Tudo Oque eu Sentia Acabou

Cerca de 337783 frases e pensamentos: Tudo Oque eu Sentia Acabou

"A vida é feita de altos e baixos,
mas eu escolho sorrir e recomeçar..."
Haredita Angel
10.05.19

"Eu não minto, dá muito trabalho e eu sou muito preguiçosa.
Eu só intuo numa frequência que poucos alcançam...!"
Haredita Angel
06.07.21

"Não está indo do meu jeito,
mas está indo.
- Então deixa ir...
- Eu não vou te segurar vida!"
Haredita Angel
01.10.12

"Com gente desaforenta eu não bato boca, bato tambor, tomo banho de ervas e arraso no sorriso."
Haredita Angel
02.07.26

Eu discutir com você?
-Jamais!
Fingir que você não existe
é bom demais!
Haredita Angel
16.07.15

"Se o tempo voltasse, aquele beijo atrapalhado e desajeitado, eu repetiria mil vezes.
Sem pressa, com calma, até que meus lábios aprendessem a se encaixar nos teus."
Haredita Angel
07.08.25

"O tempo vai passar e você vai me esquecer...
- O tempo passou...
-Eu não lhe esqueci!
-Tempo porque que você me mentiu?"
Haredita Angel
09.08.15

Ele: -Queres o mundo?
Eu te dou!
Ela: -Quero não, tá muito ruim, me dê algo menor porém melhor!
Haredita Angel
17.07.26

"Respiro fundo e foco no que dá para controlar.
Tem coisas que eu não preciso mexer agora.
Abrindo meu espaço de paz!"
Haredita Angel
12.08.26

"Eu adoraria que algumas pessoas cinzentas fossem transparentes,
assim eu não teria que vê-las."
Haredita Angel
19.10.25

"Já perdi tanto nessa vida
que se eu vier a me perder de mim,
juro que não vou atrás ..."
Haredita Angel
04.07.21

"Eu sou touro, nunca sou 8, sou sempre 80,
mente ligada a1000, e o coração no 360.
Pisa, mas quando eu levantar...
CORRE!"
Haredita Angel
06.08.23

Se eu mostrasse muita cristianilidade em meus provérbios seria levado ao dogma, mas, só de falar o infinitivo do pensar já viste lâmina na cabeça.
Quem é teu deus memorando, a vida ou a morte? Ou também beijas a necessidade dos desejos e das paixões deste vida.

Se eu mostrasse muita criatanilidade em meus provérbios seria levado ao dogma, mas, só de falar o indefiniti

NA QUITANDA DA VIDA

Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.

A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.

Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.

Minha primeira escola foi o território.

Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.

Eu sou feita dessas coisas.

Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.

Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.

Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.

Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.

É existência.

É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.

E estar aqui também é resistência.

Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.

Quero falar.

Quero contar.

Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.

Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.

O quilombo não é passado.

O quilombo é presente.

Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.

E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.

Não levo tudo.

Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.

Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.

Porque aprendi que não basta sobreviver.

É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.

E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.

Basta olhar para mim.

Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.

Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.

E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.

Eu e os livros,

mares de encontros que me atravessam,

ventos que me levam a navegar saberes.

Cada página acende em mim

a chama esquecida,

essência adormecida que desperta

no entrelaçar de vidas,

na confluência dos caminhos

que me habitam.

⁠Deus Fez Você Pra Mim Antes De Eu Nascer

⁠O Orgulho Atrapalha: Pedir Perdão, Falar "Eu te Amo", Pedir e Aceitar Ajuda...

⁠A Maior Alegria da Minha Vida é Saber Que Deus Escolheu Você Pra Mim e Eu Pra Você.

"Ela era o céu que eu podia ver e admirar, mas jamais tocar! Assim aprendi que ela, com toda a sua beleza, iluminava a minha vida apenas por existir.
Pena que ela nunca soube de nada disso!"
Haredita Angel
13.07.26