação era o vestibular e o autoconhecimento.
Por fim, histórias ainda serão escritas e espero ter coragem para saber lidar com elas, assim como desejo a todos vocês, que estiveram aqui,o mesmo sentimento. Porque a vida tá só começando!”
— Carolina Michels
pedacinhodemente
Um para sempre inesquecível...
Não sei como vai ser daqui pra frente, mais sei que o que a gente viveu foi intenso. Um ano que de fato foi o melhor de todos. Aquele ano que ir para escola era sinônimo de diversão e alegria. Chegar cedo é saber que não iria sair dali sem dar ao menos uma risada. Acho que esse ano eu passei mais tempo com vocês do que com meus pais. E sabe de uma coisa? Fico feliz por isso. Foi muito bom poder conhecer vocês melhor. Saber um pouco mais de cada um. Aprendemos a nos respeitar na medida do possível, aprendemos a nos unir quando outra sala tentou nos separar. E acima de tudo, aprendemos a nos amar mesmo com todas as diferenças. Cada um de vocês tem lugar no meu coração. Tenho certeza que nunca vou me esquecer de vocês. E quando me perguntarem quando foi o meu ultimo ano na escola eu vou ter orgulho de falar, eu fiz parte da família 3° C, eu fiz parte do melhor terceiro ano do colégio * * e os amigos que eu fiz nessa sala são para sempre. Não importa o tempo que passar, não importa a cidade, o estado ou o país, não iremos perder contato. Volto a dizer, não sei como vai ser daqui pra frente, mas espero que seja tão bom quanto foi esse ano. Queria levar todos vocês para a faculdade comigo. Queria poder brincar de andando na sala todo dia com vocês, queria cantar com vocês, queria colar na prova com vocês, queria ver jogo do Brasil com vocês e queria ir pro churrasco com vocês. Queria e quero vocês na minha vida pra sempre. E se o mundo virar as costas para qualquer um de vocês, vamos ser o 3° C contra o mundo!
Não é tristeza, não é cansaço, bem... pelo menos eu acho que não. É mais um desanimo, desmotivação, uma alma vazia em um corpo vazio que luta pra se reencontrar, que a muito tempo não se vê, não se sente...A cada passo uma derrota, e a cada derrota mais distante de mim... eu me sinto.
A única coisa que pode fazer um ser, se desconectar de si mesmo, se esquecer, é ele mesmo. Pois cada ser tem seu melhor amigo que é si mesmo, amigo que pode se tornar um inimigo quando se sabota ou permite que o faça(am). Desse não há nada que o faça desconectar: loucura, medo, cansaço, guerra, doença...nada. Só se pode ser si mesmo e fazer o melhor por si, isso é viver.
Aqueles que desconhecem o porque de meus momentos de loucura
Não merecem sequer, um minuto de minha lucidez ...
Vontade de viver
Um aperto no coração
Coisa inexplicável
Vontade de Arte
Vontade de música
Vontade da vida
Sempre que dá um vazio
Solidão...
Desde já eu digo
Música, escrever, ler ou logo um monólogo?!
A compaixão vem de dentro
A necessidade de viver vem de dentro
É tudo isso
Que alivia esse aperto
Será que estou vivendo, ou apenas
existindo?
Minha demonstração de amor não reside em um simples "te amo", mas em todos os "dorme bem", "sonhe comigo", "ja comeu?", e...
Amar é deixar a pessoa livre, mesmo que esta queira seguir por um caminho mau!
Difícil digerir né? Pois bem, isso é tão antigo quanto o Edén!
Para que sua consciência esteja em uma razoável paz, alerte-a das possíveis consequências e esteja disposto a "ajudá-la" caso volte a te procurar mesmo que ela tenha "quebrado a cara"!!
Isso é GRAÇA!
Nossa casa deve, a priori, ser um lugar de repouso, descanso ou no máximo planejamento! Mas para fazer as coisas de fato acontecerem é do lado de fora, na rua!
Em provérbios 6:9-11 encontramos um texto que não alivia, e nos exorta neste sentido:
"Até quando você vai ficar deitado,
preguiçoso?
Quando se levantará de seu sono? Tirando uma soneca,
cochilando um pouco,
cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá
como um assaltante,
e a sua necessidade sobrevirá
como um homem armado sobre você.
Ouçamos pois, este preciso conselho!
Ele mostrou-me o quanto sou falho.
Por vezes um fingido piedoso.
De amores duvidosos.
Pensamentos maus.
Práticas contraditórias.
Todavia, me amou, revelando tudo que sou.
Sim, o evangelho desnudou-me.
Sua leitura apresentou-me o ser que sou, a quem Deus enviou o Amor.
Morri e renasci, ou melhor, estou renascendo, reaprendendo com aquele que agora habita em mim.
Deixa eu colorir essa nuvem negra, pôr um sorriso no teu rosto mesmo quando eu falar besteira.
Há muito tempo percebi que nem tudo ei de decifrar, mas vou entender quando calado decidir ficar.
Sei que às vezes tenho os meus dias de ser meiga e às vezes insana, depravada e indefesa.
Mesmo que não diga, seus olhos não escondem, você gosta dessa sua mulher, que está disposta a ser sua de muitas formas que quiser.
“Vamos de mãos dadas, de moto, de carro ou a pé, conhecer Penedo, Paraty a São Tomé” esse clichê na frase serve para entender, que eu nunca serei uma qualquer, serei sempre tua, na cama, no corpo, na alma, em muitos pontos de uma mulher.
Você nem percebeu, mas te dei meu coração, minha vida renasceu, lembra? Depois da minha submissão…
Sabe, nem eu mesma entendi quando aconteceu, talvez foi no dia em que só com sua mão meu corpo estremeceu, ou quando seus olhos nos meus decidiram morar, ou quando sua eu era mesmo sem ninguém notar.
O meu caminho, enfim, decidiu caminhar ao lado do teu.
É incrível de onde partimos e hoje refletindo, só pode ser coisa de Deus.
Meu homem menino, no teu peito peludo eu quero me aconchegar.
Nas suas mãos de rocha, carinhos e tapas eu irei regozijar.
Seu cheiro é a fotossíntese que mantém minha redenção.
Suas virtudes me inspiram palavras, que transformo em poemas de emoções.
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