Um Coração Generoso
23 de julho, dia que a tristeza transcende a alma, em memória de quem a saudade não cabe no coração e nos olhos de lágrimas.
O problema não é a cor da pele, mas a escuridão do coração de quem não tem o brilho nos olhos de ver que somos todos iguais.
Você pode ser uma falta de razão ou uma incompreensão do coração.
Nas minhas artes incrédulas eu ti deixo expresso.
E é a representação arbitrária da vontade insaciável e do desejo contido.
E eu adoro seu jeito de ser: firme, potente, não se curva e não se dobra.
É excitavél demais!
Você me tira do tédio nessa nossa brincadeira absurda e sem fim no meio dessa disputa cerrada.
É para você, eu até ousaria dizer, se perante ti eu me ponhasse ajoelhada.
Você veria e sentiria o meu querer por você com os seus próprios olhos além do que dizem as palavras.
Quem vai se entregar primeiro nessa briga forjada?
Enquanto isso, eu me permito na ilusão do gosto da tua boca, do toque das tuas mãos e da sensação de me deixar pertencer ao teu corpo em um ato explícito de prazer nessa obsessão carnal.
Ti provocar é viciante só porque você tem esse autocontrole...
É fascinante e instigante!
A sua recusa à minha provocação é mais atrativa do que a realização.
Afrodisíaco...
Ter você, assim, entregue de bandeja, poderia ser bom mas não teria graça.
É nesse jogo de luxúria que eu ti saboreio através da imoralidade de certas palavras.
Ah, meu bem, com você eu provo o sabor da desonra...
Meu coração saiu do peito...
E de repente toda aquela inquietação fez sentido.
Eu fechei os olhos para não enxergar o que eu sentia.
Mas não adianta colocar a venda.
Sentimento não pede permissão para a visão.
Ignorância minha.
A gente apenas sente e é sem querer, às vezes!
E o redemoinho, por mais contido que seja, em ventos fortes faz um estrago.
Meu coração saiu do peito desajeitado.
Bateu forte e ritmicamente acelerado.
É que a paixão que disperta a alma tem maior poder do que um amor que adormece os sentidos.
É mais potente, é mais agressivo.
Agonizou o amor, então, em sua antecedência de morte...
Meu coração saiu do peito livre e leve como a brisa.
Me trouxe as poesias mais lindas pelas mãos da força motora da paixão que me mantém vivida.
E então eu me dei ao luxo de admirar o caos à minha volta.
Meu coração reascendeu ao receber a ventania.
Foi o brilho dos olhos teus que me deixou em harmonia.
E fez meu coração sair do peito...!
Então eu peguei o meu inferno e fiz de minha morada.
Eu me joguei no abismo dessa paixão negligenciada.
Eu me deixei pegar fogo, queimar, vira cinzas e fumaça.
Eu peguei o meu bem querer e transmutei em silêncio pelo vácuo do espaço-tempo.
Eis que meu coração saiu do peito endiabrado!
Me faz flutuar do ceus aos infernos do modo mais vasto.
Minha paixão tem a força de um tornado.
Fez meu coração sair, pulsar, brilhar fora do peito...!
AMARGURA
Um dia vou lembrar de você sem chorar.Um dia você vai estar fora do meu coração assim como está da minha vida.Um dia você não será mais minha dor,assim como não é amor.Um dia não lembrarei que você é meu passado.Um dia...espero que esse dia seja amanhã...
Das palavras loucas vindas do coração não se destinam em vã
Assim, ao amanhecer do dia o novo caminho do amor hão de ser bem vívidos
Belo e que sabe viver, tu me faz feliz, onda do mar e da arte do abrilhantar do teu irradiante sorriso que bateu em mim
És encantador ao nascer de modelo naquilo em que és invisível ao teus olhos de esmeraldas
Contigo hei de viver para completar os momentos de sonho e de paixão
Afinal, como explicar e sentir ao te olhar sendo uma pedra preciosa.
A Coragem da Esperança
Lembre-se que tu serias a melhor maravilha, pragma do meu coração
Fostes, tu, como algo mais que um amigo, aquele que me transmite luz, valoriza a individualidade e a sinceridade
Desse momento, nós passamos, urge no fundo da minha mente
Quando estávamos, tu estava exatamente do jeitinho que eu sempre sonhei e me encorajava, como philia
Tudo em ti és milimetricamente perfeito e detalhado, iluminado
Neste retalho que esta poesia impulsiva em forma de canção transmite
Retrata-nos de ter você aqui aos meus pés, oh, poetas para quê servem?
Era o fim de uma década, mas o começo de uma era ao te conhecer
Possível, era ficar sorrindo com facilidade ao te olhar com o rosto do luar
Refletindo uma noite de verão que são Philos das minhas pupilas ao teu enxergar
Que nada era em vão, ao fim, com o nascer do teu contentamento
Acredito na intensidade que a paixão me toma e chega cedo por aqui
Enfim, valorize seu amor, destino, acaso, sorte, ventura e sina.
Eu sou um poeta, coração
Você é minha inspiração
Ver sua beleza é admiração
Como uma obra de arte, fascinação
Nem Da Vinci faria algo de uma simulação
Essa moldura que você é uma perfeição.
Percebi o desejo de aceitar a minha vida como é e em meu coração quando, pela primeira vez, imergi numa busca de autoconhecimento.
O deleite estético e mastreia causou-me comoção. Sinto como se estivesse cada dia melhor, em progresso e revigorando.
Algumas conquistas da minha vida se instalaram no meu imaginário e lá fizeram morada, na busca pelo conhecimento, sabedoria, evolução e felicidade.
Nesse dia eu notei algo diferente em mim. Queria fazer algo assim; algo que fizesse outras pessoas contemplarem o mesmo.
A equação da vida deve ser usada para determinar importantes grandezas da nossa vida uniformemente linear e com aventuras ociladas quando não se sabe o tempo decorrido.
Deveras, é um tipo de força que está presente na minha vida quando a emoção, desejo e persistência entram em contato com meu sistemas endorfina e serotonina.
Progresso, ele é o vetorial que vai ser essencial na minha vida e ser calculado a partir da diferença entre outras duas grandezas vetoriais: a posição final que vou chegar e a posição inicial onde origina o desejo de crescimento e bravura.
Produzindo, por fim, seus meios de vida, produzir, indiretamente, minha própria vida material, intelectual, mental, virtuosa e espiritual.
Cada minuto contigo, um acorde suave,
Em meu coração, a vontade não cabe.
Amor e conexão, harmonia divina,
É a felicidade, em cada esquina.
Ainda é tempo de ser feliz, meu bem,
De viver cada momento como um refém.
Mostrar que o amor é a mais bela canção,
E que juntos, somos a perfeita expressão.
Repetir em cada verso, em cada melodia,
Que és tu quem dá cor à minha sinfonia.
És tu que, como uma nota, faz vibrar,
Aumentando o tamanho do mundo em meu olhar.
Reações Inacabadas
Na tabela periódica do meu coração,
Tu és o elemento raro, a essência da emoção.
Minhas moléculas vibram ao te ver,
Uma reação exotérmica, difícil de conter.
Meu amor, uma síntese de dopamina e desejo,
Neurotransmissores disparando sem cesseiro.
Serotonina diminui, na trilha do teu não,
Levando à melancolia de uma reação em vão.
Nossos encontros, experimentos falhados,
Misturas heterogêneas, destinos não alinhados.
Eu, hidrogênio, em busca de um oxigênio para ligar,
Você, um nobre gás, impossível de alcançar.
No laboratório do afeto, tento catalisar,
Esperanças, aditivos, para a reação avançar.
Mas o equilíbrio químico nunca vem,
A solução supersaturada apenas reflete meu desdém.
Ácido e base, tentamos neutralizar,
Mas cada titulação apenas parece nos separar.
Como reagentes em um béquer, sob a chama da paixão,
Só para descobrir que falta a estabilidade na equação.
E na balança analítica, meu amor pesa mais,
Um excesso de reagente, em desespero voraz.
Enquanto isso, tua ausência é o precipitado,
Que se forma no fundo, frio e calculado.
A cinética desta paixão, lenta demais,
Tempo e energia, consumidos demais.
No fim, talvez, devo filtrar meu próprio coração,
Separar o sentimento, recristalizar a razão.
Quimicamente falando, o amor é um estado instável,
Uma mistura de potenciais, bela, mas volátil.
Entre soluções e solvatos, meu amor não correspondido,
Persiste, um elemento isolado, em um frasco esquecido.
O Crepúsculo do Desejo
Nas sombras do meu coração, onde murmúrios ecoam,
Habita um amor sepultado, sob véus de luto e segredo.
Uma paixão fantasma, que nas trevas me assedia,
Um amor não correspondido, que como sombra, comigo vadia.
Nas tumbas de sentimentos, onde repousam os mortos,
Meu amor solitário vagueia, entre os esquecidos.
No jardim das almas perdidas, ele sussurra para a noite,
Promessas não cumpridas, num lamento sem açoite.
Como um vampiro, ele suga a essência de meu ser,
Deixando apenas a casca, um vazio a padecer.
Nas veias desse amor, corre não sangue, mas veneno,
Um elixir doloroso, doce e pleno de pequeno.
O céu de minha mente, outrora claro e vasto,
Agora coberto por nuvens negras, um tormento nefasto.
Cada estrela apagada, um sonho de reciprocidade,
Cada trovão distante, o eco de minha saudade.
Em noites de lua nova, quando a escuridão é completa,
A tua ausência é um espectro, na penumbra discreta.
Rondando os corredores de minha alma enclausurada,
Um amor zombeteiro, na escuridão encarnada.
Oh, como desejo libertar-me deste cárcere sentimental,
Quebrar as correntes desse amor brutal.
Mas como arrancar o próprio coração, motor de meu tormento,
Sem o qual a vida cessa, e com ele, só sofrimento?
Assim, na catedral do desespero, ao altar me prosto,
Ofereço meu coração, um sacrifício ao gosto
De um amor cruel, deus de minha devoção,
Que rege minha vida com mãos de perdição.
Esse é o crepúsculo do desejo, o ocaso do meu querer,
Onde amar é um inferno, um eterno padecer.
Entre sombras que dançam, e o frio que tudo consome,
Meu amor não correspondido, em trevas, encontra seu nome.
Amores Líquidos
Nos cliques e toques na tela,
Um coração pulsa na espera,
Uma curtida, uma mensagem,
E assim começa a viagem.
"Oi, tudo bem?" no direct,
Conversas cheias de afeto,
No WhatsApp, risos soltos,
Marcam encontros com planos tortos.
Um, dois, três goles de emoção,
A paixão ferve, sem razão,
Mensagens de bom dia, sorrisos,
Momentos doces e precisos.
Mas o tempo é cruel e sorrateiro,
Troca fervor por silêncio inteiro,
Palavras murcham, sem sentido,
Respostas frias, por obrigação, um gemido.
Sempre há um que se apega,
E outro que, sem dor, desapega,
Arquiva, deleta, segue adiante,
Próximo contato, amor inconstante.
Lágrimas caem, amor escorre,
Relação que pelo ralo morre,
Termina onde começou,
Na rede que tudo apagou.
Vivemos tempos de amores fluídos,
Sentimentos leves, nunca retidos,
Mas, no fundo, ainda anseio,
Por um amor sólido, verdadeiro.
Será que nada é feito pra durar?
Ou podemos, enfim, encontrar,
Entre cliques e telas brilhantes,
Um amor real, constante?
Estamos todos ligados pelo coração,
E pela amizade sincera que nos une.
Nos fios invisíveis de pura emoção,
Cada riso, cada lágrima, cada dia que surge.
Nosso laço é forte, feito de verdade,
De momentos partilhados e histórias contadas.
Na alegria ou na dor, na simplicidade,
Encontramos apoio, palavras amparadas.
Corações entrelaçados em harmonia,
Num compasso de vida que a amizade rege.
Em cada gesto, em cada sinfonia,
Reside a força que nos protege.
Assim seguimos, juntos, em comunhão,
Caminhando na trilha do bem-querer.
Somos todos, em essência, uma só canção,
Que a vida nos ensina a reconhecer.
Certas palavras, suaves como brisa,
Sussurram segredos ao coração atento.
Olhares falam, mesmo em silêncio,
Histórias que só a alma ouve, sem lamento.
Momentos surgem, eternos em sua essência,
Fazem o mundo lá fora parecer distante.
Gestos simples, porém cheios de eloquência,
Guiam-nos, como estrelas em noite constante.
Toques que tremem, alma em vibração,
Como sinfonia tocando no peito.
Detalhes sutis, da pura emoção,
Revelam seres especiais, perfeitos.
Você, presença rara e querida,
Deixa rastros de luz em nossa jornada.
Bela lembrança, eterna na vida,
Tesouro guardado, memória abençoada.
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