Tudo Oque eu Sentia Acabou
E você espera...
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque tudo muda de segundo em segundo...
porque nada é permanente.
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque depois do inverno sempre vem a primavera...
porque nada é pra sempre.
Quanto tempo ainda? Não muito...
"Porque não há bem que sempre dure,
nem há mal que nunca acabe"...
eu sei... eu sei... isso você já sabe.
Quanto tempo ainda? Não muito...
"Porque depois da tempestade vem a bonança"
e "quem espera sempre alcança".
Quanto tempo ainda? Não muito...
Porque ainda se "colhe o que se planta"
e...
porque só há vida onde há esperança.
Longe de tudo
desistir não é mais opção...
Desistir nunca foi assunto
nunca fez parte de nossas vidas...
pra nós... sempre há uma saída.
Tudo é tão certo
com você por perto
até o incerto determinado
vira certo... virando a direção.
Tente e tente outra vez...
continue tentando,
morra tentando...
mas não desista
morra feliz...
Talvez você não tenha conseguido por um triz...
tivesse um pouquinho mais de vida
chegaria aonde sempre quis...
Hoje relendo tudo o que te escrevi
percebo o ridículo em que incorri...
em versos todo meu amor por ti
escrevi...
amor ridículo que vivi...
quase por ti morri.
Amor não correspondido
só por mim vivido
em letras de sangue eternizado
um amor jamais concretizado...
um amor do convencionalmente aceito dissociado.
"Todas as cartas de amor são ridículas..."
Te amei... mais do que tudo te amei
um amor eternamente ridicularizado...
um amor zombado...
A eternidade vai se ocupar
de te mostrar
que tu só ganharias se tivesses me querido ao teu lado...
Olhando de retrospectiva, tudo fica mais fácil de resolver: por que disse sim? Por que disse não? Por que isso? Por que aquilo? Olhando daqui não teria feito nenhuma escolha trocada, errada?
Retrospectiva. Ficar remoendo, no baú das memórias remexendo? Que nada... olhe para frente, siga somente em frente, será igual ou diferente. Que diferença faz se você olhar para trás? O que passou, passou. Águas passadas não movem moinhos.
Passado. Claro, nunca deixará de existir no rolo de filme da história do Universo. Está lá, você e eu, em prosa e em verso. Está lá em um lugar que só com a memória a gente consegue alcançar. O que está feito, está feito, não dá para mudar.
Cena um quinquilhão e alguma coisa: nossa história... que hoje é só memória... mas foi a nossa história - você e eu aconteceu... e isso também ninguém pode mudar, nem apagar, nem trocar de lugar...
Presente: muito obrigada por ter se feito tão presente, por ter me feito sentir tão diferente... tão gente... muito obrigada por ter comigo compartilhado... contracenado nas cenas boas, nas ruins segurado-me em seus braços... muito obrigada pelos muitos abraços.. pelos sorrisos, pelas gargalhadas altas madrugadas... pelos banhos de chuva... pelas flores... pela estrada... encantada.
Se eu mudaria algo do que entre nós aconteceu? Nenhuma vírgula - curti cada momento, compartilhei e comentei... você e eu... 'que seja esterno enquanto dure', já dizia o poeta.
Pra você guardei o amor maior do mundo,
meu corpo, minh'alma, meu coração
tudo é seu desde sempre...
guarde em seu coração este sentimento que é tão profundo.
Um amor verdadeiro
que se entrega inteiro...
não conhece mentiras,
só vive do que é verdadeiro.
Meu amor, toma esse amor,
que todo a você quer se entregar,
um amor que só sabe dar,
um amor que guardei só pra a você mostrar.
Toma, é seu...
embriague-se,
de tudo o que é meu...
um arco-íris risca o céu...
todo o medo o vento levou
num sopro que balança um véu.
Estranhamente,
assustadoramente
tudo persiste,
então, existe...
o desejo,
o beijo,
a felicidade,
o sentir-se vivo,
'sem você não vivo'...
o perfume no ar
em todo lugar
na cidade
da liberdade...
sua consciente
sinceridade...
Cada palavra não dita
foi pura falta da verdade
que dos olhos grita.
Hoje estou vencido,
convencido,
perdido...
desiludido
como se tudo tivesse morrido.
Hoje estou tão lúcido
clareza de pensamento
dúvidas... joguei-as ao vento
como se tudo tivesse vencido.
E você se foi...
sem dizer adeus,
sem beijar os lábios meus,
abandonou tudo em mim que era seu.
O que faço agora
que você foi embora?
Choro todo o choro guardado em mim?
Espero toda a esperança chegar ao fim?
Suplico pra você voltar pra mim?
Aceito que seu amor chegou ao fim?
Eu te amo... e vou te amar até o fim.
Volta pra mim... volta sim...
eu vou te esperar até o fim.
Penumbra...
nada é inteiro por inteiro
tudo é tão sorrateiro...
insinuação...
sutil sutilmente mente
esconde nas sombras
as meias verdades...
não revela toda a falsidade
loucura... insanidade...
demente...
só pela metade é gente.
O tempo...
vai deixando marcas, vai apagando marcas
vai trocando tudo de lugar
vai passando e fazendo tudo com ele passar...
que sejam boas as marcas que ele deixar
que sejam as inúteis as que ele apagar
que sejam indiferentes as que ele de lugar trocar
que sejam desnecessárias as que ele fizer passar...
O tempo...
as máscaras tem o poder de arrancar
as mentiras consegue escancarar
toda verdade se põe a revelar...
tudo o que não é pra ser nem se esforça pra fazer acabar...
só passa e fica observando lentamente se desgastar....
uma coisinha ali... outra aqui... não adianta se iludir
tudo... mas tudo mesmo vai ruir.
Depois a gente começa a reconstruir
em outro espaço, em outro tempo,
com outra gente
é a vida.. nem adianta tentar dela fugir..
Um barulhão, uma confusão
Na minha cabeça os pensamentos... em turbilhão
Tirando tudo do lugar...
E você fala que fala...
E eu sem força de pedir pra parar.
Suspiro baixinho...
Imploro o fim desse redemoinho.
Só quero tudo de volta no lugar certo naquilo que chamo de meu cantinho.
Eu só queria era ouvir o barulho do mar
Trazendo as boas lembranças de um tempo que lá atrás ficou
Eu só queria que uma onda do mar
fizesse o que é sua rotina fazer: apagasse toda as marcas recentes
limpasse pra sempre a minha mente
fizesse tudo voltar a ser como sempre
colocasse tudinho, tudinho no seu devido lugar.
Amanhã eu só vou ficar à beira do mar
A onda certinha há de chegar
Fim
Hoje tudo em mim é saudades.
Ponteiros sem rumo apontam uma vida fora do prumo.
Não há magia nos minutos...
Só há horas partidas em mil pedaços perdidas.
Dia e noite confabulam entre si palavras vazias...
Não há sonhos... não há alegrias..
Na verdade, não há dias...
Só noites seguidas de outras noites sempre mais frias...
A cada segundo tudo se cobre de mais e mais nostalgia...
Não há mais poesia...
Só uma vida estragada... cortada em fatias.
Meu abismo interno
... um inferno...
é eterno.
um vácuo... um vazio
não há eco.
Oco... tudo em mim é oco... louco.
Insano esse nada interminável... sem planos...
esse vazio intragável
essa dor insuportável...
meu abismo interno...
tamanha falta de ar...
pode o vácuo me fazer chorar?
Diga-me quando essa madrugada fria, vazia vai terminar.
Vou eu quando de novo calmamente poder respirar?
Nossa história
guardo na memória.
Começou num momento tão pequeno...
Insignificante.
Tudo foi cambiado.
O acaso... amor destransformado.
O amor jurado olvidado.
Quem nos roubou a esperança?
Um bater de asas de borboleta...
Um tsunami gigante.
Aprendi a esquecer.
Esqueço tudo a cada amanhecer.
Melhor maneira de não mais sofrer.
Olvido indiferentemente
passado... futuro
inclusive o presente.
Todo o mar para atravessar...
Jogo os dados quando termina o dia.
Me dirão eles de uma nova travessia?
És o verso mais tangente.
És tão eternamente presente.
És algo fora de toda magia.
És o tudo do tudo que eu queria.
Minhas noites vazias são eternas testemunhas
da falta que tu me faz
Te proponho um trato: volta... vamos deixar fluir... que importa se amanhã de novo tens de embora ir...
Ecos do passado
Trazem diuturnamente à mente
Tudo o que deu errado.
Encolho-me em agonia...
Sou descompasso.
Meus olhos marejam...
Diante da vida... pura impotência.
Certeza de que nada posso mudar.
Desembrulho-me...
meus erros passados... não os posso ignorar...
mas posso não voltar a errar.
Calço meus tênis e corro... corro... corro...
Olhe! O que você vê?
É igual ou é diferente?
Tudo igual... tudo diferente.
Tudo o que você agora vê sempre existiu
igual e diferente.
Alguém em algum lugar já viu
igual ou diferente.
Tudo exatamente igual
tudo exatamente diferente
tudo em proporções iguais ou diferentes
e isso é indiferente...
Você já pensou que tudo começa com morte?
Você nasce e começa a morrer - no exato momento em que nasce.
Cada dia que se vive, não é mais vida... é morte
ao anoitecer se está a morrer,
é menos um dia,
cada fim de dia é morte.
Você já pensou que na realidade não está vivendo... está sim morrendo...
tic-tac, tic-tac, tic-tac...
[e o relógio batendo,
avisando: você está morrendo, você está morrendo, você está morrendo.
Acostume-se então - cada dia que acaba é um dia a menos
No palco da vida, é uma cena vivida
mais um corte da sua vida...
mas sempre tem um amanhã... mais um dia
um dia de morte se você tiver sorte.
Tudo é uma questão de manter
o olhar no alvo,
a mente inquieta,
o coração no prumo.
Tudo é uma questão de seguir
direto ao alvo
a coluna ereta
totalmente sem rumo...
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