Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida

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⁠Oceano de Desejo

Meu corpo é maré alta, um oceano que se agita, sempre à espera de algo que o toque, que traga a calma ou o caos. Não são todas as mãos que sabem navegar esse mar profundo. Algumas apenas afundam, outras seguem sem perceber a profundidade. E eu espero por quem tenha coragem de mergulhar, por quem entenda que desejo não é só pele, mas a união de duas almas que se reconhecem no abismo e se elevam juntas, sem medo de se perder, mas prontas para se encontrar.

Considero-me um dos teus melhores amigos, e até que a recíproca é verdadeira, por tudo o que já fizeste, sorriste e choraste por mim.

Mas não tenho o direito de exigir que confies cegamente em mim, não tenho o direito de saber tudo a seu respeito, não tenho tempo de roubar o seu tempo, não tenho o direito de interferir em teus caminhos, não tenho o direito de chantagear-te com minha bondade, não tenho o direito de exigir que chores primeiro em meu ombro, que corras primeiro em minha direção, não tenho o direito de reclamar pelas verdades que não disseste, e nem pelos segredos que me ocultaste.

Ser teu amigo não me dá o direito algum sobre a tua consciência. Antes de ser teu amigo, implica apenas e tão somente em querer o teu bem, porque te quero bem. E só. Chamar-te-ei a atenção para certos perigos, estarei ali quando doer em ti alguma dor intensa estarei inquieto quando souber que não vais bem, estarei sorrindo de alegria quando souber que estás feliz. Para mim não quero nada. Nem mesmo o consolo de saber que sou ou não teu melhor amigo, ou que dizes ou não dizes, sentes ou não sentes, que sou a melhor pessoa que já passou em tua vida. O que espero e desejo? O que espero e desejo é que nunca canses de minha amizade, que nunca aborreça de saber que alguém se preocupa contigo, que nunca digas: "Lá vem aquele chato de novo". O que espero e sonho é que, um dia se precisares de um par de ouvidos, procures entre outros, também os meus; se um dia qualquer dor te machucar demais, e se estiver cansado, revoltado, magoado, ou vazio, tenhas a coragem sem medo algum, de me encontrar e dizer que precisas de alguém como eu, que nada quero em troca senão a tua paz interior. O que realmente quero é que entendas que não te quero para mim, mas apenas e tão somente para ti, não quero exclusividade, mas com ternura fraterna e sincera, e que entendas que se fosse preciso, daria minha vida por ti, e se ainda as circunstâncias o exigissem, sumiria de tua vida para que minha lembrança ou minha presença jamais te atrapalhasse de ser feliz, e realizar tua vocação plenamente.

Não. Eu não preciso de ti. Mas porque sou teu amigo, eu quero precisar Posso viver sem ti, mas com tua amizade sei que eu cresceria muito mais.

Finalmente quero que saibas a maior das razões pelas quais tenho sido teu amigo de todas as horas: "Sem saberes, tu me elevastes muito alto, para bem perto de Deus, todas as vezes em que tendo tu olhado em meus olhos e eu nos teus, descobri que de mim nada querias senão que eu fosse uma presença amiga nas tuas alegrias e nas tuas lágrimas".

E foi no dia que descobri que me queres bem, mas que não te faço falta, nem te agarras em mim como tábua de salvação; foi naquele dia que senti a vitória de ser teu amigo. Tudo o que quis e quero, é conquistar-te à tua própria tranqüilidade. De ti só desejo guardar uma lembrança: "Muitas e muitas vezes que vi quando tinhas Deus no coração generoso e empapado de lágrimas de ternura, tu me ensinaste muito mais que pensas", E por isso que quando não tendo podido falar de Deus contigo, tenho falado de ti a Deus. E de alguma forma nunca deixei de estar presente.

Mas sabes o que mais me encanta em nossa amizade? - Penso que permaneceste livre apesar do tanto que já me ouviste, sei que jamais me escravizaste. Se tudo não fora amizade, então não sou teu amigo. Se tudo isso for amizade, estamos quites. Cresceste em Deus do teu jeito e eu cresci do meu.

Não existe nada melhor do um dia após o outro! Sentiremos uma dor aqui, outra ali, mas vamos que vamos! A vida não pára! Estamos nesta grande corrente para ganhar ou perder. Tropeçamos em alguns pontos do trajeto, mas limpamos os nossos joelhos e seguimos em frente, não deixando que as lágrimas nos impeça de enxergar tantas oportunidades ainda teremos pela frente!

Eu canto baixinho pra ela, desafino de propósito pra ver se eu arranco um sorriso dela.

Há um lugar dentro de mim que não tem nome.
Não é sombra nem luz — é um silêncio que pulsa, como se guardasse o segredo de todas as respostas que nunca tive coragem de perguntar.


Ali, as memórias não se mostram em ordem, mas em fragmentos que se repetem como ondas. Cada lembrança traz um peso diferente, e cada peso molda um pouco mais quem sou. É um território onde o tempo não existe, mas onde cada instante tem o peso de uma eternidade.


Não é um lugar para visitas apressadas.
É preciso entrar devagar, com a respiração contida, aceitando que algumas verdades não se dizem — apenas se sentem.
Ali, o choro não é tristeza, é purificação. A dor não é inimiga, é guia. E a solidão não é ausência, é presença ampliada de si.


Talvez, no fundo, essa profundidade seja o que me mantém viva.
Porque é ali que encontro a mim mesma antes que o mundo me peça para ser outra.

Homem cafajeste nada mais é que aquele homem que um dia amou demais uma mulher

⁠Indiaroba, Terra de História e Afeto

Há um olhar que ultrapassa o óbvio, que enxerga além das paisagens e dos cartões-postais. Um olhar que se detém nos detalhes, nas expressões, nas mãos que trabalham, nas risadas que ecoam pelas ruas, no cheiro da comida que traz lembranças de casa.

Minha gente é feita de força e delicadeza. Das águas do Rio Real que nos banham e dos passos que marcam a terra. São rostos que contam histórias, vozes que preservam tradições, gestos que carregam gerações inteiras. E eu, com minha lente e meu coração, me faço parte disso tudo— registrando, contando, preservando.

Cada clique é um abraço na memória, um jeito de dizer: olhem para nós, para o que somos, para o que temos. Nossa cultura pulsa na feira livre, no trabalho dos pescadores, na dança que embala as festas, na fé que nos une. Indiaroba é mais que um lugar, é sentimento, é pertencimento, é raiz.

E quando alguém me pergunta o que me faz ter tanto orgulho de viver aqui, eu respondo sem hesitar: é a minha gente.

⁠A Arte Secreta de Partir

Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.

Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.

Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.

Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.

Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.

E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.

Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.

Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.

E ser lembrada da melhor forma possível.

Sorrindo.

⁠Nos braços da saudade

Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.

Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.

Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.

O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.

Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.

⁠Efêmero e Infinito

Quando eu for, um dia desses,
poeira, levada pelo vento,
quero ser como as estrelas—
que mesmo quando morrem,
não se apagam.

Que meu brilho, mesmo distante,
ainda toque olhares,
ainda ilumine caminhos,
ainda ecoe na memória
de quem um dia me viu brilhar.

Que eu permaneça,
não apenas na lembrança,
mas no sentir.


#AtravésDoMeuOlhar

⁠Por Só Sol

O sol se põe,
mas nunca é só um pôr do sol.
Ele dança na linha do horizonte,
escorrega lento pelo céu,
como quem promete sumir,
mas nunca parte de verdade.

Pisca em tons de ouro,
derrama fogo sobre o mar,
e, num sussurro de luz,
diz que amanhã volta.

Nunca se perde,
nunca se esquece de ser sol.
Brilha onde os olhos não alcançam,
suspira calor em outras terras,
ilumina, mesmo quando não o vemos.

Porque ser sol
é mais que estar à vista—
é existir,
ardendo eterno
em si.

⁠Sem Reembolso

O tempo não espera troco,
não aceita devolução.
Cada segundo gasto
é um passo sem retorno,
um eco que some no vão.

Ou se vive, ou se perde.
Ou se lança ao agora,
ou fica contando migalhas
do que não foi.

A vida não se guarda em bolsos fundos,
não se deixa para depois.
É fogo que pede sopro,
rio que exige corpo,
vento que chama voz.

O relógio não faz acordos,
nem as horas dão desconto.
A urgência é hoje.
O tempo,
esse, já foi.

⁠Deixe Que o Amor Transborde

Deixe que o amor transborde,
como um rio que não tem fim,
pintando a vida de cores
que o coração nunca viu assim.

Deixe que cada gesto seja um traço,
cada palavra, uma cor no ar,
pinte a alma com o abraço
que só o amor sabe entregar.

Não tema as tintas que se espalham,
não tenha medo de se perder,
pois só quando o amor transborda
é que podemos realmente entender.

Deixe que o amor transborde,
sem medo, sem pressa de parar,
ele vai colorir os caminhos,
e ensinar a beleza de amar.

Medo

O medo é um guardião do desconhecido. Ele segura sua mão no limiar daquilo que você ainda não viveu, como se quisesse te proteger. Mas às vezes, ele protege tanto que te impede de sentir o gosto da vida.

⁠Extensão dos meus pulmões, aqui respiro fundo e sigo adiante.

Em um mundo que corre apressado, onde os dias parecem escapar por entre os dedos, há algo precioso em simplesmente parar. Respirar fundo. Sentir o ar preencher os pulmões e lembrar que viver não é apenas passar pelo tempo, mas permitir que o tempo passe por nós.

A vida não é uma corrida. Nem tudo precisa ser imediato, instantâneo, descartável. Há beleza na pausa, no silêncio entre um passo e outro, na delicadeza de um olhar que se demora sobre a paisagem.

Permita-se observar. Sinta a brisa tocar sua pele, note os detalhes ao seu redor, aprecie a luz que dança sobre as coisas simples. E registre. Não apenas com fotos, mas com a alma. As memórias mais bonitas são aquelas que guardamos com presença, com entrega, com o coração aberto.

Saiba apreciar e registrar suas memórias sem pressa.
Viva cada instante como se fosse único — porque ele é.

Eu gostaria de ser o ar que habita você por apenas um momento. Eu gostaria de ser tão despercebida e necessária.

Um lobo de cabeça cortada ainda pode morder!

Sentada no chão da cozinha,ouvindo Lana Del Rey “ West Coast ” com um cigarro na mão,e milhares de piolas no chão,uma garrafa de Vodka e outra de Whisky,maquiagem escorrida,e suas lagrimas molharam toda a sua roupa,seus pulsos mergulhados em sangue aliviava algo que parecia ser uma dor que nunca acabava.Virou a cabeça pro lado,e viu um retrato,era ela,sorridente em um campo belíssimo,grama verdinha,e um lindo pé de macieira,ela tinha apenas 5 anos na foto,e então ela lembrou do tempo em que era feliz,em que não tinha preocupações,que a única coisa que importava pra ela,era seus estudos,e só fazia brincar e brincar,sem lembrar do ontem nem pensar no amanhã,apenas viver o hoje.

Neste mundo, voce paga um preço todos os dias.
As vezes gasta tudo o que tem.

Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.