Um Depoimento Pro meu Irmao q Amo muito
Você nem sonha
Que é por você que estou apaixonado
Sonho todo dia em ter você só ao meu lado
Anoitece e eu não te esqueço
É você, aquela pessoa que sempre quis ter
Pela cor da pele, dá pra perceber
Que quando o sol bate em mim, reflete você
Só você... você.
Impossível confundir seu rosto com outros
Eu quero dizer a você que te amo
Caso oposto, uso conectivos
Pra tentar conectar as palavras de amor
E preservo o que logo... passou
“Neste sentido, e por entender que aquilo que me proponho a dizer vai além de mim mesmo: do meu coração pretensioso à minha razão raquítica; e, mais ainda, do esforço em traduzir por palavras o que me incomoda e desafia, arrisco-me na tentativa de dizer e de, ao fazê-lo, buscar, pesquisar e encontrar a minha própria palavra. Porém, ao dizer isso, não estou advogando ou afirmando que dizer a própria palavra seja converter-se, necessariamente, em um Adão inaugural, inventor de algo que ainda não foi dito ou visto ou mesmo experimentado, como se houvesse a possibilidade do meu texto ou de algum outro ser de geração espontânea ou cujo desejo de ineditismo pudesse esconder ou negar sua intertextualidade. Desejo simplesmente que minha busca e o meu dizer, que podem confundir-se, contem das minhas dores e ardores; dos meus incômodos e angústias; das minhas dúvidas e do movimento em arriscar-me a dizê-las para poder enfrentá-las.”
Com Amor, Eu
Eu preciso te contar,
isso está preso em meu peito,
então pergunto,
posso te contar um segredo?
Tenho sentido coisas estranhas,
sinto borboletas em meu estômago,
quando escuto sua voz o mundo para
e as cores se tornam tocáveis.
Mas isso não torna as coisas fáceis,
o medo me acompanha,
a ansiedade me conforta,
e a distância me ignora.
Posso me confessar?
Já estou dependente,
de amor estou doente,
e não sei se vou aguentar...
HELENO
(poema para meu pai)
Não sei se o tempo te levou
ou apenas te escondeu —
num canto do corpo,
num gesto meu.
Tinhas mãos de lavra e mundo,
silêncio denso, olhar profundo,
e uma coragem que não gritava,
mas era chão.
Era chão.
Morreste cedo demais pra mim,
mas deixaste cedo o bastante
pra nunca morrer de todo.
Ficou teu modo de erguer o rosto,
de não baixar os olhos ao medo,
de fazer do pouco
um gesto inteiro.
Tu não sabias de poesia —
mas tinhas verso nos ombros,
rima nos passos,
e um segredo de eternidade
no modo exato de calar.
E eu, que fiquei menino,
fiz da tua ausência
meu templo.
Aprendi a te lembrar
sem fotografia,
a te honrar sem retrato,
a te ouvir
sem som.
Heleno:
nome de força quieta,
de alma que não se despede.
Tu foste antes que eu soubesse
quem eu era —
mas hoje,
tudo em mim te repete
Meu sorriso é uma maquiagem que esconde marcas do dia a dia, e que a cada manhã coloco em meu rosto.
Seu abraço já foi minha morada, hoje te sinto tão distante. Seu sorriso já foi meu paraíso, hoje é minha tormenta. Já não sei mais se seus olhares e sorriso de canto são meus, seus olhos tem estado tão longe. De certo que há alguns anos a paixão avassaladora amornou. Sinto tanta falta de todo aquele desejo que tínhamos. O pedestal no qual eu te coloquei já te levou pra tão longe de mim. A culpa é minha, tenho sido tão permissiva. As vezes achamos que permitir prende o amor, mas só afasta. O amor não nasceu pra ser racionalizado, planejado e calculado. As vezes você não sabe lhe dar com ele por isso. Com você tudo é tão objetivo e calculado. Sempre tão comedido, não se permite…Eu sou tão irracional, gosto tanto de pequenos gestos que se tornam grandiosos ao meu coração. Eu iniciei esse jogo sabendo que não ia chegar na fase final. Acho que tá na hora de suicidar meu herói, me render e tirar o meu time de campo. O amor pode ser tão doloroso e solitário. Tenho me sentido tão sozinha e abandonada. Ao mesmo tempo tento ser minha melhor versão para você, em vão… Nem minha melhor versão faz você desapegar da bebida e dessa ilusão adolescente que o álcool é seu elixir que te dá grandes poderes. Não vou fazer você escolher , nem de longe eu faria isso com você. Eu simplesmente vou me retirar e dessa vez em silêncio, sem alardes. Avisos são cansativos, sabia?! Mas a verdade é que os avisos são uma tentativa de mudar o rumo do jogo. Não adianta, esse jogo já está perdido, resta a mim assumir e aceitar.
No meu silêncio
Me recompus sozinho.
Sem mãos que me erguessem —
apenas a dor, a febre, a indiferença.
Bebi angústia em copos rachados.
Fumei lembranças até virar cinza.
Hoje, não salvo mais ninguém.
Se vieres,
vem nua de idealizações.
Nunca fui o ideal —
nem quero ser.
Mas traga coragem nos olhos,
pra suportar minha tempestade.
Não quero juras de amor.
Quero presença
quando o verbo falhar.
Não peço perfeição.
Só alguém que me veja
como eu vejo:
com falhas,
sem medo,
sem pudor,
sem fuga.
Hahahel, guardião da luz divina,
cobre-me com tua armadura de fogo sagrado.
Protege meu corpo, minha alma e meus pensamentos,
contra toda escuridão, medo ou maldade.
Em teu nome, invoco o escudo da fé,
a espada da verdade e o silêncio da paz.
Que nenhuma energia densa me toque,
que nenhum espírito confuso me confunda.
Tu que és o mensageiro da missão divina,
revela-me os caminhos seguros,
fortalece meu coração contra o desânimo
e sela este momento com tua luz dourada.
Que onde eu andar, a sombra recue.
Que onde eu respirar, a luz se firme.
Assim seja.
Incêndio e Silêncios
No contorcer do corpo lascivo,
o meu pensar divaga disperso
aos lábios que declamam em versos
versos que rasgam véu paraíso.
Te leio qual livro indiviso
da boca ao umbigo e ventre
d'onde tu pulsas d'as margens quentes
Meus dedos, um ardente aviso
Febril, e entreaberta treme
tua voz arqueja agonia,
e tua boca em versos geme.
Te possuo, em fel fantasia, —
de corpo e verbo se consome,
sem pudor, verso e poesia.
Saudades do meu Açores
Atravessei o mar...
Nem sabia aonde ia dar.
Aqui cheguei.
Mas meu coração lá deixei.
Quanto tempo faz?
Nem lembro mais...
Da memória apaguei o que por aqui passei.
Diante de mim um mar de azul sem fim...
Passa um veleiro.
Um lenço branco a acenar.
Saudade como veneno em minhas veia a entrar.
Lembranças do meu Açores:
Vila do Corvo onde nasci.
Toda a minha infância lá vivi.
Vila pequenina.
Casas branquinhas baixinhas.
Sobem encostas ruas sinuosas.
Ruas de uma limpeza intensa onde respiro amplidão.
Açor – arquipélago que abriga todo o meu amor.
Há lá um brilho de névoa no ar trazido pelo mar...
que todas as Ilhas está a circundar.
Hoje cá estou – neste Brasil varonil.
Meu coração, porém, lá está onde o mar carrega meu Açores nas mãos.
O amor da minha vida, minha vida, meu amor
Uma vida inteira pra encontrar, mas
A intensidade valeu pela vida perdida,
O tempo pouco que vai durar toda a vida que resta.
Respeitem meu espaço, please!
Quero poder gritar.
Quando algo está a me incomodar.
Se tento me controlar...
Nada pior pra me desestabilizar.
Manter silêncio?
Dentro de mim esse silêncio é estrondoso... bombástico.
Pronto a tudo explodir... ou implodir.
E me fazer sumir.
Quero chorar rios de lágrimas.
Lavar a alma.
alvejar... purificar.
E continuar livre, leve, solta...
pela vida a saltitar.
Todo mundo falava que eu ia acabar assim, que meu sobrenome é amaldiçoado e que ia morrer ou matar antes da formatura. E acho que meio que tinham razão.
Independentemente de sua ideologia, sua liberdade de escolha e sua dignidade humana terão meu apoio incondicional.
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