Tristeza pela Morte do Pai
Quase é o eco solitário da oportunidade perdida, a sombra que paira sobre o que poderia ter sido, a palavra mais triste que existe.
Quando a gente é criança, os monstros vivem debaixo de nossa cama. Quando, a gente se torna adulto, eles começam a viver dentro de nossas cabeças.
Ser
Não sou
Queria ser
Queria ser mas não sou
Não sou, eu sei
Mas não sei se sou
Você quem sabe
Talvez eu seja
Não sou
Tento ser, mas não posso
Quero ser, continuo não sendo
Mas não sou
Seria bom se fosse
Seria bom ser
Seria bom se fosse
Mas não sou
Quero ser, continuo não sendo
Tento ser, mas não posso
Não sou
Talvez eu seja
Você quem sabe
Mas não sei se sou
Não sou, eu sei
Queria ser mas não sou
Queria ser
Não sou
Como é feliz um pássaro que pode apenas fazer aquilo para que foi criado: cantar e voar. Imagine alguém não poder cantar e voar…
Que é que bate do lado meu esquerdo do peito? Se ainda grita, por quê? E se não me ouve, cadê?
Sou eu.
Sou arisca porque me deixei toda em feridas. Assumo minha culpa por não ter conseguido dar e receber amor. Não é fácil. Só quem não sabe as fórmulas do amor é que consegue amar.
“Quando pensei estar triste com Jesus, descobri que estava O alegrando, enquanto cumpria minha missão.”
Não é possível que meio mundo esteja surtando ao mesmo tempo por uma simples questão psicológica.
Deve ter alguma coisa na água que andam distribuindo por aí.
"Ah se Deus pudesse me ouvir, pediria deixa me partir, leva-me para outros ares, outros céus, conduza-me pela sua vontade, mas me deixe em outro lugar por sinal, me divorcie das minhas companheiras, a dor e a tristeza, permita-me encontrar uma nova cujo nome é felicidade, a tristeza e a dor tem vida longa, mas a felicidade tem vida curta, creio que sou um companheiro adequando para ela, pois desejo fazer com que ela dure um pouco mais, o quanto eu puder prolongar, ah se Deus pudesse me ouvir, escutaria o meu coração que fala mais alto do que os meus pensamentos, assim eu concluo esperando ter sua graça afinal".
Segunda Feira
A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.
O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
