Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida
O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro nas mãos a cada minuto livre.
A maneira mais segura de estragar um jovem é ensiná-lo a ter em mais alta conta os que pensam como ele do que os que pensam diferente dele.
A humanidade ganha mais aceitando que cada um viva como bem lhe parecer do que obrigando-o a viver como bem parecer aos outros.
O efeito que um livro exerce sobre nós só é real se experimentamos o desejo de imitar sua intriga, de matar se o herói mata, de estar ciumento se está ciumento, de estar doente ou moribundo se ele sofre ou se morre.
A tradicional lucidez dos depressivos, quase sempre descrita como um desinteresse radical pelas preocupações humanas, revela-se, em primeiríssimo lugar, como falta de interesse pelas questões de fato pouco interessantes.
Conheci um cara que era feliz no casamento, mas se separou para não se arrepender mais tarde de não ter mudado.
Quem dá um grande presente não acha gratidão, pois para o presenteado já é um fardo aceitar.
O cínico é um canalha honesto.
Suportaria eu um só dia sem esta caridade de minha loucura que, diariamente, me promete o Juízo Final para o dia seguinte?
A política é como a religião: cada um diz que na sua igreja é onde habita o bom espírito e a salvação. Por outro lado, há quem afirme que o seu partido é melhor do que o do vizinho. No fim de tudo, esquecemo-nos do que é primordial: a paz e o amor ao próximo. Por esta razão, não gosto de falar de política nem de religião. — BigaM.
Apego Ato 2
(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)
Assim termina o engano do meu próprio coração.
Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.
Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.
Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.
Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.
(pausa longa)
Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.
Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.
(olha para as próprias mãos)
Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.
Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.
Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.
E se não puder ser assim…
(entonação firme)
Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.
(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)
O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor:
.
O corpo é um sussurro antes do grito.
Antes da gente "saber" de algo, ele já fez.
Toca algo quente? A mão já tirou.
A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal.
É o reflexo, essa resposta automática
que precede a consciência.
"Como diz a neurociência, o corpo reage
em ~50ms, enquanto a consciência
demora ~200ms para processar."
Então, nesse raciocínio;
O corpo é o primeiro a saber.
A consciência vem depois, como um
segundo passo. Registra a dor, avalia,
decide. Mas, o reflexo já aconteceu.
É como se o corpo "sentisse" primeiro,
e a gente "entendesse" depois.
Sentimos e depois pensamos,
o corpo é o primeiro a reagir.
E essa sensação é a base de tudo:
O corpo é o "eu" antes do "eu penso".
E quando a dor aperta e não tem
remédio? A consciência tenta ajudar:
Respira, distrai, relaxa. O corpo, por sua
vez, solta endorfinas, tenta modular a dor
via gate control theory – aquela "porta"
que pode fechar o sinal de dor.
Juntos, eles tentam dar um jeito.
Estudos mostram que mindfulness e
técnicas de relaxamento podem reduzir
percepção da dor em até 50%.
Mas será que é fuga ou aceitação?
A pergunta filosófica fica: Quem manda?
O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho
em equipe. O corpo dá o alerta,
e a consciência cuida do resto.
"Como diz Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"."
O que sei é que Ele nos conecta com o
ambiente antes da gente "pensar".
E talvez seja por isso que, quando
o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica?
O corpo se acostuma (neuroplasticidade).
E a mente? Como lidar com o incessante
sinal de alerta? A consciência pode
se cansar....Mas, o corpo segue.
É aí que a psicologia entra:
Aceitação, reinterpretação da dor,
foco em valores, estratégias para não
deixar a dor definir a vida.
"Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda
histórias que a mente esquece"."
E o que é dor, afinal? Uma sensação,
um aviso, ou um reflexo? Talvez seja,
o conjunto de tudo isso. Por isso que,
às vezes, a gente precisa parar e ouvir
o que o corpo tem a dizer.
Não só ouvir, mas, sentir.
"Como diz Carlos Drummond de Andrade,
"o corpo é a única coisa que não mente"."
Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não
aguente mais? A dor vai continuar.
O corpo vai reagir. E a consciência?
Vai tentar entender, administrar, aliviar.
É um ciclo sem fim.
E você, como lida com a dor?
O corpo sussurra, a consciência esculta?
A dor é um idioma que o corpo fala,
e a gente, aprende a traduzir? Ou fica
perdido nas entrelinhas?
O corpo dói, a mente interpreta.
E a alma, o que faz? Ela sente, respira,
some ou transforma tudo em poesia?
O silêncio do corpo é um barulho surdo.
Quando ele fala, a gente treme.
Quando dói, a gente sente.
E quando ele para de doer?
A gente esquece? Ou agradece?
O corpo ainda é um mistério.
E a dor, uma grande lição.
E se a dor for a porta? E se ela abrir para
algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"!
E se a gente ouvir? E se a gente sentir?
E se a gente renascer? O corpo sabe antes.
A consciência certamente virá depois.
"Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é
um fantasma que habita o cérebro"."
Eu digo que a dor, É o fantasma que nos
lembra de que estamos vivos.
No exemplo do "membro fantasma",
o corpo "sente" dor em algo que não existe
mais? Será isso? Ou tudo é entregue
a alma para dá o veredicto final?
A dor para nós, também, pode ser
um professor.
"Como disse Buda, "a dor é inevitável,
o sofrimento é opcional". Como no exemplo
de Viktor Frankl em Auschwitz:
É preciso encontrar sentido na dor extrema.
"Maya Angelou, disse "faça o que você tem
medo de fazer, e a morte do medo é certa"."
Se o corpo sente medo, mas a consciência
pode agir apesar dele. Então, a gente,
escolhe sofrer ou aprender?
O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho
para a compasão?
A relação entre corpo e consciência é
como uma dança constante.
O corpo sente, a consciência interpreta.
O corpo reage e a consciência responde.
É um diálogo sem fim.
"Como diz Maurice Merleau-Ponty,
"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"
Para mim, o corpo nos conecta com o
ambiente antes de a gente "pensar".
O corpo é o primeiro a saber de tudo,
a consciência vem depois para entender
e agir. E quando o corpo e a
consciência estão em sintonia?
A gente se sente inteiro, presente, vivo.
Mas, quando eles estão desalinhados?
A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor.
A consciência pode até tentar controlar
o corpo. Mas, o corpo, também
influência a consciência.
"Como disse Antonio Damasio,
"o corpo é a base da consciência"."
Talvez, seja por isso que as sensações
corporais moldam como a gente pensa
e sente. E se a gente parar e ouvir o corpo?
Ele sussurrará necessidades, limites,
desejos. A consciência pode aprender
a escultar esses sussurros e responder
a nós de forma mais harmoniosa.
O corpo sabe antes. A consciência vem
depois. E a alma? Onde fica nesse processo?
A alma sente, respira, transcende.
Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda,
sendo o elo principal de ligação.
A alma, é o próprio silêncio que vive entre
corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos,
evoluindo em sua silenciosa jornada.
Diante de tudo isso aqui descrito...
Eu finalizo essa crônica dizendo que;
O corpo é o início e a consciência o
caminho, e a alma, é o destino final.
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
DRA03022026.
Anteontem, eu não tive um dia tão bom, porém, me levantei e segui adiante…
Ontem, o dia foi um pouco melhor, mas, indiferente a isso, apenas continuei…
Hoje, o dia segue ótimo, agradeço a Deus, mas, ciente que nem sempre será assim…
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