Tristeza por Amar Alguem

Cerca de 100351 frases e pensamentos: Tristeza por Amar Alguem

⁠Tem horas que a cabeça dá um nó. Vontade de nem levantar, Não sair, Não ver ninguém.

Inserida por emiliaboto

⁠Tem momentos que a minha alma está tão triste, tão triste que ela é puro lamento. A única expressão possível são minhas lágrimas. Essas de tristeza, desesperança, decepção por tantas frustrações na minha vida. Aquela frase que diz que a gente nada nada e morre na praia faz muito sentido agora.

Inserida por emiliaboto

⁠Quando me sinto sozinho o bastante para doer, eu lembro que nem sempre estar acompanhado sanou essa dor...

⁠⁠A maior das tristezas não se encontra nos olhos dos que choram, mas no coração dos que precisam se sacrificar para sorrir.

Inserida por ateodoro72

⁠Não há alegres ou tristes o tempo todo. Alguns fingem alegria o tempo todo só pelo prazer de tentar enganar a tristeza.⁠⁠

Inserida por ateodoro72

⁠“Com tantas possibilidades para ser feliz é impossível ficar triste.”

Inserida por DAmico

⁠"É triste depender dos outros para ser feliz."

Inserida por DAmico

⁠"Classifiquei o que me convém como bom e ruim para minha felicidade, agora me encontro em uma luta diária entre a alegria e a tristeza."

Inserida por DAmico

Às vezes me odeio por gostar de você, por ter me apaixonado por você!

Inserida por paolla_souza

O RITMO QUE ESTA NA VIDA.
Livro: Desejo De Sumir.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
CAPÍTULO II
Quando esse ritmo é respeitado, as defesas naturais voltam a existir porque elas nunca foram destruídas. Apenas foram abafadas pelo excesso.
As defesas naturais do espírito são antigas. Silenciosas. Elegantes. Não gritam. Não endurecem. Elas operam por seleção. Por limite. Por medida. São a capacidade de sentir sem se diluir. De perceber sem absorver. De acolher sem se confundir com aquilo que vem de fora.
Uma dessas defesas é o discernimento espontâneo. Quando o ritmo interior está preservado, a alma reconhece instintivamente o que lhe pertence e o que não lhe cabe carregar. O sofrimento alheio é visto com respeito, mas não se transforma em peso pessoal. A injustiça é percebida, mas não corrói por dentro. O mundo volta a ser observado com lucidez, não suportado com exaustão.
Outra defesa é a estabilidade emocional profunda. Não se trata de indiferença, mas de eixo. O indivíduo já não reage a cada estímulo. Ele responde quando necessário. O que antes invadia agora apenas passa. Há uma serenidade que não depende das circunstâncias, mas da ordem interna restabelecida.
Há também a defesa do silêncio interior. Quando o ritmo humano é respeitado, o pensamento desacelera e a mente deixa de ruminar o que não pode resolver. O silêncio volta a proteger. Ele impede a contaminação psíquica constante. Dá repouso às emoções. Permite que a consciência respire.
Surge ainda a defesa do tempo. O espírito passa a confiar nos processos lentos. Não exige resolução imediata para tudo. Aceita a maturação. Compreende que nem toda dor pede resposta. Algumas pedem apenas passagem. Outras pedem espera.
E há a mais nobre das defesas naturais. A dignidade interior. Aquela que impede o indivíduo de se violentar para caber em um mundo adoecido. Quando o ritmo ancestral é retomado, a alma se recusa a viver contra si mesma. Ela se preserva sem agressividade. Se afasta sem culpa. Retorna quando está inteira.
Essas defesas não são aprendidas. São lembradas. Sempre estiveram ali, aguardando o momento em que o ser humano ousasse desacelerar e voltar a viver como sempre viveu. Com medida. Com profundidade. Com verdade.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Normalmente faço piadas em momentos tensos, porém quando se trata de si mesmo até o maior humorista perde a graça

Inserida por pedrohazevedo

⁠Sempre é tempo de retomar a rota e mudar a direção.

Inserida por NayaneQueiroz

A dor silenciosa destrói a alma e queima o coração

Inserida por NayaneQueiroz

⁠Existem dores que não se consegue nomear...

Inserida por NayaneQueiroz

No circo da vida, tem dias que o palhaço chora.

Naquela noite fria, as luzes do Circo Solitário brilhavam intensamente, mas a atmosfera estava estranhamente sombria. Felipe, o palhaço, sempre fazia a plateia rir, mas seu sorriso era uma máscara para a tristeza que escondia.

Naquela noite, algo estava diferente. Enquanto se maquiava, Felipe encontrou uma carta misteriosa em seu camarim. "Encontre-me após o espetáculo, ou a verdade será revelada," dizia o bilhete, assinado apenas com um enigmático "A".

Durante a apresentação, a tensão aumentava. Felipe olhava discretamente para o público, procurando por algum sinal do autor da carta. Seus números, normalmente cheios de alegria, tinham um peso diferente. As risadas ecoavam vazias em seus ouvidos.

Após o show, Felipe saiu pelo portão dos fundos e caminhou até o velho carrossel abandonado, onde a carta instruíra. Lá, no meio das sombras, uma figura encapuzada aguardava. "Quem é você?" perguntou Felipe, o coração acelerado.

"Você esqueceu de mim, Felipe?" disse a voz sombria. Quando o capuz caiu, Felipe reconheceu Clara, a trapezista que desaparecera misteriosamente anos atrás. "Você me deixou para morrer naquele acidente. Todos pensam que foi uma tragédia, mas eu sei a verdade."

O pânico tomou conta de Felipe. "Clara, eu... eu pensei que você estava morta! Foi um acidente, eu juro!"

Clara riu amargamente. "Você achou que poderia seguir em frente e esconder seus segredos. Mas o circo da vida não esquece, Felipe. Agora, você vai pagar."

De repente, as luzes do carrossel acenderam, girando em um ritmo frenético. Felipe tentou fugir, mas Clara o puxou para dentro, onde as lembranças do passado o assombravam. As risadas agora eram gritos, os aplausos, ecos de dor.

Naquela noite, o circo descobriu um novo mistério: o palhaço desaparecera, deixando apenas sua maquiagem manchada de lágrimas no velho carrossel. A vingança de Clara se completara, e no circo da vida, o palhaço finalmente chorara.

Inserida por AndersonS

O PESO DE SUMIR.

Sumir não é desaparecer do mundo. É retirar-se do excesso. É calar onde o ruído se tornou moralmente insuportável. É um desejo que não nasce da covardia, mas do cansaço antigo de existir sem abrigo. Há quem deseje sumir não para morrer, mas para finalmente respirar fora da vigilância alheia.
Na vida a dois, o desejo de sumir assume outra densidade. Não se trata apenas de fugir de si, mas de ausentar-se do olhar que cobra constância, presença contínua, resposta imediata. Amar também cansa quando o amor é vivido como obrigação de permanência absoluta. O convívio diário pode transformar-se em tribunal silencioso onde cada gesto é julgado e cada silêncio interpretado como culpa.
Sumir, então, passa a ser um pensamento recorrente. Não como traição, mas como defesa. Um recolhimento íntimo onde a alma tenta reorganizar-se longe das expectativas. Há amores que não percebem quando o outro precisa recolher-se para não quebrar-se. E há silêncios que não são abandono, mas súplica por compreensão.
O peso de sumir é carregar a ambiguidade de querer ficar e, ao mesmo tempo, desejar não ser visto. É amar e sentir-se exausto. É desejar o colo e, simultaneamente, a solidão. Na vida a dois, esse peso se agrava porque o sumiço nunca é neutro. Ele sempre fere alguém, mesmo quando é necessário.
Entretanto, ignorar esse desejo é mais perigoso. Quem nunca pode sumir um pouco acaba desaparecendo por dentro. O afastamento consciente pode ser mais honesto que a presença vazia. Às vezes, amar exige a coragem de permitir que o outro se recolha, sem transformá-lo em réu, sem exigir explicações que nem ele mesmo possui.
Desejar sumir não é negar o amor. É tentar salvá-lo do desgaste. É compreender que a vida a dois só permanece digna quando respeita os intervalos da alma. Permanecer não é estar sempre. Permanecer é voltar inteiro.
E somente quem aceita o peso de sumir com lucidez descobre que o verdadeiro compromisso não é com a presença constante, mas com a verdade silenciosa que sustenta o vínculo mesmo quando o mundo exige máscaras.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Em todos os seus "eu sempre fui assim", o que você fez diferente por mim?

Inserida por RafaelZafalon

⁠A infância

Sempre recordamos nossas infâncias
Lembramos das flores
E encaixotamos as dores

Negligenciadas
As flores
Murcham
Apodrecem
E morrem
Quase sempre solitárias!

Já aquelas dores...
Inquietas
Naquela caixinha
Tão apertada
Crescem
Consomem
Matam
Mas nunca morrem!

Inserida por RafaelZafalon

⁠Dois de novembro

No silêncio íntimo que invade o Dia de Finados, a saudade se debruça. Ela não tem pressa, é senhora do seu próprio compasso. É o dia em que a ausência brinca de ser presença, quando os que partiram voltam, não em carne, mas em sopro, como se sempre estivessem apenas a um afago de distância.

Os túmulos não mentem. São declarações sem palavras de que o que foi vivido realmente existiu, confessando com a solidez do mármore que a vida é frágil e que o tempo é um rascunho rabiscado à pressa. Cada nome entalhado ascende, não como uma mera inscrição, mas como um feitiço sussurrado entre as frestas do esquecimento.

Nem toda ausência é tratada pelo tempo. O tempo não se compromete com permanências. Passa por nós sem desculpas, sem aviso, sem oferecer alívio. Quando alguém que amamos morre, morre também uma versão nossa. Deixamos de existir daquele jeito. É como ter sua casa assaltada por uma ausência. Por isso, não se deve apressar a dor de ninguém. No luto, não se questiona o amor por quem partiu. No luto, deixamos de nos amar, e voltar ao amor próprio demora. Deixe a pessoa doer.

O luto não passa; somos nós que passamos por ele. É um caminho de fragilidades. Não há como sair de uma dor caminhando. Precisamos engatinhar até voltar a firmar os pés novamente. E demora até que essa dor vire saudade. Demora até que essa saudade vire gratidão. A dor é solitária, e você tem todo o direito ao seu luto, mesmo depois da licença do outro acabar. Cada um tem seu tempo de digestão.

No murmúrio de uma prece, na chama vacilante de uma vela, reside a certeza de que, do outro lado do mistério, alguém sorri — os eternos hóspedes da eternidade. Hoje, flores são depositadas por mãos trêmulas de emoção. Mas não é o frescor das pétalas que importa, e sim o gesto. É flor de ir embora. É uma homenagem ao laço que nem a morte é capaz de desfazer.

Inserida por Epifaniasurbanas

⁠Orvalho

Há uma calma umidade que se detém,
silenciosa, atrás das cercas — nas tramas do mato,
onde o peso das horas mal se sente.
Não teve o tempo de ser apenas água,
carregou-se de sentido ao escorregar da
folha na sombra fria da noite.

Segue um curso que não escolheu,
um fio d’água, sentimento indefinido
que se perde nas dobras do ser.
Será lágrima do mundo ou suor da terra?
A incerteza do líquido que se dissolve é a mesma
da superfície breve de tudo o que vive.

Do gotejar ao chão, desfaz-se em ser,
água que se entrega ao jardim sem mágoa,
rompe as raízes, dissolve o silêncio,
sempre sendo outra, sempre fugindo de si.

Nas bifurcações da vida, onde tudo se entrelaça,
dilui-se para que a essência se revele,
ciclo de entrega e retorno, onde a fragilidade
se faz força.

Inquilina da própria queda,
desce da folha como do cílio uma lágrima,
com o gosto salgado do mar que nunca viu,
e o peso de todos os sonhos que se
perderam.

Não é a mesma lágrima de outrora,
não é a mesma gota que escorreu um dia,
quando despejada tocou as pedras que
chamei de peito.

Inserida por Epifaniasurbanas