Um Coração Generoso
Ventos do inverno
O vento do inverno ameaçava congelar seu coração...
Era uma vez... ou não era não...
Porque todas as histórias têm de começar assim...
Por que tudo tem de ter fim?
E o vento continuava sua jornada,
congelando tudo o que encontrava pela frente...
atravessou a noite e
o futuro desintegrou-se sem aviso prévio...
memórias partidas com tantas idas.
Extinto o futuro,
não haveria mais nenhuma despedida...
Com o futuro implodido
foi-se tudo o que poderia ter sido.
Foi-se... sem ter acontecido.
Minha solidão
Parecia minha aquela solidão
Era um vazio tão profundo,
um andar tão só no mundo,
um tormento de isolamento.
Parecia minha aquela solidão...
Vinha sempre tão sozinha,
só acompanhada de seus fantasmas
só com coração repleto de solidão.
Só, sozinha em sua solidão,
só queria que alguém na multidão
estendesse
pelo menos uma vez a mão...
e lhe tocasse o solitário coração.
Borboletas
Borboletas num sobrevoo…
Sobre as flores.
Desamores.
Desapegos.
Dias sem medo.
Solidão.
Dor no coração.
Um vento brando sopra…
A melancolia toma conta…
Tudo mudo no fim das contas.
Machucada
Ao solo vergada.
Machucada.
Foram tantos os vendavais e tempestades
Quase acabaste em nada.
Tua dor revelada
Em fundas marcas e cicatrizes.
A vida te deixou ferida.
Mas, ainda assim, amas a vida.
Há uma força em ti.
Coração perseverante.
Tuas tentativas revelam-se o bastante.
Amas a vida... amas estar aqui.
Na direção do sol nascente
Olhava a Leste... na direção do Sol nascente... todas as manhãs.
Sua esperança?
Ver voltar seu bem que naquela direção um dia partiu.
Tinha andado léguas e léguas, e não o encontrara.
Sentia a solidão do tamanho do mundo em cada fim de tarde que retornava.
Não consegue fazer calar seu coração...
É sua alma gritante pedindo licença
Pra ecoar sua razão: ele não deveria ter partido... deveria tê-la ouvido... as terras à Leste são longes demais...
Retornar... não saberia ele mais?
Barra do leme
Meu próprio luto.
Sofri um naufrágio...
Estado total de triste apatia.
Em nenhum lugar me encaixo...
Pode o mundo virar de cabeça pra baixo.
Quando minha cabeça toca o travesseiro...
Cadê aquela guerreira?
Âncora levantar.
Por esse marzão imenso navegar...
Sem roda do leme, sem governo, sem timão...
Nunca mais atracar.
Só... e só as batidas do coração.
Vontade imensa de a chuteira pra sempre pendurar...
Se decidires
Se decidires não mais me amar,
afasta-te de mim.
Por favor, vá sem aviso prévio!
Busca outra estrada pra caminhar.
Procura outro jardim pra o perfume das flores sentir.
Busca outro mar pra mergulhar.
Se decidires não me amar...
Afasta teus olhos de mim...
Se decidires não me amar,
vá... de nada valerá querer me explicar
por que decidiste o que decidiste...
entendo... é o fim de nossa estrada juntos,
cada um seguirá seu próprio caminho
sozinho.
Ficarei, por aqui, taciturna, silente... por um bom tempo... até parecerei doente.
Pensarei: estava eu tão acostumada a nós...
É difícil quebrar velhos hábitos...
Mas eu hei de quebrar...
E abrirei meu coração pra outro homem nele entrar...
Fazer morada...
Serei namorada.
Tudo num instante conciso irá acontecer.
Nós dois houve um tempo em que era pra ser... agora não é mais... quando chegar a hora, eu vou entender.
Juras de amor
Construímos castelos de areia.
Veio a onda do mar e derrubou...
Era tão fraco nosso sentimento
um pelo outro
um leve vento tudo bagunçou.
Nosso amor bateu de frente com cheiro de madressilvas...
Para o feitiço não houve outro jeito...
Nosso amor mostrou-se completamente imperfeito.
E agora?
Agora, minha alma chora.
Acabou de ti por mim o encantamento...
Meu coração é só queixas, só lamúrias... vive um triste desânimo, num eterno abatimento.
Amor meu
Amor meu, por que te foste?
Deixaste baralhada minha mente,
O céu mortiço faz de conta que nada vê.
Partiste e me deixaste a sofrer.
Vivo no mais grande tormento.
Meu coração um eterno lamento.
O choro meu interminável companheiro.
Volta, volta pra mim... e volta ligeiro.
Na noite mergulhada em trevas...
Não mais alegria meu coração sente.
Olvidaste o que me prometeste?
Dizias sempre que me amar irias eternamente
Mais amor, por favor!
Quantos corações machucados há por aí deixado.
Sabes que tens feito muito mal...
Não paras pra pensar que na vida tudo pode retornar?
Coração sangrando.
Peito doendo.
Vida se esvaindo...
Esperanças pouco a pouco morrendo.
Que estrada é essa que trilhas?
Que muros são esses que constróis?
Há tanto gelo ao teu redor...
Não percebes que a cada passo que dás um coração destróis?
Retrato de uma guerra...
Uma cidade sem ruas,
uma rua sem casas,
uma casa sem família,
uma família sem mãe,
uma mãe sem filhos,
sem filhos e sem mãe.
Um corpo caído,
moído... sofrido.
Um corpo sem braço,
um braço sem mão.
Falta de espaço,
falta de ar,
um tiro no coração.
Uma cidade,
uma rua,
um homem,
sem sol, sem lua...
apático...
sobreviveu porque foi prático.
Quero a clareza do pensamento
não apenas por um momento
chega de acordar num eterno tormento...
Vento.... leve as nuvens que me confundem
quero desanuviar minha mente,
quero andar livremente...
só quero o que é certo
só o certo por perto.
Vento... leve a confusão
cansei de ser confundida,
de não ser entendida,
do implícito... do não dito...
do mau dito.
Vento... carregue a cerração
que cerra os olhos e o coração.
E você:
entenda os sinais,
leia os escritos,
ouça os ditos.
Veja bem, amore...
a morte é o maior dolore.
O que resta agora
que você foi pra sempre embora?
Não há cor, não há calor
a vida perdeu todo o seu sabor.
O seu olhar distraído
ao me dizer adeus
deixou meu coração partido
e perdidos meus braços sem os seus.
O que resta agora?
Uma vida descolorida,
uma alma deprimida...
e um coração solitário que chora...
agora que você foi embora :(
Até amanhã...
Mais uma vez
o dia se fez.
Um dia diferente
teu coração sente.
Acaba o dia...
infrange tutto e resta niente...
Sem destino...
vago sem direção
quase nem bate meu coração.
Sem você...
nada atino...
sigo em busca de um destino...
peregrino.
Queria nas asas do vento viajar
pra bem longe me deixar levar...
Coração leve...
vento me leve...
pro outro lado do mar.
Outro dia acabou,
outra vez o sol no horizonte pousou...
outra noite a lua brilhando
e eu aqui te esperando...
O maior amor do mundo
me estendeu a mão,
olhou nos meus olhos... bem fundo,
cativou meu coração...
Allora, amore mio
"ci risiamo..vabè, è antico, ma ti amo"
è antico, ma ti amo ;)
Um simples amor de primavera,
esquentou no calor do verão...
o outono inteirinho durou,
e no frio do inverno congelou.
Um amor despretensioso,
se mostrou tão majestoso e imponente,
despertou veneração
e pra sempre conquistou meu singelo coração...
Amor pelo inverno congelado
pra no verão ser melhor saboreado....
Descrente,
segue no meio de tanta gente...
Na sua solidão,
sofre sozinho em seu coração.
Isolamento,
torna sua vida o maior tormento...
Ilhado,
separado,
afastado...
segue ele
com gente por todo lado.
Estou cansada de me escutar
só de você sei falar,
só em você consigo pensar...
só você consigo enxergar.
Já decorei os seus gestos,
decifrei cada olhar seu,
li seu coração...
sei quando é razão... quando é emoção.
Eu sou eu mesma afinal?
Ou minha história com a sua se confunde...
e se funde?
O que há em mim de original?
`Perdono... si quel che è fatto è fatto io però chiedo`,
preciso do teu perdão
pra ter paz no coração
pra seguir sem medo.
`Dire che sto bene con te è poco
Dire che sto male con te.. è un gioco!`
Não quero amanhã acordar
e não mais te encontrar.
Não quero sozinha
por este mundo louco vagar...
Perdão, preciso do teu perdão
pra não morrer de solidão.
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